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   > portas- Pistis em busca de Sophia



Paulo Roberto Pericles de Lacerda
      CONTOS

portas- Pistis em busca de Sophia

 
 
 
 
 
 
Portas
Pistis em busca de Sophia
 
 
 
 
 
                                                    
 
 
Indice
Agradecimentos
Introdução
Cap. I – Noite
Cap. II – Degustação
Cap. III – Estreitando laços
Cap. IV – Relatividade
Cap. V – Diamante
Cap. VI – Micro-segundos
Cap. VII – Overdose
Cap. VIII – Madre
Cap.IX - Castidade
Cap. X – Ambiguidade
Cap. XI - Etapas
Cap. XII – Onírico
Cap. XIII - Dogma
Cap. XIV – Cataclismo
Cap. XV – Dia
Cap. XVI – Clarividência
 
...
Agradecimentos

            Aos meus Pais Benditos que me possibilitaram a graça de ter papais tão grandiosos e de infinitas virtudes e força de se levantarem pelos caminhos da vida, por não se abaterem em demasia com as quedas da existência
            Meus irmãos que souberam em silencio servirem de espelho no empenho e dedicação à vida equilibrada, fundamentada no bom senso e lógica aplicada e uma conduta de bom cidadão; e as minhas queridas e nobres irmãs que com amor de mãe, possuem útero, e me gestam a cada conselho e critica
 A todos os colaboradores que gentilmente auxiliaram na correção do livro; dentre eles citamos as senhoritas Anna K Lacerda e Luiza Carla, e por fim a senhorita “M” por ser um espelho do comportamento da “Sophia” no livro, e me ajudar a compreendê-la com seus aconselhamentos filosóficos, ajudou a ver qual o maior inimigo do amor entre um homem e uma mulher: “O infame e melindroso Orgulho”.
Gostaria de deixar claro aqui nestes  agradecimentos que devemos estar com quem nos corresponde, pois como disse a grande sábia e amada mulher: “Ambas te levarão a lugares diferentes.”
Agradeço a minha consciência porque vejo neste momento um porque de estar contando esta historia vivida, com datas e nomes fictícios, para não ferir a susceptibilidade de ninguém; que tem a finalidade de ajudar a todos de coração grande que em verdade já amaram a uma pessoa; Amar de bater profundo o coração de simplesmente só querer estar com a pessoa ao lado, de ser capaz de doar o que Deus te emprestou como o maior agrado; teu corpo físico, seu sangue e seus por queres de existir.
 
Sem esperar nada em troca, movido a escrever este como forma de deixar expresso o real de mim que pude captar, mesmo sendo pouco, acredito que meu sentir firmemente pode ajudar alguém que vive nesta situação amorosa aonde falta o ar e as facadas dilacerantes ferem o peito e o coração deixando um vazio que não poderia ser comparado a nada neste mundo. Ao que vive a magnífica experiência de ser humano...
Degustem!

Introdução
         Tudo ocorreu às margens de São Paulo uma grande cidade do Brasil.
         Pistis, um rapaz de pouco mais de duas décadas de primaveras, quando estava saindo de sua casa rumo àquele novo estado em que já Portas - Pistis em busca de Sophia final totalhaviam morado cinco anos antes, ligou para um rapaz que nem mesmo conhecia, mas que seria o responsável por lhe receber em tua mudança de local, esta pessoa ainda no telefone lhe perguntou como era fisicamente.
Pistis achou aquela pergunta desnecessária e engraçada, aproveitando que estava diante de sua mãe que como todas ou a maioria delas, sempre chama o filho de lindo; tirando uma sincera mãe que dizia ao pai sobre a criança que quando crescesse ficaria “bonitinho”, disse ao que lhe receberia:
- Sou lindo!
E na mesma noite pegou o ônibus rumo à cidade Campinas no interior daquele estado.
Lá chegando, ele espera por um rapaz que nunca viu na vida, uma figura que mal sabia como era, mas de qualquer forma ele havia se predisposto a ser seu cicerone.
         Algo interessante de se narrar aqui foi o fato de que no caminho Pistis levou com a bagagem de mão quatro livros, onde em três deles, achou o mesmo assunto sendo livros diversos: um de psicologia, outro de medicina e um de mistérios de meta-física, mas coincidiam nos parágrafos referentes às doze casas, apóstolos etc.
Achando isto muito relevante para tua missão de difundir a sabedoria do autoconhecimento por onde passasse ele marca as páginas e as anota em uma agenda de mãos que também estava com ele. Todos falavam sobre os signos do zodíaco, às vezes em um capitulo parágrafo ou linha.
Quando chegou, aguardava quem viria lhe buscar, pensou ser um homem mais velho que viu chegando de chapéu e sendo dotado de um portentoso bigode, de tão marcante notava-se que nem o molho rose que devia ter comido recentemente deixou de enamorar pelo curioso buço, deixando-o tingido de rosa puxado para o pêssego. Dispensou a idéia por este estar fumando e saber que quem quer ser seja que o buscaria não gostaria de mostrar este tipo de debilidades de um fumante, uma vez que Pistis fora mandado para colocar em ordem o grupo e os instrutores de autoconhecimento do local; enfim chegou o ilustre homem com semblante canceriano e posturas de leonino. Trocaram algumas graças, cumprimentos e seguiram rumo ao carro que o levaria para sua estadia naquela cidade.
O carro era de seu próprio colega e futuramente ou desde sempre grande amigo de Pistis. Uma vez que à medida que fomos percebendo o sentido da vida vemos que nada ocorre por acaso e que nossa vida e tão somente uma continuação do que vivemos anteriormente em outros tempos, séculos, períodos.
Ao entrarem no carro, Pistis puxa o cinto de segurança e teu colega lhe diz em alto e engraçado som:
- Não sei nem porque estou te falando isto, mas sei que tenho que te falar... Hoje acordei com uma voz gritando e ela dizia “- DEUS É DOZE!”.
E assim iniciaram um longo diálogo que procedeu pelas vezes que se encontraram. Fortes laços de amizade e de irmandade dividiram na vida e aquilo ali foi amplamente dialogado por eles, já que dos quatro livros que Pistis levou três falavam sobre os mistérios das doze casas; sejam nos doze perfumes dos signos, doze órgãos referentes a cada uma das pessoas que se dividem dentro das doze tribos de Judá, doze apóstolos e outras destas similitudes.
Aquela cidade já dava mostras da verdadeira missão que ele estava indo cumprir ali, que não era uma mera vontade institucional de transferi-lo para ajudar na organização do instituto existente ali, que foi ele mesmo quem abriu há anos atrás.
Por algum motivo o livro talvez tenha doze capítulos ou mais um ou touro bem resumidos da história verídica pelo menos para quem a viveu. Logicamente os nomes, datas e ordem de acontecimentos não foram estes mesmos, pois de fato não usei a capacidade total de minha memória para plasmá-los aqui. E tão pouco denotei a notoriedade angelical de quem chamo de mocinha.
Seria impossível descrever em palavras a total presença desta meiga pétala aromática que irão conhecer nas próximas páginas.
 

 
 
 
 
 
 
 
 “Aquele que pergunta, pode ser um tolo por cinco minutos. Aquele que deixa de perguntar, será um tolo para o resto da vida.”
 (Provérbio chinês)

Cap. I – Noite
Era um dia de sexta feira, estavam n’uma comunidade rural onde se realizavam estudos profundos de sabedoria sem distinção, quer sejais de cor, credo, nível social, orientação político filosófico, e etc. Só podem ser explorados em meio ao campo. Arthur inicia um diálogo com teu novo amigo:
-Pistis, diga-me amigo como vê a noite?
Pistis suspira, olha ao céu estrelado e diz como que querendo abraçá-la:
- Aconchegante e misteriosa.
- Por que misteriosa, diga sobre a noite algo que me inspire estima. Não gosto da noite, ela permanece só para o descanso, amo a vida, um domingo ensolarado, um dia claro com pássaros cantando, campos, flores que refletem todo brilho...
- Também amo o sol, Arthur, mas sinta o ar que puro está a nos brindar. Não pode ser cotejada, pois são metades diferentemente iguais na balança deste universo metafísico e ao mesmo tempo simples e natural; Como o par de mãos que levamos tão iguais mesmo sendo diferentes e complementares.
Pistis ergue a vista mirando os céus e persiste com teu discurso filosófico.
            Agora é hora quando Deus parece morto, e onde sinto a necessidade de me expor, como podem temer o negro céu, como se duvidassem a natureza de toda estrela, não seriam donas de luz própria? Sendo assim não estaríamos abençoados por um exército de células harmônicas que trabalham para a mesma noite? Quanto sincronismo, perfeição de um criador único que se expressa em múltiplos.
            Sim, mistérios da madrugada, tão nítidos como se um manto negro apenas fosse tacado para cobrir nossas possibilidades de enxergarmos a luz máxima que esta por trás dele, mas as crianças fizeram furos com alfinetes ao que vemos estrelas, e assim seguimos acreditando que é menos dia que o dia.
            Olha isto Arthur!!!
Pistis com vista mirando de um lado a outro, formando um arco, continua:
-Não vê, é a terra é uma abóboda, como se estivemos olhando de dentro do olho que se chama planeta terra. Contemplando o manto negro, à hora preferida dos enamorados.
- Ou dos loucos...
- Ta vendo, e maldizemos as sombras, como se tivessem uma natureza diferente da luz. Como se não fossem gêmeas de uma brotação, como cristais que se reproduzem no interior da terra, e reluzem apenas no dia claro, onde olhamos tudo aquilo de uma forma do acaso absurdo e inanimado, vil e sonhador dos mais científicos, matemáticos e escravos do intelecto.
Porque surgem nas madrugadas as criações mais notáveis? É que a filosofia também se enamorou das estrelas. Que segredo há ai?
Não seria a noite o útero das grandes idéias e reflexões, ou ainda a parte proibida e mais sábia de todos os poetas?
A Noite busca o Dia enquanto o Dia busca a Noite. Um encontro atemporal de almas gêmeas que nunca se tocam a não ser em um eterno segundo de Amor. Como no feitiço de Aquila, um angustiante e ínfimo instante onde os opostos se tocam e selam esta pororocados antagonismos.
Bendita seja (a) noite, negra noite. Bela e cultuada pelos sábios que nelas trabalham e que nelas plantam sua semente...
Arthur estava com olhos vidrados, que foram surpreendidos pelos faróis do carro que ali chegara. Um jovem que morava ali e se encontrava perto do portão improvisado com algumas toras de madeira, alcançou o laço de arame que prendia uma ponta pontiaguda destes pedaços de árvores e tirou-o abrindo assim passagem ao uno vermelho.
Todo o discurso foi quebrado com esta situação, com o estalido do motor e também com o abrir e fechar das portas. Do carro saíram três jovens, dois rapazes e uma moça.  Um rapaz baixo, cheio de espinha no rosto e um ar de não estar nem ai para nada, um rapaz de estatura mediana, rosto pálido, semblante frustrado; como um maratonista que na reta final descobre que todos já chegaram, além de possuir um corpo esguio como se ainda esquecesse-se de comer, e uma sublime jovem.
Ela desliza seus cabelos livremente soltos, estava leve feito pluma, como pena pairam no ar, o tempo, que também se enamorou da senhorita de feições nórdica, pele branca seios que sem dúvida alguma e sem necessitar comprovação eram rosados, fartamente generosos e que pareciam querer dizer alguma coisa; sim, os seios sempre querem dizer alguma coisa. Seus olhos eram diáfanos, suas pétalas feitas lábios eram de augusto mel na expressão Briosa de sua delicadeza e formosura que remetia a qualquer um o intento de beijá-los; o tempo se estanca diante tanta formosura e encanto, e assim fica o olhar do igualmente atônito, Pistis.
Ela vestia um jeans e uma blusinha branca, simples como a brisa que entra por nossas janelas trazendo frescor e bem estar.  Calçava sandálias de dedo e era tão singular que parecia de outro orbe.
Ele esta parado. Olhar de surpresa e coração acelerado. Sentiu um tremor no corpo sem saber de onde vinha, e uma ansiedade como que diante d’uma grande festa que esperou por tempos.
Pistis abre levemente a boca e como que por asma, puxa fôlego e diz ao constatar que Jamais tivera contato nesta existência com uma mulher com tamanha notoriedade:
            - O quê que minha esposa faz ali... (Quase sem som).
Era uma doce donzela. Ele a reconheceu, portadora de um par de olhos profundos que reluziam o infinito. De pupilas dilatadas que transportaram Pistis a um mundo tão conhecido a ponto de estar disposto a ir com ela onde o destino os mandar. Porque reconheceu, não sei elucidar, só sei que pareceu tão intima como se fosse consorte, a amada mulher que sempre esteve com ele, mas jamais tinham se visto com estes corpos. Se me pergunta se o retorno a este mundo de sofrimento existe realmente, não teria tanta certeza antes de ver esta reação.
- O que disse?
- Perguntei o que minha esposa faz ali? Se te falar que sei tudo dela, sei como ela é livre, sei de que tribo é proveniente (ele fazia referencia as doze tribos de Judá – signos zodiacais), mas não sei como sei, só sei que sei.
- Digníssimo, por mais belo que seja este delírio teu, não posso crer nisto. Se esta seguro porque não vamos lá e pergunta a ela?
- Perguntar o que? Se quiser ir embora comigo para qualquer lugar deste mundo? Não seria a melhor forma de abordagem...
- Não, pergunte algo que acha que já sabe da resposta, mas não se esqueça de antes me falar, assim poderei rir mais haha.
- É um desafio? Tudo bem o aceito nobre amigo. Não porque me incomoda tal dúvida tua, mas porque estou diante de uma única oportunidade, a maior que já me presenteou a vida. E tenho que ter algum contato com esta moça. Mostrarei como uma flor de tamanha excentricidade só pode ser de LIBRA.
Ela os olha conversando como se tivesse procurando algum conhecido e logo volta ao foco da historia que Breno (um dos amigos que chegaram com ela) contava.
   Pistis e Arthur se aproximaram, saudaram as pessoas que ali chegaram e foram falando de coisas obvias, perguntaram de como foi à viagem, como estavam ás rodovias, quanto tempo levaram etc. Até que Pistis movido por um súbito impulso juvenil pergunta o signo de um deles. Pronto, que genial, assim entraram no ponto do diálogo que queriam. Logo foi fácil descobrir que aquela a quem tinha tirado tantos suspiros de Pistis era realmente do dia de terça feira, uma autêntica venusiana como a flor de Gaubano, a balança bendita que equilibra tudo no firmamento e desequilibra aquele enamorado.
Logo se interessaram pela pergunta e foram indagando a respeito e discorreram todos por um bom tempo deste apreciado tema.
Em um único momento a sós que tiveram, dialogaram. As pupilas dela estavam dilatadas, grandes e negras como jabuticaba. Brilhavam como os olhos de criança ao ver doce. E lhe penetravam o peito levando um alívio que lhe acalmava os sentidos, como ao buscar o sol em dia frio, onde encontramos um pedacinho da rua d’onde ele esteja refletindo para nos confortar. Poderíamos ficar só naquele lugar até o anoitecer.
Jamais vivenciou sentimento tão nobre, puro e legítimo.
            - Por que riu quando disse que era libriana?
            - É que imaginva.
            - Como assim I M A G I N A V A, ta brincando comigo não é?
            - Está no teu arquétipo mocinha, delicada como uma rosa, bela e inspiradora como Pietá. És linda, por esta razão não poderia ser de outro planeta senão o do Amor. Este signo lhe confere a maior beleza do zodíaco.
            Ela fica envergonhada com o ímpeto dele, não sabia se estava apenas diante de mais um dos tantos conquistadores baratos que lhe renderam elogios nem sempre verdadeiros. Um sorriso de canto de boca é impossível de segurar naquele instante. E ela sorri de cabeça baixa e logo o olha nos olhos e retoma o diálogo.
            - Não vai perguntar meu nome?
            - E por acaso é mais importante que contemplar-te por toda via?
            Ela quer dizer algo, mas não sabe o que, parece que nada cabe naquele instante. Onde aquele estranho tornava-se tão intimo, não como se fosse família, mas como se tivessem a mesma carne.
                  E ele continua:
            - Não necessito saber dele linda, não importa o apelido que vos deram nesta vida, quisera eu poder provar a ti que nos conhecemos há tempos. Não me importo de onde vem, para onde vai aqui o importante é este belo presente que Deus nos brinda.
- Nossa realmente sinto aqui que o importante é o que importa. Você é uma viagem mesmo, como te chama, ou melhor, como é teu apelido? (risos)
            - Me conhecem com o nome de Pistis
            - E o que faz, por que elucubra tanto... Quem é você, por favor, me diga alguma coisa.
            - Sou livre, pelo menos assim faço minha vida. Não tenho rumo certo, assim sempre estou onde devo estar. Estou onde me abrem as portas, procuro viver o presente...
            - Nossa como assim? Você não tem casa, família?
            - Minha casa é o mundo, já viu domicílio maior que o meu? Sou rico, meu pai é dono do mundo e a senhorita, qual é tua busca?
            Os olhos dela estavam brilhando como que por encanto.
            Ele tenta segurar teus braços com leveza, não era obvio para ninguém, mas era claro para ele. No entanto ela recua e trava-se toda. Observa-o fixamente firmando os ombros e jogando a cabeça para trás.
            - Nossa, nem te conheço... Você e bruxo? Que isso...
            - É cedo para se viver o presente?
Não creio. Acaso sabe quando vou te ver novamente, nem perguntei de onde veio nem para onde vai... Sei que te gosto muito mesmo sendo ilógico para tua mente que insiste em pensar com parâmetros óbvios.
            - Mas Pistis, como assim, você nem me conhece...
            - Aqui não, mas intuo e “a intuição é o conhecimento da verdade sem o uso do intelecto”.
            - O que você quer de mim?
            - Desculpe-me senhorita, mas quero viver ao teu lado pela eternidade. Quero segurar tua mão e nunca mais soltar... Sei que te assustas com isto, mas estou sendo o mais sincero que posso. Quero prolongar este instante por toda a vida, para que meu corpo e minha alma sempre estejam suavizados pelos teus.
            - Olha estou assustada sim, acho que te atrapalharia, é muito livre e como vê isto em mim? Já pensou se nos escutam conversar... Loucos, loucos, conversa de loucos.
            - E não chamaram Galileu Galilei de louco?
            - Sim Pistis, mas é estranho
            - Sei disso, mas não sei explicar, pois estaria dentro da linha do tempo que não conheço em ti.  Por exemplo, onde moras?
            - Então é, é que..., é que moro em “S” e não sei quando nos veremos.
            - Me passe teu email então já que se preocupa tanto com isto. A partir de hoje estaremos sempre unidos, nos reencontraremos, não podemos ir contra o inevitável, nem tão pouco ficarmos parados diante disto.
            Ela passa verbalmente de forma apreçada e ainda tartamuda, e emenda um desejo de boa noite.
Ele ri e baixa mão, ela retribui com um sorriso sem graça e uma boa noite tímido enquanto Pistis olha fixamente nos teus olhos e carinhosamente lhe deseja bons sonhos, que  fique na presença de Deus.
 
             Aproveitando da inspiração da madrugada e após ter uma conversa rápida, porém, atencioso com todos, ele entra no quarto o  qual estava destinado para sua permanência ali naquela casa simples com paredes chapiscadas, daquela que não podemos dar ao luxo de escorar as mãos diante de uma queda, de cor branca já bege na maioria do corpo e levemente marrom perto do chão cinza de cimento queimado que esfriava ainda mais aquela noite, alcança uma caneta nanquim destas que encontramos em boas papelarias ou em casas de arte e artigos de engenharia, que utiliza normalmente para arte finalizar desenhos. Senta na cadeira de madeira rústica, de formas incipientes. Pega a agenda de couro negro, que continha em si uma conotação filosófica. Seja pela primeira pagina com a figura de Rodin ou pelas frases e provérbios contidos  a cada página.  Abre na pagina 13 de julho, que estava em branco não fosse os escritos próprios já impressos em latim que diziam no canto inferior direito Qui nimium properat, serius absolvit, e inicia um esboço do que sente...
Anima
Conheci as trevas das trevas, desci ao abismo de dentro de mim...
Bebi do sabor do pecado, cai nas pedras da vida.
Procurei sanar meu peito, mas errei em minha escolha
Procurei-te oh Deus! Senti medo por não saber com quem andava
Aqui cheguei
Para cá regressei para ver você...
Que olhos belos que brilho intenso
Que janela é essa que mostra a pureza de tua alma?
Que leveza pluma, que mobilidade pena
Que cabelo é este que perfuma meu sentir?
Não é uma pena se não for recíproco
Quero que encontre tua metade e seja feliz
Espero te ver sempre sorrindo
E lhe ajudar sempre que o necessite
Um amigo fiel
Uma mão que lhe auxilie.
 
 




Conto repetido em forma de tradição nas primeiras sociedades cristãs.
Filme onde os personagens principais foram enfeitiçados, o homem  se tem lobo durante a tarde e a mulher em águia quando o lobo se transforma novamente em homem, e o que transforma em lobo a mulher em águia, e apesar de se amarem, o que conseguem ter de contato humano, é somente um toque de mãos.
Encontro das águas do rio e do mar. Ocorre no rio Amazônia.
Frase extraída do livro Revolução da dialética do V.M. Samael Aun Weor.
Refere-se à escultura “O Pensador” encomendado pelo governo francês, em 1880. Executada por que fazia uma homenagem a .
Quem adiante não olha; atrás se fica (do latim).  
 

CapII – Degustação (novamente em sua residência Oficial em Campinas)
 
            Pistis começa a alterar a Tônica de pensamentos enquadrados no dogma ou aceitação de padrões únicos e enraizados, sejam eles por credos, conceitos familiares ou sociais. Arthur pergunta e ele então como ficaria a questão da degustação no sentido de se ter gosto por determinadas coisas ou atos. Pistis puxa um ar de se encher todo o peito e diz ao amigo de filosofias.
            Bem, vamos ver se chegamos a uma unidade de entendimento a respeito desta pergunta. Às vezes sinto a respeito do que vem a ser a degustação, e considero este tema muito importante e que deve ser levado ao Maximo entendimento para que possamos compreender a fundo esta isca para se chegar ao equivoco ou a exatidão de uma livre expressão da consciência.
            Em que consiste a pessoa usufruir de sua vontade é justamente sua natureza primordial, ou é egoísta e pessoal, ou altruísta e humanista de nascença ou por um trabalho consciente, ou não esta nem com uma nem com a outra e sim trilhando o centro destas duas vertentes. Aquele que faz pela consciência. Diante disto tudo cai, cai o conceito de bem, cai o conceito de mal, pois a consciência se expressa no momento, exemplo é aparentemente mal matar um animal, mas se ele estiver a um segundo de matar teu filho já não é mais mal e sim o bem o que lhe ordena que faça alguma coisa. Sendo assim nada é mal ou bom. Tudo é a consciência.
           Não podemos esquecer que se formos analisar um atleta, seja do que seja de esportes, religião, política ou estudo, todos devem seguir uma disciplina dentro e fora, dentro através da vontade para poder executar a disciplina fora de si com recusas e vencendo as tentações que o impedem de ser o melhor dentro daquilo que se propôs.
            E ainda se formos nos aprofundar neste elemento, vemos que até o mal ou erro tem seu lugar na existência e seu porque de acontecer na nossa vida, ou diante do caminho que nos propomos a trilhar. Fato este que se comprova através do mito da fênix, aonde para se chegar ao mais alto teve quereduzir às cinzas da existência, ao extrato de pó de nada.
            Logo, como diria o poeta, só no final de tudo saberemos se fizemos um bom trabalho e de quallado estamos.
            Lembro-me de um conto que narrava que o discípulo pergunta ao mestre: “Como faço para ter tua sabedoria? “e o mestre lhe diz com infinito amor que só seria possível adquiri-la através de boas escolhas. Não satisfeito com a resposta o discípulo torna a perguntar: “E como devo proceder para que tenha sempre boas escolhas?” e o mestre sempre com uma paz profunda lhe diz que por meio da experiência. Novamente o discípulo não se deu por satisfeito e movido por um ímpeto interno de difícil aceitação, procura sanar mais uma dúvida: “E para que possa ter experiência do que necessito amado mestre?”. O mestre sem alterar a face e sempre transmitindo a mesma paz, lhe diz que a experiência só nos é possível por meio dos “Erros”.
            - Muito peculiar esta historíola amigo, no entanto muito perigosa.   
            - Sim Arthur, se não tiver consciência, se não tiver consciência...
            Passada algumas horas, depois de tomarem banho e se arrumarem Pistis e Arthur preparam tudo para a festa natalina juntamente com as inúmeras pessoas do centro de desenvolvimento de sua própria particularidade em que fazem parte. Naquele momento conversavam sobre a intensidade de tudo o que ocorrera com Pistis e Arthur na comunidade em que estavam, donde apareceu Sophia, e também sobre a necessidade de continuarem indo ali naquele lugar que já dava mostra de ser, em um futuro breve, um grande centro de trabalhos na área de permacultura, plantio e criação de animais de pequeno porte.
Pistis estava arrumando as comidas para a festa à noite quando Arthur lhe instiga:
- É Pistis, to sentindo algo neste natal. Terá uma surpresa!!!
- Hiiii lá vem você, porque diz isto meu caro?
- Veremos porque digo isto, veremos se tem algum fundamento...
- Nada melhor que o tempo meu amigo, esperemos ele falar não criarei expectativas.
- Melhor mesmo, terá uma surpresa ainda maior.
E assim seguiram trabalhando até o sol se por, e após a reunião de comemoração da data do nascimento do menino sol na terra, comeram um arroz com nozes, carne de peru e muitos acompanhamentos deliciosos.
A surpresa, de fato, não teve nada de tão diferente além do sempre distinto instante presente. E foram dormir bem satisfeitos com a ceia.
- Amanhã Pistis, lhe falo que amanha terá seu presente de natal.
- Tudo bem Arthur, estarei de braços abertos para o presente.
- Boa noite ai velho.
- Boa noite Arthur!
Na manhã seguinte, após uma bela noite de descanso, tomavam café quando a campainha soou, Arthur pede para que Pistis vá ver quem chegou.  Ele desce os vinte e um degraus que tinha a escada de granito rosa que dava acesso ao portão. E para sua alegria ali estavam Sophia e um rapaz de aparência tímida que parecia não estar para muitos amigos; ele foi reconhecido; era o Breno que estava na comunidade rural dias antes.
Ele abre o portão branco de ferro, os cumprimenta, pergunta o nome do rapaz e os convida a entrar. Quando sobem a escada, Pistis logo chama por Arthur, para que venha ver quem chegou ali para alegrar o dia.
Ele aparece com um semblante de surpresa, e os salda, logo pergunta a Sophia:
- E ai menina, o que vocês fazem aqui?
Ela “engole seco” e olha para Breno convidando-o a responsabilidade de dizer alguma coisa.
- Tenho família aqui, tenho que dizer que vou vir mais vezes. Como está bonita a sede!
- É fazemos o que damos conta, mas ainda tem muito a melhorar...
- Nossa! Vocês estão ficando aqui? Questiona Breno
-Sim,estamos, mostre o quarto pra eles Pistis.
- Tudo bem, vamos lá ver Sophia? Pistis pergunta olhando-a nos olhos que sempre estão dilatados.
- Claro, vamos todos então.
E assim seguiram pelo corredor ao primeiro quarto da esquerda, porta branca de madeira e parecia ser antiga. Dentro do quarto eles vêem uma cama de casal sem estrado com um colchão no fundo, no chão, e Pistis logo diz:
- Este aqui é meu berção.
Todos riem movidos por um sentimento de espanto e alegria.
Logo descobriram um quadro que estavam pintando Arthur e Pistis, que interessantemente mostrava a figura de um cristo crucificado no universo, com o sol acima de sua cabeça e o planeta terra abaixo de seus pés.
A historia do quadro foi engraçado de se saber, uma vez que Pistis não havia se aventurado a pintar um quadro ate então, se viu abandonado na casa por um final de semana inteiro e após dar a idéia ao pintor Arthur e desenhar a imagem na tela decidiu pintar o quadro sozinho, fato este que surpreendeu seu amigo que havia viajado com a ex esposa para uma tentativa de reconciliação.
Logo mais chegou o Nivaldo amigo de todos ali presentes, e curiosamente aquele havia pegado a primeira aula com Pistis faziam já cinco anos, e também chegou com  o Lucas recém instrutor do grupo que estava se destacando por ser muito disciplinado e assíduo.  Então tiraram uma foto, o interessante foi que Pistis esta feliz na foto e acaba de ser registrado em um momento de queda, Sophia com expressão de surpresa (o que faço aqui?) Breno uma cara de não estou nem ai para vocês, Nivaldo expressando uma alegria imensa. Arthur uma face que mais parece o pica-pau quando apronta uma de suas diabruras e no canto direito o jovem conferencista recém formado chamado Lucas, demonstrava tranqüilidade.
Comeram ainda da ceia da noite passada e Breno disse surpreso queria se mudar para lá, pois nunca tinha comido um almoço tão caprichado.
Chegou o momento de se despedirem e nada de Sophia falar algo sobre a poesia que recebera de Pistis. Ele esperava por algo, mas não recebia nem sinal disto. Nem não nem sim, somente o silencio cortante lhe perseguia.
Partiram da casa, com um Breno reclamando de uma multa que tomou na vinda, por desconhecer os pardais que existiam no caminho.
Pistis entra meio desconfiado e encontra Arthur preparando uma limonada para ambos:
- Então garoto não lhe disse que teria uma surpresa?
- Rapaz você esta por de trás disto não esta?
- Nada, nem entendi porque eles vieram.
- Vieram pelos parentes do Breno, pelo menos assim o disseram.
- Pois é e até o Nivaldo veio.
- Sim este aí me deixou surpreso, ainda mais por saber que estava na primeira conferência que dei aqui na cidade, isto há anos atrás.
- Pois são grandes as coisas que estão acontecendo
- Sim Arthur está mesmo sendo grande tudo isto, mas enfim devo analisar bem o porquê deles terem vindo; não foi algo simplesmente espontâneo.
- Verdade, mas o que foi muito engraçado foi você dizendo a Sophia que aquele era o teu berção...
- Sim confesso que foi hilariante e desnecessário. Mas pegue tua câmera digital, por favor, quero ver a foto que tiramos juntos.
- Sim claro, vou no quarto buscar.
- Pistis olha a foto em que saíram todos juntos, e que só foi possível graças à função que lhe permitia acionar o disparo para depois de cinco segundos que é acionado, e analisa friamente o semblante de todos.
Arthur você esta por detrás disto, algo me diz que sim.
- Não Pistis larga de ser preocupado “Iner” (era como chamava Pistis quando queria chamá-lo de energúmeno).
- Mas Arthur porque você esta de cabeça baixa então, e não olha nos meus olhos para responder?
- Lá vem você com tua mania de símbolos corporais. Relaxa amigo.
 
