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   > IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO E PRÁTICA DOS PRO CESSOS PEDAGÓGICOS E ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGENS PELOS PROFESSORES



simone Lima Aragão de Souza
      ARTIGOS

IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO E PRÁTICA DOS PRO CESSOS PEDAGÓGICOS E ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGENS PELOS PROFESSORES

CONHECIMENTO DOS PROCESSOS PEDAGÓGICOS E ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGENS PELOS PROFESSORES



Artigo apresentado á disciplina Gestão de processos pedagógicos, no curso de Mestrado em Educação. UDELMAR-CL.

                                          Simone Lima Aragão de Souza
         
RESUMO
O artigo traz uma contribuição no sentido de reconhecer e discutir a necessidade do docente apresentar conhecimentos acerca do que sejam processos pedagógicos e da gestão desses processos. Para isto se faz necessário o discutir as teorias e concepções que embasam a construção dos currículos e que servem de sustentação para sua aplicação. Ressalta também a importância do domínio teórico e prático dos processos pedagógicos que vão dar sustentabilidade ao trabalho de sala de aula, condição para que haja, de fato, um resultado satisfatório e significativo para os estudantes. O Texto evidencia não apenas os conceitos sobre currículo e processos pedagógicos, mas as estratégias e técnicas que possam contribuir com a aprendizagem dos estudantes.

Palavras-chave. Currículo; processos pedagógicos; técnicas e estratégias de aprendizagem.

