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   > Dica para a vida boa



Lucas Moraes
      CRôNICAS

Dica para a vida boa

“Agora vou fazer como Anny, vou sobreviver. Comer, dormir. Dormir, comer. Existir lentamente, suavemente, como aquelas árvores, como uma poça de água,como o assento vermelho do elétrico.”
- A Náusea – Jean Paul Sartre


 
Vivemos todos os dias. Acordamos, nos vestimos, tomamos um café quente pela manhã, entramos no ônibus, trabalhamos, voltamos para casa e dormimos. Para alguns isso é uma vida digna, para outros é necessário uma mudança imediata e para um terceiro grupo esse tipo de vida nunca se mostrou visível no horizonte incerto da vida. Independente de como vivemos, há uma maneira correta de passar por esse trem, que não escolhemos embarcar e que não há saída, que nós denominamos como vida?

 
Existiram e existem inúmeros falsos gurus, durante toda a historia da humanidade, tentando nos mostrar como devemos viver: “vivam por tal propósito e assim, só assim, a vida será digna completa”.

 
Quem é digno para dizer, como verdade absoluta, como devemos viver? Ninguém. Nós somos os detentores das rédeas da nossa existência e escolhemos a maneira que nos agrada mais de viver, mesmo quando vive-se em função de algo que acreditamos que virá. Todos têm ideais, alguns religiosos outros não. Viver ou não em função de algum ideal é nossa escolha independente da existência da transcendência divina.

 
Quando escolhemos uma camiseta que tem nossa cor preferida qual é o motivo a priori da escolha? Claro que é pela presença da nossa cor favorita no tecido, mas qual é o motivo da escolha dessa cor como favorita? Será que não adoramos o roxo porque o grande amor da nossa vida adorava também ou porque um parente querido sempre usava essa cor nas vestes? Se pudéssemos acabar com o acaso e explicar todos os fatos infinitesimais da vida seria possível acabar com a idéia de livre arbítrio. Quando entende-se todas as variáveis tudo passa a fazer sentido.

 
Se todas as nossas escolhas tem implícito nossa vivência e todos os nossos encontros na vida (desde uma formiga passando na rua até um grande amor que vira sua vida do avesso) tudo o que escolhemos é apenas um subproduto da nossa vivência.


 
Aprendemos a gostar de coisas, fazemos inúmeras coisas durante todo o dia, mas no final das contas não gostamos genuinamente de nada. Tudo é aprendido, tudo é reproduzido, tudo é travestido pela nossa vivência.
 
Assim é possível notar algo similar com a náusea de Sartre, a ausência de sentido nos fatos e nas seqüência de fatos: tudo leva a nada.

 
Nesse caso, qual é a melhor maneira de viver a vida? Não se preocupe porque não faz diferença.


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