- Nobre companheiro desta jornada, tudo bem que você diga que não fez nada para que nossos amigos estivessem aqui hoje, mas como negar a verdade que em mim pulsa, que me apita desde dentro que tem algo a ver com isto?
Dentro neste leque de verdades e mentiras, não troque jamais a verdade por tua Irma gêmea, pois o Pai esta na verdade e sabes bem disto, mais uma vez perdoa-me ser tão insistente, mas pela ultima vez, não tens mesmo nada a me dizer?
- Olha Pistis, digamos que mandei um email para ela dizendo que ela necessitava estar aqui, que era importante. Ela não deve ter entendido nada...
- Claro que não entendeu nada. Você não viu a cara de susto dela ai na foto, parecia que esperava por algo grande aqui, e o que viu de grande foi só o berção.
Riram muito disto, e brindaram com um copo de limonada.
Arthur diante da descoberta de seu amigo, disse-lhe algo muito interessante:
- E amigo, me desculpe por demorar a falar para ti, mas olha só, se você namorar a Sophia te dou um lote lá na comunidade, promessa de irmão, a minha esposa tem outro lá, E como já espero, sempre acabamos voltando.
- Já estaria repleto só em conseguir a dita de namorá-la, me sentiria um ser plenamente feliz, mas se fala sério, aceito sim e desde já agradeço teu presente.
- Claro que é sério Pistis, palavra de irmão.  A Priscila comprou um lote lá também o meu te dou. Mas só se você namorar com a Sophia.
- Tudo bem, acordo fechado, mas me diga você já tinha prestado atenção em outra fotografia que transpassa tão bem nossos sentimentos no momento?
- Cara, nunca tinha prestado atenção assim não. Como esta fotografia demonstrou , ficou transparente nossas emoções.
- Verdade até sua cara de “sei de tudo e vocês não” no fundo.
- Verdade. Isso mesmo.
Assim degustaram de uma boa conversa, de uma boa janta, mas sem cometerem o erro de se empanturrarem ou embebedarem dos extremos da vida.
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Degustar
Como quero minha amada prometida dos pais eternos
Beijar por um só eterno segundo teus lábios rosa
Tua pele quente
Ter teu amor vivente
E nele recarregar minhas forças outrora presentes neste organismo
  Antes maculado pelas pedras da existência
E beber do orvalho de teu sorriso e do néctar de tua libido
 De teus seios quero ao menos um momento.
Porém sempre por todo o sempre
jamais me perder em teu encanto
Não perder um só grama do ouro que trago dentro
Mas degustar de teu sabor, que mesmo em um segundo, será eterno
Pois se propagará por todos os dias de minha vida
Triste vida sem você
Feliz vida ao teu lado
Por um segundo que seja
Eterno segundo de AMOR!!!


Extrato de pó de nada é uma expressão popular do estado de Goiás – Brasil onde o pleonasmo e ignorado
Parábola de fonte desconhecida.
Nome dado pelo povo aos aparelhos que tiram foto para a emissão de multa pelo governo.

Cap III – Estreitando laços
Ainda é cedo, um dia ensolarado e com uma temperatura aproximada de vinte e nove graus. As nuvens formam figuras no céu e Pistis contempla as folhas que o vento leva na beira da calçada daquela que era a rua de sua residência oficial pelo menos naquele instante.
O sol brilhava forte nesta primavera de mudanças onde as flores sorriem agradecendo os raios que lhe trazem vida. E o calor que aquece e conforta a todos, anima também os teus ânimos que sem saber anunciam o prelúdio de um novo contato com aquela que não lhe sai do coração.
Que rosto seria aquele que vira, e que permanece com ele desde o mais íntimo, nos recônditos de teu peito, no lado esquerdo, em teu nobre coração?
Enviara o email para a amada fiúza, a quem não via desde aquele dia. Já fazia duas semanas e ela nada respondeu. Talvez tenha se assustado com o ato repentino, mesmo que no fundo estivesse esperando por isto. Mesmo que ela tenha sonhado toda a vida com um amor Werthico, mas estar diante disto era algo devéras insólito. Como poderia estar em presença de um conto de fadas, e deste ângulo via que nada é tão belo quanto se pensava ou é bem maior do que jamais pode um dia idear.
Realmente as mulheres se tornam incrédulas diante disto tudo, seria Pistis apenas um Don Juan ou seria mesmo um príncipe contemporâneo?
Nada de resposta do email, ele não dispunha de um sistema que lhe mostrasse se a pessoa o abriu. Tão pouco se preocupava em demasia com isto.
 
- O que pensas ai sozinho?
- Não penso
- Ta bom então, o que fazes ai parado senão pensando?
- Contemplo amigo, contemplo as pinceladas do demiurgo. Acordou inspirado como sempre o faz.
- Seria alguma mulher, o motivo desta existência?
- É apenas o que é. A contemplação.
- Mas não pude deixar de ver que sempre abre teu email à procura de algo, deve ter sido para uma moça, certo?
- Estou realmente enamorado, desde meus ossos aos capilares. Sinto-me repleto por tanto regozijo.
- Como ela é?
 - É livre e leve, com uma mente rápida, mas está com medo.
- Ta, mas ela é de onde, como ela é?
- Anima! Esta palavra exprime bem o que ela é. A pura expressão de uma alma feminina. Da que pode me levantar nesta vida. Por ela dou a vida que nem me pertence, e fico assim em dívida com os arquitetos lá de cima.
Não me importo com sua beleza, pois em verdade vem de dentro. Tem realmente uma roupagem maravilhosa que lhe cobre a alma pela qual me enamorei.
- Mas ela lhe respondeu alguma vez?
- Como disse ela esta com medo
- Vixe! Liga não cara, saímos e pegamos umas boas garotas
- Não estou à procura de entretenimento e sou fiel ao meu sentir
- Fiel a quem cara?
Não percebe que ela nem te conhece?
- Disse fiel a meu sentir, se os homens fossem assim ao que o coração lhes diz, não cometeriam tantos erros, infâmias...
No outro dia já completavam quinze dias desde que o poema foi enviado. Pistis faz o que corriqueiramente fazia, estava ali cedo da manhã consultando seus emails e para sua alegria, enfim uma resposta na caixa de mensagens de Pistis. Com o nome dela e um recado muito objetivo.
“Seja livre”
Que magnífico! Exclamou Pistis ao ler.
- O que foi isto Pistis? Ela mandou a resposta, foi isto?
- Meu caro estou Diante de uma enxadrista de primeira, que saboreia a filosofia e é totalmente sábia ao reconhecer que só podemos ter aquilo que não esta preso, que esta livre, que não é seguro pelas mãos ou preso pela perna. Ela esta com dúvidas da natureza de meu Amor!
- Mas o que ela disse?
Aproximou-se do monitor lendo o recado.
- Te digo amigo, ela te deu um fora
Hahaha!
- Nada entende do amor de uma mulher perfeita.
- Não sou eu quem esta sempre solteiro? (Com um leve tom de cinismo)
- Está realmente com alguém aquele que procura por outra? Aquele que têm várias não estaria apenas fugindo da dor de um Amor ido ou impossível? E responda-me meu caro. Se não acredita nas possibilidades de teu amor como pode a tua amada crer por si mesma nisto?
No judô psicológico, o amigo não teve outra saída senão calar diante de tais frases que embora fortes, foram ditas com um amor imenso. Depois de algum instante Arthur lhe disse:
- Olha Pistis para mim tudo isto é loucura tua, pegue logo uma garota e seja feliz rapaz, deixe de tanto sonho ela não quer nada contigo... Mulheres gostam de ação, do prato principal e não perdem tempo somente com o cardápio.
- Pode ser que busque realmente outros caminhos meu estimado amigo, mas a certeza é tão grande aqui que SEI que no fim estará comigo, não me preocupo com os ponteiros não creio no tempo, pois como diria o sábio, “No fim todos alcançam aquilo que almejam”.
Não posso querer que ela tome os rumos que tomo, aja como espero que ela aja então aqui temos a justificativa da filosofia do presente que tanto tento ser adepto. Cada qual responde por si, a amo desde o mais íntimo e não tenho medo de perdê-la. Como diz um grande sábio “O que vai e volta é porque é teu, se não volta é porque nunca foi teu”
Amo dentro da liberdade que ela encerra cortar isto estaria castrando o que mais admiro como um pássaro preso em uma gaiola, por certo é lindo, mas seu canto já não é de liberdade seria de tristeza. A muitos agradam, pois associam aos teus desencantos e lhe massageiam o ego como que qualquer que foi deixado pela namorada ao escutar Solitude de Black Sabbath.
_ É amigo, quero que preste bastante atenção no que lhe disse e depois de tudo resolvido vejamos o que ocorreu de fato. Sei que não sou tão filósofo quanto tu, mas na matéria “mulher” entende e verá que vai sofrer muito com este pensamento seu.
_ Não gostaria de colocá-la como aposta, de verdade ela não existe para isto. Apenas continuo com meu sentir. E espero pelo momento oportuno.
_ Tudo bem, vamos entrar para comer alguma coisa que minha fome já esta grande.
- Não podemos interromper um diálogo assim, temos muitas alturas nele por alcançar.
- Não vê Pistis, para com isto, ta paranóica esta obsessão! Não ama esta mulher que nem conhece, sente apenas um amor pelo amor que sentes. Não por esta dama e sim pelo sentimento que tens e que se enamorou mesmo achando que se trata realmente dela.
- Meu amigo a Amo do mais profundo de meu coração, das entranhas de meu Ser
O coração e tua tela mental não tiravam a imagem daquela venusiana de boca pétala.
Já era sabido que deveria fazer uma viagem para a capital e que ela também deveria estar presente, Embora soubesse bem disto tudo, ainda estava ansioso pelo reencontro.
Arrumou a maleta pequena, era uma maleta destas distribuídas pelos órgãos públicos ligados à educação, tinha tom azul praticamente sem brilho, quase cinza... Colocou outra calça, uma camiseta, meias, cuecas boxe o que necessitaria de materiais de higiene pessoal.
Entrou no ônibus e a viagem correu na maior tranquilidade. Chegou à metrópole e foi direto para a reunião. Quando se iniciou a assembléia haviam por volta de 50 pessoas e ele viu a personagem chegando atrasada juntamente com um dos moços de espinhas que estava com ela naquele dia em que ela o conheceu e ele a reconheceu.
Passou três horas, deu-se por encerrada a reunião para o horário de almoço; Esperando ela sair, foi logo em seguida a encontrando no corredor que do acesso ao portão de saída. Ela não estava só e Pistis logo foi conversando com os outros homens que a acercavam.
-  Olá Senhores, senhorita, tudo bem com vocês, o que acharam da reunião?
Responderam todos afirmativamente. Uns com o verbo outros somente com a cabeça.
             Um deles pergunta sobre um lanche e assim se despede e Pistis segue com um grupo de pessoas para o restaurante mais próximo deixando a adorada que esperava por outro amigo.
Na volta daquele que foi o lanche mais demorado de tua vida, onde o tempo cronológico apontava apenas para quinze minutos, mas internamente sentia como que haviam passado horas. Chegou novamente na casa onde estavam reunidos e seu coração, acelerado, que só pensava em ir falar com a moça, foi surpreendido por ela.
- E aí cara? Tudo bem?
- Certamente que sim mocinha e você?
- Estou muito bem!
Segurou em uma de suas mãos e o puxando ao outro lado da rua
Que mágico foi aquele momento onde sentiu toda a leveza daquelas mãos finas e delicadas, como luvas brancas tocando Vivaldi em um piano de calda, em contato com a tua já surrada mão, formavam um par perfeito de antagonismo e complemento
Nestas horas um fogo de amor percorreu todas às suas veias chegando ao coração que saltitava alegremente de tanto júbilo.
- Vamos ali para o outro lado.
Que fenômeno ocorrera ali? Teu corpo está estremecendo todo diante daquela menina, mas o tremor vinha de dentro, como que uma vibração em que todos percebessem e foram afastando de um em um.
Sentaram em um banco de madeira que estava junto à parede, um de frente ao outro e Sophia o convidou a sentar no meio fio com ela e depois lhe perguntou cheia de animo
- Cara você já foi ao “L.L.” ...
- Sim, e você deve ir também
- Sei disso, como posso chegar lá?
- Lhe dou as coordenadas. E só não vai se não acreditar realmente.
Os olhos dela brilham de tal forma que o envolve totalmente, como uma áurea que o cobre todo o levando a um mundo onde só existem os dois. Depois de mais algumas frases trocadas, Sophia lhe faz outra pergunta sem maiores importâncias ao que Pistis responde e se despedem em seguida...
E voltam à reunião e Pistis é nomeado o coordenador do interior do estado que continham um numero de três grupos e duas frentes de trabalho
A reunião também fora marcada por um momento que deixaria qualquer um surpreso, que foi quando o palestrante Hamilton afirmou algo de um livro e Pistis levantou a mão esquerda e disse ao que guiava a reunião que estava errada à informação, pois esta informação estava em tal livro e disse também o capitulo que deveriam procurar. O responsável pelo estado que era também o que ditava as diretrizes, como bom escorpiano, genial, vaidoso e orgulhoso, propôs o desafio em voz alta e pediu que alguém lhe alcançasse o livro que estava na sala ao lado.
De fato após procurar o capitulo, o encontrou ali e lendo-o se deu conta da verdade que o jovem havia lhe dito em público
Acabada a reunião Pistis procura Sophia mas não a encontra mais e estando retido na saída pelo grande numero de pessoas que conversavam por ali, fixou o olhar a uma senhorita que era possuidora de um corpo tão avantajado e ao mesmo tempo perfeito que não teve como não olhar. E também pela estrela que possuía tatuada na nuca, como se ela percebesse algo se virou e lhe disse:
- Oi senhor Pillo!
Aquele era o apelido do Pistis e ele ficou procurando a resposta em de onde ela o conhecia mais ela foi rápida e continuou
- Sou a Walkiria, e pensei que você fosse um senhor de quarenta anos e que tinha uma barriga grande e era careca...
- Então a surpresa foi boa
Eles riram e trocaram algumas palavras e depois se foram
Uma viagem havia sido marcada na reunião e ele já se propunha a ir, para quem sabe estar mais próximo de Sophia, seria uma grande oportunidade de estreitarem ainda mais os laços
Pistis volta à casa que estava morando e procura o amigo para lhe contar das novidades ao que foi recebido com alegria e animo pela notícia
O dia chegaria logo, como que uma semana inteira e mais dois dias
Pistis não sabia como arrumaria o dinheiro e o amigo Arthur que era também um farmacêutico lhe propôs ajudar com algo... Para uma passagem pelo menos
Chegou à data da viagem e eles foram para a capital para a saída do ônibus que estava marcada para o local de reunião em que Pistis fora.
Lá chegando Arthur dá ânimo para que cantassem a música que Pistis fez para a Sophia dias antes e o amigo riu muito e não disse que sim nem que não
De fato na viagem marcada por muitas risadas e diversão cantaram a musica que mais parecia com uma curtição estilo os trapalhões
Deixamos aqui para relatar de forma melhor a inusitada canção que não era português e sim em um “portuñol” mal falado, o que tornava mais engraçado:
“Tengo un corazon, enamorado de la mujer que no me queres
Que tiene un canelon
E una boca deeeeeeeeeeee barbosaaaaaaaa
Sigo cabisbajo, usted me diz que es neutral e me viene con el Jose Jonas en una hermosa tarde de natal (8)
Laralalalá
            Laralalaralaralaralaralalá...
            “Tuturututu...”
 
Sons estes que eram emitidos como corneta por Arthur.

 
Cap. IV - Relatividade
Na viagem tudo era Sophia para Pistis, ele estava muito feliz com a presença ali e não conseguia não estar perto dela o que tornava mais engraçado a situação era que nem sempre era programada por ele
Sempre estavam no mesmo lugar, mesmo se tratando de um local amplo e de terem mais de 300 pessoas ali para a reunião à nível de Brasil
            Reviram muitos amigos e o local que era muito lindo e repleto de muita mágica na ornamentação de muito bom gosto com jardins e pedras bem colocadas além de uma bica com bambus para guiar o fluxo d’água
            Pela noite do primeiro dia em que estavam ali, Pistis e Sophia conversaram a sós diante do castelo do príncipe do local. Ele não era príncipe, mas parecia de fato por ser filho dos responsáveis do local e por haver construído uma bela casa por ali
            Após sentarem em uma praça em frente a casa mencionada, Sophia se dirige a Pistis:
- E ai cara, vamos conversar
O que tens a dizer para mim?
- Bem mocinha, além do obvio que você não entende; tenho a dizer que estava morrendo de saudades mesmo sabendo que esteve comigo o tempo todo por onde andei desde que te vi na chácara
- Entendo, mas me diga o porquê quer falar comigo?
- Quero passar o resto desta vida ao teu lado, e não só esta como todas as outras...
-Pistis me responda em um só alento sem delongas e historias
Por acaso quer me beijar na boca agora?
Não parecia uma frase romântica, soava mais como um enfrentamento dela mesmo que procurando solucionar as dúvidas que estava sentindo, e procurava a resposta em Pistis.
Ele estende as mãos e lhe a olha nos olhos, mirando o mais intimo de seus sentidos e lhe diz com toda sinceridade do mundo.
- Não, minha linda, contenta-me agora, segurar tuas mãos. As pessoas se beijam primeiramente para depois, quem sabe um dia, pegar nas mãos em frente aos outros. Entende onde quero chegar contigo?
            E lhe foi segurando as mãos
- Sim entendo, e segurou mais fortes as suas mãos.
Alguns instantes depois viram que estavam sozinhos e que algo de estranho estava ocorrendo naquele que não era um momento qualquer da existência. Consultaram o relógio dela, uma vez que ele não usava um.
- Pistis! São seis horas da manhã, estamos aqui há dez horas!
 Inacreditavelmente, para alguns, eles ali ficaram 10 horas seguidas na mesma posição. E tiveram um conhecimento prático de algumas teorias que já levavam dentro.
Recolheram-se e no outro dia nem conseguiam estabelecer um diálogo. Ela fugia de qualquer oportunidade destas, duvidava do que ocorreu ali, e ele ainda estava com algo como overdose de elucubração mental.
- Já vivenciou isto antes?
- Já e mais intenso ainda.
A boca dela respondeu aquilo, através de uma ordem da mente, mas teus olhos não negavam que estava diante de algo que jamais sentira ou vivera em toda vida.
- Que bom, Fico feliz por ti.
Ali findaram as poucas palavras que falaram naquele dia, e ainda falaram um seco thau
No outro dia o dito príncipe o convidou a casa dele e perguntou se havia pego a Sophia e se não tivesse a beijado jamais iria fazer isto novamente
            Pistis achou uma baixeza ele ter perguntado se ele pegou a mocinha que merecia palavras mais conscientes e lhe respondeu com tom altaneiro e firme, repleto de segurança e auto-estima:
            - Vitor, meu caro, através de suas palavras vejo que este enamorado da senhorita Sophia, e o que tenho a dizer a ti são duas coisas, primeiro que não “peguei” ela e segundo que se fosse você tentava a sorte com ela; de fato confio em meu sentir...
            Ele quis dizer algo para o ousado rapaz que estava diante dele, mas não disse nada, não o pôde fazer naquele momento diante de tamanha resposta impregnada de valor só lhe restava o silêncio
            Os dias foram passando e Pistis foi fazendo, durante as aulas que tinham, poemas para a mocinha fiúza, mas não recebia dela sequer um sorriso ou algo que lhe permitisse ficar feliz
No último dia Sophia bate na barraca que Pistis estava dormindo ao lado de Arthur e lhe diz que o príncipe havia a chamado para uma viagem á uma cidade turística na manha seguinte, e a avisava que já havia alugado as suítes que deveriam servir uma para ele e o amigo e outra para ela e a outra mulher, secretaria dele
Pistis perguntou de imediato se ela aceitou o convite e ela lhe respondeu que ele saberia da resposta no outro dia
De fato foi uma noite difícil onde Pistis ficou atordoado de pensamentos e por mais que procurasse se manter puro em todos os campos que conhecia, ele estava de fato se contaminando com tamanha ansiedade
Chega à manha seguinte e Pistis sai da barraca e anda pelo local procurando avistar Sophia e só vê outras pessoas, entre elas algumas jovens que só de olhar havia percebido que lhe destinaram interesses amorosos
De repente ele avista Sophia e esta o diz sorrindo que não foi e que deixou uma carta debaixo da porta principal de Vitor que seguiu logo mais para a cidade turística, que chamava Belos, com um casal de amigo
Um terno sorriso era impossível de esconder e ele estava reluzente e feliz ao que encontrou animo para a noite onde seguiu com todos para a volta a cidade de “S”
Arthur havia ido comprar as passagens de volta uma vez que Pistis e Sophia ficariam dias a mais ali, e Pistis lhe encomendara poltrona ao lado dela. De fato estando ela ali primeiramente no interior do ônibus, ela entrou e com cara de assombro, fingiu ser algo novo e inusitado o lugar dele ser ao lado dela
Eles voltaram lado a lado e foram conversando incríveis doze horas desta vez, Pistis estava muito feliz e agora resolveu dormir a meia hora que lhe aguardava o descanso
O jovem retornou a tua cidade e no caminho se culpou por ter agido daquela forma onde deveria ter passado segurança ao invés de reagir diante do medo dela.  Ao ser perguntado por Arthur, que Foi embora dois dias antes que ele, sobre o resultado da viagem, iniciou uma conclusão do que havia digerido no percurso de volta
- O tempo é relativo dizia o Grande Físico Einstein, e o incrível disto tudo é que cada um de nós pode vivenciar isto, comprovar no terreno da vida.
Não é necessário estudo intelectivo para comprovarmos isto, pudera minha pessoa provar a ti que todos já o vivenciamos.
Algum dia o senhor já esteve diante de um evento e quando viu, passaram-se horas que estava ali, mesmo que tenha passado poucos minutos de sensação?
O que ocorre?
Quando o corpo entra em uma vibração máxima, e podemos sentir ele todo vibrando, falamos de velocidade da luz ao quadrado, ali é onde a matéria deixa de ser a mesma matéria, e transformam-se em algo mais sutil. Fugindo deste plano meramente tridimensional, material. Seria como que fugir desta cadeia ilusória do mundo físico e mergulhar na verdade atrás do véu da supra-dimensionalidade.
Existe um segredo aí meu amigo, falo do elemento Máximo de conúbio do homem com a divindade que pode existir. Digo do Amor, amor entre o homem e a mulher, isto realmente é capaz de transportar-nos a um plano de consciência mais elevado que o de Euclides, e nos lançar a grande realidade do tempo que é a quarta dimensão. O hiper espaço.
Outra forma de atingirmos isto é com o desligamento do mundo externo, como aquele cidadão que caminha, totalmente aquém  pela rua, ou seja, na ausência da mente. E já dizia um grande sábio “Deus está tão próximo do homem que entre eles só está à mente”.
Viajei com esta senhorita pelos ares do amor. Mesmo se não saíssemos do banco de onde estávamos, as pessoas já não nos viam, passavam e não nos percebiam ali. Mesmo que ela ainda assim duvide, levarei sempre comigo a maravilhosa experimentação que me propiciou a presença desta dama.
- Pistis, se tudo o que diz ai é realmente verdade, se acreditas fielmente nisto tudo não vale a pena dar por encerrada esta história. Ela é tua alma gêmea.
- É querido amigo, o grande problema e que, entre o amor de nossas Almas, estão nossas pessoas humanas, deveras orgulhosas e incrédulas diante das crises corriqueiras de um relacionamento de conquista, se perdem em meio ao orgulho e incertezas.
Meu pai me pudera ser mais a ti que a mim. Não me perder entre tantas ilusões e acreditar somente em tua voz, em todos os momentos de minha existência aqui no mundo das formas. E deixar de ser tão débil e como folha ao vento ser levado a cada palavra de dúvida de minha amada. Que verdadeiramente neste momento sou capaz de compreender que é tão somente algo natural de uma dama que procura a veracidade de um Amor assim, não sabe se é realmente real, mesmo sentindo desde o mais íntimo, teme que seja magoada mais uma vez nesta vida.
- Nossa meu camarada, me doeram os ossos este desabafo, quase súplica
Verdadeiramente, a dor que deveras sente, me aflige o coração e me transporta a outro sentir, aquele que sempre  demonstrei a ti.
 Sempre quis sentir algo assim por uma mulher, mas não sei se ainda me é possível. Já tive muitas mulheres nesta vida, sou daqueles que usam a razão em tudo, sou um expert em jogos amorosos, conheço a artimanha que uma mulher pode usar para nos confundir e os jogos que ela pode fazer para nos machucar.
- Isto tudo é medo de se entregar de vez a um Amor Arthur.
- Hum...
- Você esta achando que é racional quando na verdade é o mais emocional de nós dois? Teme se envolver de vez com uma mulher, pois teme o compromisso sério à dois?
- É já pensei nisto mesmo, este é o ponto.
- Nunca é tarde para mudar meu amigo. Estás se preparando através de tuas experiências para encontrar uma dama que esteja à tua altura para que possas seguir com ela.
- Tomara meu grande, tomara!
- Sim, assim seja!!!
No final da noite, entrando na madrugada colocou a caneta sobre a página quatorze de janeiro da agenda, e plasmou mais uma vez teus sentimentos.
Chamou-se  “Pororoca”
Não sei o que buscas
se só isto mesmo?
Que desperdício teu talento
és o maior que já conheci.

Quero te ver ainda maior
mesmo que use disto para justificar a vontade de te ter ao meu lado sempre
vejo-te perfeita
sem mácula alguma, sem erros, ataduras...

mesmo que saiba que como diz o Sábio “Se não estivéssemos perdidos, estaríamos perdidos”
Sei que o ego é necessário para que haja o triunfo
para que haja o progresso

Assim mesmo quero te ver ao meu lado sempre
sem as correntes que te aprisionam ao mundo maya
nesta vida estrada
que não te permite enxergar o caminho
e me deixa sozinho
por verdadeiramente haver nos encontrado

É o preço que se paga por AMAR de verdade
tudo custa
tem um preço
e uma chaga

Mas fique tranquila
minha Rosa
que os espinhos ficam para mim nesta historia encantada
sou o príncipe que luta pela princesa
na certeza de estar com ela

Mas tenho dúvidas se é isto que ela quer
ou se apenas espera acontecer o impossível
que não ocorrerá,não por ser impraticável e sim por me protegerem
e me  lançarem ao infinito

Quero SER
só isto que quero e me mostram a todo instante
mesmo que esqueça quando vejo um diamante
um elefante branco abençoado
de um sonho hipnótico

um paraíso utópico

com várias musas seminuas aos meu pés
manjares de canapés coloridos e ilusórios
como se deixássemos por um momento de dar importância ao organismo
e comermos só petiscos
por que são mais saborosos

ou mesmo quando deixo de sentir atração
por teu corpo de violão
tão bonita, tão linda, tão divina e tão diab...
nunca vi mais Bela

Nem em capa de revista
ou em qualquer artista
é mesmo só você
que me provoca erupção
Desde dentro, do profundo do meu centro de emoção e de procriação
É que eu te AMO

e te aguardo todavia
até que o fogo coagule novamente por querer manifestar
aí as pedras vão chorar
mas eu te juro ser fiel enquanto me quiseres

aqui findo esta canção, poema ou solidão
chame como quiser
não que eu não de atenção
mas é que temos muito o que fazer...

Quero você em mim
como andrógino Querubim
Eternamente juntos e fortes no conjunto

Alma de minh’alma
sangue puro de meu coração
alegria de meu mundo tão sombrio
mar absoluto de meu rio
Rosa linda minha Mulher amada

que prefere não ser chamada de namorada
as vezes por não querer ir além
ou prefira esperar o momento oportuno
como se não acreditasse em desígnio, rumo.
encontro das ...                
 ÁGUAS.

Apelido carinhoso com que Pistis chamava sua amada. Significa certeza, clareza, confiança, fidúcia.
Faz-se aqui referência a obra polêmica de Goethe “os sofrimentos do jovem Werther”, onde o apaixonado Werther tem na amada tudo que há de mais perfeito neste mundo. E coloca em xeque se é realmente covarde aquele que tem a coragem de cometer suicídio, não podendo estar com o ser amado.
Carl Gustav Jung, maior discípulo e continuador da revolução na psicologia de Freud, atribui a arquétipos do lado feminino da personalidade do homem. Também quer dizer Alma. Alma feminina.

