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   > VITÓRIA



Elisabeth Silva de Almeida Amorim
      CRôNICAS

VITÓRIA

       Quem defende que a mulher é sexo frágil  desconhece  a história de Maria. Maria poderia passar despercebida em qualquer lugar, mas isso não acontecia. A sua determinação e a vontade de ser feliz não aceitava o conformismo:  mulher nasceu para sofrer e ter uma vida maria.
               Maria tinha tudo para aumentar as estatísticas de depressiva, revoltada,  mas seguiu o caminho inverso. Mesmo sendo vítima de vários tipos de violências, cresce e decide oferecer ao mundo o melhor de si. Estuda, trabalha e nas horas vagas atua como voluntária em uma creche, como  artista já havia feito várias telas das crianças e com a venda revertia o dinheiro para própria instituição.
              No entanto a vida de Maria estava marcada pelas provações, num desses caminhos ela conhece Tormento, uma pessoa  simpática, comunicativa e logo conquista o coração de Maria. Ela  não  entendia como alguém tão simpático, carregava um apelido tão depreciativo.
             Mesmo com namoro recente, Maria começa sentir na pele os primeiros sinais de como Tormento tinha um temperamento explosivo ao consumir bebida alcoólica. Sem  motivo  o jovem quebra um copo, jogando-o contra a parede do restaurante porque achou que alguém havia tocado. Maria se assusta e envergonhada com a exposição pede para ir para casa e ouve novos gritos e palavrões.
          No dia seguinte a borracha havia sido passada, pois Tormento não se lembrava dos vexames  em público. Até a próxima dose... Maria é surpreendida em casa, dessa vez ela ficou com o braço marcado, Tormento queria arrastá-la a força até a lanchonete para afirmar algo perante aos amigos.  Dias depois, um tapa no rosto. Motivo? Nenhum. Apenas Tormento estava de folga enquanto Maria trabalhava, quando ela volta do trabalho é recebida dessa forma, por achar que ela estava se divertindo.
            Tormento sabia que havia passado dos limites, sempre repetiu “ não fui eu, foi a bebida!” Agredir a namorada para provar uma masculinidade, para quem? Ao curar da ressaca ficou quase duas semanas sem aparecer na casa da jovem. Precisava da “amnésia” para encará-la de novo. Sábado,  olhe o Tormento apertando a campainha da casa de  Maria. Insiste.  Até que...
         _ Pois não, senhor?
         _ Quem é você? Onde está Maria?
         _ Maria? Não conheço nenhuma Maria. Sou a nova moradora... Ah, você deve ser o Tormento... Vitória deixou um bilhete para lhe entregar.
       _ Vitória? Não conheço nenhuma Vitória... 
       _ Não conhece? Achei que a conhecia...Você tem amnésia, não? Tudo bem, você não deve conhecê-la mesmo não... Tome, isto lhe pertence.
       Ao abrir o bilhete, Tormento muda de cor:
“ Quando estamos precisando testar nossas forças físicas recorremos a uma academia, buscamos um saco de pancada  ou  levantamento de peso... Gente nasceu para ser feliz, vou em busca da minha felicidade.
                                                                    Adeus”
                              Maria VITÓRIA
 
P s: Até hoje  Tormento vive atormentando a  vida de outras  “marias” já que  vitória não é para quem quer, mas para quem conquista.
 
 
                               Iaçu, BA, jan/ 2014
 
 



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