 
O conceito de gestão tem sido discutido desde as décadas de 60-70  nos Estados Unidos e na América Latina originado das teorias organizacionais e administrativas vinculados então ao ambiente educativo. Após a construção dos planos decenais de educação se entende necessário a construção de um novo conceito de gestão, a gestão educativa que deve estar articulada com a construção de competências.(PARRA, BEATRIZ. UDELMAR-CL, 2011).
A gestão educativa compreende várias dimensões dentre elas a gestão de processos pedagógicos, que demanda o conhecimento dos enfoques curriculares em suas várias concepções, filosóficas, políticas e educativas etc.
O currículo possibilita a orientação da prática docente a partir da qual se orienta as práticas de ensino e aprendizagem onde estão explícitos os planos e as intenções da educação que se pretende implantar e implementar pois, todo modelo curricular se fundamenta em uma teoria ou concepção que representa o modelo político e econômico vigente e conveniente para o poder hegemônico.
Desse modo, não podemos negar a forte ligação, existente na escola e sociedade, entre o conhecimento formal e o informal, com todas as suas desigualdades. Esta análise permite-nos perceber a educação e o currículo tanto como espaço de reprodução das desigualdades sociais quanto de possibilidades para um trabalho contra-hegemônico de alteração dessa situação.
O advento de mudanças aceleradas atinge todas as instituições e em especial a educação e o ensino em seus diversos níveis. Essa transformação advinda das demandas da sociedade do conhecimento e da informação exige também que a instituição escolar se prepare para dar conta dessas demandas. Para tanto, se faz necessário considerar que qualquer um de nós pode estar submetido a um bombardeio constante de informações e ao mesmo tempo não termos a capacidade critica nem seletiva. (SALAZAR, 2002. p.3).
Essa capacidade critica e seletiva exige uma inteligência reflexiva que permite saber o momento de realizar algo mais elaborado e quando não é necessário fazer. É a função da escola, explorar e estabelecer relações entre as informações que os alunos estão recebendo através de seus meios de comunicação e seu contexto sócio-cultural.
Nesse sentido surge o problema da relação teoria-prática, pois para conceber o currículo se faz necessário que se tenha uma concepção de educação, de mundo e de sociedade considerando os fundamentos filosóficos, sociológicos, políticos, antropológicos, institucionais e administrativos. Não se pode negar que a discussão do currículo perpassa predominantemente pelo fazer docente, o que exige destes, conhecimentos de didática, psicologia e outras interações disciplinares no campo educacional o que nos indica que há ai uma necessidade do trabalho multidisciplinar e transdisciplinar, rompendo com a rigidez das especialidades.
O conhecimento dos enfoques curriculares que permeiam nossa educação é condição imprescindível ao docente para que este possa ter a consciência do trabalho e de que processos pedagógicos realizar.
Neste sentido é importante fazer distinção entre oEnfoque Conducista ou Academicista que tem sido utilizado ao longo dos anos e se traduz num modelo tradicional, vertical e autoritário cujos objetivos estão direcionados para a memorização e repetição de conteúdos sem garantia de compreensão dos processos de ensino eaprendizagemsem considerar o seu uso da vida dos educandos; o  enfoque da pedagogia ativa que  propõe aprender fazendo, dando abertura pra a compreensão do que se está aprendendo há respeito pelo educando e pelos seusinteresses, leva em conta o tipo de inteligência dos alunos e proporciona ao educando perceber a necessidade da disciplina na classe, pois não há como compreender o que se está fazendo e aprendendo se não houver colaboração e respeito pelos seus pares, que estão inseridos no mesmo processo de aprendizagem. A pedagogia ativa estimula o aluno a acompanhar sua evolução. O Enfoque Construtivista muito difundido na América Latina é uma teoria utilizada desde o campo artístico até o político. O construtivismo busca compreender o que é o conhecimento e como este se constrói. O conhecimento se constrói a partir da percepção da realidade, que cremos conhecer, e não é apenas um registro, nem um reflexo do que existe, mas sim, uma construção do pensamento que é organizado pelas experiências do que percebemos da realidade e atuamos sobre ela, istodito por teóricos que defendiam essateseVygotsky, Piaget, Ausubell Novak, Bruner, Coll, Wallon, e Parra entre outros, que contribuíram com realizações importantes no campo da educação.
Então o currículo é concebido como um projeto que surge das intenções dos atores envolvidos nos processos pedagógicos durante o desenvolvimento e reflexão de suas práticas pedagógicas em ação coletiva. Essa discussão suscita a revelação dos pressupostos que estão subjacentes, dessa forma “possibilitando um consenso sobre os princípios e valores educativos que estão em jogo e o compromisso assumido pela construção coletiva de um projeto educativo comum”. (PARRA, B. pág.6, 2010)
Contraditoriamente com a democratização da escola foi diminuindo a qualidade da aprendizagem, pois não havia mão de obra com destrezas pedagógicas básicas para atender as demandas advindas dessas mudanças. Diante dessa constatação o currículo por vezes ficou obsoleto, necessitando assim, uma reflexão acerca de sua concepção e sua funcionalidade em consequência da má formação de educadores.
Diante das críticas em relação à fragilidade do docente para atender às demandas dessa escola democratizada e globalizada há que se trazer para o debate a discussão da superação de que a teoria garante boas práticas na sala de aula. Formar um bom docente não é apenas muni-lo de teorias. A discussão do “que deve ser ensinado nas escolas?” têm sido secundarizado pelos especialistas, o foco está muito mais direcionado na formação do professor e menos no que se deve ensinar. (EISNER, 1997 apud MOREIRA, 1994, p.43).
Neste cenário, onde diversas linguagens ampliaram a maneira dos homens se expressarem, é imprescindível uma capacitação múltipla que além de desenvolver a linguagem escrita, que desenvolva também no indivíduo a capacidade de ler programas de televisão, o livro, o outdoor, a peça de teatro, o filme, a estrutura dos textos, os elementos destas linguagens etc. Este é um grande desafio para os educadores que precisam pensar e construir um currículo que dê conta dessa demanda.
E, por isso, para uma boa configuração curricular, é imprescindível uma participação local que garanta a existência de uma diversidade de conhecimentos e de experiências onde cada um é corresponsável na construção dessas decisões. O currículo dita as formas, as regras e as normas de excelência que a escola deve perseguir para alcançar o sucesso. Entretanto a frágil formação do docente, a falta de controle dos processos pela instituição, permite que se pratiquem vários currículos na escola, um que está prescrito e o possível, de acordo as leituras de cada professor ou grupo. É importante a tomada de consciência dessa discrepância pelo risco de comprometer os esforços de perseguir uma equidade na educação.
O currículo não resolve todos os dilemas da educação, mas aprofundar na construção de um currículo coerente com uma formação cidadã e com as finalidades da escola poderia se colocar em foco o problema dos critérios de sucesso, visto que o currículo determina a educação que se quer propor.
Nesse sentido é de suma importância para o professor o conhecimento dos processos pedagógicos que irão proporcionar e facilitar o ensino e aprendizagem dos alunos propondo situações que motivem e mobilizem o potencial de produção de conhecimento pelos  mesmos.
No modelo de aprendizagem onde o professor é um mediador, coaduna com um currículo construtivista em que o professor conhece os processos de aprendizagem do aluno e vai agir como um investigador constante no planejamento de seus projetos de trabalho.
 
ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGENS
Conhecer os processos de aprendizagem e os mecanismos que o facilitem requer do professor mediador um planejamento de ações dentro e fora da sala de aula que possam proporcionar aos alunos atividades que permitem o desenvolvimento de competências básicas de análises e síntese pautadas numa ação de reflexão do que foi realizado e no que podem ainda realizar ou transcender o que foi adquirido.
Ao adotar uma nova postura mediadora diante do aluno é necessário conhecer os pressupostos básicos de construção do conhecimento no processo ensino aprendizagem, bem como os fatores que facilitam à aprendizagem daqueles, sujeitos à mediação. Considerando que a tarefa do professor tem como característica realizar um trabalhoem que ele se interpõe entre o conteúdo e o educando, assumindo um papel de mediador mais experiente, facilitador, que orienta, instiga, guia e possibilita, ao aluno construir e dar significado aos  conteúdos.
Compreender o conceito de mediação é imprescindível para que se dê conta dos processos pedagógicos que ocorrem na sala de aula. Isso tem contribuído sobremaneira na atuação e nos problemas a serem resolvidos pelo professor no processo de ensino, com o objetivo de proporcionar aprendizagem dos conhecimentos propostos.
Dessa forma a aprendizagem mediada pelo professor poderá desenvolver as funções cognitivas subjacentes do aluno, ou seja, as habilidades de aprender e de se tornar um pensador autônomo, sua motivação intrínseca,  o desejo e o amor para o aprendizado e ampliação do leque de interesses, além de que a qualidade comunicacional na interação professor-aluno afetará consideravelmente o desenvolvimento das funções cognitivas e motivacionais  do aluno tão necessárias para o progresso da aprendizagem.
O docente como mediador deve estar capacitado para proporcionar situações em que mobilizem de forma global a capacidade de aprendizagem do docente. Algumas estratégias de aprendizagem são fundamentais para favorecer e apoiar essa construção de conhecimento como estratégias de atenção, técnicas de sublinhado, compreensão leitora com a estratégia de mandalas, e mapas mentais entre outros.
Segundo Parra, B (pág.18-19, 2010), para se obter uma boa atenção há que se cuidar antes de tudo do ambiente: classe ventilada, acolhedora, regras de comportamento estabelecidas e conhecidas etc., para daí então partir pra a proposição de estratégias que possam contribuir pra atenção dos alunos com vistas a lograr  aprendizagem significativas tais como: Atenção Global que foca na informação total, dando um a visão de conjunto, esta favorece a síntese e o conteúdo se apresenta de maneira mais rápida permitindo a compreensão da tarefa. Na Seletiva a informação é dada em partes para que haja concentraçãonaquilo que interessa naquele momento, no que é mais relevante, neste caso necessita mais esforço do aluno, pois terá que ignorar os ruído e prestar a atenção no que o professor está falando.
Atenção sustentada que Segundo Parra, B (pág.18-19, 2010), não se trata deuma atenção constante, o que é impossível em qualquer tipo de comportamento, mas a atenção que é sustentada e mantida durante uma seqüência inteira enquanto se desenvolve gradualmente uma atividade. Fatores externos e internos de desinteresses, fadiga, cansaço ou fraqueza pode comprometer a acção contínua do processo de atenção e, portanto, o desempenho da tarefa (GENOVARD, 1985 apud PARRA, op. Cit pag 19).
O método de sublinhado é uma estratégia de seleção de informações das idéias principais do texto que consiste no destaque da apenas uma aidéia por parágrafo, a idéia principal. À medida que o estudante vai destacando ocorre o processamento do que é importante reter e registrar no papel. Esta técnica  ajuda o estudante a recordar  detalhes do texto. Esses resumos podem se tornar um material para estudos de revisão, visto que estão com as informações mais relevantes do texto.  Ainda vale destacar que esta técnica proporciona o desenvolvimento de habilidades importantes de identificação de informção e conceitos, interpretação e compreensão.(PARRA, B, pág.23, 2010).   
A estratégia com a mandala não é um muito conhecida no campo da educação como estratégias de aprendizagem, visto que está ligada ao campo místico e terapêutico, porém na educação, verificou-se que em 1986, LindaVerLee Williams, autora do livro ”aprender con todo el cerebro” destaca o trabalho de compreensão leitora com o uso da mandala como  uma forma de desenvolvimento do pensamento visual e do  trabalho cerebral bilateral. A este respeito, é afirmado que "como o mapa nos dá um padrão visual que unifica as partes separadas de um todo a mandala cria significado dentro do padrão circular. O trabalho com mandala deve ser iniciado com atividades mais simples atá para que o estudante se apropie da metodologia e adquira mais confiança. (VER LEE, WILLIAMSLINDA1986, apud  PARRA, B. pag. 30-31, 2010).
A mandala têm sido utlizada já por educadores para desenvolver o pensamento visual e a criatividade, mediante uma interação constante entre o desenvolvimento conceitual e desenvolvimento metodológico com a transferência de conteúdo. O uso da mandala como estratégia de aprendizagem pode proporcionar o desenvolvimento de habilidades importantes tais como:capacidade de organização (definir prioridades, tempo); capacidades inventivas e criativas (como raciocinar indutivamente, gerar idéias, usando a relação, analogia, organizar e realizar  eventos interessantes e incomuns, evitar a fixidez funcional e outras formas de rigidez); habilidades de comunicação (expressar idéias oralmente e por escrito); habilidades  analíticas (razão dedutivamente, desenvolver uma atitude crítica); habilidades sociais (:motivar os outros, cooperar e receber cooperação, evitar o conflito interpessoal). (PARRA, B. PÁG.30-31, 2010).
Ainda com referência aos processos pedagógicos e estratégias de aprendizagem, os mapas mentais tem ganhado destaque dentro de um curriculo construído no processo, visto que:
 