Cap. V – Diamante
Agenda de Pistis; página que continha o seguinte escrito no rodapé: “Comes facundus in via pro vehiculo est”
 
- Começo a compreender o fenômeno do tempo que ocorre comigo e Sophia. Sempre que estamos juntos parecemos invisíveis ante aos demais. Ninguém nos vê, nenhuma pessoa ousa atrapalhar nosso diálogo. Temos uma simetria que comprova que um é do outro.
            Entendemos neste momento que o Amor é quem faz esta proeza metafísica, pois a cumplicidade e transparência com que agimos nas nossas conversas, nos tornam de fato invisíveis ante aos olhares curiosos dos demais.
            Se amarmos verdadeiramente a pessoa, só ela nos completa, pois possui os hormônios que faltam no outro, em plena proporção. Um organismo reestruturado com a força do AMOR, o equilíbrio de opostos.
            A pedra rudimentar fica no interior da terra. Assim como ficamos em off durante nossa existência  a espera da pessoa certa, e se a encontramos reluzimos feito  Diamante.
            Bendita seja a metafísica que nos possibilita vivenciar estes fenômenos tão corriqueiros para quem quer ver. Daí que digo que o invisível só é invisível para quem não pode o ver. E dentro destas reflexões de estar além do plano físico em dados momentos donde tenho a certeza que estes ensinamentos não são para as massas e sim para um povo seleto, físicos seletos, psicanalistas como Jung, camponeses de alma leve e mente tranquila. E assim encontro outra reflexão que meu hóspede (meu Ser, como diria All Halaj), me inspirou há algum tempo. Nesta reflexão  constatei que:
- Ninguém vê o que é, e sim o que necessita ver para que ocorra o que deve ocorrer.
            E aí está o segredo que de fato torna-se mais interessante a vida. Compreendemos as palavras do grande mestre Jesus quando disse “venha a mim as criancinhas, pois a elas pertencem o reino de Deus”. Devemos ser transparentes como uma criança para vivenciarmos a realidade de outros planos. Devemos ser simples como uma gota d'água. Devemos ser como o Diamante precioso que tudo é capaz de riscar, pois nada o vê, e ninguém podem riscá-lo, pois é puro e livre de todas as impurezas.
            Devemos ser puros como o Amor que sinto por Sophia, impossível de se imaginar algo que a tire da posição de Deusa, de minha Mãe Divina em sua representação física.
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Brilho
"A luz que exala me completa o entendimento
Neste momento tão aquém do meramente natural
Perdemos o agente que nos impedia ver
A inocência de saber Ser
Viver o momento que nos brinda o universo
Neste planeta ou qualquer parte do existente
Saímos daqui ir para algum espaço
Onde mesclamos nossa alma e nossos corpos em algo além deste lugar
Os átomos se aceleram em nós dois
Neste momento podemos voar
Sem medo de qualquer rejeição
Não nos veriam por haverem perdido o limiar
Deste aeon com os outros existentes
Nesta vertente que te espero agora em todo o todo
Para subir ao alto no monte Sinai
De lá trazer todos os nossos mandamentos
Jerusalém celestial é nossa meta
A passagem certa a um plano desconhecido
Alegria, alegria, alegria em minha espera de te reencontrar!"
 
Andando de dois, se encurta o caminho.
Cristo sufi. Morreu na data de 27/03/1879 – após ter sido vilmente mutilado com 500 chibatadas, ter tuas benditas mãos e teus sagrados pés decepados, para só no outro dia ser degolado.

 
Cap. VI – Micro-segundos
 
Era uma sexta-feira de templo nublado, onde os trabalhadores fatigados pela semana dura de lida, mas repletos de ânimos pelo final de semana que já começa a mostrar suas asas de liberdade e fulgor. Mesmo que pareça ser tão poucas as horas de descanso que encontram no fim de semana, é de fato algo revigorante para aquelas centenas de pessoas que circulam nas ruas daquela cidade de vinte milhões de habitantes aproximadamente. Pistis está em uma van, faz o translado da cidade onde costuma ficar o maior tempo para aquela gigante, que já se mostrava em todo seu esplendor, ante os teus olhos castanhos claros.
Ele não pensa em nada, mas está atento a toda paisagem que se faz quadro diante de sua vista. Ele estava a caminho da casa de seu compadre. Era o padrinho de casamento de Eduard, e iria ter uma longa viagem dentro da metrópole. Uma vez que iria ter uma maratona pela frente. Metrô baldeação, metrô e caminhada naquela que era uma área perigosa da cidade. Recentemente sofrera ataques de uma facção terrorista formada por rebeldes traficantes que são tão bem armados que necessitaria do exército nas ruas para contê-los.
            A viagem é longa e sem inconvenientes. Estava diante da estação Floriano Peixoto, que curiosamente
tinha sido alvo de atentados, onde os vidros e paredes foram alvejados. Assim que ele saiu da estação onde era notado de uma forma bastante curiosa pelos transeuntes, uma espécie de medo e curiosidade pavorosa, força esta movida de fato por ele estar vestindo uma jaqueta de material sintético, como as dos motoqueiros que comumente vemos nas ruas da cidade.
Pistis não se importa com os olhares temerosos das pessoas, e segue confiante para o destino, casa de teu amigo. Quando então percebe que seria conveniente que levasse algo para que pudessem compartir em uma ceia. Desvia-se passando no mercado Diamante para comprar um vinho. No entanto diante do incômodo que seria chegar assim tão tarde da noite, resolveu comprar dois vinhos.
No caixa novamente olhares estranhos diante de tanta peculiaridade, uma vez que não era normal comprar dois vinhos ainda mais naquele horário da noite. Mas, no entanto, não se importou e foi logo buscando o caminho de teu desiderato.
Estava saindo do mercado quando teu pé esquerdo tropeçou do solo, e teu corpo projetou-se para frente como se interpretara uma queda de dominó. Pistis estava com os dois vinhos nas mãos, estes viriam dar fim àquela visita noturna, não fossem os pensamentos que teve nestes micro segundos.
“Estou caindo, não posso cair ou irei me machucar todo com os cacos de vidro, machucar? Eu vou e morrer se cair assim... faz alguma coisa meu SER! Vou fazer um rolamento...”
Mesmo sendo impossível para a mente humana dar-se conta que toda queda é em câmera lenta e que como quando éramos crianças ao cair de bicicleta a víamos desta maneira, temos que relatar que realmente Pistis pensára tudo isto antes que seu corpo alterara-se àquela queda destruidora, de forma que seu ombro esquerdo jogou-se para o lado direito do corpo enquanto o ombro direito fosse completando o giro, ao se jogar para trás. Teu queixo grudou no peito, aula básica de teus tempos em que fazia judô na academia de jiu-jítsu em que treinava. Assim teu braço esquerdo tocou o chão, enquanto o cotovelo direito bate-se no latão de lixo que estava na calçada causando um forte estrondo.
- PÁÁAAA!!!
            As pessoas saíram dos comércios que haviam ali, do mercado Diamante, de uma padaria e de um bar que ainda continuavam abertos, assustadas com o clima de terrorismo que pairava no ar. Pistis levanta rapidamente ainda segurando as garrafas de vinho tinto seco, e com a maior cara de bêbado, só a cara já que não havia bebido nada naquela hora e tão pouco tivesse esses hábitos.
O sorriso está presente em tua face, ele está seguro que pela primeira vez pôde comprovar a teoria que já tinha desde o tempo de escola quando em queda percebia que era tudo em câmara lenta e que haveria uma forma de mudar o que para muitos já é inevitável. Estava feliz por comprovar que as leis físicas existem para ser transcendido pela máquina mais completa já produzida nesta face da terra, o próprio homem.
O caminho foi rápido, ninguém ousava sequer chegar perto daquela figura estranha, por portar duas garrafas nas mãos, de jaqueta verdes musgo, e calça social preta.
            Ele segue teu rumo, encontra teus compadres. Comeram, degustaram de uma taça de vinho e foram
deitar para enfim descansarem.
            Foi uma noite intensa de sono e logo os raios de sol invadiram o quarto de Pistis para saldá-lo, convidando-o a despertar..
            Pegou a escova de dentes, que sempre andava com ele e estava agora no bolso da jaqueta, e foi fazer teu asseio matutino. Na saída do banheiro, onde também tomou um banho, Pistis escutou o telefone tocar e teu compadre Eduard gritando lá de dentro do quarto onde ainda se encontrava com sua esposa e seus filhos (tinham três):
- Atende ao telefone Petrúcio! (Pistis Petrúcio d’ Paula)
            Pistis sem pestanejar, atente o telefone, que também servia de disc. informações para os cursos de autoconhecimento que ministravam.
- Central de atendimentos da A.D.R.P, em que posso ajudá-lo?
- Alô, gostaria do telefone do Hamilton, coordenador estadual?
            Não é possível! Aquela voz doce do outro lado da linha era dela! Só poderia ser! Pois o suave som de voz penetrou em teu coração acelerando o ritmo dos batimentos cardíacos.
- Sophia?
- Sim quem é?
- Teu desígnio!
- Pistis?
- Incrível como nossos destinos se buscam hein Sophia! Independente de nossos temores. Independente de nosso batalhar.
- O que você ta fazendo aí cara?
- Resolvi vir pra cá ontem, aparentemente do nada, mas agora sei que estou aqui para ter atendido teu telefonema.
- E você sabe o que necessito para fazer uma carta de recomendação! Mudando o clima da conversa rs
- Só com o chefe mesmo mocinha.
- Então me deixe ligar lá Pistis.
- Tudo bem linda, nos falamos ainda?
- Com certeza!
- Então anote ai 3xxx46xx, até logo!
- Obrigado, Até logo!
Quando colocou o telefone no gancho foi surpreendido por Eduard:
- Vamos ali tomar um café que a Karen ta preparando a mesa.
            Tomaram café, comeram do pão caseiro sempre delicioso e degustaram de um bom queijo e goiabada. E ali em meio a uma mordida e outra, Eduard diz a Pistis para acompanhá-lo até a casa de Hamilton. Uma vez que iram reformar a casa para um futuro evento que se avizinha.
Pistis concordou prontamente e após o café e novamente o asseio bucal, foi para a casa do coordenador estadual.
A viagem foi mais uma vez cansativa, já que era em uma outra cidade e necessitava passar novamente por toda a bateria de transportes que já conhecia bem ali na metrópole.
Metrô – metrô – ônibus – ônibus
Ali chegaram às treze horas, e por mais que estivesse cansado, o ânimo contagiante da gigante casa com entrada novelesca, aonde podíamos ver uma estradinha de palmeiras que nos conduzia ao campo de futebol, e a uma área coberta, bem como um gramado para estacionarem carros, recobria Pistis de vontade.
Estavam diante da casa sede do estado, moradia e escritório da empresa de cursos de autoconhecimento. A porta estava aberta e já se podia escutar a voz de Hamilton os convidando para entrar.
Entram e Pistis presta atenção em tudo, lareira rústica, ardósia no piso, sofás, som e outros objetos sem dúvida necessários para o convívio harmonioso entre família.
Subitamente a contemplação é quebrada pelo soar da campainha do telefone e também pelo pedido:
- Pistis atende o telefone...
            Sem demora Pistis atende, novamente é surpreendido.
            - Alô, gostaria de falar com...
            - Que incrível senhorita Sophia, realmente você me persegue!
- Pistis?
- Pois é!
            - O que você faz aí cara? Opa liguei errado? Iria ligar para o Hamilton...
            - E ligou, é que acabei de chegar aqui...
            - Nossa! Que simétrico não?
            - Pois é! A sincronicidade de Carl Gustav Jung é realmente estabelecida diante de nossos encontros.
            - Nossa Pistis! Incrível mesmo. Mas o que faz aí?
            - Iremos reformar aqui para o evento amanhã. Você virá, NÉ?
            - Não sei, acho que é improvável. Tenho que estudar.
            - Que pena Sophia, gostaria que você viesse.
            - Pois é, mas acho que não vou não... Bem, o Hamilton pode atender?
            - Ah sim! Desculpe-me! Já vou chamá-lo. Beijão pra ti e fico no teu aguardo?
            - Beijos. Acho que não irei não, mas vamos ver, a que crer na ultima hora (risos)
            - Tudo bem, já vou chamá-lo. Até amanhã então.
            - Ai ai... Vamos ver então, vamos ver...
Sincronicidade
Independente do que penso
Sinto-te, pois você é o Real em mim
O sincronismo de teu corpo com o meu, teus pôr queres se mesclam as minhas certezas
Teu não e meu sim se tocam e se adoram
Se buscam onde quer que nos encontremos, pois não podem existir separados
A similitude de Yin e Yang com a discordância de conceitos únicos de uma mesma moeda do AMOR
Amores que se buscam pelos contrários que se completam
Conformismo de pensamentos diante de tamanho desiderato
Os teus olhos que iluminam meu mundo inteiro
Tua boca que é a água deste deserto de solidão
Solidão que não existe quando estou junto a ti
Mas não provei de tua água, manancial de vida eterna
E por isto estou aqui
Com minha morte do sertão.
Mas com a certeza de um ressurgimento.
 


 
Cap. VII – Overdose
 
            Pistis acorda e logo Hamilton lhe pede para exercer o labor de pintar a área da churrasqueira, onde também se encontrava a mesa de ping-pong. Logo após cear o leite batido com cacau em pó, comprado em serialista, e de comer alguns pães, ele inicia o labor.
            Lá estava um outro colega do curso, que fazia a arrumação da churrasqueira que já estava sendo acesa para o almoço de logo mais. Após pintar a área, se colocaram a conversar..
- Pistis, estava pensando meu amigo. Não existe limite para exercermos nossa consciência.
- Elucide isto meu amigo. Porque diz isto?
- Bem, é o seguinte, uma vez estava com minha esposa, porém havia coisa que de fato não saía de meu mundo psicológico, e sempre ia ao limite com ela, sexualmente falando. E um dia olhando-a nos olhos disse: - “Meu amor hoje dou minha palavra que não faço mais isto nunca mais contigo. Palavra de homem. Nunca mais”.
E de fato nunca mais se repetiu.
- Isto é motivo de alegria Nors! Como diria o sábio “Há mais festa nos céus por um pecador arrependido do que para um justo que não necessita de arrependimento”
- Ah ta! Mas olhe só, pra ti existe pecado realmente? Pois pra mim não existe. Isto é um dogma, Pistis. Se acreditarmos no pecado, ele nos castiga, pois está dentro de nós e não fora.
- Pois é grande, assim ocorre mesmo neste plano.
- Sim Pistis, se não acreditarmos nisto, nada pode ocorrer a nós.
- Sim Nors, mas como dizem os sábios mestres da humanidade... “neste plano, somente neste plano”, pois de fato pagamos por tudo o que fazemos, e se for conscientemente pior um pouquinho. Pagaremos se não nesta, em outras existências, em outros planos.
- Creio que não meu amigo.
- Meu nobre, a lei deve ser exercida dentro de nós para avançarmos neste caminhar esotérico. (eso = interno, térico = estudo). Um atleta se submete a disciplinas para que seja o melhor, o mais treinado. Devemos fazer o mesmo.
Pois se não ocorre assim, violamos a nossa essência, pois ela é virtude assim como é Don como é LEI. Minerva dentro de nós deve ser levantada.
- Pode ser Pistis, obrigado pelo ensinamento tão profundo.
- Agradeça aos sábios mestres que plasmaram o grande livro apócrifo de PS.
- Tudo bem, mesmo assim obrigado por compartir desta sabedoria.
- Sim, muito obrigado por compartirmos deste diálogo tão profundo.
            Entraram e foram avisar que estava tudo pronto. O relógio já marcava 09:00h daquela manhã linda de domingo.
            Ligaram o som e ficaram ali esperando as pessoas que iriam almoçar e compartir daquela convivência.
            As pessoas foram chegando uma a uma e nada de Sophia aparecer. Os rapazes foram logo formando time e jogando futebol. Pistis também estava jogando e então tua amada chegou.
            Ele fingiu que não viu ninguém, mas logo quando a bola saiu, ele foi até Sophia, lhe dando um beijo no rosto e saudou os amigos dela que compareceram. Logo voltou ao futebol. Fato que a deixou pelo menos intrigada.
            Com o término do jogo no qual perdeu a partida, ele foi ali ver se estava tudo certo no ambiente e se faltava alguma coisa para os convidados. Uma vez que participava da organização.
            Quando começaram a servir as pizzas, ele foi a Sophia e lhe puxou assunto. Ela logo correspondeu e foram dialogando e tomando fila até que Breno, ex namorado de Sophia, entrou no meio da conversa e ficou ali com eles a espera da hora de sentarem para  comerem.
Mais desespero agora para o outro lado, Hamilton logo viu o Breno sobrando ali e lhe convidou a picar cebola para a janta. Ele aceitou, pois achava que faria ali mesmo, mas foi convidado a ir à outra mesa.
Breno olhou para Pistis e Sophia com um olhar tristonho ao que foi recebido com um sorriso de Pistis , o que causou nele medo e agonia.
Conversaram ali e degustaram de vários sabores de pizzas, até que acabou e Breno voltou à mesa com teu prato.
Breno logo disse aos dois:
- Onde tem três, sempre um fica de fora?
Pistis percebeu o constrangimento da pergunta e foi logo respondendo:
- É que as coisas ocorrem como deve ser  Breno. Não acho que um fica de fora, e sim que apenas tomam seus devidos lugares.
E ali ficaram no clima de morte e com um silencio cortante, até que Breno resolve ir pegar mais pizza
Pronto! Era o que queriam.
- Vamos lá pra frente da casa?
- Claro Sophia, só não tinha como lhe falar.
E foram saindo e deixando a figura de Breno com o prato na mão e olhar tristonho pra trás.
Seguiram para a frente da casa pela lateral de fora e ali na frente, Pistis lhe convida a irem a outra lateral, aonde tem um jardim com escultura de uma cabeça no chão. E ali sentaram em bancos de pedra, e foram dialogando:
- Então mocinha, o que me conta de bom?
- Conto que vim.
- Sempre soube que viria e lhe avisei.
Ela ri...
- Por que tem sempre tanta convicção disto?
- Bem, primeiramente porque devemos ser sensatos de que cada dia mais se torna mais interessante nossas conversas, não é verdade?
- Hum... Prossiga.
- Então e sendo assim...
            São surpreendidos por Breno que chega apressado ali e com cara de enfrentamento.
- Atrapalho alguma coisa?
- Claro que não. Atrapalha-te em algo Sophia?
- Não, a mim não.
            Ele se senta entre os dois que estão frente a frente. Logo o silencio cortante volta ao ar, e gela todos os anseios de conversa que tinham, ficando todos calados e trocando olhares.
Pistis inicia um tema de diálogo, mas logo vê que não está falando nada com nada. Sophia, que foi mais radical, se levanta e pede licença. Deixou-os de lado, ali no jardim da cabeça misteriosa.
- É Breno, aqui estamos nós. A trina divina voltou a ser dois e para cumprir com o ordenamento divino, vou permitir que vire um só, o UNO sagrado.
- Sim, verdade.
- Então deixe me ir.
Levantou e saiu deixando Breno com teus pensamentos e reflexões.
            Pistis foi ver o que necessitava ser feito ali e foi se ocupando com o que aparecesse sempre de olho na Sophia. Ele ia se desenvolvendo com o coração que ardia fortemente de fogo, este fogo de amor puríssimo que o consome inteiro.
            O tempo foi passando e as pessoas foram saindo para as suas casas, até que percebeu que o casal de amigos de Sophia estava se despedindo de outras pessoas e viu que este era o momento de agir.
- Já vão embora? Fiquem aí mais um pouco...
- Chegou nossa hora Pistis, está tarde e amanhã trabalhamos.
- Ah sim, entendo.
Pistis deveria fazer alguma coisa e percebendo no olhar de Sophia, ele vai até ela e lhe diz:
- Mocinha, durma aqui. Prometo que não haverá problema algum!
- Pistis, você nem é o dono da casa, não posso não...
- Olha Sophia, o Hamilton já havia falado que não haveria problema nenhum, que poderiam dormir aqui os que assim necessitassem.
- Ah! Não sei não, Pistis! Não sei não!
            A amiga de Sophia se aproxima e vai conversando com ela, ao que Pistis aproveita e procura Hamilton silenciosamente.
- Hamilton, chame a Sophia para dormir aqui meu amigo.
- Claro que pode Pistis! Já tinha dito isto antes para ti.
- Sim Hamilton. Claro! Mas ela está com vergonha. Tenho certeza que se você convidar, ela fica.
- Tudo bem, vamos lá.
- Vai lá só, Hamilton, senão ela vai desconfiar.
- Desconfiar de quê, Pistis? Já não estaria claro que foi um pauzinho que você mexeu? Eheheheh!
- Ok. Vamos lá então.
            E assim seguiram ao encontro de Sophia e teus amigos. Após algumas brincadeiras de Hamilton com os amigos que iam embora, disse diretamente:
- Sophia, fique aí.
- Tudo bem, ficarei então.
            Pistis olha surpreso com a atitude tão espontânea dela, mas ela deve ter percebido os olhos de alegria de Pistis, pois assim que Hamilton saiu, ela foi pegar a mochila dela, que também já estava pronta no carro, e foi até Pistis e disse:
- Olha, estou ficando aqui só porque tenho uma enorme curiosidade em saber quem é o Hamilton. Ele sempre me despertou isto e...
- Tudo bem mocinha, eu entendo, mas o importante mesmo foi que você está aqui e vai dormir aqui. Dê-me licença, pois vou ter que ir ali à distribuidora para comprar bebidas. Hamilton pediu.
Ela fica ali jogando ping pong com Hamilton e outras pessoas que dormiriam ali. Pistis e Jair, coordenador de outra área do estado, saem para comprar bebidas.
Demoram mais do que previsto e logo depois de uma hora e pouco retornam ali. Pistis vai logo pedindo.
- Posso ficar de próximo?
- Claro, entra para o nosso lado aqui. Acredita que a Sophia me tirou da mesa! Haha! (Hamilton)
- Poxa, que bom! Mas vou tirar ela.
            Logo chega a vez de Pistis e Sophia ainda estava firme do outro lado da mesa, tirando todos que ali se apresentavam.
            Ela diz a ele:
- E aí Pistis, pronto pra perder?
              Ele ri e pega a raquete para jogar. A batalha é intensa, mas no fim ele dá um ace e vence o jogo.
- Sophia, tá vendo, no fundo você só buscava um homem que a vencesse.
            Ela o olha com surpresa e levemente lhe dá um sorriso.
            Conversaram e dialogaram todos até que vão resolvendo entrarem para dormir. E todos se vão em sentido à casa.
Ao entrarem lá, Pistis vai até Sophia e lhe diz enquanto a segurava amorosamente pelo braço:
- Vamos continuar lá fora.
- Pistis, não tem nada que eu possa conversar contigo lá, e além do mais todos estão indo dormir. Você saiu e me deixou aqui sozinha... Sabia disto?
Ele a olha nos olhos profundamente e com voz suave lhe diz:
- Mocinha, me dê um minuto, se você não gostar pode voltar.  Apenas um minuto.
            Ela sorri e seus olhos brilham feito estrela.
- Vamos lá então.
Assim segura à mão de Pistis e sai rumo ao forno de pizza que ainda continham brasas. Sentam em cadeiras em frente ao forno de forma que ela coloca suas pernas entre as pernas de Pistis e lhe segura às mãos.
Era uma noite fria, e nada mais romântica que ficar ali à beira do forno.
Eles novamente conversaram poucos assuntos, mas dentro da mesma vibração que sempre experimentam juntos quando se encontram.
O assunto foi breve, poderíamos resumir em poucas frases, mas o tempo deles era realmente outro, e a veracidade ficava cada vez mais notória...
- Pistis, já é quase seis horas!
- Nossa mocinha! Já esta na hora de entrar, que pena!
- Sim, vamos entrar.
            Entraram e dormiram um pouco, pois às oito horas já estavam de pé tomando café com os outros.
Ela olha para ele e o cumprimenta. Ele a cumprimenta e lhe diz:
- Desculpe Sophia, mas estou com overdose de tanta elucubração mental.
Ela o olha estranhamente, mas ele estava mesmo, com uma dose muito grande de amor intenso, e aquilo ele percebeu que não poderia ser toda hora ou ele acabaria que explodiria. Uma vez que não se beijaram, só ficaram conversando este tempo todo. Sophia senta a mesa e ele sai dali rumo à sala.
- Pistis, onde ficaram aí fora, fazendo sabe lá Deus o que por toda a madrugada? Onde vocês estavam? Pergunta Amélia, esposa de Hamilton.
- Olha, se te disser que estávamos ali de frente ao forno?...
- Mentira! Eu fui lá fora ver e não achei ninguém.
- Olha Amélia, posso te jurar que só ficamos ali e que conversamos o tempo todo. Tivemos tudo de mais íntimo e lindo que já vi na vida, mas não tivemos o contato amoroso que pensam, sequer de um beijo.
- Ah tá? Para com isto! Pra cima de mim?
- Estou te falando amiga, não tenho motivos para mentir pra ti.
- Mas nem um beijo?
- Olha, juro pra ti, parecia-me ser desnecessário para aquele instante tão sublime. Não sentia necessidade, talvez por um medo de perder aquele momento tão puro e de festa para nossas almas.
- Nossa! Espero que esteja falando a verdade. Mas é difícil de acreditar...
            Ele lhe dá um sorriso e sai. Deixando-a ali com teus pensamentos.
            Neste mesmo dia ele levou Sophia ao ponto de ônibus e se despediram de forma que ele deixasse claro que a veria novamente. Ela estava assustada, mas concordou com aquilo. Creio que esperava um beijo dele, mas ele estava com o pensamento claro que poderia atrapalhar o momento intenso que vivia.
            Assim ele a vê partindo e logo procura teu ponto de ônibus para seguir viagem.  Desta vez para o interior do estado.
           
 
 
Estático
 Estou à espera de teus lábios
Não sei da hora não sei do momento exato de nossa união física
Nem me perco muito nisto meu amor
Namoro-te a cada inalação
Em todas as rosas que me mostram tua forma
A cada pássaro que voando me indicam teu desprendimento a este mundo vão
Desde o primeiro encontro de nossos olhos
Quando nossas almas ficaram seladas e nossos corpos estáticos
Quero que saibas do quanto te necessito aqui dentro
Me mantém acesa a chama da luta e da vitória
Não posso perder esta batalha
Sei que logo estaremos de mãos dadas
Para o exulto e a glória
A vitória e a conquista
Mas agora passo por algo novo dentro
Impossibilidade de beijar-te a boca
Entendo que não é o cardinal neste romance
Donde o físico se perde em meio a consubstanciação de nossas virtudes
O melhor de Pistis para o melhor de Sophia
O pior de Pillo deve ser exterminado e o pior de Sophia.., não tem pior de Sophia, tudo é belo
Neste organismo sincrônico com o espírito
Nesta vida tão envolta de Vayu!
 




Evangelho apócrifo de Pistis Sophia, retirado dos quatro evangelhos convencionais no concílio de Nicéia, presidido pelo imperador Constantino, que relatam ensinamentos do Cristo Jesus pós ressurreição.
Referencia ao elemento AR, segundo a literatura esotérica Tatwa deste elemento.
 
