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   > O MENINO PERALTA



Ana Maria Silva Lopez
      CONTOS

O MENINO PERALTA

 
 
 
 
 
 
 
 
 
O MENINO PERALTA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANA MARIA DE JESUS E SILVA
2014
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho em memoria de meus
pais que permitiram que eu existisse e ao meu amor
Juan Rodriguez Lopez
que têm dado sentido a minha existência
 
Agradecimentos
 
Ao Criador.
A todos os professores desta minha vida,
Aos meus pais que me permitiram existir.
Ao Daniel Santos que me convidou para participar e concorrer a um concurso de Contos apresentados em seuportal de informação (RadioClube - ) , motivando-me a escrever este.
E ao meu amor Juan Rodriguez Lopez por sua narrativa e cooperação.
 
Amor eterno a todos
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Crianças dependem dos pais, gestores, família,           para                 sua proteção,      Educação... Entendimento, Aprendizado...   Se forem privados disto tornar-se-ão ameaça para seu próprio futuro e o futuro da própria sociedade!
Ana Maria de Jesus e Silva
 
Resumo
 
Esta publicação registra a história real de um menino peralta que deu muito trabalho a seus pais, vizinhos, médicos, principalmente a sua mamãe que acompanhou de perto suas peraltices, e a todos que o rodeavam, mas apesar das traquinices frequentes as pessoas em vez de irar-se acabavam se divertindo achando graça de suas peraltices.
O interesse em escrever Contos baseados em fatos reais com personagens fictícios tem como objetivo ilustrar histórias da vida que chamam a atenção por sua autenticidade e motivação a leitura.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
Quando mamãe Margarida procurou por seu pequeno de apenas quatro aninhos assustou-se com pedrinhas que caiam de cima do telhado e para sua surpresa constatou que alguém descuidadamente esqueceu uma escada encostada à casa - Ao conseguir ver quem jogava as pedras reconheceu a criaturinha feliz da vida em cima do telhado – Apavorou-se e usando estrategicamente  palavras carinhosas foi subindo a escada:
- Ai que lindo... O filhinho de mamãe – Sobe um pouquinho mais acima e pega outra pedrinha meu amor – Com cuidado amor de mamãe – Enquanto falava subia preocupada – No tope da escada chamou-o – Vem mamãe meu filhinho lindo – Ele veio gatinhando e todo dengoso com tanto carinho – Ela o pegou no colo e desceu aliviada - Mas quando chegou ao chão esqueceu as palavras carinhosas e desfechou-lhe muitas palmadas no bumbum.
Jocelito aos 07 (sete) anos, não tinha maldade em seu coração, mas era muito articulador e sapeca - Trigueiro, olhos brilhosos intensamente negros e sugestivos, cabelos negros e lisos, fisicamente forte para sua idade, com estatura média – Tinha a liberdade para brincar e correr, pois morava em uma casa de campo – Situada na maior ilha do Caribe, em Cuba.
Em uma construção de madeira onde uma parte funcionava como garagem, um pequeno restaurante onde se alimentavam os trabalhadores da linha férrea, ou os operadores do trem e a brigada de manutenção, também havia um moinho de vento, era ali que trabalhava o pai de Jocelito o Sr. Manuel com a função de Chefe da Brigada de Manutenção - Homem tranquilo, trigueiro, 1,76 de altura, complexão física atlético de um trabalhador braçal de linha férrea, cabelos castanhos e lisos, olhar terno expressos em olhos negros, compassível de um ser humano único.
Certo dia o garoto puxava o carrinho de manutenção da via-férrea, onde havia macaco, enxada, pá, barreta e outras ferramentas, quando o carrinho se movimentava Jocelito pulava em cima, até que neste dia caiu e ficou preso. Apavorado fez um escândalo enquanto gritava muito:
- Ai... ai...ai... Socorro... Ai... ai... ai...
O berreiro do menino era tão alto que atraiu atenção de várias pessoas além de seu pobre pai, que ao vê-lo de longe ele e os outros correram apavorados pensando que o carrinho lhe esmagara o abdome. Mas ao chegarem ficaram aliviados de certa forma por estar presa apenas uma das pernas com muitas escoriações. O resgataram e ao chegarem ao hospital constatou-se fratura da perna direita na altura da coxa, como estava muito machucado ficou internado com a perna imobilizada porque não se poderia engessar.
Inquieto o traquina não podendo mexer-se, conseguiu emendar faixas que escondia das atendentes quando trocavam as mesmas, formando bolinhas na ponta com a intenção de atirá-las nos parceiros do quarto – Divertindo-se em importunar os pacientes mirins que estavam internados ao seu lado, assustando-os e tirando a paz hospitalar.  
