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   > OS IRMÃOS CEGOS



Luiz C. Lessa Alves
      CRôNICAS

OS IRMÃOS CEGOS

  OS IRMÃOS CEGOS  
 
Dois pedintes apareceram no Largo da Carioca, aqui do Rio de Janeiro, quando ali ainda era mais conhecido como Tabuleiro da Baiana. Chegaram e se instalaram com propósito único de tirar proveito da bondade de milhares de trabalhadores e transeuntes que por ali passassem entre sete e dezoito horas.
Lá estando, acomodaram-se cada qual em seu canto. Por serem deficientes visuais, - foi o que se imaginou - posicionaram-se lado a lado um do outro; estenderam uma toalha à frente, dando início a árdua tarefa de esmolar. E assim, todo final de tarde; lá pelas dezoito horas, cabia ao irmão mais velho o cuidado e responsabilidade de recolher o pano com as moedas e cédulas também, nele depositadas pelas pessoas caridosas que por ali passavam.   
Algumas semanas mais tarde, o sucesso dos irmãos era notório e comentado por todos, pelas esquinas e bares, chegando ao conhecimento de três amigos que espreitavam pelas vizinhanças.
Sabendo do alto faturamento diário dos irmãos cegos, esses três amigos resolveram fazer parte, também, daqueles ganhos, com menos esforço ainda. Para tanto, só tinham que dar um jeito de fazer a coleta do dinheiro sobre o tapete, antes das dezessete horas, ou seja, antes de o irmão mais velho fazê-lo; sem despertar, porém, suspeitas às pessoas contribuintes.   
Logo, um deles teve a ideia de ambos se aproximarem dos cegos, fazendo-se de compadecidos e amigos dedicados. E foi um sucesso! Enquanto um dialogava com os irmãos, dois colhiam parte da grana, com todo cuidado, evidentemente, para não levantar qualquer suspeita. E dessa maneira os três vigaristas, que atendiam pelos nomes de Político, Empresário e Empreiteira, fizeram-se sócios do Presidente e da Nação, conhecidos, no “Tabuleiro da Baiana”, como os Irmãos Cegos.


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