 
Cap. VIII – Madre
 
Após outra maratona de transportes e também de passar quase todo o dia e a tarde na estrada, ele enfim chega à casa de seus amigos. Após tomar um banho, jantar e conversar com as pessoas, ele vai ao quarto de Gabriela que já sabia de todo o seu interesse pela mulher que lhe roubou o coração. Após ela perguntar se ele a viu, ele conta toda sua experiência do dia anterior e daquele dia com ela.
Mas Gabriela, menina de suas dezesseis primaveras, rosto belo e corpo que com mais duas ou três primaveras me renderiam olhares de admiração, mas devido ao respeito de tio que me fiz por ser muito amigo de sua mãe Maria; Gabriela queria saber mais. Como é a menina que conhecia de vista, e que nunca pôde conversar com ela.
- Mas me diga como é ela Pistis?
- Explicar pra ti como é Sophia, seria como tentar aclarar a origem de todo universo.  Não tenho um conceito, ela simplesmente é e por isto não tenho como dizer mais nada. Posso, no entanto comentar sobre meu sentimento por esta figura tão mágica que fez de minha existência algo com sentido, me mostrando que tenho um caminho a trilhar. Para os religiosos que procuram tanto a porta, lembremos das antigas catedrais cristãs que nos convida a entrar em um útero com suas portas no formato do mesmo.
Não necessito viver mais para saber que é meu grande motivo de estar aqui neste mundo e que todas as minhas aventuras amorosas não passaram de meros sonhos ilusórios movidos por uma chama de pouco combustível, uma paixão que por mais bela que seja não é espontânea, não flui...
Com o estar diante dela já nutre meus estímulos, me deixa em um estado de admiração plena e diante disto sou criança. Acredito nos meus próprios sonhos de ascendente em peixes. Não vejo obstáculo algum para os problemas que surgem, caso este que devemos analisar bem. A mente de fato dita o curso de nossa vida. Se estiver muito ocupada com preocupações, medos e fobias será o terreno para estes males. Mas Sophia me tira disto, já pedi ajuda à minha bendita mãe para chegar ao coração dela, mas acho que é na mente que estou preso, no coração já estou.
- Pistis, larga de ser cabeça dura! Lute por ela então, não permita que continue sendo torturado assim por sua covardia.
- Meu deus, como pode ser cego ao ponto de me julgar covarde se é tão sabia ao me dar indicação do que devo fazer? Não vê que não posso errar diante da maior relíquia que me chegou aos olhos? Se for afoito demais, posso derrubar e danar esta preciosidade.
- Será que sou cega mesmo Pistis? Ou você que não percebe que os obstáculos são de tua própria natureza? Que quanto mais busca mais se afasta, e que quanto mais pensa, mais se perde em teus próprios abismos de temor?
- Obrigado minha amiga, de fato tenho material para refletir por muito tempo, ou melhor, até que se dissolva e brote o entendimento.
- Olha Pistis, obrigado por aceitar minhas palavras, as pronuncio com muita atenção, pois não quero que deixe ir esta grande oportunidade. Sinto tua angústia e me importo com vocês, nada pode atrapalhar esta historia. Quero muito te ver com a Sophia. Ela é tão linda, tão fofa, ai...
- Sim Gabrielinha, sei que são sinceras e de muito valor tuas recomendações e mesmo sendo tão púbere, expressa a Mãe Divina em tuas palavras e atenção. O que seria do homem não fossem as mães que lhe aparecem no caminho, com cuidados, dicas, senhas?... Comovo-me em lágrimas quando vejo que nada fiz para ter a dona de meu amor nos meus braços, que ao contrário, parece que a afastei de mim com minhas travas, que parecem ser tão reais que nem sei o que é real neste momento.
Agradeço do fundo do meu coração menininha! Sua ajuda neste momento é crucial para que possa visualizar de fora o cenário de amor que vivo com Fiúza. Entendo que teus nobres conselhos soaram como a parábola do monge que estava meditando há vários meses até que o mestre veio e lhe disse para parar um pouco. Ele relutou e disse que não poderia, pois estava por alcançar a iluminação. O mestre mirou-o nos olhos e com infinita compaixão lhe disse “Não meu querido discípulo, você já passou dela, ela quem te espera parar para alcançá-lo.
- Nossa! Que legal esta história! Você me conta outra?
- Claro minha linda! Esta aqui me faz lembrar a Sophia como você mesma diz. Conta-se que em um mosteiro existia um aspirante a monge que se apaixonou por uma aspirante a monja e escreveu a mais bela carta poética que o mundo já viu.
- Que lindo!
- Me deixa terminar primeiro Gaby! Então, ele a enfiou debaixo da porta do quarto da menina. Ela não viu quem foi, mas no outro dia no horário de reunião, quando o mestre sempre pergunta se alguém quer falar alguma coisa, ela levantou e abrindo os braços disse “Se me ama verdadeiramente vem aqui e me dê um abraço!”
- Nossa! Pistis, e ele o que fez? Levantou-se?
- Olha, poderia dizer que sim para que você ficasse feliz, mas na verdade o conto diz que não, que ficou envergonhado e de cabeça baixa para não ser percebido por ela.
- Que triste, seu chato!
- Olha Gaby, mas não vou ter este final na minha historia, pode ficar tranquila!
- Claro né! Mas me deu uma pena do monginho...
- Não liga não, vamos dormir que já está tarde e amanhã tenho que te levar para escola que tua mamãe me pediu.
- Oba, que legal! Boa noite Pistis!
- Boa noite monjinha, durma em paz e com os anjos!
Ela era filha de Maria, missionária do autoconhecimento,Mãe guerreira, tipicamente marciana até com um corte da cabeça de fora a fora;A jovem filha possuía terna idade.
            Estavam em uma das cidades da área de Pistis,ele vai ao computador e começa a redigir mais uma fotografia de seu coração. Quando estava ali compenetrado em seu labor, Tatiana, outra colega que ali morava de corpo exuberante e um fogo que transbordava todas as tuas belas formas, aparece atrás dele. Ela vestia uma camisola de cetim, suas pernas morenas e bem torneadas estão à mostra desde um palmo e meio da cintura. Mas não são as pernas que ela usa para trazer Pistis a este mundo real e palpável, são os seios firmes e em um tamanho que nem era grande nem pequeno, de bicos maravilhosos, empinados que convidavam qualquer um a saboreá-los. Ela os esfrega nas costas de Pistis levemente em movimentos laterais.
Pistis sente o poderio do ataque de Tatiana. Aquela doce menina só quer que ele acorde do sonho utópico que se encontra, largue de tanta teoria e fique com uma mulher de verdade. Mas a verdade de Pistis é outra, ele sabe da realidade que Sophia tem para ele e jura que nunca esteve diante de tamanha veracidade na vida.  Sem temor de ferir a suscetibilidade de ninguém, ele diz para a linda mulher que está colada em suas costas:
- O que fazes aí? Não percebe que meu coração tem dona e que amo a Sophia?
Ela se assusta, recolhe o par de seios à camisola e retomando a postura, com muita maestria lhe responde:
- Você quem sabe Pistis! Para mim isto tudo é uma perca de tempo.
- Pode ser Tatiana, mas sinto que não, logo não posso trair meu coração.
- Tudo bem Pistis, então me vou. Tenha uma ótima noite meu lindo!
- Ótima noite linda! Saiba que posso me arrepender deste momento por minha eternidade. Mas espero ir até o fim e comprovar por mim mesmo se é que realmente ouço meu coração.
Pistis desliga o computador, estende teu coxão, prepara tua cama,  apaga a luz, se põe a refletir em súplica filosófica:
Oh Mãe adorável, madre de meu reino, dona de meu melhor
Como pode se expressar em tantas formas, com tantos corpos, vários nomes?
Se uma menina pode me dar tanto ensinamento, mesmo que da pureza e do imaculado corpo que lhe serve de veículo, como podes me ensinar sobre a sapiência de uma mulher, mais vivida, não menos doce?
Com vivência do pecado e a florescência da virtude
Com a inocência da virtude e a expressão da castidade
 Não tem filhas preferidas minha mãe
Está em todas as mulheres deste mundo
Ajuda-me a chegar a minha resposta, pois nada sou diante de um espelho teu
De uma expressão tua
Não acho merecedor de dispensar qualquer que seja tua filha, mas procuro escutar o meu sentir.
É tudo o que tenho minha mãe
Tudo o que me resta neste universo de possibilidades
O melhor de mim ou a razão lógica de minha Irmã
Meu melhor não seria apenas algo que deve morrer para que o real sobrevenha?
Responde minhas súplicas minha mãe e ajuda-me encontrar o sentido real de minha existência.
Que seja forte para vencer os obstáculos que me mantém distante de minha certeza.
Para que possa viver em teu amor!
Espera!
Voe e volte quando achar necessário
Quando o aprendizado for feito
Quando teu corpo buscar o meu através da necessidade da junção de nossas almas.
Perdoa minha infantilidade de não saber como agir diante de tua presença
De teus olhos que me miram desde dentro
É que sei da importância de não deixar você se afastar de vez de meu coração de meus olhares que aspiram sempre o infinito
Espero por você algum dia, em alguma época mais propícia no nosso momento.
Vou entregar todo amor que tenho a teus cuidados, não tenho dúvidas disto.
Se não for nesta vida será na próxima e se não for à próxima será no fim de todo o todo. Se é que tem realmente um fim...
Fundir-nos-emos e disto não tenho dúvidas.
És imprescindível para minha sobrevivência neste orbe.
Meu tudo, alimento do corpo e da ALMA.
Amo a tua presença onde quer que seja que ela se encontre
Em qualquer cancha deste ilimitado.
 




Conto de sabedoria chinesa.

Cap.IX – Castidade
            Algo muito sucinto e peculiar é todo o concernente a castidade; sucinto devido a que é algo que todos pensam saber do que se trata e peculiar porque não é bem assim como se dizem; a verdade em torno disto.
            Uma vez ouvimos que o termo católico Vem da palavra em que se originou o termo que seria a autentica palavra castólica, de fato jamais me preocupei em demasia com isto então não averigüei de fato se esta informação seria verdadeira. O fato é que o cristianismo prega de fato a castidade, mas confundem o tema devido a que fazem a troca da letra morta pela letra viva, ou seja, acreditam que o homem casto é o abstinente e afirmamos aqui que o homem casto pode ter esposa, e este sim seria o grande casto.
            Na raiz do cristianismo, após inquisição, vemos a existência do povo Cátaro, que significa “puro”.
            E isto condiz mais com o capítulo e com a aclaração que daremos em torno disto.
            Puro seriam em todos os sentidos da existência física, plano de ações, pensamentos e sentimentos.
            Imaginem o quão seria bom se víssemos homens que não olham a mulher como um objeto, o veículo do prazer sexual. O homem deveria se converter de fato em uma criatura casta, pura, e olhar as mulheres como a criança o faz. Repleto de inocência e pureza.
            Lembro-me bem que na infância tomávamos banho com nossa prima de consideração, uma bela libriana de arquétipo carinhoso e feminino que afirmávamos ser nossa namorada desde aquela época.
            O fato é que jamais a vimos com olhos de luxuria ou desejo carnal e isto manteve algo puro até nossa adolescência quando por motivos financeiros deixamos de nos ver.
            Que bom seria se os seres humanos fossem transparentes ao ponto de conversarem uns com os outros sem malicia ou sentimento de carência amorosa. Seriamos de fato mais felizes e teríamos amigos do sexo oposto.
            A castidade consiste em nos vermos a maior expressão do ato sexual, sem maldades e sem mácula como nos dizem as sagradas escrituras.
            Deveríamos ver o sexo como algo importantíssimo para nosso Ascenso espiritual. Por mais que achem improváveis estas informações, convidamos todos para uma reflexão: Não seriam estes momentos os que estamos mais carregados de energia e magnetismo transcendente, onde podemos sentir os átomos de nosso corpo em movimento e se bem os canalizarmos, seremos capazes de produzir verdadeiros milagres em nossa vida?          
            Ser casto seria ser transparente para com os demais e sobre tudo para com a pessoa que ama, sem utilizar a mente no campo amoroso sexual, como diria meu estimado papai “Estas coisas prefiro fazer que olhar, do que pensar à respeito”.
            Os benefícios que estão ao alcance de nossas mãos com esta conduta são de fato tão transcendentais que sobrepujam os pensamentos que por ventura tenhamos a respeito disto quer sejais por dogmas, aceitação ou medo de pensar diferente.
            Bendito seja o elemento fogo dentro e fora de nos. Dentro, pois é o que une dois corpos com a possibilidade de usufruírem o que chamamos de Amor, e fora por se tratar de um elemento que não pode ser profanado com poluição como são os demais três elementos comumente conhecidos da natureza.
Através da vida vemos que quando o casal vai se afinando em caricias e contatos amorosos o corpo esquenta e isto seria o resultado do fogo dentro de nos. Sabendo utilizar deste elemento sem a mácula ou desperdício deste que é a maior arma que temos para nosso triunfo e sucesso perante nossa escalada rumo aos céus. Convém salientar que estes seriam os estados de consciência que podemos alcançar.
Como estes sentimentos de amor podem suportar a qualquer tentação, qualquer caricia de belas serpentes ou desejos impudicos.
Findamos este capitulo com um conselho de um sábio poeta que dizia: “Se soubessem o que perdem, ao invés de irem sorrindo iriam chorando” e este falava do ato sem amor e sem ciência, fato este que convidamos os senhores a refletirem pois não podemos profanar esta sabedoria aqui neste livro.
Quem fracassa neste intento perde também sua moral, sua vitória e sua envergadura espiritual.
Imaginem usufruírem da maravilhosa química amorosa sem que tenha mácula; estarem com a virilidade a toda prova e saírem vitoriosos do ato sem que tenham chegado a se saciarem por um desejo imposto pela falsa cultura desta época degenerada e caduca que só buscam aplaudirem os feitos da ciência oficial, mesmo que logo reprovem ou a substituam por outra teoria não menos tonta.
Pistis sabia disto e por isto se mantinha puro e procurava ser também aquele que fazia bom uso desta energia magnífica de que fomos dotados todos.
Por varias vezes estando diante de senhoritas carentes que viam nele homem de seriedade e fidelidade, procuravam estreitar laços amorosos com o mesmo a fim de terem um bom marido ou noivo, mas o coração dele estava fechado para outras oportunidades e se mantinha fiel a mulher que não estava com ele. Terna senhorita Sophia.
O que não podemos omitir aqui neste projeto livresco é que nem só de satwicos vive o homem e por vezes Pistis deu uma atenção diferenciada a uma ou outra senhorita que lhe chamasse atenção por ser bela. Mas jamais ele pensou em trocar a Sophia por qualquer uma delas.
Uma coisa e estar com quem te completa outra com quem te satisfaça o ego.
Uma nos conduzira ao contato com nossa melhor parte em um matrimonio perfeito e a outra ao castelo de ilusões e desilusões que de fato ocorre porque quem perde seu fogo perde também a capacidade de acalentar o coração alheio.
O ato sexual de amor se da olhando nos olhos do ser amado, adorando-o e contemplando-o no mais abrasador que se puder fazê-lo; quanto que o sexo simples e sujo se da de forma ególatra, onde procuramos mostrar o nosso poderio, submeter a pessoa a nossa vontade egoísta e podre, e comumente não se faz olhando nos olhos nem acariciando o rosto.
Todavia o amor não é para qualquer um, este seria um privilégio do casal que se ame profundamente, homem e mulher ligada em um só coração e uma só vontade.
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Fogo liquido
Que não perca sequer uma gota de meu precioso fogo liquido
Este mesmo que é fração do que se tem no interior do planeta
Este que se mal canalizado causa mortes, queimadas e atentados ao homem
Ajuda-me Pai
A não mais seguir com este intuito degenerado que aplaudimos de pé por desconhecermos o real motivo da chave do triunfo que carregamos dentro e que é tão desconhecida pela humanidade atual
Sejamos amorosos
Tenhamos sempre o fogo à nossa esposa
Que jamais neguemos atenção a nossa bendita mulher, pois somente alguém bendita seria capaz de acompanhar um homem em sua via crucis
Em sua mania de ser grande
Não custa nada tentar e muito se ganha em conseguir
Sejamos puros ao ponto de ajudarmos uma moça sem olharmos as suas formas
Sem desejarmos nossas irmãs
Mas jamais caiamos no atropelo da abstinência
Este caminho jamais foi o do sucesso, Deus não quer que soframos, quer somente que sejamos dignos e que vejamos as pessoas do sexo oposto com pureza e transparência
Bendito seja o fogo
Este mesmo que queima e que pode nos curar de toda dor...

Cap. X – Ambiguidades
            Aquele dia parecia revés demais para qualquer anseio de natureza amorosa. Pistis estava contemplativo e nada lhe escapava ao olhar. Mirava os passarinhos que cantavam e brincavam na praça, e os pássaro vigias, que do alto da árvore pareciam vigiar o território para que seus colegas pudessem distrair alegremente sem serem apanhados por um gato ou cachorro.
            Assim passou toda a manhã na praça, degustando de um ar frio e aprazível de uma paisagem que lembrava um formoso quadro de Claude Monet.
            A tarde não fora nada dedicada à natureza, uma vez que estava ocupado em estudar para aulas que daria na semana. Trancado dentro de uma sala, se sustava com os estudos. E já no cair da noite as coisas começavam a indicar para que fosse dali para uma viagem rápida.
            Fazia semanas que Pistis não via tua adorada, ele estava novamente na casa de Baby. Todos se mantinham firmes com o propósito de irem à comunidade, aquela mesma donde Pistis conheceu Sophia, uma vez que estavam todos entusiasmados para irem ali participar de um encontro estadual. Pistis, no entanto, estava com o propósito de não ir, pois achariam que ele estava indo atrás dela, fato este que foi comprovado através da proibição de Hamilton de que ele pudesse ir lá. Foi a única pessoa a sofrer esta recriminação, todos os outros foram convidados a irem. Sophia havia se mudado para a comunidade e logo iriam iniciar a construção das obras desta.
            - Vamos logo Pistis, você vai gostar de ir, vamos será legal, todos estão lá...
            - Agradeço Tatiana, mas não vou mesmo, estou com o propósito de não ir pra lá.
            - Mas como pode Pistis, você quem nos impulsionou a irmos todos. E você sabe disto.
            - Olha minha digníssima, não vou mesmo, sinto que não devo ir atrás dela, sinto isto, me desculpe, vão vocês.
            Nisto entra Claudio na cozinha e diz a eles:
            - Vamos embora pessoal, já estou aí com o carro preparado para irmos. Vamos, vamos...
            - Ele não vai mais Cláudio, acredita?
            - Por que rapaz? Sem você não terá graça alguma. Vamos logo, deixa de besteiras.
            - Vamos logo Pistis, será animado contigo lá. Disse Igor ex-aluno de Tatiana e atual namorado dela.
            - Rapaz não me faça explicar algo que não seria capaz de aclarar, vão vocês.
            Conversaram de outros assuntos e as pessoas já procuravam fazer outras atividades quando Tatiana entra com cara de espanto da cozinha, e procura Pistis com o olhar, surpreendendo-o ao segurar teus braços e dizer:
            - É rapaz, você não existe não, não existe mesmo.
            Tem visitas para você lá fora.
            Ele nem pensa e vai logo ver do que se trata o espanto dela, e para a alegria de teu maior sentimento, ele depara com Sophia. Linda e espontânea como sempre, com um sorriso de parar o trânsito da mente de Pistis, e a certeza que de fato ele fez uma ótima escolha em deixar de viajar. E ao lado dela estava Nivaldo. A alegria foi maior ainda, ele estava de fato muito feliz com aquela perfeição do quebra-cabeça da vida.
            Ele sem graça com aquilo tudo, diz a eles:
            - Olá Nivaldo, e você mocinha o que faz aqui?
            Ele responde ao olá e ela sorri com o encanto de sempre, e indo à tua direção diz de forma intrigante:
            - Pistis, se você não vem a mim, vou sempre a ti!
            Ele estava feliz demais, não era possível que ela disse estas palavras! De fato ela foi atrás dele. Meu Deus! Agora estou a um passo de estar com ela para a culminação de tanto sentimento.
            - Olha só, que felicidade Sophia! Estavam todos discutindo agora o porque não queria ir a comunidade. O carro esta aí parado na porta, e desisti de ir.
            - Como lhe disse, se você não vem a mim, vou até você.
            Ela avançou suas mãos e com os dedos foi tocando os dedos dele, para enfim segurá-los firme com as mãos. Novamente estavam eles de mãos dadas, e isto mais parecia como o Sol é para o dia, inquestionavelmente óbvio e indispensável. Quando estavam de mãos dadas, pareciam estarem na forma que jamais deveriam ter largado. Completos e repletos de um magnetismo tamanho que os conduziam  aos caminhos do amor mais puro.
            Não daria para ninguém compartir daquele momento. A cumplicidade deles era tão grande que já se confundia com egoísmo e todos se afastavam repelidos pela aura que envolvia o casal. Ela o conduziu para a borda do jardim situado na garagem interna, na entrada da casa. E todos foram para dentro. Estavam novamente a sós e em mais uma viagem tetradimensional.
            Conversaram por tempo considerável até que Sophia diz que deveriam conviver um pouco com os demais, ao que Pistis concordou e foram ao encontro de seus colegas.
            Cearam e conversaram a respeito das obras que estavam por se iniciar e da necessidade de irem para lá para ajudarem neste propósito tão importante e tamanha relevância para a humanidade como um todo, uma vez que construiriam um hospital de auxílio para todos que ali chegassem.
            Os minutos foram se passando até que Nivaldo avisa da necessidade de irem embora, já que estava de moto e teria que regressar a tua casa que ficava em outra cidade.
            Despediram de todos e Pistis logo percebendo a importância de ter um contato a mais com sua fiúza, pediu-lhe o telefone de tua mãe e perguntou a    que horas poderia ligar. E assim foram.
Neste momento Pistis já colocou a primeira dúvida, será que ela gosta de mim e veio aqui para me ver ou apenas veio visitar o instituto e disse aquilo para me provocar?
Ele anota o telefone dela, se despedem e logo todos voltam aos seus lugares da casa, os moradores e hóspedes, claro, vão procurar se recolherem.
Tatiana conversa com ele sobre o acontecido ali naquela noite, e ele diz que realmente foi incrível tudo aquilo. Que estava perplexo com tudo o que ocorrera ali e que de fato a amava muito. Que foram prestímanos aqueles instantes.
Quando foi deitar, pensou em tudo o que ocorrera naquele dia, no porque que ela estava realmente ali.
Será que ela gosta realmente de mim, ou seria apenas um jogo, assim como quando ela disse que se eu não vou a ela, sempre virá a mim, e depois revelou que foi à cidade, pois a mãe dela mora aqui?
Pronto, a dúvida voltou a rondar aquela estrutura que parecia inabalável. Queira, oh Deus, que não seja o terreno propício a manifestação do orgulho novamente. Maldito orgulho que sempre faz com que eu tema a negação desta bendita mulher, o tão normal sentido feminino de dizer não quando quer dizer sim.
Que me seja possível ser forte todo instante meu Pai, que eu não deixe que o desígnio me escorregue pelas mãos. Perder esta mulher seria a morte de todos os anseios espirituais de minha Alma e o aterramento de todas as esperanças de minhas possibilidades humanas.
Sinto na minha carne o gelo de minha derrota mesmo que pareça tão certo a reciprocidade de Sophia. Às vezes porque me lembro da frase de um nobre amigo de estudos profundos, um professor de alto escalão, Vitor, que disse certa vez “Quem teme perder já perdeu, só não chegou a hora exata”. Mas não posso acreditar nisto e já vejo o caminho glorioso que trilharemos juntos nesta vida. Um encontro que fará tremer as bases deste afligido planeta, por ser de caráter profundamente revolucionário, uma vez que acredito que a maior revolução se dê pela força deste sentimento tão imperativo para o triunfo.
Abençoe meu SER, sinto que é uma prova esta dúvida que vivo, possibilite que seja capaz de honrá-lo no mais alto. Pela vitória de nosso intento.
E assim se entregou para mais uma noite de descanso.
No outro dia, logo cedo, ligou para Sophia convidando-a a ir até a casa de Mary para que pudessem conversar melhor. Ela prontamente aceitou o convite.
No horário combinado ela chega e sua mãe a deixa na porta, e Pistis ficou perplexo ante a beleza de tua mãe. Parecia demais a própria filha, um pouco mais mulher com seus trinta e tantos anos e cabelos igualmente belos e lisos, rosto arredondado e olhar de labuta constante. E nem foi até ela para saldá-la. Fato este cobrado por Sophia depois, achando estranha a atitude dele não indo cumprimentar aquela a quem jurava querer como sogra.
            Ela vestia jeans e um tênis Nike que de longe não parecia ser dela, a calça estava apertada, e a roupa não estava combinando muito. Fato que nem de longe mudava o que Pistis sentia por ela.
            Ela chegou conversando sobre uma irmã que chegava a chorar quando alguém usava suas roupas. E que aquela calça era dela assim como o tênis.
            Depois iniciaram um diálogo mais apurado:
            - Então mocinha o que contas de interessante?
            - Nada, além disto, que já contei, e você o que me diz?
            - Que tens uma habilidade tremenda em se evadir da responsabilidade do diálogo.
            - É que assim não me comprometo, caso chegue a um terreno perigoso. (Risos).
            - Sabe que só pode chegar onde queremos finalmente.
            Ela ri, entendeu muito bem o que quis dizer Pistis.
 
            - Pistis, vamos ficar aqui parados?
            - Nossa! Você realmente me deixa surpreso a cada dia. Vamos tomar sorvete?
            - Não precisa não.
            - Perguntei se quer tomar sorvete, não se precisa dele.
            - Verdade. Então vamos.
            Foram comprar um sorvete e saíram tomando rumo à praça que ele estava logo cedo. Ali chegou também o Cláudio, estava a espera da aula que teria logo mais.
            Assim dialogaram sobre o motivo de estarem ali, e Pistis finalmente diz a Sophia, assim que Claudio sai:
            - Então Sophia, você sabe que gosto muito de ti?
            - Cara, muitas pessoas já me disseram isto, e me juraram AMOR também, me dedicaram belas poesias, mas no fim tudo passou como o vento que agora passa por nós.
            - Mas Sophia, você sabe que é verdade o que sinto.
            - Acho que pode ser, assim como pode não ser. Mas não te preocupe logo o tempo dirá.
            Ele fica ali mirando ela, e muda a direção da vista, torna a olhá-la e assim passam-se os minutos.
            Ela não se altera, teus olhos sempre brilhantes estão ali a iluminá-lo.
            Está desconcentrado, nada sabe se tomou um fora, ou se era para agir, teme ser indelicado com ela e somente por conta disto não lhe rouba um beijo. Não poderia perder o maior AMOR de tua vida por correr na frente dos bois.
            Assim volta com mais oscilação ainda, não sabe se sim ou não, se quer ou não quer namorar ele.
            Seu peito está doendo, diante daquilo não sabe como agir, fica ali parado até que a convida a irem para a aula que daria a todos.
            Após a aula, ela liga para a mãe que a busca ali, ele se despede carinhosamente, com um beijo no rosto e um forte abraço. Ela o olha de forma estranha, poderia estar querendo algo a mais. Ou apenas contentada com o desfecho do dia.
Dúbio
Como posso perder-me em meio aos mais óbvios nãos
Sei da natureza de teu sim, e da vontade de saber se meu amor é verdadeiro
Como agir diante deste jogo ambíguo
Sem me identificar com o paralelismo de idéias
Coração versus razão
Uma vida a se perder
Ou a vitoria será certa
E não deixarei minha descoberta se evadir
Sumir
Desaparecer neste plano de conflitos
Enfim quero estar integro com minha certeza
Destreza que meu pai confiou a mim
Não deixar que os por queres de minha amada me confundam
Ou se afundam na dúvida cruel que me corre a alma
Qual a natureza de meu Amor?
Se fosse realmente infinito não me perderia com tantas questões
Razões que me dilaceram a firme idéia de ser são
Que nada influem na verdade de meus sentires
A amo no maior que posso amar
Mesmo sendo uma criança diante de uma mulher
Que sabe bem o que quer
Mas possui uma mente que insiste em se manifestar
Nada sei
Apenas necessito de imprescindíveis mudanças.

