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   > Philo e Sophia



Luis Carlos Lemos da Silva
      CRôNICAS

Philo e Sophia

PHILO & SOPHIA

A palavra Filosofia deriva do grego “Philosophia”, onde Philo significa “Amigo” ou “Amor” e Sophia, significa “Sabedoria” ou “Conhecimento”. Portanto, Filosofia significa “Amigo da Sabedoria” ou “Amor ao Conhecimento”. A Filosofia é então a busca pelo conhecimento último e primordial, a Sabedoria Total.
Atribui-se ao filósofo grego Pitágoras de Samos, que nasceu em 570 e morreu em 490 antes de Cristo, a invenção da palavra Philosophia. Pitágoras teria afirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas que os homens podem desejá-la ou amá-la, tornando-se filósofos. Literalmente, um filósofo é um amigo ou um amante de Sophia, alguém que admira e busca a Sabedoria.
A Filosofia surgiu quando se descobriu que a verdade do mundo e dos humanos não era algo secreto e misterioso, que precisasse ser revelado por divindades a alguns escolhidos, mas que, ao contrário, podia ser conhecida por todos, através da razão, que é a mesma em todos; e que por esse motivo, podia ser ensinada ou transmitida a todos. Este tipo de conhecimento nasceu entre os séculos VII e VI antes de Cristo, na cidade grega de Mileto, sendo Tales de Mileto o primeiro Filósofos.
Enquanto professor de Filosofia seja no ensino Médio ou Superior, a pergunta que mais ouço é: “Para que serve Filosofia?”. Pergunta legitima, porém fundamentada na sociedade de consumo atual, que prioriza o Ter em detrimento do Ser. Segundo a Filósofa brasileira Marilena Chauí (2004), se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política for útil; então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.
O verdadeiro Filósofo é antes de tudo um observador atento da realidade, um pensador dedicado, e que tente pelo seu próprio esforço desvendar o Universo que o cerca. Embora a Filosofia em geral não seja produzida para resultados concretos e imediatos, crer que ela não tenha aplicação prática é apena uma ilusão. A forma de compreender o mundo é que determina o modo como se produz as coisas, se investiga a natureza, se propõe as leis.
Há uma grande diferença entre ser um Filósofo e estudar Filosofia. Qualquer pessoa que tente pela sua própria maneira de ver a realidade, entender racionalmente a vida, o sentido da existência, sociedade, as relações humanas, o Universo, enfim, todos os eventos que o cercam, é um Filósofo em potencial, ainda que não possua qualquer instrução significativa.
Filosofar é examinar a realidade, e isso, de um modo ou de outro, todos fazemos constantemente. Ao se tentar resolver os problemas globais, sociais ou pessoais, é impossível se abster da Racionalidade. Entretanto há uma gama de situação onde a razão não pode avançar por falta, ou excesso de dados, o que impossibilita decisões objetivas. De certo modo, a Humanidade sempre será amante de Sophia. No entanto, na medida em que há um entendimento da diversidade profunda, que é a diversidade biológica, racial, religiosa e étnica, e do espraiamento entre os modos de vida dos povos, mais se é Filósofo, Sophia e Philo fiel.


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