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   > A espera



Luiz Antonio Polli
      CRôNICAS

A espera

Eu estava vendo as crianças brincarem na neve, quando olhei para a casa da frente e comecei a observar um senhor, de cabelos brancos, mãos trêmulas, sentado em uma cadeira de balanço, ao lado de uma lareira. Era uma manhã fria e aquele homem olhava para fora, em minha direção, enquanto na rua, as crianças brincavam com a neve, correndo, algumas se atiravam pelo chão e outras faziam bonecos, eu estava de um lado da rua e o senhor dentro de sua casa, mas dali eu conseguia o ver através da janela, mas havia entre nós as crianças que brincavam, de repente ele levanta-se lentamente, pega a sua bengala e vem em direção a janela, colocando sua mão sobre o vidro, então, ele começa a observar todas as crianças brincarem. Eu fui me aproximando, passei por aquelas crianças até chegar na janela, os seus olhos estavam tão fixos nas crianças que ele nem percebeu minha presença debaixo da janela, então resolvi bater na janela, lentamente ele olha para mim e dá um sorriso, com os olhos cheio de lágrimas, eu faço um sinal, mostrando que gostaria de conversar com ele, e ele me dá um sinal autorizando minha entrada em sua casa e me convida para sentar perto da lareira. Eu pergunto:
- O senhor mora sozinho?
- Sim...
- E sua esposa e filhos?
- Não tenho.
- Por que o senhor ficava na janela olhando as crianças brincarem?
- Caro jovem, no inverno de 1939, eu tinha 15 anos quando brincava como essas crianças, e conheci uma linda jovem, por ela me apaixonei, mas com o passar dos dias ela foi embora, pois era turista, ela prometeu voltar, mas nunca mais a vi, e o tempo passou, meus pais faleceram e minhas três irmãs mais velhas se casaram e foram embora, eu fiquei aqui sozinho esperando ela voltar, mas ela nunca mais voltou.
- O senhor sonha encontrá-la?
- Sim, pois para o amor não importa o tempo de espera, mas sim viver com a pessoa que nós gostamos nem que seja por um dia só.
Ao ouvir isso, o menino vai embora pensando no que aquele velho senhor falou, chega em sua casa, conta toda a história para seu pai, pois eles também eram turistas, então seu pai diz que quer conhecê-lo, o menino leva o pai e apresenta-o ao senhor idoso e eles começam a conversar, e chegam à conclusão de que a mulher que ele esperou a vida toda era sua tia, que ao voltar ao país de origem, tinha um pai que queria que ela se casasse com o filho de um grande amigo, mas ela havia prometido amor eterno ao jovem que conheceu na temporada férias, dizendo que voltaria um dia para casar com ele, e se isso não acontecesse, ficaria solteira, assim, ela não quebrou a promessa e revolveu  entrar em uma casa religiosa e com o passar do tempo tornou-se freira.


Obs.: todos nos apaixonamos em uma determinada fase de nossa vida, mas o amor se tornará forte apenas quando aprendermos a conviver com as dificuldades e a esperar o momento certo, e não buscar a pessoa perfeita, pois perfeição não existe, o que existe é a compreensão em saber aceitar os erros e as dores, e acima de tudo acreditar que o amor supera tudo, não importando o tempo de espera, mas sim viver com que amamos, nem que seja só por um único dia.
 
 



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