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   > Primeiro dia de aula



ALINE JULIANA PEREIRA DA SILVA
      CONTOS

Primeiro dia de aula

Sol.
            Fazia muito sol nesse dia. Ruas movimentadas. Muitas crianças. Pais preocupados. Correria. Nervosismo. Ansiedade. Agitação. E por vezes medo. Sim, medo do primeiro dia de aula. Os pais tentavam acalmá-los, compravam um sorvete e falavam palavras confortáveis. Mas sempre, quando viam um conhecido, amigo ou não, tudo mudava.
            Seus responsáveis riam. Criança é uma graça. Surpresa. Mistério. Alegria. Lá iam as crianças a correr pelo pátio. Pular. Sorrir. Gritar e brincar sem parar. Quando chegavam a sua casa, a mãe já dizia:
- E ai meu filho, como foi seu primeiro dia de aula? – E o menino respondia:
- Ah mãe, foi bom, eu brinquei muito.
- E a professora lhe ensinou o que hoje?
            E o menino não sabia. Talvez não tivesse prestado atenção na aula. Estava ocupado demais brincando e contando segredos para seus amigos sobre a professora, sobre alguém, não sei quem.  No outro dia, era a mesma coisa, puro nervosismo em questão de segundos. Depois passava. Depois nem ele sabia como tinha parado debaixo da mesa da professora a se esconder de seus amigos.
-O que faz ai João? – Dizia a professora colocando seus materiais em cima da mesa.
-Perdi meu lápis fessora. – E o menino tímido respondia.
            Criança é uma graça. Travesso. Esperto. Levado, mas se rende diante um adulto. Se rende diante da autoridade. Quando a aula acabava por final, era o dono do mundo. Corria alegre a explodir de emoção. Abria os braços e corria a sentir o vento em seu rosto. Seus cabelos balançavam a entrar no ritmo. Era emoção única. Quando via seu pai ou sua mãe, abraçava-os agonizado a querer dizer tudo que fez durante o dia.
-Vamos logo João, que o de comer está pronto. – A mãe logo dizia.
            Dormia a noite toda a sonhar. No amanhecer tinha a preguiça de acordar. Choro. Lamentação. Briga. Mas quando por fim chegava à escola, começava tudo de novo. Era outra adrenalina. Farei isso. Farei aquilo. E o menino ia, correndo pelo pátio da escola a brincar. Por vezes fingia ser o super-herói, outras vezes era o bandido.
            E o menino ia, brincando de ser feliz.


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