“o mapa é uma ferramentaque permite o armazenamento, organização e apresentação das informações a fim de facilitar os processos de aprendizagem, gestão e planejamento organizacional e tomada de decisão”(PARRA, B. pág.47, 2010). 
 
 
A elaboração de um mapa mental mostra o processo do conhecimento organizado de forma sequencial e lógica que o estudante conseguiu compreender e estabelecer as conexões que dão sentido à ordem que o mapa está apresentado.
O que se pode constatar é que o professor para obter êxito no seu trabalho docente necessita estar bem preparado, com conhecimentos construídos teóricamente na graduação e com os conhecimentos construídos em contextos  de sala de aula, que são discutidos e ampliados em reuniões pedagógicas, com seus pares, visto que, estes  são os momentos que  se pode vislumbrar de fato as necessidades e estratégias que  precisam ser trabalhadas,  para cada caso ou dificuldade que se apresenta, dentro de um a sala de aula. Mais uma vez reitera se que a formação docente e a gestão dos processs pedagógicos são condições primordiais para um bom desempenho docente.
 
REFERÊNCIAS  BIBLIOGRÁFICAS
 
MOREIRA, Antonio Flávio: SILVA, Tomaz Tadeu (orgs). Currículo, Cultura esociedade. 8ª. ed. São Paulo: Cortez, 1994.
PARRA, B ( 2010) . Módulo  Gestão de Processos Pedagógicos. Doctorado en Educación, Universidad del Mar, Chile.
PARRA, Beatriz. Processos pedagógicos. Âmbitos da gestão pedagógica.  Aula proferida na UDELMAR-Cl  de 18-20 de janeiro de 2011.
 
SALAZAR, Leopoldo Briones. REVISTA UMBRAL 2000. nº 10, setembro 2002.
 
 
 
 
 

 


Artigo apresentado á disciplina Gestão de processos pedagógicos, no curso de Mestrado em Educação. UDELMAR-CL.
   Mestra Educação pela Universidade Delmar-Chile, 2012.
 


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