Cap.XI – Etapas
Pistis estava em teus compadres, na metrópole. Já tinham dias que ele estava ali, participaram de uma reunião de diretores regionais, na qual ele atua como um deles. Agora estava ali ajudando na divulgação que faziam em outro bairro próximo, a cerca de vinte quilômetros dali.
Pistis queria partir naquele dia. Era mais uma noite de aulas normais nos grupos dali, mas não via um pretexto de estar presente, uma vez que em tua paragem corriqueira, deveriam estar precisando de tua presença.
O Amor está presente nele, mas já não sabe o que fazer para reconquistar os eflúvios de alegria que germinavam de tua alma. Tudo parecia incompleto; a mulher almejada, um sonho distante, a presença tão perto, próximo ao ponto de se tornar distante pelas incidências perceptíveis por ele no interior da criatura almejada.
Por que será que de teu organismo brotara algo tão intenso por aquela silhueta humana? Que deveria ter os defeitos incontidos em sua natureza, assim como a de qualquer mulher que já se enamorou anteriormente? Talvez com um diferencial que me cala os ânimos perturbadores com os quais me lanço a divagar neste momento; Já ocupa um espaço imensurável dentro de teu Ser!
E assim Pistis se encontrava bastante reflexivo diante de tantos acontecimentos notáveis dento de tuas percepções.
Os minutos já não passavam e a dor do presente mostrava claramente que Einstein foi exato ao principiar-se na teoria da relatividade. Ali os minutos eram eternos, e cada movimento por insignificante que pareça do relógio de tua mente, era como queimaduras no corpo daquele que já estava morrendo de tanto AMOR dentro de si.
Foram para a casa de Eduard e de lá Pistis queria ir embora daquela cidade para que pudesse cumprir com teus desideratos ao longo da jornada que lhe correspondia.
Já não estava aguentando mais tanto batalhar de idas e vindas com a adorada, queria que tudo se resolvesse e parece que não mais acreditava na necessidade de tantos pedregulhos neste caminho rumo ao reencontro dessas almas que já se adoram desde antes que ele mesmo pudesse imaginar.
Só pensava em como o mundo gira ao redor de cada pessoa que há nele, e também de como é dura esta razão de saber quem lhe corresponde sendo tão débil ao ponto de perecer diante dela por falta de maturidade psicológica e emocional. E por que não dizer maturidade!
A luta de Pistis estava se tornando cada vez mais intensa e árdua, e cada dia significava uma dor maior dentro de teu mundo orgânico, que desde o primeiro dia em que encontrou com a amada, não o deixava mais seguir adiante se ela não estava perto, ao teu lado, no mesmo prisma de vida.
Entretanto sua mente não era tão estável naquele momento e mesmo sendo tão senhor de saber qual o seu melhor caminho, estava totalmente impreciso diante da possibilidade de estar com aquela a quem teu íntimo reconhecera tão parte dele como a própria criatura (Pistis).
Estava levando uma vida bem diferente da que levara anteriormente, estava seguro de suas possibilidades, estava tendo claridade onírica ao ponto de sempre sonhar com os fatos que lhe ocorreriam posteriormente. Mas diante disto tudo, um pensamento não achava inconvenientes em assaltar-lhe hora após hora:
- Minha Gnosisé verdadeira?
Esta era a dúvida cruel que lhe assaltava toda noite, ele estava dentro de uma pureza que jamais tivera antes, estava nobre, não se deixava ir com o sorriso ou com as pernas de nenhuma donzela, por belas que fossem, estava sempre seguro em teu propósito de ser fiel à mulher que amava. E aquilo tinha que ter um fim rápido, estava perdendo toda a base que tinha diante daquele sentimento sem tamanho que lhe invadiu o coração. Era um sentir intenso como que o ar que o afogado busca desesperadamente para salvar sua vida, como o copo de água no deserto que todos devem andar pensando por ali. Amor seria tão cruel a este ponto de deixar a mulher amada tão distante do que Ama, ou isto seria mais uma paixão Goethica que sempre busca a mulher impossível, pois assim os sonhos não são saciados e sempre encontra com o travesseiro no cair das noites e se entrega em lágrimas o sono e em feridas teus sofrimentos...
Realmente ele não sabia do alvará de tudo aquilo e se soubesse quiçá nos aclarasse logo o concluo deste romance.
E já estavam ali na casa de Eduard. Pistis arrumava tuas coisas e brincava com os menininhos que já estavam ali alegrando o tio, que fazia de bom animador de festas e tirava os truques debaixo da manga literalmente.
Tudo estava pronto para que ele partisse, mas o intimaram a ir no outro dia somente, pois ali poderiam conversar sobre os problemas encontrados nas áreas de atuação deles e assim lograrem um maior entendimento do todo estadual.
Eram como que 15 horas e o telefone toca e novamente quem vai atender era o mesmo atendente que o fizera nos capítulos anteriores.
- Instituto venha desenvolver o ritmo de tua particularidade, boa tarde!
- Boa tarde, será que eu poderia falar com o Pistis?
- Claro, sou eu...
- Sim, tudo bem cara?
- Melhor agora Sophia e você?
- Tudo sempre bem. Quer me ver?
- Claro, onde e que horas?
- Aonde quiser.
- Bem, o que fará hoje à noite?
- Vou para o grupo do centro e você?
- Agora pra lá claro.
- E nos encontramos às dezessete horas então na estação B...
- Tudo bem. Ótimo!
Ele desliga o telefone e vai até Eduard buscá-lo para solucionar questões referentes aquele estado novo de consciência que acabara de passar.
Conta-lhe tudo e Eduard alegra-se diante das novas de Pistis.
- Mas você tem dinheiro?
- Tenho nada Eduard, este é o motivo de eu estar aqui agora no teu quarto.
- Háha! Ta certo rapaz, e de quanto você necessita para pegar a Tortinha?
- Acho que... Dá amanhã te pago sem falta, pego lá no banco.
- Sei não hein Pistis, necessito disto para comprar as coisas de minhas crianças...
- Por favor, sabe que te pago!
- Claro que sei, fique tranquilo, tome aqui.
E foi logo enfiando as mãos no bolso de trás e pegando a nota que Pistis lhe pediu na carteira preta de couro. E ainda deu dois vales de metrô.
- Para que passe tudo bem contigo quero até ver hein Pistis, essa eu quero ver.
- Valeu meu amigo, sempre pode contar comigo.
Assim vai tomar banho feliz da vida e se lava com um cuidado que não lembra a última vez que teve, parece até que ela beijaria a sola de teus pés, pois até ali ele esfregou com a bucha natural que havia no banheiro.
Quando saiu, Eduard lhe disse:
- Experimente esta roupa aqui!
E tacou-lhe uma camiseta da TNG linda e preta, de malha sintética, que lhe serviu como luva.
- Nossa!  Ficou ótimo amigo!
- Pois é, meu cunhado quem me deu, mas ele esquece que sou gordo, aí sobrou pra ti um presente.
- Muito obrigado Frater!
- Que isso rapaz! Estamos juntos nesta jornada tem tempo. Agora está preparado para teu encontro de núpcias! Hahaha!
- Assim seja meu caro, assim seja...
- Assim seja!
E assim saiu de casa direto ao metrô e vestia também uma calça preta e um sapato de igual cor.
A viagem nunca pareceu tão longa. Nada lhe chamava atenção a não ser a criança que se sorria no banco da frente.
Enfim chegou na estação marcada, agora não tinha como correr, pensava em chegar e já dar-lhe um beijo culminando com tudo até ali.
Caminhou até a catraca onde marcou anteriormente com Sophia.
Lá estava ela, linda e bela como a deusa mais linda destes tempos modernos.
Ela estava de blusa bege e permanecia baliza como orquídea. Encantando teus olhos com tanto brilho e esplendor.
Ela o vê e dá um sorriso sem graça.
Ele vai até o seu encontro e lhe abraça fortemente enquanto de seus lábios só saem às seguintes palavras:
- Muito bom, mocinha, quanto tempo!
Percebendo a intenção pura porem ousada de Pistis, ela lhe diz cortando-o totalmente em seus impulsos:
- Devagar cara, vai devagar.
- Tudo bem, me desculpe Sophia.
- Tudo bem.
- Olha temos que ir por aqui, o metrô sai de baixo vamos?
Foram pelo metrô. Pistis parecia não entender nada daquelas vicissitudes, mas estava tranquilo, pois acabara de chegar.
Pararam no centro, mas não na estação mais próxima ao metro que costumavam parar para ir ao centro e ele disse:
-E agora mocinha, onde vamos?
- Vamos passar ali onde costumava ir, muito lindo o centro de cultura daqui.
E assim seguiram ao local indicado por ela. Pistis estava diante um local rústico e de aparência teatral com bancos de madeira e salões amplos com cartazes e exposições culturais de diversas índoles.
Ela sugestionou que sentassem em um banquinho dentre os outros bancos que havia ali.
Ele buscou com uma rápida mirada em volta, e viu que era o único banco que estava vazio, uma vez que os outros estavam com casais de namorados. Seria um sinal? Ele acreditou que sim, quando sentou ele elevou tua mão direita buscando acariciar o rosto de Pieta. Mas para teu choque ela se travou toda e exalando uma repulsa enorme. Só lhe disse:
- Não Pistis, não faça isto...
- Porque Sophia, não gosta de carinho?
- Não gosto!
- Nunca vi quem não gostasse de carinho!
- O teu Pistis. Não quero o teu carinho... Não podemos queimar etapas
- Como é que disse? (alterando o ânimo totalmente)
- É que dona E... Disse que não podemos queimar etapas na vida...
- E quem é ela por acaso, senão mais um irmã deste caminhar nosso?
- Pergunto-te quando fez teu curso de I...? Estava preparada?
- Rapaz, eu nem fiz o curso foi uma necessidade do momento
- Ah ta! E o de Instrutores nacionais?
- Nossa! Pra falar a verdade nem fui preparada a fazê-lo, uma vez que nem roupa levou para isto. Daí, fiz o curso inteiro com as roupas dos meninos (Referia aos amigos e ao ex namorado)
- Que bom não, e deu certo? (Lançando a ela um olhar intimidador de lógica e certeza)
Ela abre os olhos e quando falaria algo ele a diz:
- Vamo-nos daqui, já se aproxima o horário de atividade.
- Sim claro...
E saíram em silêncio a não ser por ela estar tremendo de frio e Pistis lhe oferece tua blusa de frio que levava nos ombros.
- Claro que aceito, estou com frio.
- Mas mal colocou e já tirou
Pistis percebeu a atitude dela e lhe disse:
- O que foi? Porque não vai usá-la?
- Nossa sou a rainha do cheiro, esta blusa esta com um odor de blusa guardada em armário.
- Sim, verdadeiramente estava mesmo. Pegou-a novamente a colocou sobre os ombros.
Seguiram calados até ao portal e ali foram cumprimentando as pessoas que ali estavam.
Logo perceberam que não teria atividade e Sophia foi até Pistis e lhe convidou a ir tomar um açaí:
- Vamos ali tomar um açaí agora?
- Não quero não, pode ir.
- Pistis, estou te chamando para ir comigo!
- Sophia, estou lhe dizendo que não vou, vá sozinha.
Virou-se e continuou a conversar com um amigo do grupo que em seguida já lhe convidou:
- Vamos ali tomar um açaí?
- Claro, vamos sim.
E saíram buscando a lanchonete no final do quarteirão da frente.
Sophia estava perplexa com aquela atitude e saiu logo atrás acompanhando eles como que arrependida por ter dito algo incoerente anteriormente ou apenas por estar assustada com aquela diferença comportamental do que dizia amá-la com todo ânimo do mundo.
Etapas, este era o eco dentro da cabeça de Pistis e repetidamente o acompanhava por toda a rua até irem tomar o açaí e comerem alguma coisa.
Degustou de uma ótima nobre fruta do norte preparada com guaraná e granola ao que era sempre observado pela inusitada amada que sem dizer nada somente o mirava da outra mesa.
Acabado a forte delícia da noite, despediu-se de todos e foi até Sophia e lhe disse enquanto lhe dava um forte abraço e um beijo no rosto:
- Tudo de bom para ti mocinha, até mais!
Ela o abraça forte querendo explicações do que estava se passando entre eles, mas faltaram palavras para expor algo mais ali, naquela ocasião bizarra.
Um olhar foi à despedida deles, o coração de Pistis estava horrendamente acelerado e arrependido de tudo o que tinha feito, da forma que agiu mesmo sabendo que teu coração amou e ama aquela mulher da forma mais intensa que já amou alguém nesta vida, acreditava-se ate que em todas as vidas, embora não tenha consciência delas.
Foi uma despedida despovoada, não estavam ali se distanciando corporalmente e se unindo cada vez mais em lembranças e afeto doente que os lançava ao chão. Como podiam fazer isto com a pessoa amada, como este sentimento orgulhoso e de auto piedade podia se infiltrar ali, “Entre a fumaça do incenso se esconde o delito”
Abriu tua estimada agenda e pegando tua caneta nanquim preta, ele leu a mensagem chinesa que havia ali que dizia "Ser pedra é fácil, o difícil é ser vidraça". Inspirou-se com aquele contextotão interessante que parecia ler tuas emoções desordenadas naquele momento e escreveu algo tentando exprimir o que tinha dentro para ver se depois ele mesmo o entendia.
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Indecisão
Sentir?
Amor verdadeiro?
Ou seriam Dúvidas e imprecisões
O que existe de verdade aqui entre nós?
 Omundo inteiro cada vez mais parece que é feito por etapas de quem não sabe para onde ir
Porque devo esperar para estar ao lado de minha maior certeza deste mundo?
Não entendo o motivo desta demora penosa que me toca suportar.
Sei que hoje estou mal e amanhã plenamente vivo novamente. 
Não posso agir assim, é algo contra minha vontade humana.
Mas alem de minha vontade tem a debilidade que vai contra este sentimento
Até quando permanecerei com ele, sendo o grande obstáculo de meus ideais amorosos?
Diante o amor de minha vida estou com as mãos atadas e a espera de um milagre por não agir
     Duro muito duro esta razão sem razão
          Este voto que fere a ALMA
                     Deleta o Espírito!
FIM?




 
Palavra de origem  Grega que significa conhecimento.
Apelido carinhoso com que chamava Sophia para Pistis. Dado na verdade por Hamilton como brincadeira por ela ter cicatriz  na  boca.
Frase da literatura gnóstica do V.M.S.A.W.

Cap. XII – Onírico
            O que são os sonhos será apenas representação mental ou como diria meu primeiro sogro “São expressões máximas de um desejo”. Gostei desta forma simples e exata de indicar o que é um sonho, ou nossa vivência no mundo onírico quando descansamos no leito e perdemos ou não a consciência. Neste caso falava dos meros espelhos inconscientes de nosso dia a dia e nossas emoções desvairadas que persistem em nos acompanhar até que despertemos para a realidade naquele mundo.
             O que em verdade me intriga a curiosidade que range os ossos é o fato de tantas escolas esotéricas ou teorias de ciência, filosofia, religião de artes ou de qualquer estudo psicológico ou de qualquer índole que afirma a possibilidade de usarmos conscientemente nosso corpo astral, nosso espírito ou qualquer que seja o nome deste veículo que todas as noites se translada ao mundo dos sonhos.
            A grande questão me motivou refletir neste questionamento são justamente os sonhos que cada dia se tornam mais claros para mim desde que cheguei neste estado, esta nova etapa de vida que tenho tido tão intensa nas horas de descanso do corpo físico.
            Que estranho que não tenho dúvida alguma que ali estava recebendo ajuda divina, ou seja, que seja de seres superiores ou de forças ocultas à minha natureza, mas que de fato não conheço nem um pouco de onde vem ou sendo mais claro, o que move estas energias conscientes a me arrebatarem conscientemente neste plano, pois ali converso todas as noites com minha amada Sophia, mulher de meus sonhos ou maiores desejos de ter perto de mim ou em mim mesmo, como já está desde que percebi que era ela a força que me movia inteiro nestes impulsos rumo à verdade que encontrei de fato em teus olhos.
            Não sei esclarecer o que ocorre comigo quando estou entregue ao descanso do dia, quando fecho meus olhos e procuro desligar-me deste mundo em que vivemos. O fato me diz que verdadeiramente anotar os sonhos tem uma grande importância em nossas vidas, pois nos mostram assim como qualquer símbolo, número, cores, gestos, animais, entre outras tantas coisas desta índole que nos mostram hoje o que devemos fazer, mas que amanhã podem nos mostrar apenas que não devemos nos preocupar tanto com isto e apenas viver sabendo diferenciar é claro, o que é um sonho e uma experiência consciente no mundo da quinta dimensão da natureza. Acredito que chega um período em nossa vida que eles vêm nos mostrar algo que verdadeiramente devemos concordar para que saiamos melhor de nossas dificuldades da vida ou não entrar nelas pelo menos.
            Devemos ser bem explicativos aqui para denotar com maior exatidão do que estamos falando neste momento de análise.
            Se pegarmos o dia de hoje, sonhamos com uma pessoa que nos dizia, cheio de ódio, absurdos que feriam nossa integridade. Sabemos que esta pessoa está justamente na chácara onde a Sophia se encontra morando. Uma vez que ela também se colocou a ajudar aqueles homens e mulheres a erguerem a construção que iriam fazer e que não contratariam mão de obra de fora do grupo, pois mal havia dinheiro para este feito se cristalizar.
             O fato foi que diante desta oportunidade de ir ali firmar o compromisso que fez justamente com o cicerone que o buscou na rodoviária quando chegou à cidade ali do estado, e mais dois amigos bem como suas esposas e mais um amigo solteiro que também estava presente na ocasião. Vi-me na obrigação de levar um presente para o firme amigo que vi me insultando em sonho, e que percebi que pode ocorrer com um alto grau de chance devido ao ímpeto de nós dois.
            Como fui a um churrasco beneficente organizado pela parte de caridades da instituição e ali pude receber de presente uma bela camiseta com a logomarca da instituição que organizara o evento. Decidi que de fato a levaria como presente para aquele personagem tão notável que anteriormente já foi vítima de minha própria baba difamatório e/ou brincadeiras exageradas que o levou a um alto estado de ira.
            O interessante foi que ali encontrei uma menina linda que de verdade me tocou os estímulos sexuais ou emocionais e que de fato estava muito interessada em minha triste pessoa. Elis era o nome dela, linda morena de corpo exuberante e bem disposto em um metro e sessenta e poucos de altura, cabelos negros lisos e uma carinha de anjo bom. Mas com um leve tom de pimenta forte.
            Percebendo aquele interesse dela, fui carinhoso e respeitador com ela, ao ponto de ir até lá fora acompanhando ela e suas amigas para que fossem embora.
            Elis esperou por um beijo, logicamente, mas nada disto ocorreu pois de fato sabia que meu coração é inteiro da Sophia onde quer que ela se encontre está com ela e para deixar de estar é necessário muito esforço de ambas as partes.
            Estando ali e assistindo a um show de cantor e músico amigo do organizador, tive a oportunidade de conversar com a mulher do responsável pela obra que deveria ser construída e ela novamente lembrou-me do compromisso assumido diante de Deus e de todos os presentes. “Vamos construir o M.L”.
            O incrível foi que antes dela dizer isto, a lembrei que na última reunião estadual com todos os membros mais antigos e preparados intelectualmente e institucionalmente, onde o diretor geral, o senhor Hamilton disse em alto tom que todos estavam convidados a concorrerem na construção do referido centro que estava sendo construído em uma área rural, e que não receberiam faltas por isto. No entanto havia uma observação, pois a minha pessoa estava plenamente proibido de ir até aquela construção.
            Mas as palavras e a memória de Rosana foram de fato muito intensas para ele, e não teve dúvidas em se propor a arrumar uma forma de ir para lá e continuar realizando o teu labor de estar tomando conta da área do interior daquele gigante estado.
            Pronto, ele já estava decidido, fato este que ficou comprovado ali, quando disse a Rosana e a Jairo para que levassem a mala de roupas que levou até ali para justamente ir com eles para a chácara. E deixando um recado direto e fixando os olhos de Rosana:
- Custe o que custe, estarei lá para a construção.
Deram as mãos e se foram, deixando ele mais disposto a ir ate lá para iniciar a construção com todos aqueles que ali estavam e ficar até a culminação de toda a obra.
Pronto, ele ali estava agora necessitava de um plano terrível para que pudesse convencer Hamilton da necessidade dele estar ali na chácara e ajudar no que podia.
Tudo parecia concernir para dar errado, a não ser a máxima que escutei há anos de um nobre amigo que dizia mais ou menos o seguinte: “Terríveis forças que se levantam, dos dois lados”. Sendo assim a filosofia dele de vida e existência, iria contra estes empecilhos custe o que custe.
E assim teve uma idéia terrivelmente macabra ou necessária, pois além do bem e do mal está à consciência e como é para a livre expressão dela não encontrou maiores inconvenientes em colocar em ação meus planos “sujos”, para alguns olhares mais sistemáticos.
Finda o evento e novamente se coloca à disposição de ir para a residência atual onde estava habitando oficialmente, uma vez que ficava tão fora quanto dentro da cidade na qual foi designado a morar.
As coisas parecem de fato serem interessantes, uma vez que chegou no mesmo dia e após dois ou três dias recebeu um email de Elis dizendo que foi embora para G... Onde ficaria até resolver suas questões familiares para depois ir para a casa de sua avó. Disse-lhe que talvez não voltasse, querendo focar com ela naquela cidade distante da Bahia.
Tudo parecia estranho, naquele momento pensou em colocar meus planos terríveis e incompreensíveis em ação e assim resolver seu impasse de estar de vez na chácara para participar da construção.
Mas como os nativos da sexta casa são sempre curiosos e desconfiados no último grau, escolheu chamar Tatiana para que visse algo que futuramente poderia ser usado contra ele.
- Tatiana, venha aqui! Necessito lhe mostrar algo, mas não pergunte nada só escute tudo bem?
- Tudo bem Pistis, mas não posso perguntar nada mesmo? Porque isto?
- Olhe, quero que você venha aqui no quarto e olhe na parede direita de quem entra, e observe um escrito que fiz ali.
- Sim, estou vendo, parece dizer “aqui deixo registrado que tenho consciência do que estou fazendo e mesmo que as pessoas me julguem mal, cumprirei com meu grande objetivo”
- Isto mesmo?
- Sim, depois você vai entender.
- Conte ai Pistis o que está tramando hein?
- Fique tranquila Tati, tudo ocorrerá da melhor forma possível e no tempo certo.
- Hi! Vi que deve ter problemas no meio... Espero que saiba do que está fazendo!
- Claro! Muito obrigado por tua preocupação, me é sempre útil e agradável escutá-las.
Assim findaram aquele breve diálogo e partiram rumo ao interessante fato de fazer algo referente ao jardim da frente que de fato necessita de bons cuidados e doses de tratos profundos.
O mais interessante foi o email que em seguida passou para Elis, com um tom bem romântico e sonhador dizendo a ela não deixar o instituto da cidade de seus pais, pois ali necessitava dela, e tua força é  muito especial e verdadeira para todas. Não poderia ser falso consigo mesmo nem com vocês e aqui deixamos expresso que em verdade dedicou uma frase que continha o seguinte texto: “Obrigado por deixar-me impregnado pelos aromas de rosas exalados por tua existência”.
Aquilo foi realmente ferino e ela ficou totalmente entregue às palavras amorosas e românticas que na verdade eram fundamentadas na vontade de poder ir ao compromisso antes assumido ali, na primeira semana quando chegou. Fato que não demonstraremos aqui por achar importante apenas o principal dos acontecimentos e deixando os detalhes para as conversas e análises aos mais interessados que vierem perguntar depois da leitura ou ficarão simplesmente do esquecimento de todos e principalmente no dele.
Seria notavelmente uma morte relativa do melhor que trazemos dentro, pois é notória a significância que a nobre princesa Sophia trouxe para ele. Aumentando a ânsia e vontade de viver com bem mais motivos de fazê-lo.
 
Quando o dia chegar
 
No momento certo estarei com minha mão sobre a tua
Respirarei tua alegria e degustarei de teu sorriso.
No instante oportuno será minha companheira
Mesmo que não saiba do instante e me atrapalhe com a espera
 
Sinto e isto está definido em algum lugar
Basta hora chegar
Estarei de braços abertos à tua espera
E com os pés prontos para prosseguir nossa jornada.




Dados encontrados nas tradições ocultistas e gnósticas ao longo dos tempos.


Cap. XIII - Dogma.
Em um dia qualquer refletindo na existência dolorida deste amor, aparentemente incompreensível Pistis  filosofa nos pôqueres da vida: 
            Estudando a Doutrina Druida, algo o chamou muita atenção e realmente não poderia ficar de fora destes textos.
            Afirmavam que não se podia escrever seus mistérios, devido à finalidade de não ser escrito. Pois o que se é escrito vira um Dogma. Claro e obviamente não podemos negar isto uma vez que a GNOSIS, TAO o ZEN são a mais pura manifestação da liberdade e da consciência e não regras e leis, muitas vezes fanáticas, que buscando a luz difundem as trevas do raciocínio que acabam gerando a inquisição.
            O que está escrito tornar-se-á um dogma indiscutivelmente e vai gerar frases como "é que em tal livro diz que", “fulano disse tal tal" e o que era um conceito agora tornou-se uma regra inquebrantável e intocável.
            A verdade não se pode colocar em uma garrafa porque ela é a mais pura expressão da consciência e do livre expressar.
            Disse um grande mestre da humanidade “Não podemos nos prender em fatores fixos” e assim temos que viver sempre, o que nos serve hoje, amanhã talvez não nos sirva mais, seriam como malas que carregamos e que ao longo do caminho vamos deixando para facilitar nossa caminhada.
            Existem coisas que ocorreram e que gostaríamos de deixar marcado aqui nestes escritos porque de fato sabemos do mal que causaram à senhorita Sophia ou à triste pessoa do Pistis, e chamo todos elas de mentiras.
            Ficamos sabendo que a senhorita Sophia comprou um lote na comunidade que estávam trabalhando, todos os voluntários para a construção daquele templo de cura, e ao conversar com ela, perguntou se comprou um também por lá. Respondeu  sim, fato este que foi desmentido, pois Sophia perguntou ou tocou no assunto com o diretor da comunidade porque de fato a única pessoa que sabia disto era seu grande amigo Arthur, por ter sido ele mesmo quem disse que se a namorasse, ele daria um de seus lotes lá; tinha dois até o momento.
            Pistis disse a Sophia que estava pagando, mas faltava prestações, pois a cada dia pensava estar mais próximos dela neste intento cósmico!
            Sabemos e como sabemos que uma mentira causa muito mal às senhoritas e o que mais se importam em um homem é a moral que este tenha.
            Tiveram outras coisas aqui também que gostaríamos de deixar à mostra aos leitores caso existam.  Ressalto um pequeno diálogo que tiveram na comunidade quando brincavam de jogo da verdade com a senhorita Sophia, Arthur e mais uns quatro rapazes. Já na primeira vez que giraram o objeto ficou demonstrado que a pergunta deveria ser feita por Sophia a Pistis. Sem medo da resposta ela logo pergunta ao rapaz – “quem é a pessoa mais importante de tua vida?”
            Ele respondeu diretamente que era ela mesma a pessoa mais importante de sua vida. De fato queríamos que ela soubesse, e sentimos que com Pistis e Sophia teriam tudo o que necessitam para chegar aos céus da total consciência.
            Lembramos ao dizer a frase a Sophia sobre uma parábola Budista onde um rapaz jovem, monge passou um bilhete por de baixo da porta da monja dizendo que a amava mais que tudo etc. A monja no outro dia em plena reunião com o instrutor do monastério pediu a palavra, ficou de pé, de frente aos garotos e abriu os braços e disse-lhes: - se me ama verdadeiramente venha aqui e me dê um abraço. Ele não foi e ela soube que ele não a amava mesmo.
            Podemos dizer aqui partes tensas deste diálogo como a parte que a Sophia pergunta a Arthur qual a maior loucura que ele já fez sexualmente, ele respondeu e depois caiu novamente para ela perguntar à Arthur e ela pergunta se ele sentia atração por ela ao que ele respondeu sim.
            Como se já não bastava no decorrer do jogo, ela faz mais um pergunta ao meu amigo, pergunta se ele queria beijar ela agora, ele disse que sim, me deixando totalmente sem graça.
            No outro dia Pistis sai cedo para ir comprar algumas coisas na cidade vizinha daquela chácara, e na volta já marcavam 14 horas, todos já haviam almoçado. Então quando chegou teve uma surpresa com relação a Sophia que lhe ofereceu esquentar o almoço. Agradeceu e comeu calado enquanto ela o observava até que chegando perto disse: - ontem foi tudo mentira Pistis, não ligue não.
            Diante das palavras de Sophia ficou a dúvida e certo desconforto; foi suprido com a chegada do encarregado pela construção que ali os saudou e disse que a Sophia parecia com a Rayssa que tinham os mesmo óculos e o mesmo arquétipo, daí Pistis disse em voz alta e provocativa: - Não, não! Raissa é bem mais bonita!
            Mentira que sentia isto. Foi uma forma orgulhosa de descontar nela a provocação no jogo da verdade. O orgulho é o inimigo dos grandes encontros amorosos. Sophia sempre dizia “Cara, você tem que por a cara no chão” e realmente sempre esteve certa, mas o orgulho de Pistis que estava mais para Pillo (pequeno) o deixava sempre irrisório, inútil, infame...
            Algo ocorreu e não poderíamos jamais apartar de constatar aqui, longe da natureza corajosa de Pistis nos primeiros capítulos do livro, temos a natureza débil que insistia em conviver no mesmo veículo que ele. E se hoje não esta com Sophia é culpa verdadeiramente de sua natureza orgulhosa e medrosa. Todavia espero que ele acabe com isto dentro, mas não seria justo que o destino fechasse os olhos diante destas travas e o desse a rosa mais bela, mais tudo.
            Não foi o cavalheiro mais simpático nem o príncipe convicto. Tinha a convicção, mas não pôde exprimi-la mediante ao não da Mulher de sua obra.
            Não tinha como discutir o motivo por não saber plasmar o que sentia, sentia enfim.
            Algo chamou atenção e foi uma namorada que Pistis teve logo após o romance platônico com Sophia, que foi a Raissa. Justamente Raissa disse-lhe o seguinte com menos de um mês de namoro: - Quem é aquela menina, que estava contigo tal dia, e que vestia um vestido rosa? Porque ao olhar vocês, parecia que eram tão um dono do outro como se fossem uma só pessoa enfim...
            Após ela me revelar isto, não pôde esconder quem era e falou tudo, ao que conduziu ao término de um namoro bom, forte e filosófico, mas não atemporal e como água para chocolate... “ambas te levaram a lugares diferentes”, aí está o principal.
            O fato foi que diante disto tudo, nos lembramos de contar aqui neste momento, que antes de iniciar o namoro com Raissa tomou três foras (nãos) de Sophia, ao que decidiu que então não poderia ir mais atrás dela. Esqueceu de não me prender a fatores fixos porque ao amor devemos dar consciência e não prisão de idéias.
            Antes de saírem da chácara, Sophia o acompanhou até ao ponto de ônibus e foram também algumas outras pessoas. Estavam acabados, desiludidos e também com falta de esperança daquele relacionamento...
            Pistis ligou para seus pais e falou com eles e depois outro de seus amigos se dirigiram ao mesmo orelhão. Aproveitou o momento e se colocou diante de Sophia e lhe dirigiu uma filosofia:
            - O êxodo ou a humanidade?
            Sophia riu levemente e teus olhos brilharam mais que tudo e ela sorrindo lhe disse:
 - qual a tua escolha ?
Daí disse a ela que a sua era a humanidade, e Sophia acabaram dizendo o mesmo e sorrindo também.
            Seguiu para a capital e de lá se encontraram com  novamente em uma ocasião de reunião para a elite do grupo. E ali na reunião viu que ela se aproximou sorrindo ao o ver e não desgrudava os olhos de teus cabelos que foram cortados, e como teve trabalho para cortá-los porque havia ido à três cabeleireiros e eles estavam fechados; Ou não nos podiam atender.
Ela o viu de cabelo cortado oniricamente e sabia disto e daí está o motivo dela o mirar nos cabelos, talvez por uma vaga lembrança de teus encontros astrais, que tanto dizia a ela que existiam... O grande problema aqui foi o orgulho infame que virou as costas à Sophia e cumprimentou a duas amigas que faziam parte das localidades que tomava conta no momento.
            Só existiu um problema grave aí, tirando o fato de dar as costas a Sophia, foi cumprimentar com carinho estas duas amigas, senhoritas, que eram a esposa de Arthur e Raissa, para o ciúme de Sophia ficar maior ainda, caso tivesse isto mesmo...
            Ai, como seria melhor se neste momento abrisse os braços e tivesse dito: “Oi meu amor, quanta falta sinto de ti Sophia”. Isto deveria ter feito, assim deveria ter agido.
            E logo, o dia final disto tudo veremos nos próximos capítulos onde entenderão o motivo deste livro e onde chegaremos com esta história!
DOGMA
Tudo é mal quando se prende, ata, limita
Nada tem de livre se aprisiona, impõe e exige
Tudo é dogma quando não se reflete, filosofa, aprende
Extraiamos a luz do fogo e o fogo dos eventos
Eventos que existem para vivermos seja de uma perspectiva desde fora, observando ou de vivendo, chorando pagando...
No fim, somente no fim saberemos quem fez algo por aqui.