Após alguns dias quando o medico veio visita-lo o pegou perturbando as outras crianças. Ralhou com Jocelito e tomou seu brinquedinho jogando no lixo. Examinou a perna do menino e assustou-se, pois o osso estava encavalado devido a sua inquietude, sendo necessário quebrar novamente. O Doutor Euclides, negro, de complexão física forte, expressão rude, cabelos negros e crespos, chamou sua mãe com objetivo de afastá-la: Dona Margarida, 1,74m de altura, cabelos ondulados castanhos e compridos, olhos expressivos grandes e pretos, caráter forte e determinada, com corpo escultural, rosto bonito: Ele então disse a Mamãe:
- Dona Margarida, por favor, gostaria que se retirasse por alguns momentos.
Assim que mamãe Margarida se afastou, houve o procedimento de quebrar novamente a perninha do peralta, que gritou muito, até voltar o osso ao lugar. Por precaução prepararam um aparato imobilizando sua perna e colocando um saco de areia pesando uns 2 kg, em cima da coxa esteando-lhe o pé e amarrando-o para evitar movimento. Mamãe Margarida não podia permanecer integralmente no hospital, pois além do esposo Sr. Manuel, tinha outro filho cinco anos mais velho que Jocelito, era Joseph que estudava em internato; trigueiro mais claro que seu irmão e mais calmo, rosto expressivo, olhos castanhos penetrantes, cabelos crespos e castanhos, corpo atlético.
A tarefa difícil de acompanhar o paciente indisciplinado sobrou para Chiquita, irmã de Margarida, mulher simples do campo de altura mediana com cabelos castanhos e belos olhos verdes, corpo bonito.  O mais difícil para ela foi quando Jocelito lhe pediu para ler um conto infantil conhecido - Ela não sabia ler, e com vergonha disfarçava fazendo outras coisas para distraí-lo, mas o terrível insistiu até que ela abriu o livro e fingia ler, sem imaginar que o danadinho conhecia a história:
- Tia Chiquita - Não... Não... Não... Não, este não é assim não! – Você está lendo tudo errado - Ele se divertia percebendo o embaraço da pobre. Foi um grande alivio para tia Chiquita quando chegou a mamãe do peralta e ela disse-lhe:
- Minha irmã, eu não fico mais com este menino que está me deixando louca – O tempo todo me pedindo coisas impossíveis sem me dar sossego. Estou indo embora!
Após 45 (quarenta e cinco) dias recebeu alta, para alivio do medico, enfermeiros, atendentes e pacientes que chegaram a comemorar fazendo a maior festa, cumprimentando e se despedindo do pestinha, chegando a comentar e até sentirem certo vazio, pois nunca havia estado ali um paciente com tanta energia e hiperatividade como Jocelito, e que não deixava ninguém quieto, só dando sossego quando dormia.
Logo que chegou a casa tinha medo de caminhar. Então se enfunava dentro de um saco e arrastava-se para o quintal para jogar bolinha de gud.  
Jocelito não tinha receio de Dona Margarida, pois quando aprontava e ela o surpreendia ele corria fazendo-a cansar-se em sua perseguição. Talvez por perceber sua fraqueza em relação aos seus protegidos, transformava-se em fera se sentisse que eram ameaçados.
Certo dia Mamãe Margarida preocupada com o silêncio do anjinho saiu a sua procura, (pois quando ficava quieto estava aprontando), quando ouviu seus gritos misturados a voz zangada de seu vizinho o Seu Carabino, homem solitário, rude e sovina, de estatura baixa, branco, calvo, com idade avançada, barrigudinho, desleixado e sempre com barba por fazer – Ela correu e atacou o velho Carabino que cutucava com uma vara comprida o peralta empoleirado bem no alto da mangueira, com risco de derrubá-lo - enquanto ela lutava para arrancar-lhe a vara das mãos, também esbravejava gritando:
- Você não sabe com quem estas mexendo seu velho sovina e rabugento – Se o menino cair você saberá o que sou capaz de fazer contigo!
            O velho assustado com a fúria da defensora se afastou, e Jocelito desceu aliviado e satisfeito por se sentir protegido por sua mamãe, mas preocupado em não encontrar uma maneira para correr, como sempre fazia -  Desta vez ele escapou de apanhar, acredita-se que a mamãe se assustou muito com a cena e se desgastou discutindo com o vizinho.
Por pouco tempo permaneceu tranquilo. Até que certo dia Dona Margarida envolvida em uma conversa tranquila na sala de estar, com algumas senhoras amigas que a visitavam, esqueceu-se do traquina, só percebendo a falha quando de repente entra correndo um gato com (varias latinhas amarradas no rabo), se chocando e enroscando as latas nos moveis o animal se debatia para escapar soltando miados esganiçados, assustando e formando a maior gritaria entre as matronas, formando o maior furdunço. Desta vez também escapou de apanhar porque as senhoras conhecendo a braveza da mamãe não a deixaram bater dizendo que era coisa de criança.  
