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   > A LITERATURA DESMONTADA EM EDUCAÇÃO BÁSICA: cadernos literários como ação política de reparação simbólica



Elisabeth Silva de Almeida Amorim
      ARTIGOS

A LITERATURA DESMONTADA EM EDUCAÇÃO BÁSICA: cadernos literários como ação política de reparação simbólica

RESUMO
Inegavelmente vivemos em um estado de exceção, com isso há uma necessidade de combater ou neutralizar os dispositivos capazes de engessar e alienar o indivíduo, e a literatura pode ser o instrumento político de reparação e de mudança. Mas, como ensinar literatura sem conseguir despertar no outro o gosto pela leitura?  E o mais grave, como gostar da leitura se muitas escolas continuam sem priorizar espaços de apresentação, prazer e aquisição da obra literária?  A carência de bibliotecas ou pontos de leituras parece ser proporcional a de leitores, no entanto cabe ao professor de literatura criar mecanismos para  incentivar a formação desses leitores. Este artigo pretende apresentar os modos de produção de cadernos literários elaborados por estudantes da educação básica em uma escola pública do interior da Bahia como táticas de criação para conquistar leitores de literatura. Bem, como discutir o desmonte literário sob a perspectiva teórico-metodológica da intersemiótica defendida por Roland Barthes(2001) e as táticas como inventividade dos mais fracos, Michel de Certeau (1998)encontradas por estudantes para fugir do aprisionamento literário. Barthes defende o poder da literatura através de três forças: mathesis como potência em articular saberes, mimesis configura-se em modos de produzir e a semiosis com os múltiplos sentidos. Assim, apropriando-se de uma cultura libertária a literatura é associada a outros signos, consequentemente as obras são desmontadas em gêneros textuais diversos, estes divulgados nos cadernos literários. Conforme Agamben (2009) cada um é produto dos dispositivos numa sociedade contemporânea com corpos inertes em processo de dessubjetivação. Assim, antes de sermos engessados, aprisionados pelas propostas pedagógicas fechadas dos livros didáticos decidimos criar linhas de fuga a partir da literatura. Não pretendemos apontar receitas para formar leitores e escritores, mas apresentar táticas utilizadas para que esses leitores apareçam e cultivem novos. Com os cadernos literários é fato, a literatura lentamente vem mostrando a sua força e fazendo a diferença dando voz e texto a grupo anteriormente, silenciado.

Palavras-chave: literatura desmontada; política de reparação; educação básica.
 
Texto apresentado no XIII Congresso Internacional da Abralic
                              UEPB - Campina Grande/ PB 
 



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