Cap XIV – Cataclismo
Era um dia de domingo 03 de setembro do presente ano. Pistis conversava com Ivo, então novo namorado de Tatiana. E Ivo pergunta:
- Oh rapaz! Vamos hoje a um show que terá aqui na praça, de um grande expoente  da MPB nacional e que mora fora do país?
- Vamos sim amigo! Ainda mais que hoje é meu aniversário, então tenho que comemorar de alguma forma ...
- Poxa, Pistis! Verdade? Parabéns amigos! Vamos que vamos e acho que vamos só porque o pessoal aqui saiu né?
- Sim, vamos quem estamos então.
- Então vamos.
- De onde vim?
- Pistis, lógico que você veio da união do phalo e do  útero, espermatozóide e óvulo...
- Não pergunto o meio que utilizaram para plasmar minha pessoa aqui neste plano tridimensional... De onde venho?
- Rapaz, você anda muito complicado. Não sei te responder não...
- Tudo bem, afinal esta resposta só poderia ser dada dentro de mim. Obrigado mesmo assim Ivo e desculpa por minhas viagens. Vamo-nos?
- Ok, tudo bem. Vamos lá então.
Seguiram caminhando ate a praça onde teria o Show do João Gilberto feminino, a... Passos.
No caminho cortaram vários atalhos e por fim passaram por um barzinho, estilo bastante familiar e ali pediram uma cerveja para saciar a sede que estava grande.
Ao estarem degustando de uma gelada bebida egípcia eles foram surpreendidos com um senhor que passava e oferecia carne a todos e também lhes ofereceram. Aceitaram logicamente e o feito se repetiu várias vezes até que Pistis pediu para saber quem estava dando aquilo, e foi apontando o benfeitor. Foram até lá e agradeceram àquele homem levemente rechonchudo e bem acompanhado que disseram ser um político da região e antigo morador daquela localidade.
Seguiram ao show e ali degustaram de um espetáculo de músicas populares brasileiras, e também de belezas diversas nas senhoritas que ali transitavam. Pistis procurava a figura de Sophia, uma vez que sua mãe morava ali na cidade.
Procurou em vão, então não restou outra senão apreciar aquele momento distinto a que foram presenteados.
O dia acabou logo. Retornaram para a casa, que também era a sede do grupo de autoconhecimento que participavam. Logo depois Ivo se foi para a casa de sua mãe.
Domingo chegou. Era dia de festividade filosófica e teriam uma importante reunião para participarem e Pistis sem falta já saiu logo cedo rumo à metrópole donde esperava encontrar sua amada mocinha.
O interessante foi que foram para uma conferência do diretor nacional das aulas. Ali o diretor da comunidade estava muito desconfiado de Pistis, pois Hamilton disse que ele estava lá para investigar o diretor, que acabara de receber uma admoestação por um fato ocorrido ali durante a construção.
Pistis estava atento e percebeu a entrada de Sophia no auditório e foi logo cumprimentá-la:
- Oi mocinha, tudo bem?
- Oi Pistis! Poxa, que bom encontrar você aqui!
- Pois é não poderia faltar NE?
- Claro! me diga algo, você estava La mesmo só para espionagem?
- Sim claro, sou um homem de confiança do Hamilton. Desculpe mocinha, mas terei que ir ali agora. Beijão!
- Tudo bem, nos falamos depois.
E assim saíram e tomaram postos para a conferência que por sinal era de cuidados com o corpo físico, para um bom equilíbrio dos pensamentos e do corpo em geral.
Com o término da conferência foram todos para a casa de Hamilton e ali degustaram de diálogos e entretenimento.
Pistis estava ansiosa como criança em dia de Natal, e aguardava com o peito e o coração aberto a chegada de Sophia.
Ali mediante a correria e ajudas para o bom desenvolvimento daquela atividade, o coração de Pistis acelera ao máximo porque sentiu a presença de Sophia e ao buscar com os olhos lá estava ela, bela, simples, e notável como uma delicada rosa do campo, e era ainda de cor branca. Guardava todos teus segredos ao merecedor de tamanha dita...
Por mais que Pistis amasse Sophia, já não aguentava viver em meio esta novela, talvez por tua própria imaturidade e desconhecimento do grande mistério que é o Amor entre dois seres.
Ali, mais cedo Hamilton conversava com Pistis e o palestrante da conferência pouco antes, e ali em meio ao diálogo Pistis dizia que iria para a cidade tal namorar a Raissa, iniciar o namoro com ela, porque estava cansado de esperar por Sophia. Então Hamilton disse isto ao palestrante e ele riu cinicamente e depois fez um zôos para Pistis dizendo enquanto fazia um bico... “Pense num cara goxxtoso” (Risos!).
Hamilton percebendo o momento de curtição onde o palestrante não levava a serio as palavas de Pistis, virou e disse em alto tom:
“Se Pistis diz que vai começar o namoro com Sophia pode acreditar que ele vai”
Pistis recebeu aquilo ali como uma aprovação que o enchia de ânimo e mesmo diante da incredibilidade do palestrante, ficou totalmente autoconfiante.
Dispersaram-se ao que Pistis saiu para ver quem estava chegando ali na entrada daquela casa bela que era como os de novela saudaram umas meninas que ali chegaram e que circundavam ao jovem rapaz que não tinha nada de bonito, mas mantinha um cuidado peculiar com tua energia sexual, ao que era perceptível que os átomos ficavam circundando teu corpo gerando uma atração às senhoritas.
Evelin veio a Pistis e lhe pegou no braço chamando-o para um diálogo. Evelin era uma morena bonita e totalmente sexual, a que Pistis já sentira atração sexual anos atrás quando laborou naquele estado do País:
- Pistis, vou te contar uma coisa, olhe a Sophia não vai ficar com você, ela me disse que gosta de pele branca e que não gosta de pessoas morenas, então meu amigo não perca teu tempo com ela...
Pistis despistou se livrando de seus braços e movido por um orgulho ferido lhe disse:
-Obrigado Evelin, mas estou namorando e amanhã só vou concretizar isto com Raissa.
O que vimos foi um espanto geral de Evelin que o parabenizou por esta conquista, e só lhe disse o que conseguiu neste momento que foi em um suspiro...
- ... ela é Linda!
Chegava ali um grande amigo de Pistis que era o Sr. Eduard com tua esposa Kátia e seus filhinhos maravilhosos. Logo a Nadir, filhinha mais velha dos meninos, mas ainda bem criança foi cumprimentar o tio Bebel; nome dado pelas crianças a Pistis que adorava ser chamado assim por elas.
- Vem cá menininha linda.
Pegou Nadir no colo e rodopiava ela enquanto a abraçava e beijava ao som de uma risadinha mais fofa vindo dela...
Nisto Sophia chega ali e fica a observar aquela cena um tanto quanto bela, donde demonstrava o trato harmonioso que Pistis tinha com as crianças e o tanto que se entendia de forma infantil e alegre.
Pistis sabia que a senhorita Sophia estava ali a observar tudo e tua tristeza se mesclava a alegria que sentia por estar com aquela criança no colo em cenas de família realmente.
Momentos depois quando já estavam dispersos naquela linda casa, Pistis entrou e ficou a conversar com seu amigo Eduard dentro da moradia de Hamilton. Lá para as tantas ele percebe Patrícia, esposa de Rodrigo chamou Sophia para irem, e ela disse “tudo bem, estou indo”. Entrou na casa segurando sua malinha e olhou para Pistis com um olhar de “Por favor, não me deixe ir.”. Mas nada disto aconteceu e Pistis olhou para ela com olhos covardes de quem já não aguentaria mais um não vindo dela, quem não suportaria respirar navalhas ou gás letal de mais uma decepção.
Pistis olhou a Sophia e nada disse, somente a mirou profundo e a viu distanciando, partindo...
Mais alguns metros dali, a um metro da porta,escutava André, outro monitor da capital, pedindo o telefone de Raissa para Hamilton:
- Hamilton, me dê o telefone da Raissa, estou pensando em ir para lá amanhã fazer uma visita...
- Ih meu amigo pode desistir! PISTIS ESTÁ NAMORANDO COM RAYSSA, você demorou demais. Hahaha
Meu Deus! Que cena triste percebi nestes momentos a tristeza de Sophia que estava a alguns centímetros deles... Paralisou diante daquela afirmação de Hamilton.
Pistis ficou atônito também e com uma perfuração no coração que mais parecia de uma agulha fina e comprida... Que lhe machucava, não como bater o dedinho em uma quina e sim, como perder um ente querido antes de você ao menos dizer o quanto ele era importante em tua vida, o quanto te é necessário, o quanto você depende dele para seguir respirando.
Este foi o momento de maior tristeza em minha vida, a grande e maior catástrofe que já me ocorrera, o dia do grande cataclismo!
Capciosas lágrimas indulgentes esvaíram por quem não via ou não queria o ver com o coração; duas almas que se completavam muito distavam devido ao orgulho de suas pessoas débeis e mentais
 
Sophia saiu em disparada à procura de teus amigos e foi embora com eles. Pistis não conseguiu correr a tempo de encontrá-la, não porque ela corria muito, ele quem era covarde demais para pisar sobre o orgulho e seguir adiante com sua única e maior certeza nesta vida.
            Pistis diante do desespero em ter visto Sophia com os olhos marejados, sim ela se entregou a lágrimas que já não eram impossíveis diante de sua fortaleza e caíram naturalmente em um choro mudo de agonia diante daquele Amor que não era aceito por ela mesma... Ele resolve afoitamente escrever algo enquanto o casal de amigos Celina e Fabrício que estava onde Sophia estava morando ainda, comunidade rural, para que pudessem entregar a senhorita mais especial que já havia encontrado nesta vida. Aquela que lhe roubou o coração que mais batia senão por teu respirar, o respirar da maior mulher que já encontrou nesta eterna vida, que já era claro não ser uma só, seria impossível amar tanto alguém assim, uma vida não comporta tanto.
Consegue escrever algo dizendo em curto texto:
Olá mocinha,                            
Sei que não posso mais viver longe de ti e esconder o meu sentimento, por sinal é o maior que já tive em vida, eu te AMO e não quero mais saber de esconder isto nem mesmo de teus nãos, sei que gosta de mim também e quero viver contigo pelo resto de minha existência. Jamais beijei a senhorita Rayssa, ela gosta de mim mas não estou mesmo namorando ela,  acredite em mim por favor.
Responda, sei que estará longe e que não terá como chegar a mim a carta, mas só peço que tenha a resposta em ti, onde eu estiver receberei a resposta.
Por favor, responda para mim, quero muito estar contigo por toda minha vida e te amo demais! Temos uma obra para realizarmos juntos!
Beijos mocinha,
“Pistis”
Depois da carta ele não parava de fazer poesias ao que colocaremos mais uma aqui:
Reconheci
Como agir diante de tua presença,
Se já proclamei minha sentença e cá estou a lhe aguardar?
Como fingir que não sinto, se assim realmente minto.
Finjo não Amar.
Como negar que quero dar-te um beijo
Camuflando o desejo
Que um dia há de se transmutar?
Sei que é dura esta razão sem razão alguma
Senão a covardia e a lamuria
Se esconder atrás dos comentários dos demais...
Mas sim sei de nossa necessidade,
Embora admita não posso concordar com a dita tão distante
Tão ausente...
Sim mulher, quero dizer que te reconheci
Entre as belezas insondáveis deste mundo Tejas
Onde as curvas são sempre belas
E delas os homens são escravos.
Quero um dia pegar em tuas mãos
Quando estiver preparada
Será que existe um ensaio para viver o instante?
Ou seria apenas uma forma de desviar nossa jornada?
Não, não creio nisto, respeito
Fingi acreditar e ate ser adepto de tal idéia
Mas verdadeiramente não sou
Não faço parte dela
Como sou?
Verás agora como sou
Sou dos que falam das rosas
Dos que gostam das prosas
Dos que amam com vigor
Daqueles que admiram a natureza
O canto o aroma a beleza
Sou dos que amam a uma mulher
Não tenho vergonha de me expor desta forma
Mas não conseguiria dizer isto sem olhar em teus olhos
Nestas janelas maravilhosas que retratam tua alma
Neste sorriso meigo e delicado de uma boca pétala
Que contem ainda o orvalho
Nesta figura feminina
Que me inspira a rima
Que me nutre inteiro
Gostaria de dizer ao mundo
Que é a flor mais bela
Que ficaria na janela somente pelo teu caminhar
Contemplaria tua postura que tanto admiro
Teu dizer franco
Tuas palavras envergonhadas...
Comparar-te-ia a um céu de primavera
A um jardim de flores a uma tarde fresca
A uma leitura novelesca
Sempre com final feliz
Mas é cedo para dizer-te isto?
Aguardo o momento oportuno,
Mesmo que em mim já esteja dito
Mesmo que tenha encontrado o rumo...
Aguardarei melhor hora,
Quando esteja livre de tais preocupações
O teu instante...
A nosso agora.
Percebo que não posso lhe tocar com Amor
Teme que alguém nos veja, Trava-se toda
Teme não ter certeza
Sei de intenções diversas
Omito minha observação
Nego saber que estou em pensamentos alheios
Quero estar somente em teu coração
Serei filosofo, Pois ai esta minha poesia
Sem rima sem regras sem leis
Mas com bastante harmonia
Com sentir do todo
E não é que elas aparecem?
São os arquétipos nos quais falaram
Não penso para escrever nem leio
Só escrevo e assim plasmo o que tenho dentro
Falarei por hora do presente
Instante que Deus nos dá
Trabalho e não acho me desculpe,
Que atrapalharias meu plano divino
Entorpeceria meu donum dei
A vida será o que será
Não podemos enxergar tudo com a mente
Ou perderíamos Deus
E viveríamos nos minutos
No futuro que jamais ocorrerá
No passado que passou e nos condena
Aguardo-te, Não sei da hora...   Sequer uso relógio!
 
 
 
 
 
 
 
 
Cap XV – Dia
 
Manhã seguinte era dia 16, ele acorda como se estivesse bebido a noite toda, e sim ele havia tomado um porre de pauladas de sua própria consciência por ter sido tão covarde e fraco ao ponto de perder a coisa mais importante de sua vida em uma simples e pura questão de orgulho. Na noite Pistis esteve com Sophia e ela dizia para ele em lagrimas “Pistis eu quero muito ir contigo mas não estou preparada, não estou preparada...”.
Ele levanta com esta frase em tua mente ecoando e o fazendo mais triste ainda...
Levantou focado em ir ao encontro de tua amada no M.L., comunidade rural donde ela se encontrava nestas horas...
Ele levantou e foi até a cozinha ver se encontrava alguém e ali não viu ninguém, se dirigiu para a sala e viu o grande amigo e professor Hamilton:
- Fala Pistis! Olhe aqui, necessito que você vá até a cidade de “C” mesmo entregar esta advertência para o Lucas e para a Rayssa!
- Pistis ficou perplexo, ele não queria mais ir e só queria avisar que refletiu muito e que iria para a comunidade. Mas o dever institucional falou mais alto para este bom funcionário que entendeu que agora tinha uma obrigação para ir ate a cidade onde morava Raissa...
- Sim, sim. Olhe Hamilton, teu filho o Ulisses pediu para ir comigo, acho realmente importante ele ir meu amigo.
- Olha, pode sim claro, você faz a dele Pistis, depois te pago, não tenho para ele ir contigo não?
- Claro meu amigo logicamente que sim...
- Olha mas não poderá ser hoje não que o Arthur ligou para mim agora e disse que foi cancelado e será amanha mesmo que terá atividade e será mais fácil reunir a todos...
- Ok, tudo bem meu amigo, esperemos então.
Nesta hora, Pistis só pensava nas palavras de Sophia oniricamente que vos disse “não estou preparada para seguir contigo...”
Foi um dia de morte para ele, ele estava muito triste e necessitava de espairecer. Aproveitou e quando Ulisses acordou, limpou todo o quarto dele e organizou tuas coisas. Dava pena em ver a sujeira que ali estava.
O dia passou rapidamente para Pistis e ele na noite de descanso esteve novamente com Sophia que lhe disse em apenas uma frase “Espere, por favor, estou preparada para seguir contigo, estou preparada...”
Ele acordou feliz demais, animado com a experiência. E foi avisar a Hamilton que não mais iria. Mas...
- Pistis, Aqui estão as advertências leve-as contigo agora e é bom vocês saírem já senão não conseguem chegar para a conferência...
- Ok, meu amigo, ok.
Ele deveria ter falado isto, mas como sempre não o creditariam, se acovardou novamente em seu medo de receber mais um fora de Sophia de largar teu compromisso institucional para ir de encontro com aquela que foi a única mulher que lhe deu fora na vida e ainda por cima três vezes. A fé é a certeza do sim e não a duvida da quase certeza.
Ele vai ao computador e lê sua caixa de entrada que para a surpresa geral da nação tinha um recado de Sophia e era bem curto...
- “Faça o que tu queiras, pois é tudo da lei...”
            Ele vai até a porta e despede de todas as pessoas que ali estavam e segue com Ulisses para a cidade que já morou anos atrás, para encontrar a senhorita Rayssa, Arthur e seus amigos outros.
            Foi se lembrando dos fatos que antecederam e de tudo o quanto viveu ate ali, lembrou-se das maravilhas que tinha aprendido como aquela no dia de meditação em que estando todos meditando, Pistis sentiu uma inconformidade em sua posição e quis mexer para a posição original; sentado, e sair daquela tortuosa forma de arco que estava martirizando tua coluna. Lembrou-se de que diante disto deveria manter a calma e suportar as adversidades da posição e manter a pratica custe o que custasse; a meditação foi concluída e quando quis recostar as costas na parede, foi avisado por um amigo que ali estava para não fazê-lo, olhando para trás, constatou a presença de uma aranha que parecia ser uma Armadeira...
            E percebeu o mundo de maravilhas extra-física que a presença da Sophia poderia dar a ele como companheira de vida, mas o Orgulho e o receio de receber mais um não da sta eram tão grandes que o atou ao solo que tinha em sua idéia fixa de não se mover ate ela novamente
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Jogada de corpo
Diante de um abismo insondável estava
Meus pés de tão cansados não queriam me manter em pé
Atrás de mim uma estrada que não levara a lugar algum e diante, dito abismo, era toda a paisagem
Não que tenha anseios suicidas, mas de fato deixei o corpo se projetar em queda livre, comprovando que meu lutador já não aguentava labutar
Minhas mãos não tinham forças para segurar uma corda mesmo que abaixo de mim estivessem crocodilos famintos
Enfim Ca novamente com minha fraqueza
No dia mais triste de minha vida
Quando troquei a noite pelo Dia
O dia que em Pistis desistiu de Sophia!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAP XVI – Clarividência
Lemos uma frase de um grande sábio contemporâneo que mais parece um postulado onde diz que “devemos ser cientistas na investigação e matemáticos na resolução”. Sabendo disto, procuramos analisar em como um cientista investiga algo e percebemos que, sobretudo, se dá através da observação dos fatos ou objetos de estudo.
Devemos aprender a dar atenção não somente ao que vemos e sim ao que sentimos quando vemos e assim à medida que iremos praticando esta notoriedade veremos que de fato iremos percebendo mais do que comumente percebíamos. Andando pela cidade vimos uma planta de forma esguia e elegante ao ponto de ser chamada pela interpretação óbvia que era uma planta mercúriana, neste caso geminiana, sendo ela alta e com uma flor muito delicada em forma de gota de cabeça para baixo constituída de umas quarenta linhas de flor e de uma transparência pluma que mais lembrava um algodão cru, e tendo aproximados cinco centímetros de diâmetro. O corpo do caule era ágil e esguio, dando uma rapidez do balançar.
Lembramos também de um fato acontecido na cidade de “C” anos atrás onde uma mulher raivosa de ciúmes do marido, por cogitar estar sendo traída, havia colocado seus irmãos policiais juntamente com seu pai delegado para buscar a sede do grupo por motivos que certamente lhes despertaram a fúria e desejo de proteção para com os filhos do casal, uma vez que o veneno libriano também dista totalmente da harmonia que este planeta confere aos teus representantes. Pistis fora acometido de um pesadelo onde se viu na entrada de tua residência que era também o grupo em que era responsável e foi surpreendido por dois homens armados que lhe perguntaram onde estava Pistis. Temeroso do perigo eminente, ele apenas apontou para dentro da portentosa casa, de tijolinhos e vitral estilo gótico na entrada principal, viu os dois senhores que ali chegaram de moto entrarem e dispararem algumas vezes e sendo assim o desespero tomou conta do peito já ofegante de Pistis e de Daniel (um amigo instrutor que laborou juntamente com a equipe formada por três pessoas que ali tiveram o êxito de abrirem o grupo), saíram correndo, dobraram a esquina e pularam um muro para só depois perceberem que haviam saltado para dentro de um cemitério e depois de alguns passos Pistis estava diante de uma cova vazia e subitamente caiu. Acordou com um aviso e interpretou que deveria sair da casa imediatamente ou morreria. Abriu a porta do quarto e viu Daniel abrindo sua porta ao mesmo tempo e lhe perguntando se ele havia sonhado com o mesmo que ele, e desesperadamente pedia por uma solução ante a catástrofe que haviam visto. Pistis viu os fatos como se analisasse uma aposta de um milhão de euros e com uma perspicácia de um filosofo acalmou o amigo pedindo que ele fosse dormir que tudo sairia bem; foi à frente da casa e pediu ajuda aos céus a Deus ou a qualquer forma de inteligência superior que pudesse tirar eles deste estado de perigo, viu a sua frente ainda no lote da casa uma planta muito imponente e que parecia ter uma armadura de proteção, cascas com espinhos fortes e medievais alem de sustentar espadas que víamos espinhos em cada ponta das folhas.
Esta arvore é a grandiosa yuca negra, confundida por alguns raizeros como mandioca negra por erro de tradução do espanhol para o português...
Ele fez o pedido a alma da planta da forma correta de se fazer, fato aprendido nos mais de dez anos de estudos que estava fazendo em monastérios e centros de capacitação espiritual... com muita fé foi dormir ignorando o aviso que lhe foi dado
Anos depois ficou sabendo que esta planta era usada pelos índios para proteção do lar e das pessoas e assim como ele necessitou pedir que jamais o mal lhes alcançasse; já Pistis pediu que o mal sequer passasse naquela rua. Ficou sabendo depois que a esposa enciumada optara por não passar naquela rua para não ver onde ficava a sede do grupo de estudos
Assim damos mais ênfase a que todos nascemos com uma percentagem de clarividência ocultado na lógica e na observação, enfatizamos Também que nem tudo o que reluz é ouro e que ninguém vê o que é e sim o que necessita ver para que ocorra o que deve ocorrer, para o grande equilíbrio harmonioso deste magnífico experimento chamado cosmos
Voltemos ao assunto da historia de Pistis em busca de Sophia e estamos na chegada dele na cidade de Arthur
Foi ao encontro de seu amigo Arthur e lembrou que na noite anterior à resposta de Sophia novamente para ele, ele pegava em suas mãos e saiam caminhando deixando para trás três personagens: Arthur, Rayssa e Priscila.
Depois de um curto dialogo onde Pistis só disse três frases para Rayssa, 1) tudo bem Rayssa? ao que ela respondeu: “não sr Paulo não estou bem” 2) Porque não esta comendo? E ela: “porque você acha?” e virou o rosto expressando um nervosismo angelical 3) Então á partir deste momento estamos namorando; e assim ele a envolve em um abraço confortante onde a colocasse sobre teus
Depois de lhe fazerem montinho, enquanto Rayssa estava no banheiro, ele finalmente a beijou que enamorada e envolta de sua inocência mágica apertava suas mãos e pressionava ante os grandes seios sem se importar com os pensamentos de lascívia que ela nem possuía,  para o espanto geral naquele momento tão bom e mágico que já tinha um ano que não experimentava, em meio ao sorriso Pistis fica triste e com olhos estatelados... Prestou atenção na música que estava tocando naquele lugar tão sério e espiritualizado:
“Faça o que tu queiras pois é tudo da lei, da leiiiiiiii”
Raul seixas não cabia naquele lugar e deveria ser um presságio, mas era tão somente mais uma das coisas tão óbvias que mostraram a Pistis para ele não cometer aquele que seria um erro fatal e triste, o afastamento de duas almas que tinham que se encontrar nesta vida...
Nesta noite ele esteve com Sophia novamente em sonho, coisa que sempre ocorreu neste um ano de castidade máxima já alcançada. Mas ela estava desesperada e entrava em um banheiro e gemia agonizante com muita dor e muito sangue que saia de sua parte sexual, e por baixo da saia caia um bebê morto, um feto vitimado por aborto natural...
Pistis tenta acalmá-la dizendo:
- Não ligue Sophia tenho fé e com esta fé vou te mostrar que esse bebê vai voltar a vida, vai voltar...
Segurou o filho deles nos braços e gritou em espanhol, desesperadamente em uma agonia profunda:
- Madre, Madre Bendita, divino Ser, permita-nos madre que este Niño volva a vivir...Permití madre, permiti!!!
Ele chorou muito, agonizou por que não via mais vida no bebê, e assim Pistis acorda na cama assustado e com um ar de frustração.
Ele pensa com o mais profundo sentimento de perca:
- “Quem sabe em outro momento mocinha, quem sabe em uma hora mais feliz em que o silencio exalte a virtude e a serenidade nos qualifique observadores e merecedores desta dádiva que torna dois seres um só corpo com o Amor.”
 
 
 
 
 
 
 
 
FIM?
 
 
 
 
 
 
 
 
Cap. XVII – Esperança
            Falemos da quarta dimensão, como diz o sábio V.M. Samael Aun Weor, insigne mestre rosa cruz e maior expoente do gnosticismo universal, damos fé nesta presente obra, sobre alguns mistérios da quarta dimensão; não que seja desperto neste plano ou dimensão da natureza, mas sim pudemos verificar isto com os olhos que temos e com as mãos que fomos dotados. De fato às imagens tem vida em quadros, e se movem ao que fiquei totalmente tentado em tocá-las, mesmo sabendo da proibição que o mestre Samael recebeu ao fazer isto.
            E o céu se abriu ante meus olhos, que admirados viram seis águias belas e grandes que voavam sob minha cabeça e dos demais que ali se encontravam. O mais incrível é que o vôo era à apenas três ou quatro metros de altura. Perguntei aos que estavam ali se elas eram da terceira ou da quarta dimensão, e não me souberam responder então disse em forma que percebessem o que lhes perguntava:
- Seriam da quarta dimensão ou estão do mundo físico mesmo?
            Responderam que estavam no físico; pobres ignorantes, não sabiam o que viam, de fato estávamos na quarta dimensão.
            Mas jamais se comparariam a notoriedade dos vôos que alcei com Sophia e que de fato foram mais surpreendentes e notáveis por não se tratarem de outro fator senão ao amor que nos envolvia no momento.
            Pedi por uma resposta de com quem deveria ficar finalmente e me vi ficando com as duas, em cenas distintas. Percebemos que se optar por ficar com Sophia distanciará de nossos amigos e levaremos uma vida de eremitas rumo à conquista de nossa alma e nosso Ser. Vimos na rodoviária de mãos dadas com Sophia e deixando para trás três personagens que eram Arthur e Priscila bem como a senhorita Raissa.
Também podemos afirmar que o caminho da ousadia realmente é o sucesso mesmo que cada ganho signifique uma perca e uma chaga; nisto consistiu a tirada de meu crucifixo, e também o posto de sacerdote de Melquisedeck. Claro, ainda bem, muito disto deste honrado grau físico e interno, me faltam alturas de santidade a serem alcançadas novamente, ao que peço a minha consciência que faças de mim merecedor, e minhas pernas que caminhem pelo caminho reto.
Numa destas aventuras, distingui claramente que Sophia me levara sem que fosse necessário o uso de elementos externos a minha natureza, e percebi que estas substâncias que nos mostram estes novos ares tão somente existem para que captemos e comprovemos o que os olhos céticos e desprovidos de fé já o podem ler nas inúmeras obras dos Veneráveis Mestres da humanidade.
Cheio de esperanças e de uma fé sobrenatural por haver sido merecedor de conhecer o verdadeiro Amor; mesmo que não em sua plenitude, mas somente na parte que podemos o perceber estando solteiros e desprovidos do comprometimento social e moral de um casamento real, que se dá na nona esfera, ou no campo sexual como deve ser o de um casal casado.
Sem dúvida a vida da voltas, como diz meu amado Papai, e logo a encontrarei novamente; casada? Solteira? Não me importo às vezes a encontro em outra senhorita, livre de compromissos conjugais ou livres de traições predestinadas e arquitetadas...
Nesta vida amei muito, a muitas ver como rosas aromáticas, rosa champagne, rosa vermelha, rosa amarela e outras flores do campo de nobre formosura. Que me seja possível ter uma para meu avanço completo mas sinto que necessito me preparar mais como homem, criatura, ser humano.
Obrigado Mãe, por ter me presenteado com tantas de suas filhas e fazei de mim um merecedor de ter uma para nossa obra, nossa vida e nosso caminho junto ao Pai.
 
Aqui findamos a historia de Pistis em busca de Sophia, a espera de mais Pistis dentro deste corpo físico e que seja guiado pela Sophia que existe em nossa consciência!
Olhando os olhos esmeraldinos de meu estimado gato Goethe, vejo que seus pelos negros e sua postura estável e tranqüila, fazem dele o dono de nosso relacionamento e acho que ele me escolheu para ser teu animal de estimação, uma vez que eu lhe trato bem e lhe dou comida e água todos os dias. Vejo nele sem dúvida o que devo ser daqui para frente, firme nas palavras, ações e dedicado ao silêncio e bom relacionamento com todos.
Movidos a uma, finalmente concluída, compreensão do que seremos quando crescermos, aqui vai uma simplória obra livresca, sabendo de que muito me falta para fazer um livro descente e que vala a pena ser lido. Mas conta historia quem da conta de contar e voltarei melh or contando as aventuras de Pistis, ou de outro nome, mas repleto de Poder e Sabedoria!
 
Obrigado,
 
 
Don. Paropéla
 
 
 
 
 
 
Portas
Pistis em busca de Sophia
 
 
 
 
 
                                                    
 
 
Indice
Agradecimentos
Introdução
Cap. I – Noite
Cap. II – Degustação
Cap. III – Estreitando laços
Cap. IV – Relatividade
Cap. V – Diamante
Cap. VI – Micro-segundos
Cap. VII – Overdose
Cap. VIII – Madre
Cap.IX - Castidade
Cap. X – Ambiguidade
Cap. XI - Etapas
Cap. XII – Onírico
Cap. XIII - Dogma
Cap. XIV – Cataclismo
Cap. XV – Dia
Cap. XVI – Clarividência
 
...
Agradecimentos

            Aos meus Pais Benditos que me possibilitaram a graça de ter papais tão grandiosos e de infinitas virtudes e força de se levantarem pelos caminhos da vida, por não se abaterem em demasia com as quedas da existência
            Meus irmãos que souberam em silencio servirem de espelho no empenho e dedicação à vida equilibrada, fundamentada no bom senso e lógica aplicada e uma conduta de bom cidadão; e as minhas queridas e nobres irmãs que com amor de mãe, possuem útero, e me gestam a cada conselho e critica
 A todos os colaboradores que gentilmente auxiliaram na correção do livro; dentre eles citamos as senhoritas Anna K Lacerda e Luiza Carla, e por fim a senhorita “M” por ser um espelho do comportamento da “Sophia” no livro, e me ajudar a compreendê-la com seus aconselhamentos filosóficos, ajudou a ver qual o maior inimigo do amor entre um homem e uma mulher: “O infame e melindroso Orgulho”.
Gostaria de deixar claro aqui nestes  agradecimentos que devemos estar com quem nos corresponde, pois como disse a grande sábia e amada mulher: “Ambas te levarão a lugares diferentes.”
Agradeço a minha consciência porque vejo neste momento um porque de estar contando esta historia vivida, com datas e nomes fictícios, para não ferir a susceptibilidade de ninguém; que tem a finalidade de ajudar a todos de coração grande que em verdade já amaram a uma pessoa; Amar de bater profundo o coração de simplesmente só querer estar com a pessoa ao lado, de ser capaz de doar o que Deus te emprestou como o maior agrado; teu corpo físico, seu sangue e seus por queres de existir.
 
