Busca: 

Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha
 
  Área do autor

Publique seu texto
  Gêneros dos textos  
  Artigos (651)  
  Contos (939)  
  Crônicas (730)  
  Ensaios (169)  
  Entrevistas (35)  
  Infantil (204)  
  Pensamentos (640)  
  Poesias (2501)  
  Resenhas (129)  

 
 
Enquanto o Coração de...
Douglas Renato Palmeira
R$ 58,00
(A Vista)



O gatinho e o velho...
Airo Zamoner
R$ 10,80
(A Vista)






   > Primeiro dia de aula



ALINE JULIANA PEREIRA DA SILVA
      CONTOS

Primeiro dia de aula

Sol.
            Fazia muito sol nesse dia. Ruas movimentadas. Muitas crianças. Pais preocupados. Correria. Nervosismo. Ansiedade. Agitação. E por vezes medo. Sim, medo do primeiro dia de aula. Os pais tentavam acalmá-los, compravam um sorvete e falavam palavras confortáveis. Mas sempre, quando viam um conhecido, amigo ou não, tudo mudava.
            Seus responsáveis riam. Criança é uma graça. Surpresa. Mistério. Alegria. Lá iam as crianças a correr pelo pátio. Pular. Sorrir. Gritar e brincar sem parar. Quando chegavam a sua casa, a mãe já dizia:
- E ai meu filho, como foi seu primeiro dia de aula? – E o menino respondia:
- Ah mãe, foi bom, eu brinquei muito.
- E a professora lhe ensinou o que hoje?
            E o menino não sabia. Talvez não tivesse prestado atenção na aula. Estava ocupado demais brincando e contando segredos para seus amigos sobre a professora, sobre alguém, não sei quem.  No outro dia, era a mesma coisa, puro nervosismo em questão de segundos. Depois passava. Depois nem ele sabia como tinha parado debaixo da mesa da professora a se esconder de seus amigos.
-O que faz ai João? – Dizia a professora colocando seus materiais em cima da mesa.
-Perdi meu lápis fessora. – E o menino tímido respondia.
            Criança é uma graça. Travesso. Esperto. Levado, mas se rende diante um adulto. Se rende diante da autoridade. Quando a aula acabava por final, era o dono do mundo. Corria alegre a explodir de emoção. Abria os braços e corria a sentir o vento em seu rosto. Seus cabelos balançavam a entrar no ritmo. Era emoção única. Quando via seu pai ou sua mãe, abraçava-os agonizado a querer dizer tudo que fez durante o dia.
-Vamos logo João, que o de comer está pronto. – A mãe logo dizia.
            Dormia a noite toda a sonhar. No amanhecer tinha a preguiça de acordar. Choro. Lamentação. Briga. Mas quando por fim chegava à escola, começava tudo de novo. Era outra adrenalina. Farei isso. Farei aquilo. E o menino ia, correndo pelo pátio da escola a brincar. Por vezes fingia ser o super-herói, outras vezes era o bandido.
            E o menino ia, brincando de ser feliz.


CADASTRE-SE GRATUITAMENTE
Você poderá votar e deixar sua opinião sobre este texto. Para isso, basta informar seu apelido e sua senha na parte superior esquerda da página. Se você ainda não estiver cadastrado, cadastre-se gratuitamente clicando aqui