Um vizinho da família tinha galos de briga que chamava atenção de Jocelito, eram as pernas do galo tosadas. E Seu Carabino criava galinhas de raça grande e tinha galos gigantes – Certo dia o velho chegou cuspindo fogo pelas ventas de tão zangado na casa do menino.  Com um dos seus galos gigante na mão gritava:
- Olha Dona Margarida! – E mostrada a pobre ave com peito e coxa depenada - - Só pode ter sido obra deste teu filho pestinha.
 Quero saber quem depenou as pernas do meu galo! - Assim que chegou a ave se lhe escapou das mãos e todos começaram a rir porque o pobre animal com peito e coxas totalmente tosadas e com o grande volume de penas que sobrou, parecia que caminhava com pernas de pau, resultado da poda que o danadinho fez para se vingar do vizinho.
Dona Margarida diante do Vizinho que esbravejava não sabia se ria ou pegava o filho e lhe dava umas boas palmadas.  Mas na frente do velho, Jocelito jurou que não era ele que tinha feito o estrago no galo.
Neste mesmo dia chegava para visitar, o irmão de Seu Manuel - Jacinto tio solteirão, homem comedido e serio, alto, moreno, cabelos penteados com brilhantina, usando chapéu de pano preto, bigodes, corpo encurvado - Cumprimentou a todos educadamente até que veio apertar a mão de Jocelito e se assustou com a picada, percebendo instintivamente que o terrível tinha um espinho entre os dedos – reagiu elevando sua mão grande para dar uma bofetada do desafeto, por sorte o peralta se esquivou pois do contrário poderia deslocar seu pescoço, deixando o tio mais irado porque se danou a correr dando rizada.
Assim Dona Margarida não tinha sossego certo dia o menino mexendo com faca fez um corte profundo na mão e levou vários pontos. Alguns dias depois tirou os pontos no período da manhã. À tarde do mesmo dia volta mamãe e o anjinho ao hospital sendo atendido pelo mesmo medico que assustado por tê-lo atendido naquele mesmo dia, o examinou averiguando um corte profundo na perna onde levou uns dez pontos.
Muitas vezes Jocelito fugia da mamãe e se perdia caminhando entre os canaviais e quando encontrava os cavalos dos vizinhos amarrados para pastar, soltava-os, montando-os e saia a galopar feito doido. Isto fazia sempre escondido de todos até que um dia montou em um cavalo chucro e se ferrou, pois assim que subiu o cavalo saiu em desabalada carreira e empinando derrubou o danadinho – Assustado com cavalo, com a queda e com receio da mamãe ao ver o braço totalmente torto – Ele mesmo puxou o braço  voltando o osso para lugar. Abandonou o cavalo e saiu a procura do irmão para dizer que havia quebrado o braço mas pediu para seu irmão:
- Mano Joseph me ajuda por favor ! – Não pode dizer para mamãe que cai do cavalo.
Então os dois combinaram de dizer que ele estava brincando de correr um atrás do outro e caiu em um bueiro ao lado da linha do trem.
Dona Margarida o levou para o hospital mais uma vez e Dr. Euclides se surpreendeu quando examinou o braço e raio-x do pequeno lhe perguntando quem o colocou no lugar, pois percebeu que a fratura não poderia ter ficado assim e perguntou quem puxou. Jocelito todo pomposo disse:
- Foi eu Dr. Euclides – O medico com ar de riso respondeu:
- Parabéns mamãe - Com tantas fraturas e precisão em colocar este osso no lugar podes colocar Jocelito para estudar medicina especialidade em ortopedia, pois com sua pouca idade já tem vasta experiência em ossos quebrados.         
O filho mais velho enquanto criança era mais obediente, pois tinha receio das palmadas da mãe que batia forte. Mas o outro deu trabalho por dez filhos.  O casal resolveu por não ter mais filhos. Principalmente por mamãe Margarida que não se sentia apta para criar mais um possível Jocelito, já que cabia a si correr e corrigir o menino levado, pois seu pai trabalhava fora de casa além de ser pessoa calma e tranquilo, deixando esta tarefa difícil para heroína mamãe.
 
 
 
 
 
 
 


 Não eduques as crianças nas várias disciplinas recorrendo à força, mas como se fosse um jogo, para que também possas observar melhor qual a disposição natural de cada um.

 
Nesta vida, pode-se aprender três coisas de uma criança: estar sempre alegre, nunca ficar inativo e chorar com força por tudo o que se quer.

 
Biografia

Entre o olhar suspeitoso da tia
E o olhar confiante do cão
O menino inventava a poesia...
"Mãe - este é o banco onde depositamos todos nossos ferimentos e preocupações." 
(T. DeWitt Talmage)
 
Música do pão duro: 
"Amanhã de manhã vou pedir UM café pra nós DOIS!!!" 
(Roberto Carlos)

 
Ter um irmão para partilhar, compartilhar e brincar é felicidade maior ainda na tenra infância...
Ana Maria de Jesus e Silva
Nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito.
- Abraham Lincoln
 


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