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   > Povo de luto



Geovani Silva
      CRôNICAS

Povo de luto

Pelas lentes do fotografo comovido descia as lagrimas de uma criança inconformada com a solidão que avassalava sua pequenez em dor incurável. E essa dor não fora só dele era de milhões que ali em prantos também deixavam que se misturassem em rios pelas arquibancadas que indiferentes assistiam aquelas faces rasgadas. Quando me Levanto de manhã, nada escuto nada vejo e não sinto que as cores de um povo permeia as casas, as avenidas e os corações. Porque antes houvera uma energia fantástica, onde a derrota não se fixava. E pensar nela era não entender o depois. Como enterrar o que não se sabe o que? Como esquecer uma violência silenciosa que não se acredita fielmente? Agora há um velório sinistro em cada esquina, em cada olhar. E quando olham, entreolham-se vergonhosos e cabisbaixos como se não fossem dignos de nada, como estivessem em um país estranho, como se quisessem gritar por algo que não valesse chorar mais. E o pior de tudo é que não se sentem dignos de rir ou chorar dentro da própria casa. É como se outro roubasse o que lhes fora de direito, retirassem àquilo de mais sagrado, àquilo que corria nas veias de um povo e que os motivara a esquecer o mais importante. Porque depois. Depois? Depois é o que sobra. E o que sobra enche as lixeiras públicas, enche os hospitais, enche os transportes públicos e etc. Também depois alguém ainda vai te convencer de fazer algumas daquelas escolhas e de novo você vai acreditar. Vai acreditar que agora é para valer, agora é diferente, agora vai dar certo porque o outro, bem o outro não fora este que os assedia. Bom. E como tudo passa. Tudo termina de uma forma em que se aproveita de quem facilmente se esquece. "Eu só queria dar alegria para este povo sofredor" frase esta que fora dita aos prantos como se tudo que um povo busca se resumisse a isto. Infelizmente é assim mesmo e "isto" é não se lembrar da própria vida, é enfim se esquecer e esquecer... E mais uma vez o povo se lasca. Não Porque perdeu uma copa, mas já está em perdição há muito tempo. E você? Vai fazer diferente? Geovani Silva escreve contos e crônicas no site recantodasletras.com.br e fez participação nos livros Utopia e Aquarela pela editora ANDROSS.

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