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   > A VIDA E AS SUAS FASES



Maria Alice
      CRôNICAS

A VIDA E AS SUAS FASES


 
E a vida é feita de relacionamentos. Não vivemos sozinhos em momento algum. O ser humano, por natureza própria, sente a necessidade de estar próximo de outras pessoas. Estar em relacionamentos diversos ao longo da vida com uma vontade enorme de se descobrir.

Na infância, estamos conhecendo o mundo e a influencia dos nossos parentes auxilia muito na modulação da nossa personalidade. Imitamos os nossos herois e acreditamos num mundo perfeito. Convivemos com várias outras crianças e não conseguimos ver diferenças entre elas, a não ser que os adultos mostrem-nas. Brigamos com os colegas que não querem emprestar-nos os brinquedos e em seguida, voltamos a brincar como se não tivesse acontecido. Somos tão sinceros que chega a doer. Quantas vezes nós não dissemos coisas desagradáveis a outras pessoas apenas por acharmos aquilo? Quando foi que a gente parou pra pensar se deveria mesmo dizer na cara daquela tia da escola que não gostava dela? Quantas vezes a gente parou para pensar se devia ou não dizer alguma coisa quando tínhamos vontade? E agindo assim, quantas vezes mentimos?

Chega a adolescência e os nossos herois mudam, somem ou apenas nos decepcionam. Ocorrem várias mudanças no corpo, crises de identidade e oscilações constantes de opinião e de companhias. Brigamos por quase nada e sofremos por quase tudo. Hormônios enlouquecidos fazendo o favor de nos tirar o controle. A pressão dos pais para escolher a profissão, traumas familiares... É tudo tão desordenado e complicado que as palavras não conseguem expressar quão louca é essa confusão chamada adolescência.

Em meio aos grupos de amigos, temos as nossas características especificas que nos fazem ser lembrados e queridos. Somos conselheiros, cupidos, ótimos companheiros, briguentos, esquentados, lideres, calados. Em casa somos problemáticos e causa de dor de cabeça para toda família. Para cada momento, uma versão diferente da mesma historia. Para os nossos pais, nunca contamos toda a verdade. Mas será que não contamos meias verdades para nós mesmos? Somos tantas coisas e ainda não sabemos quem somos na verdade. Será mesmo verdade que um dia a verdade aparece? Quem nos dá a certeza de um que um dia saberemos de verdade quem somos? E se o meu ser  não for permanente? E se eu for uma constante mudança? Como será?

As duvidas da adolescência ultrapassam os limites da consciência humana. Os amores aparecem, são intensos e dominadores, mas depois passam como uma brisa leve de fim de tarde. Nossas verdades são temporárias, nossos risos, muitas vezes, supérfluos para evitar questionários.

Os relacionamentos da adolescência e juventude são, em sua maioria, motivados de interesses. Sejam profissionais ou emocionais. O que importa é tirar proveito das coisas. Nessa época as brigas ocorrem com mais frequência e perduram mais. Continuamos a discutir por besteira, porém a reconciliação não ocorre com tanta facilidade assim... Afastamos-nos, esquecemos e colocamos outra pessoa no lugar.

Ao chegar à vida adulta, estamos tão focados na carreira profissional que os relacionamentos se tornam bobagem. Precisamos unicamente do nosso companheiro e filhos, talvez. Companheiros de trabalho tornam-se concorrentes e devem ser ultrapassados. Adultos estão centrados demais acumulando riquezas para prolongar algum vinculo. Ocorrem brigas entre familiares e estes não voltam mais a se falar. O grupo de amigos diminui consideravelmente, não nos preocupamos em resgatá-los.

Então chega a velhice. Descanso, dinheiro... e felicidade? Será que a gente tem? Não temos os nossos velhos amigos de colegial, alguns parentes evitam ate nos olhar... Ficamos distantes. Nossos filhos, netos e outros parentes decidem que é hora de partir, seguir a própria vida. Afinal, estão na fase adulta, certo? Nesse momento você repensa em toda a sua vida, em todos os seus erros e pensa como eles poderiam ter sido evitados com uma mínima atitude... Agora voltamos ao ponto inicial, onde tudo aconteceu. Estamos sós, agora porém, por opção, por escolhas, por erros. Fatalidade? Talvez.

A nossa vida vai passando e parece que, quanto mais a gente cresce e toma consciência das coisas, muito menos elas importam. As crianças amam mais e são tão mais felizes do que o resto da população. São sinceros e todos admiram isso. Crianças: por que não imitá-las?
Nós, os jovens somos tão ambiciosos! Por que não bem direcionar isso? Por que destruir os nossos sonhos de mudanças quando esses podem ser alimentados e impulsionados? Jovens podem mudar esse mundo tão errado. Por que então são tantas vezes ignorados? Jovens pensam, sentem e se machucam sim. Essa fase de mudança e duvidas requer apoio e compreensão. O que custa ajudar?

Adultos, o certo é trabalhar para viver e não o contrario. Tudo aquilo que vocês conseguirem será resultado de esforço e dedicação. Um bom profissional não precisa passar por cima de ninguém para ser lembrado. Um bom profissional será reconhecido até lavando o chão. Não maltratem crianças e jovens. Um dia vocês tiveram a mesma idade e cometeram os mesmos erros, então para que criticar? Não destruam sonhos se tiveram sonhos destruídos. Realize para o outro aquilo que um dia vocês quiseram.

 Idosos, meus queridos e doces idosos. Nesta fase muitos de vocês se arrependem pelos erros cometidos ao longo da vida, mas essa não é a fase mais correta para se arrepender. O melhor momento para pedir desculpas é o momento do erro. Correr atrás só é um erro quando se está certo. Aceitar um erro é um dos maiores atos de humildades a serem executados na nossa vida. Já pararam para pensar em quantos relacionamentos teriam sido resgatados se o perdão tivesse se feito presente? Já pensaram nisso? Vocês são tão experientes, então por que ensinam seus netinhos a fazerem o mesmo? Mudar de atitude é preciso para mudar o mundo.

Entender o outro é necessário. Amar a quem nos ama é a coisa mais fácil a se fazer. Sorrir quando se está feliz é absurdamente prazeroso. Agradecer a Deus quando tudo caminha bem não passa de uma obrigação. Por que não fazer o contrário? Por que não tentar mudar? Por que você é o único que não pode se sacrificar?

Se eu não quero terminar a minha vida sozinha, sou eu quem deve mudar. 



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