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   > Dialética; Lógica Simbólica; Determinismo socioeconômico; Padrões não-existentes



Fabrício Behine
      PENSAMENTOS

Dialética; Lógica Simbólica; Determinismo socioeconômico; Padrões não-existentes

   ...   Consoante enxergo a realidade à minha volta devo, certamente, ser capaz de visualizar e compreender a minha própria realidade factual e interior. Ao tentar possuir esta realidade, posso, se ela não se encaixa em meu caráter, mudá-la aos poucos usando o mesmo autoconhecimento do qual usei de início para lográ-la. Eu, ao perceber o que fui, sou e posso ser, procuro naturalmente a felicidade despercebida no princípio, revendo de modo cauteloso, os valores morais e éticos de que me faltaram para atingir o raciocínio mais exato-possível, posto que se feliz não fui completamente, algo se me passou despercebido ou desperdiçado por incúria ou desazo comuns de minha condição humana imperfeita. Dado que sou feliz porque penso, e penso porque sou feliz, hei de pensar sempre e felicitar-me ao chegar onde desejo em elucubrações; portanto, está descortinado um modo meu de ser feliz; coloco-o em prática factual, sem, todavia, olvidar o que me fez chegar a esta linda conclusão. Enfim, tenho plenitude. E a realidade, por certo, transformou-se de ruim à boa, tão-somente pela inquietação de aceitar o que ela havia sido -- uma realidade irreal quanto a mim mesmo. Ruim...
     Através da dedução, mesmo que em lógica simbólica, de que algo não está certo, consigo reverter o que me é impingido a ser como cidadão, tentando aos tantinhos modificar o que é possível, e, cada vez mais, encontrar meios para modificar o que for preciso, desde que seja coerente com os valores intrínsecos de correção natural evolutiva. 
     A angústia inicial de mundo desabando ( expressão dos existencialistas) fez-me querer algo não-material para ser feliz, algo que viesse de mim ( percepção do Eu-existência ) e não de quaisquer outras maneiras ou pessoas ou situações do existir-viver da qual tive de lidar sem criá-las através de atos ruins e discordantes quanto ao que acho-sei que sou. Isto faz com que eu quebre o muro que, segundo o determinismo socioeconômico ou até cultural, me impôs para existir, também desfazendo o meu-de-todos Mito de Sísifo, segundo o qual o esforço é improfícuo, como empurrar a tal pedra acima da montanha para que a mesma desça novamente, sempre e sempre, e faça-me recomeçar com todo o trabalho empreendido em melhorar-me como pessoa. Certo está, isto não é uma boa realidade, no entanto é vista através da ótica interior dos que padecem sem conhecer solução...
     O esforço próprio de cada um para ser feliz é o agente modificador social... E felicidade não é somente prazeres efêmeros quaisquer do corpo -- é um tranquilo estar da alma diante das intempéries da vida ( própria e conjunta ).
     Todos têm problemas em si mesmos ou em seus meios de vida. Esforçar-se é, pois, um bom caminho ou modo de trilhar o caminho de cuja escolha é variável quase-infinita, tal qual cada pessoa é diferente quando comparada a outra. Cada caminho é diferente como as pessoassemelhantes são diversas umas das outras... Escolhas diferentes, conforme o desejo de cada um.
     O esforço de dedução não carece só de fatos, ou padrões, ou conceitos alheios, mas também de fé em si mesmo para engendrar os próprios fatos, padrões e conceitos, senão passados, os do presente e do futuro bom e bonito que será a vida de cada semelhante nesta Terra que tentar -- um dia por vez -- melhorar um pouquinho de si, terminando por melhorar muitos além de Si-eu-tu-eles -- todos!
     Até o fim...
     Agradecimentos: Kierkegaard, Niezsche, Heidegger
     Jean-Paul Sartre, Albert Camus, André Malraux e..........................................................

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