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   > NA TROCA DO PATO PELA PATA ALGUÉM TINHA QUE PAGAR O PATO



LEOMAR BARALDI
      CONTOS

NA TROCA DO PATO PELA PATA ALGUÉM TINHA QUE PAGAR O PATO

O italiano ficou sabendo que o vizinho estava vendendo um pato. Como ele queria mesmo um pato para colocar com a sua pata foi até o vizinho.
-O chê tá vendeno um pato?
-To, seu Trombone.
-Onde está o pato, inton?
Foram até o pato.
-Quanto o chê qué nele?
-Vinte e cinco.
-Que porca la pipa. É mui caro. Chê não faz por dezoito?
-De jeito nenhum.
-Porca misera, nóis somo conhecido  desde a guerra.
-Pelo senhor então eu faço assim: to precisando mesmo de uma pata, e se a gente trocar?
-Porca misera, um tenho uma pata.
Trocaram.
Quando chegou em casa a mulher do seo Trombone falou.
-Num sei se o chê é burro ou eu qui num to pensano direito. E agora? O chê trocou a pata pelo pato, e ficamos com o pato e sem a pata.
No outro dia o italiano voltou na casa do vizinho.
-O chê não sabe o que aconteceu. Negociei a  pata, troquei pelo pato. E fiquei sem pata.
-Ah, mas agora o chê vai ter que comprar a pata.
-Quanto o chê qué, impiasto?
-Trinta.
-Puff! Ma que locura. Como trinta!?
-E o senhor está com sorte hoje. É que por coincidência, eu estou precisando de um pato. E o senhor tendo o pato, podemos trocar o pato pela pata. O que o senhor acha?
Feito o negócio.
De noite, deitados, antes de dormir, a velha tornou a lembrar ao velho:
-Agora temos a pata. Tornamos a ficar sem o pato!!
-Por mil trovões. Dexá pra amanhã.
Noutro dia de manhã, de novo na casa do vizinho.
-Meu caro João do Nó, percebi que no negócio que fiz acabei ficando sem o pato e com a pata. E eu preciso do pato. Quanto o chê qué do pato?
-Quarenta.
-Ah, não. Isso é um roubo, de jeito nenhum.
-Podemos trocar pela sua pata.
-De jeito nenhum, é muito caro.
E saiu bufando, xingando, esbravejando.
Chegou em casa e falou para a sua velha:
-Vo desistir de criar pato. Pode espalhar por aí que vô vender a pata.
Daí uns dias não é que aparece o vizinho.
-Meu bão amigo, fiquei sabeno que o ce tá vendeno uma pata.
-To sim.
-Quanto o ce tá pedino?
-Trinta.
-Ah, não, seu Trombone, é muito caro.
-É trinta e pronto.
-Seu Trombone, pensano bem, o senhor num qué trocar por um pato não?
O italiano catou um trabuco:
-O cê trata de sumir daqui ou vai durmi ardendo.


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