Sem esperar nada em troca, movido a escrever este como forma de deixar expresso o real de mim que pude captar, mesmo sendo pouco, acredito que meu sentir firmemente pode ajudar alguém que vive nesta situação amorosa aonde falta o ar e as facadas dilacerantes ferem o peito e o coração deixando um vazio que não poderia ser comparado a nada neste mundo. Ao que vive a magnífica experiência de ser humano...
Degustem!

Introdução
         Tudo ocorreu às margens de São Paulo uma grande cidade do Brasil.
         Pistis, um rapaz de pouco mais de duas décadas de primaveras, quando estava saindo de sua casa rumo àquele novo estado em que já Portas - Pistis em busca de Sophia final totalhaviam morado cinco anos antes, ligou para um rapaz que nem mesmo conhecia, mas que seria o responsável por lhe receber em tua mudança de local, esta pessoa ainda no telefone lhe perguntou como era fisicamente.
Pistis achou aquela pergunta desnecessária e engraçada, aproveitando que estava diante de sua mãe que como todas ou a maioria delas, sempre chama o filho de lindo; tirando uma sincera mãe que dizia ao pai sobre a criança que quando crescesse ficaria “bonitinho”, disse ao que lhe receberia:
- Sou lindo!
E na mesma noite pegou o ônibus rumo à cidade Campinas no interior daquele estado.
Lá chegando, ele espera por um rapaz que nunca viu na vida, uma figura que mal sabia como era, mas de qualquer forma ele havia se predisposto a ser seu cicerone.
         Algo interessante de se narrar aqui foi o fato de que no caminho Pistis levou com a bagagem de mão quatro livros, onde em três deles, achou o mesmo assunto sendo livros diversos: um de psicologia, outro de medicina e um de mistérios de meta-física, mas coincidiam nos parágrafos referentes às doze casas, apóstolos etc.
Achando isto muito relevante para tua missão de difundir a sabedoria do autoconhecimento por onde passasse ele marca as páginas e as anota em uma agenda de mãos que também estava com ele. Todos falavam sobre os signos do zodíaco, às vezes em um capitulo parágrafo ou linha.
Quando chegou, aguardava quem viria lhe buscar, pensou ser um homem mais velho que viu chegando de chapéu e sendo dotado de um portentoso bigode, de tão marcante notava-se que nem o molho rose que devia ter comido recentemente deixou de enamorar pelo curioso buço, deixando-o tingido de rosa puxado para o pêssego. Dispensou a idéia por este estar fumando e saber que quem quer ser seja que o buscaria não gostaria de mostrar este tipo de debilidades de um fumante, uma vez que Pistis fora mandado para colocar em ordem o grupo e os instrutores de autoconhecimento do local; enfim chegou o ilustre homem com semblante canceriano e posturas de leonino. Trocaram algumas graças, cumprimentos e seguiram rumo ao carro que o levaria para sua estadia naquela cidade.
O carro era de seu próprio colega e futuramente ou desde sempre grande amigo de Pistis. Uma vez que à medida que fomos percebendo o sentido da vida vemos que nada ocorre por acaso e que nossa vida e tão somente uma continuação do que vivemos anteriormente em outros tempos, séculos, períodos.
Ao entrarem no carro, Pistis puxa o cinto de segurança e teu colega lhe diz em alto e engraçado som:
- Não sei nem porque estou te falando isto, mas sei que tenho que te falar... Hoje acordei com uma voz gritando e ela dizia “- DEUS É DOZE!”.
E assim iniciaram um longo diálogo que procedeu pelas vezes que se encontraram. Fortes laços de amizade e de irmandade dividiram na vida e aquilo ali foi amplamente dialogado por eles, já que dos quatro livros que Pistis levou três falavam sobre os mistérios das doze casas; sejam nos doze perfumes dos signos, doze órgãos referentes a cada uma das pessoas que se dividem dentro das doze tribos de Judá, doze apóstolos e outras destas similitudes.
Aquela cidade já dava mostras da verdadeira missão que ele estava indo cumprir ali, que não era uma mera vontade institucional de transferi-lo para ajudar na organização do instituto existente ali, que foi ele mesmo quem abriu há anos atrás.
Por algum motivo o livro talvez tenha doze capítulos ou mais um ou touro bem resumidos da história verídica pelo menos para quem a viveu. Logicamente os nomes, datas e ordem de acontecimentos não foram estes mesmos, pois de fato não usei a capacidade total de minha memória para plasmá-los aqui. E tão pouco denotei a notoriedade angelical de quem chamo de mocinha.
Seria impossível descrever em palavras a total presença desta meiga pétala aromática que irão conhecer nas próximas páginas.
 

 
 
 
 
 
 
 
 “Aquele que pergunta, pode ser um tolo por cinco minutos. Aquele que deixa de perguntar, será um tolo para o resto da vida.”
 (Provérbio chinês)

Cap. I – Noite
Era um dia de sexta feira, estavam n’uma comunidade rural onde se realizavam estudos profundos de sabedoria sem distinção, quer sejais de cor, credo, nível social, orientação político filosófico, e etc. Só podem ser explorados em meio ao campo. Arthur inicia um diálogo com teu novo amigo:
-Pistis, diga-me amigo como vê a noite?
Pistis suspira, olha ao céu estrelado e diz como que querendo abraçá-la:
- Aconchegante e misteriosa.
- Por que misteriosa, diga sobre a noite algo que me inspire estima. Não gosto da noite, ela permanece só para o descanso, amo a vida, um domingo ensolarado, um dia claro com pássaros cantando, campos, flores que refletem todo brilho...
- Também amo o sol, Arthur, mas sinta o ar que puro está a nos brindar. Não pode ser cotejada, pois são metades diferentemente iguais na balança deste universo metafísico e ao mesmo tempo simples e natural; Como o par de mãos que levamos tão iguais mesmo sendo diferentes e complementares.
Pistis ergue a vista mirando os céus e persiste com teu discurso filosófico.
            Agora é hora quando Deus parece morto, e onde sinto a necessidade de me expor, como podem temer o negro céu, como se duvidassem a natureza de toda estrela, não seriam donas de luz própria? Sendo assim não estaríamos abençoados por um exército de células harmônicas que trabalham para a mesma noite? Quanto sincronismo, perfeição de um criador único que se expressa em múltiplos.
            Sim, mistérios da madrugada, tão nítidos como se um manto negro apenas fosse tacado para cobrir nossas possibilidades de enxergarmos a luz máxima que esta por trás dele, mas as crianças fizeram furos com alfinetes ao que vemos estrelas, e assim seguimos acreditando que é menos dia que o dia.
            Olha isto Arthur!!!
Pistis com vista mirando de um lado a outro, formando um arco, continua:
-Não vê, é a terra é uma abóboda, como se estivemos olhando de dentro do olho que se chama planeta terra. Contemplando o manto negro, à hora preferida dos enamorados.
- Ou dos loucos...
- Ta vendo, e maldizemos as sombras, como se tivessem uma natureza diferente da luz. Como se não fossem gêmeas de uma brotação, como cristais que se reproduzem no interior da terra, e reluzem apenas no dia claro, onde olhamos tudo aquilo de uma forma do acaso absurdo e inanimado, vil e sonhador dos mais científicos, matemáticos e escravos do intelecto.
Porque surgem nas madrugadas as criações mais notáveis? É que a filosofia também se enamorou das estrelas. Que segredo há ai?
Não seria a noite o útero das grandes idéias e reflexões, ou ainda a parte proibida e mais sábia de todos os poetas?
A Noite busca o Dia enquanto o Dia busca a Noite. Um encontro atemporal de almas gêmeas que nunca se tocam a não ser em um eterno segundo de Amor. Como no feitiço de Aquila, um angustiante e ínfimo instante onde os opostos se tocam e selam esta pororocados antagonismos.
Bendita seja (a) noite, negra noite. Bela e cultuada pelos sábios que nelas trabalham e que nelas plantam sua semente...
Arthur estava com olhos vidrados, que foram surpreendidos pelos faróis do carro que ali chegara. Um jovem que morava ali e se encontrava perto do portão improvisado com algumas toras de madeira, alcançou o laço de arame que prendia uma ponta pontiaguda destes pedaços de árvores e tirou-o abrindo assim passagem ao uno vermelho.
Todo o discurso foi quebrado com esta situação, com o estalido do motor e também com o abrir e fechar das portas. Do carro saíram três jovens, dois rapazes e uma moça.  Um rapaz baixo, cheio de espinha no rosto e um ar de não estar nem ai para nada, um rapaz de estatura mediana, rosto pálido, semblante frustrado; como um maratonista que na reta final descobre que todos já chegaram, além de possuir um corpo esguio como se ainda esquecesse-se de comer, e uma sublime jovem.
Ela desliza seus cabelos livremente soltos, estava leve feito pluma, como pena pairam no ar, o tempo, que também se enamorou da senhorita de feições nórdica, pele branca seios que sem dúvida alguma e sem necessitar comprovação eram rosados, fartamente generosos e que pareciam querer dizer alguma coisa; sim, os seios sempre querem dizer alguma coisa. Seus olhos eram diáfanos, suas pétalas feitas lábios eram de augusto mel na expressão Briosa de sua delicadeza e formosura que remetia a qualquer um o intento de beijá-los; o tempo se estanca diante tanta formosura e encanto, e assim fica o olhar do igualmente atônito, Pistis.
Ela vestia um jeans e uma blusinha branca, simples como a brisa que entra por nossas janelas trazendo frescor e bem estar.  Calçava sandálias de dedo e era tão singular que parecia de outro orbe.
Ele esta parado. Olhar de surpresa e coração acelerado. Sentiu um tremor no corpo sem saber de onde vinha, e uma ansiedade como que diante d’uma grande festa que esperou por tempos.
Pistis abre levemente a boca e como que por asma, puxa fôlego e diz ao constatar que Jamais tivera contato nesta existência com uma mulher com tamanha notoriedade:
            - O quê que minha esposa faz ali... (Quase sem som).
Era uma doce donzela. Ele a reconheceu, portadora de um par de olhos profundos que reluziam o infinito. De pupilas dilatadas que transportaram Pistis a um mundo tão conhecido a ponto de estar disposto a ir com ela onde o destino os mandar. Porque reconheceu, não sei elucidar, só sei que pareceu tão intima como se fosse consorte, a amada mulher que sempre esteve com ele, mas jamais tinham se visto com estes corpos. Se me pergunta se o retorno a este mundo de sofrimento existe realmente, não teria tanta certeza antes de ver esta reação.
- O que disse?
- Perguntei o que minha esposa faz ali? Se te falar que sei tudo dela, sei como ela é livre, sei de que tribo é proveniente (ele fazia referencia as doze tribos de Judá – signos zodiacais), mas não sei como sei, só sei que sei.
- Digníssimo, por mais belo que seja este delírio teu, não posso crer nisto. Se esta seguro porque não vamos lá e pergunta a ela?
- Perguntar o que? Se quiser ir embora comigo para qualquer lugar deste mundo? Não seria a melhor forma de abordagem...
- Não, pergunte algo que acha que já sabe da resposta, mas não se esqueça de antes me falar, assim poderei rir mais haha.
- É um desafio? Tudo bem o aceito nobre amigo. Não porque me incomoda tal dúvida tua, mas porque estou diante de uma única oportunidade, a maior que já me presenteou a vida. E tenho que ter algum contato com esta moça. Mostrarei como uma flor de tamanha excentricidade só pode ser de LIBRA.
Ela os olha conversando como se tivesse procurando algum conhecido e logo volta ao foco da historia que Breno (um dos amigos que chegaram com ela) contava.
   Pistis e Arthur se aproximaram, saudaram as pessoas que ali chegaram e foram falando de coisas obvias, perguntaram de como foi à viagem, como estavam ás rodovias, quanto tempo levaram etc. Até que Pistis movido por um súbito impulso juvenil pergunta o signo de um deles. Pronto, que genial, assim entraram no ponto do diálogo que queriam. Logo foi fácil descobrir que aquela a quem tinha tirado tantos suspiros de Pistis era realmente do dia de terça feira, uma autêntica venusiana como a flor de Gaubano, a balança bendita que equilibra tudo no firmamento e desequilibra aquele enamorado.
Logo se interessaram pela pergunta e foram indagando a respeito e discorreram todos por um bom tempo deste apreciado tema.
Em um único momento a sós que tiveram, dialogaram. As pupilas dela estavam dilatadas, grandes e negras como jabuticaba. Brilhavam como os olhos de criança ao ver doce. E lhe penetravam o peito levando um alívio que lhe acalmava os sentidos, como ao buscar o sol em dia frio, onde encontramos um pedacinho da rua d’onde ele esteja refletindo para nos confortar. Poderíamos ficar só naquele lugar até o anoitecer.
Jamais vivenciou sentimento tão nobre, puro e legítimo.
            - Por que riu quando disse que era libriana?
            - É que imaginva.
            - Como assim I M A G I N A V A, ta brincando comigo não é?
            - Está no teu arquétipo mocinha, delicada como uma rosa, bela e inspiradora como Pietá. És linda, por esta razão não poderia ser de outro planeta senão o do Amor. Este signo lhe confere a maior beleza do zodíaco.
            Ela fica envergonhada com o ímpeto dele, não sabia se estava apenas diante de mais um dos tantos conquistadores baratos que lhe renderam elogios nem sempre verdadeiros. Um sorriso de canto de boca é impossível de segurar naquele instante. E ela sorri de cabeça baixa e logo o olha nos olhos e retoma o diálogo.
            - Não vai perguntar meu nome?
            - E por acaso é mais importante que contemplar-te por toda via?
            Ela quer dizer algo, mas não sabe o que, parece que nada cabe naquele instante. Onde aquele estranho tornava-se tão intimo, não como se fosse família, mas como se tivessem a mesma carne.
                  E ele continua:
            - Não necessito saber dele linda, não importa o apelido que vos deram nesta vida, quisera eu poder provar a ti que nos conhecemos há tempos. Não me importo de onde vem, para onde vai aqui o importante é este belo presente que Deus nos brinda.
- Nossa realmente sinto aqui que o importante é o que importa. Você é uma viagem mesmo, como te chama, ou melhor, como é teu apelido? (risos)
            - Me conhecem com o nome de Pistis
            - E o que faz, por que elucubra tanto... Quem é você, por favor, me diga alguma coisa.
            - Sou livre, pelo menos assim faço minha vida. Não tenho rumo certo, assim sempre estou onde devo estar. Estou onde me abrem as portas, procuro viver o presente...
            - Nossa como assim? Você não tem casa, família?
            - Minha casa é o mundo, já viu domicílio maior que o meu? Sou rico, meu pai é dono do mundo e a senhorita, qual é tua busca?
            Os olhos dela estavam brilhando como que por encanto.
            Ele tenta segurar teus braços com leveza, não era obvio para ninguém, mas era claro para ele. No entanto ela recua e trava-se toda. Observa-o fixamente firmando os ombros e jogando a cabeça para trás.
            - Nossa, nem te conheço... Você e bruxo? Que isso...
            - É cedo para se viver o presente?
Não creio. Acaso sabe quando vou te ver novamente, nem perguntei de onde veio nem para onde vai... Sei que te gosto muito mesmo sendo ilógico para tua mente que insiste em pensar com parâmetros óbvios.
            - Mas Pistis, como assim, você nem me conhece...
            - Aqui não, mas intuo e “a intuição é o conhecimento da verdade sem o uso do intelecto”.
            - O que você quer de mim?
            - Desculpe-me senhorita, mas quero viver ao teu lado pela eternidade. Quero segurar tua mão e nunca mais soltar... Sei que te assustas com isto, mas estou sendo o mais sincero que posso. Quero prolongar este instante por toda a vida, para que meu corpo e minha alma sempre estejam suavizados pelos teus.
            - Olha estou assustada sim, acho que te atrapalharia, é muito livre e como vê isto em mim? Já pensou se nos escutam conversar... Loucos, loucos, conversa de loucos.
            - E não chamaram Galileu Galilei de louco?
            - Sim Pistis, mas é estranho
            - Sei disso, mas não sei explicar, pois estaria dentro da linha do tempo que não conheço em ti.  Por exemplo, onde moras?
            - Então é, é que..., é que moro em “S” e não sei quando nos veremos.
            - Me passe teu email então já que se preocupa tanto com isto. A partir de hoje estaremos sempre unidos, nos reencontraremos, não podemos ir contra o inevitável, nem tão pouco ficarmos parados diante disto.
            Ela passa verbalmente de forma apreçada e ainda tartamuda, e emenda um desejo de boa noite.
Ele ri e baixa mão, ela retribui com um sorriso sem graça e uma boa noite tímido enquanto Pistis olha fixamente nos teus olhos e carinhosamente lhe deseja bons sonhos, que  fique na presença de Deus.
 
             Aproveitando da inspiração da madrugada e após ter uma conversa rápida, porém, atencioso com todos, ele entra no quarto o  qual estava destinado para sua permanência ali naquela casa simples com paredes chapiscadas, daquela que não podemos dar ao luxo de escorar as mãos diante de uma queda, de cor branca já bege na maioria do corpo e levemente marrom perto do chão cinza de cimento queimado que esfriava ainda mais aquela noite, alcança uma caneta nanquim destas que encontramos em boas papelarias ou em casas de arte e artigos de engenharia, que utiliza normalmente para arte finalizar desenhos. Senta na cadeira de madeira rústica, de formas incipientes. Pega a agenda de couro negro, que continha em si uma conotação filosófica. Seja pela primeira pagina com a figura de Rodin ou pelas frases e provérbios contidos  a cada página.  Abre na pagina 13 de julho, que estava em branco não fosse os escritos próprios já impressos em latim que diziam no canto inferior direito Qui nimium properat, serius absolvit, e inicia um esboço do que sente...
Anima
Conheci as trevas das trevas, desci ao abismo de dentro de mim...
Bebi do sabor do pecado, cai nas pedras da vida.
Procurei sanar meu peito, mas errei em minha escolha
Procurei-te oh Deus! Senti medo por não saber com quem andava
Aqui cheguei
Para cá regressei para ver você...
Que olhos belos que brilho intenso
Que janela é essa que mostra a pureza de tua alma?
Que leveza pluma, que mobilidade pena
Que cabelo é este que perfuma meu sentir?
Não é uma pena se não for recíproco
Quero que encontre tua metade e seja feliz
Espero te ver sempre sorrindo
E lhe ajudar sempre que o necessite
Um amigo fiel
Uma mão que lhe auxilie.
 
 




Conto repetido em forma de tradição nas primeiras sociedades cristãs.
Filme onde os personagens principais foram enfeitiçados, o homem  se tem lobo durante a tarde e a mulher em águia quando o lobo se transforma novamente em homem, e o que transforma em lobo a mulher em águia, e apesar de se amarem, o que conseguem ter de contato humano, é somente um toque de mãos.
Encontro das águas do rio e do mar. Ocorre no rio Amazônia.
Frase extraída do livro Revolução da dialética do V.M. Samael Aun Weor.
Refere-se à escultura “O Pensador” encomendado pelo governo francês, em 1880. Executada por que fazia uma homenagem a .
Quem adiante não olha; atrás se fica (do latim).  
 

CapII – Degustação (novamente em sua residência Oficial em Campinas)
 
            Pistis começa a alterar a Tônica de pensamentos enquadrados no dogma ou aceitação de padrões únicos e enraizados, sejam eles por credos, conceitos familiares ou sociais. Arthur pergunta e ele então como ficaria a questão da degustação no sentido de se ter gosto por determinadas coisas ou atos. Pistis puxa um ar de se encher todo o peito e diz ao amigo de filosofias.
            Bem, vamos ver se chegamos a uma unidade de entendimento a respeito desta pergunta. Às vezes sinto a respeito do que vem a ser a degustação, e considero este tema muito importante e que deve ser levado ao Maximo entendimento para que possamos compreender a fundo esta isca para se chegar ao equivoco ou a exatidão de uma livre expressão da consciência.
            Em que consiste a pessoa usufruir de sua vontade é justamente sua natureza primordial, ou é egoísta e pessoal, ou altruísta e humanista de nascença ou por um trabalho consciente, ou não esta nem com uma nem com a outra e sim trilhando o centro destas duas vertentes. Aquele que faz pela consciência. Diante disto tudo cai, cai o conceito de bem, cai o conceito de mal, pois a consciência se expressa no momento, exemplo é aparentemente mal matar um animal, mas se ele estiver a um segundo de matar teu filho já não é mais mal e sim o bem o que lhe ordena que faça alguma coisa. Sendo assim nada é mal ou bom. Tudo é a consciência.
           Não podemos esquecer que se formos analisar um atleta, seja do que seja de esportes, religião, política ou estudo, todos devem seguir uma disciplina dentro e fora, dentro através da vontade para poder executar a disciplina fora de si com recusas e vencendo as tentações que o impedem de ser o melhor dentro daquilo que se propôs.
            E ainda se formos nos aprofundar neste elemento, vemos que até o mal ou erro tem seu lugar na existência e seu porque de acontecer na nossa vida, ou diante do caminho que nos propomos a trilhar. Fato este que se comprova através do mito da fênix, aonde para se chegar ao mais alto teve quereduzir às cinzas da existência, ao extrato de pó de nada.
            Logo, como diria o poeta, só no final de tudo saberemos se fizemos um bom trabalho e de quallado estamos.
            Lembro-me de um conto que narrava que o discípulo pergunta ao mestre: “Como faço para ter tua sabedoria? “e o mestre lhe diz com infinito amor que só seria possível adquiri-la através de boas escolhas. Não satisfeito com a resposta o discípulo torna a perguntar: “E como devo proceder para que tenha sempre boas escolhas?” e o mestre sempre com uma paz profunda lhe diz que por meio da experiência. Novamente o discípulo não se deu por satisfeito e movido por um ímpeto interno de difícil aceitação, procura sanar mais uma dúvida: “E para que possa ter experiência do que necessito amado mestre?”. O mestre sem alterar a face e sempre transmitindo a mesma paz, lhe diz que a experiência só nos é possível por meio dos “Erros”.
            - Muito peculiar esta historíola amigo, no entanto muito perigosa.   
            - Sim Arthur, se não tiver consciência, se não tiver consciência...
            Passada algumas horas, depois de tomarem banho e se arrumarem Pistis e Arthur preparam tudo para a festa natalina juntamente com as inúmeras pessoas do centro de desenvolvimento de sua própria particularidade em que fazem parte. Naquele momento conversavam sobre a intensidade de tudo o que ocorrera com Pistis e Arthur na comunidade em que estavam, donde apareceu Sophia, e também sobre a necessidade de continuarem indo ali naquele lugar que já dava mostra de ser, em um futuro breve, um grande centro de trabalhos na área de permacultura, plantio e criação de animais de pequeno porte.
Pistis estava arrumando as comidas para a festa à noite quando Arthur lhe instiga:
- É Pistis, to sentindo algo neste natal. Terá uma surpresa!!!
- Hiiii lá vem você, porque diz isto meu caro?
- Veremos porque digo isto, veremos se tem algum fundamento...
- Nada melhor que o tempo meu amigo, esperemos ele falar não criarei expectativas.
- Melhor mesmo, terá uma surpresa ainda maior.
E assim seguiram trabalhando até o sol se por, e após a reunião de comemoração da data do nascimento do menino sol na terra, comeram um arroz com nozes, carne de peru e muitos acompanhamentos deliciosos.
A surpresa, de fato, não teve nada de tão diferente além do sempre distinto instante presente. E foram dormir bem satisfeitos com a ceia.
- Amanhã Pistis, lhe falo que amanha terá seu presente de natal.
- Tudo bem Arthur, estarei de braços abertos para o presente.
- Boa noite ai velho.
- Boa noite Arthur!
Na manhã seguinte, após uma bela noite de descanso, tomavam café quando a campainha soou, Arthur pede para que Pistis vá ver quem chegou.  Ele desce os vinte e um degraus que tinha a escada de granito rosa que dava acesso ao portão. E para sua alegria ali estavam Sophia e um rapaz de aparência tímida que parecia não estar para muitos amigos; ele foi reconhecido; era o Breno que estava na comunidade rural dias antes.
Ele abre o portão branco de ferro, os cumprimenta, pergunta o nome do rapaz e os convida a entrar. Quando sobem a escada, Pistis logo chama por Arthur, para que venha ver quem chegou ali para alegrar o dia.
Ele aparece com um semblante de surpresa, e os salda, logo pergunta a Sophia:
- E ai menina, o que vocês fazem aqui?
Ela “engole seco” e olha para Breno convidando-o a responsabilidade de dizer alguma coisa.
- Tenho família aqui, tenho que dizer que vou vir mais vezes. Como está bonita a sede!
- É fazemos o que damos conta, mas ainda tem muito a melhorar...
- Nossa! Vocês estão ficando aqui? Questiona Breno
-Sim,estamos, mostre o quarto pra eles Pistis.
- Tudo bem, vamos lá ver Sophia? Pistis pergunta olhando-a nos olhos que sempre estão dilatados.
- Claro, vamos todos então.
E assim seguiram pelo corredor ao primeiro quarto da esquerda, porta branca de madeira e parecia ser antiga. Dentro do quarto eles vêem uma cama de casal sem estrado com um colchão no fundo, no chão, e Pistis logo diz:
- Este aqui é meu berção.
Todos riem movidos por um sentimento de espanto e alegria.
Logo descobriram um quadro que estavam pintando Arthur e Pistis, que interessantemente mostrava a figura de um cristo crucificado no universo, com o sol acima de sua cabeça e o planeta terra abaixo de seus pés.
A historia do quadro foi engraçado de se saber, uma vez que Pistis não havia se aventurado a pintar um quadro ate então, se viu abandonado na casa por um final de semana inteiro e após dar a idéia ao pintor Arthur e desenhar a imagem na tela decidiu pintar o quadro sozinho, fato este que surpreendeu seu amigo que havia viajado com a ex esposa para uma tentativa de reconciliação.
Logo mais chegou o Nivaldo amigo de todos ali presentes, e curiosamente aquele havia pegado a primeira aula com Pistis faziam já cinco anos, e também chegou com  o Lucas recém instrutor do grupo que estava se destacando por ser muito disciplinado e assíduo.  Então tiraram uma foto, o interessante foi que Pistis esta feliz na foto e acaba de ser registrado em um momento de queda, Sophia com expressão de surpresa (o que faço aqui?) Breno uma cara de não estou nem ai para vocês, Nivaldo expressando uma alegria imensa. Arthur uma face que mais parece o pica-pau quando apronta uma de suas diabruras e no canto direito o jovem conferencista recém formado chamado Lucas, demonstrava tranqüilidade.
Comeram ainda da ceia da noite passada e Breno disse surpreso queria se mudar para lá, pois nunca tinha comido um almoço tão caprichado.
Chegou o momento de se despedirem e nada de Sophia falar algo sobre a poesia que recebera de Pistis. Ele esperava por algo, mas não recebia nem sinal disto. Nem não nem sim, somente o silencio cortante lhe perseguia.
Partiram da casa, com um Breno reclamando de uma multa que tomou na vinda, por desconhecer os pardais que existiam no caminho.
Pistis entra meio desconfiado e encontra Arthur preparando uma limonada para ambos:
- Então garoto não lhe disse que teria uma surpresa?
- Rapaz você esta por de trás disto não esta?
- Nada, nem entendi porque eles vieram.
- Vieram pelos parentes do Breno, pelo menos assim o disseram.
- Pois é e até o Nivaldo veio.
- Sim este aí me deixou surpreso, ainda mais por saber que estava na primeira conferência que dei aqui na cidade, isto há anos atrás.
- Pois são grandes as coisas que estão acontecendo
- Sim Arthur está mesmo sendo grande tudo isto, mas enfim devo analisar bem o porquê deles terem vindo; não foi algo simplesmente espontâneo.
- Verdade, mas o que foi muito engraçado foi você dizendo a Sophia que aquele era o teu berção...
- Sim confesso que foi hilariante e desnecessário. Mas pegue tua câmera digital, por favor, quero ver a foto que tiramos juntos.
- Sim claro, vou no quarto buscar.
- Pistis olha a foto em que saíram todos juntos, e que só foi possível graças à função que lhe permitia acionar o disparo para depois de cinco segundos que é acionado, e analisa friamente o semblante de todos.
Arthur você esta por detrás disto, algo me diz que sim.
- Não Pistis larga de ser preocupado “Iner” (era como chamava Pistis quando queria chamá-lo de energúmeno).
- Mas Arthur porque você esta de cabeça baixa então, e não olha nos meus olhos para responder?
- Lá vem você com tua mania de símbolos corporais. Relaxa amigo.
 
