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   > O homem é assim mesmo: adaptável



LAIRCE ANICETO CARDOSO DA SILVA
      CRôNICAS

O homem é assim mesmo: adaptável

As únicas duas coisas de que se pode ter certeza na vida são as mudanças e a morte.
 
Para a morte, só nos cabe a aceitação, agora, frente às mudanças, pode-se ter várias atitudes: suportá-las, negar a existência, tentar escapulir. Por fim, iremos perceber que o jeito é adaptar-se da melhor maneira a elas. Ou nos adaptamos às mudanças, ou o bonde passa, a fila anda e ficamos para trás.
 
Temos uma capacidade incrível para ajustar uma coisa à outra e promover o encaixe e a combinação perfeita para por tudo harmoniosamente nos seus devidos lugares. Basta acreditar em si mesmo.

 Veja o exemplo de Oscar Pistorius, atleta sul-africano de 25 anos que, por causa de uma deficiência que colocaria sua vida em risco, com menos de um ano de idade teve que amputar as pernas e adaptar-se às limitações que supostamente surgiriam.

Aos pais, coube a difícil decisão de submeter o filho a uma operação delicada e à incerteza das consequências que ela implicaria. Ao filho, coube a adaptação. E Oscar se adaptou de maneira inédita e esplêndida, sem qualquer precedente na história do esporte.

 Outro exemplo incrível é a gestação. Como é possível dividir parte do seu corpo com alguém? O corpo da mulher prepara-se, transforma-se e adapta-se a outros vários processos para abrigar, desenvolver, alimentar e proteger um novo ser.

 Pense em quantos casos de superação conhecemos ou ouvimos falar. Superar é ter a capacidade de fazer desaparecer e colocar-se de maneira superior a qualquer obstáculo em seu caminho. Superar nada mais é que adaptar-se às dificuldades impostas na sua vida.

 
Graças a Deus, a gente se acostuma às coisas. Pode ser até a contragosto, mas nos adaptamos a tudo. Ao calor e ao frio, a grandes espaços e a um quarto-e-sala, ao sol e a lua, ao barulho e ao silêncio, à noite e ao dia, ao branco e ao preto.
 
O homem é mesmo um ser adaptável e, por isso, de forma simples ou de forma mais complicada, adapta-se a tudo, às coisas boas e às ruins.
Adaptamo-nos à perda, à superação de uma doença, ao renascer após um grave acidente, a uma nova condição, às relações humanas ou a um emprego que nos deixa doentes.
 
Adaptamo-nos ao defeito alheio e até à ausência do defeito alheio. Às nossas falhas, deficiências, tolerâncias e intolerâncias.
 
Se a má notícia é que nos adaptamos às coisas boas, a boa notícia é que nos adaptamos às coisas ruins também; mas essa capacidade de se envolver com o momento que se vive para garantir a sobrevivência é, sem sombra de dúvidas, espetacular.
 
No entanto, é muito importante que fiquemos atentos para perceber se estamos nos adaptando a alguma situação ou nos acomodando a ela por preguiça ou mera estratégia para não promover as mudanças necessárias.
 



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