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   > Transição, tendências e sonhos



Cassiano Figueiredo dos Santos
      CONTOS

Transição, tendências e sonhos

Diante da magnitude das laortinas e sua capacidade de transmitir sua experiência através de seu esporo, é difícil acreditar, mas Sefari se enganou, e descobriu que Ruria na verdade não era o que se apresentava. Ato falho da mente de todos os animais, se enganar. Mas sempre é tempo para um novo começo, e quando menos se espera, já existe algum sentimento envolvido que possa fazer com que Sefari aumente seu conhecimento, para melhor vivenciar seu ciclo.
Acho que acabei ultrapassando versos, deixando de contar como me encontrei novamente com Sefari. É difícil de acreditar, mas Sefari me procurou, ousou procurar novamente um humano, soube onde me encontrar sozinho. Fato é que Sefari arriscou sua vida.
Sim, arriscou sua vida, não porque eu represente alguma ameaça, mas porque quis deixar certas objeções claras, até demais. O que pode deixà-lo vulnerável para ameaças, físicas, psicológicas, sentimentais, como o amor, ah, o amor. Assim como os humanos que também evitam se deixar vulneráveis, esperam, esperam até que possa dar total (ou não) sentido ao que se deseja obter, pensar ou apenas imaginar querer.
Toda essa vulnerabilidade não foi em vão. Menos de um ciclo Laortino havia se passado desde sua última “morte” até nos reencontrarmos novamente. Disse-me muitas coisas a respeito do que havia aprendido naquele período de tempo, que para nós, humanos, representa cerca de 11 meses inexatos. Sefari começou a entender como se dão as relações com indivíduos de mesma espécie, a cerca de procriação, hereditariedade, sistema de vida em seu meio e modo, interesses e desinteresses. Passou a entender que por mais que se espera algo de alguém, não é porque o outro não o faça que ele não queira realmente fazer. Difícil de explicar, não tão fácil perceber, sorte de quem entender. Aqui me desculpo novamente por não ser um narrador onisciente que também não compreendeu com clareza tudo o que Sefari quis transmitir.
Foto é que esse ciclo também foi de muitas emoções. Mas não foram simples e quaisquer emoções, foram pensadas e trabalhadas com o intuito de ser realmente diferentes. Sefari quis presenciar fatos e espaços nunca antes vividos por ele e por seres de seu meio. Ele buscou novos caminhos, buscou conhecer mais coisas, fúteis em algumas vezes, outras nem tanto, mas sempre agregando conhecimento em seu vasto intelecto. Nessas novas aventuras, tal laortino aproveitou ao máximo seu tempo sem pensar nos enganos passados com Ruria, e percebeu assim o quão desnecessário foi ter passado tanto tempo de um ciclo com ações importunas e não construtivas. Percebeu isso através de indivíduos antes conhecidos, mas não estudados por ele mesmo.
Na verdade são dois indivíduos, Gilebe e Fuzera, laortinos também, mas de diferentes lugares. Sefari pode trocar experiências e ideias futuras com eles, pode presenciar junto com seus companheiros, lugares interessantes e descobrindo que muito além de sua região, havia muita vida exótica, muitas coisas a serem descobertas. Esses dias foram os mais intensos de sua vida.
Depois de um longo tempo em aventuras, Sefari convidou Gilebe e Fuzera para conhecer e morar na sua região, onde poderiam garantir sua sobrevivência, aprender sobre a vida em sociedade e estar sempre juntos em busca de novos prazeres e atrações.
São três Laortinos muito parecidos, cada um com sua individualidade, cada um com seus sonhos e suas vontades. Todos querem conhecer mais sobre o mundo em que vivem, e cada um tenta fazer isso de sua melhor maneira, o mais rápido possível. Querem fazer isso não apenas entre eles, mas como seres procriadores de ideias e novos indivíduos, fato que torna suas aventuras ainda mais interessantes e gostosas de presenciar.
Bom, Sefari ainda está no meio de um ciclo, não pôde passar muito tempo falando de sí mesmo, pois seus ciclos não são tão longos. Não existe clímax neste novo conto, mas existem novos sonhos, ambições agradáveis, e quem sabe até no final desse mesmo ciclo, algumas de suas futuras ambições não estejam prestes a se apresentar. Que assim seja, espero ansiosamente Sefari reaparecer.


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