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   > Em que época estamos vivendo?



Luiz Antonio Polli
      PENSAMENTOS

Em que época estamos vivendo?

               Tirei alguns dias para sair e analisar a situação que estamos vivendo nos dias atuais, em diferentes ambientes, sendo na rua, nos bancos e comércios, e assim acabei percebendo que a maioria da sociedade vive em uma correria constante e se aprisiona em redes sociais.

Nesse dia, em que saí para analisar a sociedade, pela parte da manhã, de nove pessoas que tomavam café no mesmo ambiente que eu, seis estavam mexendo no celular e faziam isso até quando comiam, neste local haviam cadeiras vagas, mas mesmo assim algumas pessoas se encontravam de pé, enquanto outras simplesmente pediam café em copos descartáveis e saíam dali tomando-o.

Nos bancos, em agências de diferentes cidades, acabei percebendo que as pessoas se preocupam muito com as horas, tendo cada vez mais compromissos, e assim, na correria, os dias precisariam ter mais horas. Já em um hospital público, havia uma grande fila que esperava atendimento, em que as pessoas reclamavam a demora, e então continuavam presas nas redes sociais através de aparelhos móveis.

Eu parei, sentei em um banco de praça e ali fiquei por horas analisando as pessoas que passavam, era grande a correria, poucos praticavam esportes, como a caminhada e outras o ciclismo. Continuando sentado, comecei a pensar que a cada dia os preços dos produtos sobem mais, os produtores reclamam que o produto na roça não tem valor, mas para o consumidor final o preço chega alto, ou seja, os atravessares cobram mais do que deveriam, e quem acaba pagando isso somos nós, a mão de obra tem reajuste e o salário mínimo não é corrigido acompanhando o ritmo da sociedade em que vivemos, e ainda ouvimos falar que não existe inflação, mas abrimos um jornal para ler ou acompanhamos um noticiário de televisão e vemos obras não concluídas, inúmeros desvios de verbas e enquanto isso, o povo vive em um consumismo constante, adquirindo produtos que não são necessários, e com isso, o endividamento com cartões de crédito aumentam a cada dia.

O povo vive em busca de respostas prontas, em que não haja a necessidade de esforços para pesquisar algo, para fazer algo, sem contar que vivemos um compromisso momentâneo, onde as pessoas querem viver uma vida junto à outra, mas sem perder a sua liberdade.  

Um dia, embarquei em um ônibus e encontrei um jovem lendo um livro, respirei, pensei, não sei quantas pessoas encontrei nesses dias, mas tenho certeza que nesse período de férias, foi o único que encontrei lendo, então, cheguei a seguinte conclusão, a maioria do povo é escravo das redes sociais, vive na correria e no consumismo, deixando de lado seu senso crítico para murmurar e reclamar, mas não adianta reclamar e compartilhar frases prontas em redes sociais se não houver o nosso próprio senso critico e a própria administração do nosso ser, pouco adiantará se “matar de trabalhar” se os impostos não param de subir, não podemos ser escravos de redes sociais, devemos ler para conhecer mais, e assim, termos nossos próprios conhecimentos e o mais importante ter uma crença em Deus, pois quem tem temor terá amor ao próximo, e passará a viver não só por si, mas amando o próximo. E eu vejo que o que falta na sociedade de hoje é o amor.

 


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