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   > Carta de um Homem Triste



Rafael Martins
      POESIAS

Carta de um Homem Triste

É realmente como dizem, “Damos valor, apenas quando perdemos”. Eu não entendia isso, sempre contestava. Mas hoje em dia, vejo o quanto sábio, é esse ditado. Lembro me, da ultima vez que à vi. Ela chorava em nosso quarto, Ao som da voz de Samuel, eu na sala, como uma criança mimada, de cara fechada. Tentava distrair-me, e não lembrar, do que fizera antes. Tentava não lembrar das coisas, que há disse. E ela no quarto, quase parava de chorar. Mas ouvi começar, uma musica, aquela musica. Sabe aquela musica que te destrói só de ouvir? A musica que fala com você. Era ela. Uma musica que me veio na alma. Me destruiu por completo. E há ouvi voltar aos prantos. Quando me veio um verso, Mas que verso… Nesse verso dizia apenas: “Assim ela já vai Achar o cara que lhe queira Como você não quis fazer Sim, eu sei que ela só vai Achar alguém pra vida inteira Como você não quis…” Foi o Suficiente, para destruir-me. Queria eu pedir lhe desculpas. Sentia remorso. Mas o meu orgulho não me permitia. É tão ridículo como ficamos cegos pelo orgulho. Meu coração dizia: “Vai, falar com ela, pedi desculpas, e ame-a, a noite inteira”. Mas minha cabeça, de homem que sou, opunha-se ao coração. E dizia: “Você não vai pedir desculpas, ela é quem tem que fazer, pode ama-la depois, quando provar que estava certo”. Como eu gostaria de ter escutado o meu coração. Algumas horas depois, ela não chorava mais, Achei que tinha adormecido, ou algo do tipo. Esperei um pouco mais. E depois entrei em nosso quarto. Ela estava deitada na cama. Branca feito lã, nem parecia aquela menina por quem me apaixonei, aquela linda morena, queimada de praia. Que me seduziu. Assustei-me, e fui toca-la, para ver como estava. Para minha surpresa, ela estava gélida. Eu à chamava, gritava o seu nome. Em meio, há lágrimas, liguei para a ambulância. Em 10, minutos eles chegaram. À levaram para o hospital. Não tinham nem mais como salva-la. Pelo que o Médico disse, já tinha quase 1 hora, que ela havia vindo à Óbito. Espantei-me, e me fiz uma pergunta, a pergunta talvez mais dolorosa da minha vida. A Pergunta que nunca conseguirei responder. Como não percebi que tinha algo de errado. Como não percebi que o amor da minha vida, tinha morrido. O Remorso me consumia. Fui pra casa, o ultimo lugar que eu realmente gostaria de ficar. Tudo me lembrava ela. Mas tinha que pegar uma roupa, para que à arrumassem para o enterro. Ao entrar em casa, lembrei-me da primeira vez  que entramos nela. Ela estava tão feliz, dançávamos como loucos -Realmente éramos loucos.- Novos, cheios de sonhos e recém casados. Passando pela cozinha, lembrei das tentativas de cozinhar juntos, que sempre acabavam em sujeira. Passando pelo banheiro, lembrei dos longos banhos que tomamos juntos, e das outras coisas que fizemos lá. E Enfim chegando ao quarto, lembrei da cena, da ultima noite. Ela branca e gélida. Acabei em lágrimas. E quando passei pelo lado da cama, achei em meio a vários comprimidos, de sedativo diferenciados;  um papel, uma carta. Comecei a ler, era dela. E na carta dizia: “Amor, me desculpe por tudo, você realmente estava certo. Mas agora tudo vai ficar bem. Olha, não quero que se culpe pelo que fiz, eu já estava fraca, faz um tempo que estava Depressiva. Perdi a vontade de viver. Olha, tudo o que eu quero, é que seja feliz, com alguém melhor, alguém mais forte, e que te entenda. P.S. Eu Te Amo.” O Conteúdo daquela carta me destruiu, como pude não perceber, que minha ‘vida’, estava mal, como pude não perceber que ela estava com problemas. Depois daquele dia, minha vida foi um mar de remorso. Por isso, vos escrevo agora, para lhes dizer. Nunca deixem o Orgulho tomar conta de vocês.



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