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   > Gostaria tanto que meus olhos permitissem tirar fotos



Lucas Moraes
      CRôNICAS

Gostaria tanto que meus olhos permitissem tirar fotos

Existem momentos inesquecíveis na vida. Aqueles que gostaríamos de guardar para sempre em nossa memória ou apenas ter uma mera lembrança. Pouco tempo atrás ainda era comum ouvir frases como “gostaria tanto que meus olhos permitissem tirar fotos”. Como seria formidável essa possibilidade: além de ter a chance de viver fatos inesquecíveis, poderíamos revivê-los a qualquer momento com “fotos-oculares”.


Como sabemos diferenciar um momento efêmero de um momento esplendido antes dos fatos transcorrerem? É de uma dificuldade notável essa astúcia, em casos, quase impossível. Obviamente há momentos em que se tem certa predisposição para isso: uma boa festa, um breve diálogo entre conhecidos de longa data que nunca mais se viram, um encontro com alguém que se tem grande admiração, uma reunião de amigos que, mesmo mantendo a amizade, se encontram muito pouco. Conseguimos cobrir, com essa lista, um pequeno leque de casos esplendidos. Existem inúmeros episódios não citados, mas e aqueles que não temos como saber previamente? Esses ficam ao acaso e a chance.


Com os smartphones temos inúmeras possibilidades dentro de uma pequena caixa que levamos conosco no bolso, inclusive uma câmera fotográfica portátil. Conseguiu-se algo similar ao “olho fotográfico” e o que e tanto queríamos: fotos em qualquer lugar, em qualquer momento com limitação, apenas, da capacidade de memória do aparelho, mas será que isso é realmente tão bom como esperávamos?


Tinha-se impossibilidade de saber qual momento gostaríamos de guardar, quando levar a nossa câmera e comprar filme fotográfico. Podemos agora tirar a foto de tudo e de todos sem nenhum tipo de padrão para assim, quando não gostarmos dos fatos ou apenas não ter questão de lembrar, simplesmente apagar tudo o que está na memória do aparelho e guardar os agradáveis e memoráveis.


Assim conseguiu-se resolver a problemática da seleção de importância dos momentos e dos encontros. Em tese tudo é importante e digno de ser recordado. Entretanto outro fato salta aos olhos e cria um incômodo ainda maior: se todos os momentos são importantes e tenho que registrá-los, como posso aproveitá-los?

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