- Nobre companheiro desta jornada, tudo bem que você diga que não fez nada para que nossos amigos estivessem aqui hoje, mas como negar a verdade que em mim pulsa, que me apita desde dentro que tem algo a ver com isto?
Dentro neste leque de verdades e mentiras, não troque jamais a verdade por tua Irma gêmea, pois o Pai esta na verdade e sabes bem disto, mais uma vez perdoa-me ser tão insistente, mas pela ultima vez, não tens mesmo nada a me dizer?
- Olha Pistis, digamos que mandei um email para ela dizendo que ela necessitava estar aqui, que era importante. Ela não deve ter entendido nada...
- Claro que não entendeu nada. Você não viu a cara de susto dela ai na foto, parecia que esperava por algo grande aqui, e o que viu de grande foi só o berção.
Riram muito disto, e brindaram com um copo de limonada.
Arthur diante da descoberta de seu amigo, disse-lhe algo muito interessante:
- E amigo, me desculpe por demorar a falar para ti, mas olha só, se você namorar a Sophia te dou um lote lá na comunidade, promessa de irmão, a minha esposa tem outro lá, E como já espero, sempre acabamos voltando.
- Já estaria repleto só em conseguir a dita de namorá-la, me sentiria um ser plenamente feliz, mas se fala sério, aceito sim e desde já agradeço teu presente.
- Claro que é sério Pistis, palavra de irmão.  A Priscila comprou um lote lá também o meu te dou. Mas só se você namorar com a Sophia.
- Tudo bem, acordo fechado, mas me diga você já tinha prestado atenção em outra fotografia que transpassa tão bem nossos sentimentos no momento?
- Cara, nunca tinha prestado atenção assim não. Como esta fotografia demonstrou , ficou transparente nossas emoções.
- Verdade até sua cara de “sei de tudo e vocês não” no fundo.
- Verdade. Isso mesmo.
Assim degustaram de uma boa conversa, de uma boa janta, mas sem cometerem o erro de se empanturrarem ou embebedarem dos extremos da vida.
__________________________________
Degustar
Como quero minha amada prometida dos pais eternos
Beijar por um só eterno segundo teus lábios rosa
Tua pele quente
Ter teu amor vivente
E nele recarregar minhas forças outrora presentes neste organismo
  Antes maculado pelas pedras da existência
E beber do orvalho de teu sorriso e do néctar de tua libido
 De teus seios quero ao menos um momento.
Porém sempre por todo o sempre
jamais me perder em teu encanto
Não perder um só grama do ouro que trago dentro
Mas degustar de teu sabor, que mesmo em um segundo, será eterno
Pois se propagará por todos os dias de minha vida
Triste vida sem você
Feliz vida ao teu lado
Por um segundo que seja
Eterno segundo de AMOR!!!


Extrato de pó de nada é uma expressão popular do estado de Goiás – Brasil onde o pleonasmo e ignorado
Parábola de fonte desconhecida.
Nome dado pelo povo aos aparelhos que tiram foto para a emissão de multa pelo governo.

Cap III – Estreitando laços
Ainda é cedo, um dia ensolarado e com uma temperatura aproximada de vinte e nove graus. As nuvens formam figuras no céu e Pistis contempla as folhas que o vento leva na beira da calçada daquela que era a rua de sua residência oficial pelo menos naquele instante.
O sol brilhava forte nesta primavera de mudanças onde as flores sorriem agradecendo os raios que lhe trazem vida. E o calor que aquece e conforta a todos, anima também os teus ânimos que sem saber anunciam o prelúdio de um novo contato com aquela que não lhe sai do coração.
Que rosto seria aquele que vira, e que permanece com ele desde o mais íntimo, nos recônditos de teu peito, no lado esquerdo, em teu nobre coração?
Enviara o email para a amada fiúza, a quem não via desde aquele dia. Já fazia duas semanas e ela nada respondeu. Talvez tenha se assustado com o ato repentino, mesmo que no fundo estivesse esperando por isto. Mesmo que ela tenha sonhado toda a vida com um amor Werthico, mas estar diante disto era algo devéras insólito. Como poderia estar em presença de um conto de fadas, e deste ângulo via que nada é tão belo quanto se pensava ou é bem maior do que jamais pode um dia idear.
Realmente as mulheres se tornam incrédulas diante disto tudo, seria Pistis apenas um Don Juan ou seria mesmo um príncipe contemporâneo?
Nada de resposta do email, ele não dispunha de um sistema que lhe mostrasse se a pessoa o abriu. Tão pouco se preocupava em demasia com isto.
 
- O que pensas ai sozinho?
- Não penso
- Ta bom então, o que fazes ai parado senão pensando?
- Contemplo amigo, contemplo as pinceladas do demiurgo. Acordou inspirado como sempre o faz.
- Seria alguma mulher, o motivo desta existência?
- É apenas o que é. A contemplação.
- Mas não pude deixar de ver que sempre abre teu email à procura de algo, deve ter sido para uma moça, certo?
- Estou realmente enamorado, desde meus ossos aos capilares. Sinto-me repleto por tanto regozijo.
- Como ela é?
 - É livre e leve, com uma mente rápida, mas está com medo.
- Ta, mas ela é de onde, como ela é?
- Anima! Esta palavra exprime bem o que ela é. A pura expressão de uma alma feminina. Da que pode me levantar nesta vida. Por ela dou a vida que nem me pertence, e fico assim em dívida com os arquitetos lá de cima.
Não me importo com sua beleza, pois em verdade vem de dentro. Tem realmente uma roupagem maravilhosa que lhe cobre a alma pela qual me enamorei.
- Mas ela lhe respondeu alguma vez?
- Como disse ela esta com medo
- Vixe! Liga não cara, saímos e pegamos umas boas garotas
- Não estou à procura de entretenimento e sou fiel ao meu sentir
- Fiel a quem cara?
Não percebe que ela nem te conhece?
- Disse fiel a meu sentir, se os homens fossem assim ao que o coração lhes diz, não cometeriam tantos erros, infâmias...
No outro dia já completavam quinze dias desde que o poema foi enviado. Pistis faz o que corriqueiramente fazia, estava ali cedo da manhã consultando seus emails e para sua alegria, enfim uma resposta na caixa de mensagens de Pistis. Com o nome dela e um recado muito objetivo.
“Seja livre”
Que magnífico! Exclamou Pistis ao ler.
- O que foi isto Pistis? Ela mandou a resposta, foi isto?
- Meu caro estou Diante de uma enxadrista de primeira, que saboreia a filosofia e é totalmente sábia ao reconhecer que só podemos ter aquilo que não esta preso, que esta livre, que não é seguro pelas mãos ou preso pela perna. Ela esta com dúvidas da natureza de meu Amor!
- Mas o que ela disse?
Aproximou-se do monitor lendo o recado.
- Te digo amigo, ela te deu um fora
Hahaha!
- Nada entende do amor de uma mulher perfeita.
- Não sou eu quem esta sempre solteiro? (Com um leve tom de cinismo)
- Está realmente com alguém aquele que procura por outra? Aquele que têm várias não estaria apenas fugindo da dor de um Amor ido ou impossível? E responda-me meu caro. Se não acredita nas possibilidades de teu amor como pode a tua amada crer por si mesma nisto?
No judô psicológico, o amigo não teve outra saída senão calar diante de tais frases que embora fortes, foram ditas com um amor imenso. Depois de algum instante Arthur lhe disse:
- Olha Pistis para mim tudo isto é loucura tua, pegue logo uma garota e seja feliz rapaz, deixe de tanto sonho ela não quer nada contigo... Mulheres gostam de ação, do prato principal e não perdem tempo somente com o cardápio.
- Pode ser que busque realmente outros caminhos meu estimado amigo, mas a certeza é tão grande aqui que SEI que no fim estará comigo, não me preocupo com os ponteiros não creio no tempo, pois como diria o sábio, “No fim todos alcançam aquilo que almejam”.
Não posso querer que ela tome os rumos que tomo, aja como espero que ela aja então aqui temos a justificativa da filosofia do presente que tanto tento ser adepto. Cada qual responde por si, a amo desde o mais íntimo e não tenho medo de perdê-la. Como diz um grande sábio “O que vai e volta é porque é teu, se não volta é porque nunca foi teu”
Amo dentro da liberdade que ela encerra cortar isto estaria castrando o que mais admiro como um pássaro preso em uma gaiola, por certo é lindo, mas seu canto já não é de liberdade seria de tristeza. A muitos agradam, pois associam aos teus desencantos e lhe massageiam o ego como que qualquer que foi deixado pela namorada ao escutar Solitude de Black Sabbath.
_ É amigo, quero que preste bastante atenção no que lhe disse e depois de tudo resolvido vejamos o que ocorreu de fato. Sei que não sou tão filósofo quanto tu, mas na matéria “mulher” entende e verá que vai sofrer muito com este pensamento seu.
_ Não gostaria de colocá-la como aposta, de verdade ela não existe para isto. Apenas continuo com meu sentir. E espero pelo momento oportuno.
_ Tudo bem, vamos entrar para comer alguma coisa que minha fome já esta grande.
- Não podemos interromper um diálogo assim, temos muitas alturas nele por alcançar.
- Não vê Pistis, para com isto, ta paranóica esta obsessão! Não ama esta mulher que nem conhece, sente apenas um amor pelo amor que sentes. Não por esta dama e sim pelo sentimento que tens e que se enamorou mesmo achando que se trata realmente dela.
- Meu amigo a Amo do mais profundo de meu coração, das entranhas de meu Ser
O coração e tua tela mental não tiravam a imagem daquela venusiana de boca pétala.
Já era sabido que deveria fazer uma viagem para a capital e que ela também deveria estar presente, Embora soubesse bem disto tudo, ainda estava ansioso pelo reencontro.
Arrumou a maleta pequena, era uma maleta destas distribuídas pelos órgãos públicos ligados à educação, tinha tom azul praticamente sem brilho, quase cinza... Colocou outra calça, uma camiseta, meias, cuecas boxe o que necessitaria de materiais de higiene pessoal.
Entrou no ônibus e a viagem correu na maior tranquilidade. Chegou à metrópole e foi direto para a reunião. Quando se iniciou a assembléia haviam por volta de 50 pessoas e ele viu a personagem chegando atrasada juntamente com um dos moços de espinhas que estava com ela naquele dia em que ela o conheceu e ele a reconheceu.
Passou três horas, deu-se por encerrada a reunião para o horário de almoço; Esperando ela sair, foi logo em seguida a encontrando no corredor que do acesso ao portão de saída. Ela não estava só e Pistis logo foi conversando com os outros homens que a acercavam.
-  Olá Senhores, senhorita, tudo bem com vocês, o que acharam da reunião?
Responderam todos afirmativamente. Uns com o verbo outros somente com a cabeça.
             Um deles pergunta sobre um lanche e assim se despede e Pistis segue com um grupo de pessoas para o restaurante mais próximo deixando a adorada que esperava por outro amigo.
Na volta daquele que foi o lanche mais demorado de tua vida, onde o tempo cronológico apontava apenas para quinze minutos, mas internamente sentia como que haviam passado horas. Chegou novamente na casa onde estavam reunidos e seu coração, acelerado, que só pensava em ir falar com a moça, foi surpreendido por ela.
- E aí cara? Tudo bem?
- Certamente que sim mocinha e você?
- Estou muito bem!
Segurou em uma de suas mãos e o puxando ao outro lado da rua
Que mágico foi aquele momento onde sentiu toda a leveza daquelas mãos finas e delicadas, como luvas brancas tocando Vivaldi em um piano de calda, em contato com a tua já surrada mão, formavam um par perfeito de antagonismo e complemento
Nestas horas um fogo de amor percorreu todas às suas veias chegando ao coração que saltitava alegremente de tanto júbilo.
- Vamos ali para o outro lado.
Que fenômeno ocorrera ali? Teu corpo está estremecendo todo diante daquela menina, mas o tremor vinha de dentro, como que uma vibração em que todos percebessem e foram afastando de um em um.
Sentaram em um banco de madeira que estava junto à parede, um de frente ao outro e Sophia o convidou a sentar no meio fio com ela e depois lhe perguntou cheia de animo
- Cara você já foi ao “L.L.” ...
- Sim, e você deve ir também
- Sei disso, como posso chegar lá?
- Lhe dou as coordenadas. E só não vai se não acreditar realmente.
Os olhos dela brilham de tal forma que o envolve totalmente, como uma áurea que o cobre todo o levando a um mundo onde só existem os dois. Depois de mais algumas frases trocadas, Sophia lhe faz outra pergunta sem maiores importâncias ao que Pistis responde e se despedem em seguida...
E voltam à reunião e Pistis é nomeado o coordenador do interior do estado que continham um numero de três grupos e duas frentes de trabalho
A reunião também fora marcada por um momento que deixaria qualquer um surpreso, que foi quando o palestrante Hamilton afirmou algo de um livro e Pistis levantou a mão esquerda e disse ao que guiava a reunião que estava errada à informação, pois esta informação estava em tal livro e disse também o capitulo que deveriam procurar. O responsável pelo estado que era também o que ditava as diretrizes, como bom escorpiano, genial, vaidoso e orgulhoso, propôs o desafio em voz alta e pediu que alguém lhe alcançasse o livro que estava na sala ao lado.
De fato após procurar o capitulo, o encontrou ali e lendo-o se deu conta da verdade que o jovem havia lhe dito em público
Acabada a reunião Pistis procura Sophia mas não a encontra mais e estando retido na saída pelo grande numero de pessoas que conversavam por ali, fixou o olhar a uma senhorita que era possuidora de um corpo tão avantajado e ao mesmo tempo perfeito que não teve como não olhar. E também pela estrela que possuía tatuada na nuca, como se ela percebesse algo se virou e lhe disse:
- Oi senhor Pillo!
Aquele era o apelido do Pistis e ele ficou procurando a resposta em de onde ela o conhecia mais ela foi rápida e continuou
- Sou a Walkiria, e pensei que você fosse um senhor de quarenta anos e que tinha uma barriga grande e era careca...
- Então a surpresa foi boa
Eles riram e trocaram algumas palavras e depois se foram
Uma viagem havia sido marcada na reunião e ele já se propunha a ir, para quem sabe estar mais próximo de Sophia, seria uma grande oportunidade de estreitarem ainda mais os laços
Pistis volta à casa que estava morando e procura o amigo para lhe contar das novidades ao que foi recebido com alegria e animo pela notícia
O dia chegaria logo, como que uma semana inteira e mais dois dias
Pistis não sabia como arrumaria o dinheiro e o amigo Arthur que era também um farmacêutico lhe propôs ajudar com algo... Para uma passagem pelo menos
Chegou à data da viagem e eles foram para a capital para a saída do ônibus que estava marcada para o local de reunião em que Pistis fora.
Lá chegando Arthur dá ânimo para que cantassem a música que Pistis fez para a Sophia dias antes e o amigo riu muito e não disse que sim nem que não
De fato na viagem marcada por muitas risadas e diversão cantaram a musica que mais parecia com uma curtição estilo os trapalhões
Deixamos aqui para relatar de forma melhor a inusitada canção que não era português e sim em um “portuñol” mal falado, o que tornava mais engraçado:
“Tengo un corazon, enamorado de la mujer que no me queres
Que tiene un canelon
E una boca deeeeeeeeeeee barbosaaaaaaaa
Sigo cabisbajo, usted me diz que es neutral e me viene con el Jose Jonas en una hermosa tarde de natal (8)
Laralalalá
            Laralalaralaralaralaralalá...
            “Tuturututu...”
 
Sons estes que eram emitidos como corneta por Arthur.

 
Cap. IV - Relatividade
Na viagem tudo era Sophia para Pistis, ele estava muito feliz com a presença ali e não conseguia não estar perto dela o que tornava mais engraçado a situação era que nem sempre era programada por ele
Sempre estavam no mesmo lugar, mesmo se tratando de um local amplo e de terem mais de 300 pessoas ali para a reunião à nível de Brasil
            Reviram muitos amigos e o local que era muito lindo e repleto de muita mágica na ornamentação de muito bom gosto com jardins e pedras bem colocadas além de uma bica com bambus para guiar o fluxo d’água
            Pela noite do primeiro dia em que estavam ali, Pistis e Sophia conversaram a sós diante do castelo do príncipe do local. Ele não era príncipe, mas parecia de fato por ser filho dos responsáveis do local e por haver construído uma bela casa por ali
            Após sentarem em uma praça em frente a casa mencionada, Sophia se dirige a Pistis:
- E ai cara, vamos conversar
O que tens a dizer para mim?
- Bem mocinha, além do obvio que você não entende; tenho a dizer que estava morrendo de saudades mesmo sabendo que esteve comigo o tempo todo por onde andei desde que te vi na chácara
- Entendo, mas me diga o porquê quer falar comigo?
- Quero passar o resto desta vida ao teu lado, e não só esta como todas as outras...
-Pistis me responda em um só alento sem delongas e historias
Por acaso quer me beijar na boca agora?
Não parecia uma frase romântica, soava mais como um enfrentamento dela mesmo que procurando solucionar as dúvidas que estava sentindo, e procurava a resposta em Pistis.
Ele estende as mãos e lhe a olha nos olhos, mirando o mais intimo de seus sentidos e lhe diz com toda sinceridade do mundo.
- Não, minha linda, contenta-me agora, segurar tuas mãos. As pessoas se beijam primeiramente para depois, quem sabe um dia, pegar nas mãos em frente aos outros. Entende onde quero chegar contigo?
            E lhe foi segurando as mãos
- Sim entendo, e segurou mais fortes as suas mãos.
Alguns instantes depois viram que estavam sozinhos e que algo de estranho estava ocorrendo naquele que não era um momento qualquer da existência. Consultaram o relógio dela, uma vez que ele não usava um.
- Pistis! São seis horas da manhã, estamos aqui há dez horas!
 Inacreditavelmente, para alguns, eles ali ficaram 10 horas seguidas na mesma posição. E tiveram um conhecimento prático de algumas teorias que já levavam dentro.
Recolheram-se e no outro dia nem conseguiam estabelecer um diálogo. Ela fugia de qualquer oportunidade destas, duvidava do que ocorreu ali, e ele ainda estava com algo como overdose de elucubração mental.
- Já vivenciou isto antes?
- Já e mais intenso ainda.
A boca dela respondeu aquilo, através de uma ordem da mente, mas teus olhos não negavam que estava diante de algo que jamais sentira ou vivera em toda vida.
- Que bom, Fico feliz por ti.
Ali findaram as poucas palavras que falaram naquele dia, e ainda falaram um seco thau
No outro dia o dito príncipe o convidou a casa dele e perguntou se havia pego a Sophia e se não tivesse a beijado jamais iria fazer isto novamente
            Pistis achou uma baixeza ele ter perguntado se ele pegou a mocinha que merecia palavras mais conscientes e lhe respondeu com tom altaneiro e firme, repleto de segurança e auto-estima:
            - Vitor, meu caro, através de suas palavras vejo que este enamorado da senhorita Sophia, e o que tenho a dizer a ti são duas coisas, primeiro que não “peguei” ela e segundo que se fosse você tentava a sorte com ela; de fato confio em meu sentir...
            Ele quis dizer algo para o ousado rapaz que estava diante dele, mas não disse nada, não o pôde fazer naquele momento diante de tamanha resposta impregnada de valor só lhe restava o silêncio
            Os dias foram passando e Pistis foi fazendo, durante as aulas que tinham, poemas para a mocinha fiúza, mas não recebia dela sequer um sorriso ou algo que lhe permitisse ficar feliz
No último dia Sophia bate na barraca que Pistis estava dormindo ao lado de Arthur e lhe diz que o príncipe havia a chamado para uma viagem á uma cidade turística na manha seguinte, e a avisava que já havia alugado as suítes que deveriam servir uma para ele e o amigo e outra para ela e a outra mulher, secretaria dele
Pistis perguntou de imediato se ela aceitou o convite e ela lhe respondeu que ele saberia da resposta no outro dia
De fato foi uma noite difícil onde Pistis ficou atordoado de pensamentos e por mais que procurasse se manter puro em todos os campos que conhecia, ele estava de fato se contaminando com tamanha ansiedade
Chega à manha seguinte e Pistis sai da barraca e anda pelo local procurando avistar Sophia e só vê outras pessoas, entre elas algumas jovens que só de olhar havia percebido que lhe destinaram interesses amorosos
De repente ele avista Sophia e esta o diz sorrindo que não foi e que deixou uma carta debaixo da porta principal de Vitor que seguiu logo mais para a cidade turística, que chamava Belos, com um casal de amigo
Um terno sorriso era impossível de esconder e ele estava reluzente e feliz ao que encontrou animo para a noite onde seguiu com todos para a volta a cidade de “S”
Arthur havia ido comprar as passagens de volta uma vez que Pistis e Sophia ficariam dias a mais ali, e Pistis lhe encomendara poltrona ao lado dela. De fato estando ela ali primeiramente no interior do ônibus, ela entrou e com cara de assombro, fingiu ser algo novo e inusitado o lugar dele ser ao lado dela
Eles voltaram lado a lado e foram conversando incríveis doze horas desta vez, Pistis estava muito feliz e agora resolveu dormir a meia hora que lhe aguardava o descanso
O jovem retornou a tua cidade e no caminho se culpou por ter agido daquela forma onde deveria ter passado segurança ao invés de reagir diante do medo dela.  Ao ser perguntado por Arthur, que Foi embora dois dias antes que ele, sobre o resultado da viagem, iniciou uma conclusão do que havia digerido no percurso de volta
- O tempo é relativo dizia o Grande Físico Einstein, e o incrível disto tudo é que cada um de nós pode vivenciar isto, comprovar no terreno da vida.
Não é necessário estudo intelectivo para comprovarmos isto, pudera minha pessoa provar a ti que todos já o vivenciamos.
Algum dia o senhor já esteve diante de um evento e quando viu, passaram-se horas que estava ali, mesmo que tenha passado poucos minutos de sensação?
O que ocorre?
Quando o corpo entra em uma vibração máxima, e podemos sentir ele todo vibrando, falamos de velocidade da luz ao quadrado, ali é onde a matéria deixa de ser a mesma matéria, e transformam-se em algo mais sutil. Fugindo deste plano meramente tridimensional, material. Seria como que fugir desta cadeia ilusória do mundo físico e mergulhar na verdade atrás do véu da supra-dimensionalidade.
Existe um segredo aí meu amigo, falo do elemento Máximo de conúbio do homem com a divindade que pode existir. Digo do Amor, amor entre o homem e a mulher, isto realmente é capaz de transportar-nos a um plano de consciência mais elevado que o de Euclides, e nos lançar a grande realidade do tempo que é a quarta dimensão. O hiper espaço.
Outra forma de atingirmos isto é com o desligamento do mundo externo, como aquele cidadão que caminha, totalmente aquém  pela rua, ou seja, na ausência da mente. E já dizia um grande sábio “Deus está tão próximo do homem que entre eles só está à mente”.
Viajei com esta senhorita pelos ares do amor. Mesmo se não saíssemos do banco de onde estávamos, as pessoas já não nos viam, passavam e não nos percebiam ali. Mesmo que ela ainda assim duvide, levarei sempre comigo a maravilhosa experimentação que me propiciou a presença desta dama.
- Pistis, se tudo o que diz ai é realmente verdade, se acreditas fielmente nisto tudo não vale a pena dar por encerrada esta história. Ela é tua alma gêmea.
- É querido amigo, o grande problema e que, entre o amor de nossas Almas, estão nossas pessoas humanas, deveras orgulhosas e incrédulas diante das crises corriqueiras de um relacionamento de conquista, se perdem em meio ao orgulho e incertezas.
Meu pai me pudera ser mais a ti que a mim. Não me perder entre tantas ilusões e acreditar somente em tua voz, em todos os momentos de minha existência aqui no mundo das formas. E deixar de ser tão débil e como folha ao vento ser levado a cada palavra de dúvida de minha amada. Que verdadeiramente neste momento sou capaz de compreender que é tão somente algo natural de uma dama que procura a veracidade de um Amor assim, não sabe se é realmente real, mesmo sentindo desde o mais íntimo, teme que seja magoada mais uma vez nesta vida.
- Nossa meu camarada, me doeram os ossos este desabafo, quase súplica
Verdadeiramente, a dor que deveras sente, me aflige o coração e me transporta a outro sentir, aquele que sempre  demonstrei a ti.
 Sempre quis sentir algo assim por uma mulher, mas não sei se ainda me é possível. Já tive muitas mulheres nesta vida, sou daqueles que usam a razão em tudo, sou um expert em jogos amorosos, conheço a artimanha que uma mulher pode usar para nos confundir e os jogos que ela pode fazer para nos machucar.
- Isto tudo é medo de se entregar de vez a um Amor Arthur.
- Hum...
- Você esta achando que é racional quando na verdade é o mais emocional de nós dois? Teme se envolver de vez com uma mulher, pois teme o compromisso sério à dois?
- É já pensei nisto mesmo, este é o ponto.
- Nunca é tarde para mudar meu amigo. Estás se preparando através de tuas experiências para encontrar uma dama que esteja à tua altura para que possas seguir com ela.
- Tomara meu grande, tomara!
- Sim, assim seja!!!
No final da noite, entrando na madrugada colocou a caneta sobre a página quatorze de janeiro da agenda, e plasmou mais uma vez teus sentimentos.
Chamou-se  “Pororoca”
Não sei o que buscas
se só isto mesmo?
Que desperdício teu talento
és o maior que já conheci.

Quero te ver ainda maior
mesmo que use disto para justificar a vontade de te ter ao meu lado sempre
vejo-te perfeita
sem mácula alguma, sem erros, ataduras...

mesmo que saiba que como diz o Sábio “Se não estivéssemos perdidos, estaríamos perdidos”
Sei que o ego é necessário para que haja o triunfo
para que haja o progresso

Assim mesmo quero te ver ao meu lado sempre
sem as correntes que te aprisionam ao mundo maya
nesta vida estrada
que não te permite enxergar o caminho
e me deixa sozinho
por verdadeiramente haver nos encontrado

É o preço que se paga por AMAR de verdade
tudo custa
tem um preço
e uma chaga

Mas fique tranquila
minha Rosa
que os espinhos ficam para mim nesta historia encantada
sou o príncipe que luta pela princesa
na certeza de estar com ela

Mas tenho dúvidas se é isto que ela quer
ou se apenas espera acontecer o impossível
que não ocorrerá,não por ser impraticável e sim por me protegerem
e me  lançarem ao infinito

Quero SER
só isto que quero e me mostram a todo instante
mesmo que esqueça quando vejo um diamante
um elefante branco abençoado
de um sonho hipnótico

um paraíso utópico

com várias musas seminuas aos meu pés
manjares de canapés coloridos e ilusórios
como se deixássemos por um momento de dar importância ao organismo
e comermos só petiscos
por que são mais saborosos

ou mesmo quando deixo de sentir atração
por teu corpo de violão
tão bonita, tão linda, tão divina e tão diab...
nunca vi mais Bela

Nem em capa de revista
ou em qualquer artista
é mesmo só você
que me provoca erupção
Desde dentro, do profundo do meu centro de emoção e de procriação
É que eu te AMO

e te aguardo todavia
até que o fogo coagule novamente por querer manifestar
aí as pedras vão chorar
mas eu te juro ser fiel enquanto me quiseres

aqui findo esta canção, poema ou solidão
chame como quiser
não que eu não de atenção
mas é que temos muito o que fazer...

Quero você em mim
como andrógino Querubim
Eternamente juntos e fortes no conjunto

Alma de minh’alma
sangue puro de meu coração
alegria de meu mundo tão sombrio
mar absoluto de meu rio
Rosa linda minha Mulher amada

que prefere não ser chamada de namorada
as vezes por não querer ir além
ou prefira esperar o momento oportuno
como se não acreditasse em desígnio, rumo.
encontro das ...                
 ÁGUAS.

Apelido carinhoso com que Pistis chamava sua amada. Significa certeza, clareza, confiança, fidúcia.
Faz-se aqui referência a obra polêmica de Goethe “os sofrimentos do jovem Werther”, onde o apaixonado Werther tem na amada tudo que há de mais perfeito neste mundo. E coloca em xeque se é realmente covarde aquele que tem a coragem de cometer suicídio, não podendo estar com o ser amado.
Carl Gustav Jung, maior discípulo e continuador da revolução na psicologia de Freud, atribui a arquétipos do lado feminino da personalidade do homem. Também quer dizer Alma. Alma feminina.

Cap. V – Diamante
Agenda de Pistis; página que continha o seguinte escrito no rodapé: “Comes facundus in via pro vehiculo est”
 
- Começo a compreender o fenômeno do tempo que ocorre comigo e Sophia. Sempre que estamos juntos parecemos invisíveis ante aos demais. Ninguém nos vê, nenhuma pessoa ousa atrapalhar nosso diálogo. Temos uma simetria que comprova que um é do outro.
            Entendemos neste momento que o Amor é quem faz esta proeza metafísica, pois a cumplicidade e transparência com que agimos nas nossas conversas, nos tornam de fato invisíveis ante aos olhares curiosos dos demais.
            Se amarmos verdadeiramente a pessoa, só ela nos completa, pois possui os hormônios que faltam no outro, em plena proporção. Um organismo reestruturado com a força do AMOR, o equilíbrio de opostos.
            A pedra rudimentar fica no interior da terra. Assim como ficamos em off durante nossa existência  a espera da pessoa certa, e se a encontramos reluzimos feito  Diamante.
            Bendita seja a metafísica que nos possibilita vivenciar estes fenômenos tão corriqueiros para quem quer ver. Daí que digo que o invisível só é invisível para quem não pode o ver. E dentro destas reflexões de estar além do plano físico em dados momentos donde tenho a certeza que estes ensinamentos não são para as massas e sim para um povo seleto, físicos seletos, psicanalistas como Jung, camponeses de alma leve e mente tranquila. E assim encontro outra reflexão que meu hóspede (meu Ser, como diria All Halaj), me inspirou há algum tempo. Nesta reflexão  constatei que:
- Ninguém vê o que é, e sim o que necessita ver para que ocorra o que deve ocorrer.
            E aí está o segredo que de fato torna-se mais interessante a vida. Compreendemos as palavras do grande mestre Jesus quando disse “venha a mim as criancinhas, pois a elas pertencem o reino de Deus”. Devemos ser transparentes como uma criança para vivenciarmos a realidade de outros planos. Devemos ser simples como uma gota d'água. Devemos ser como o Diamante precioso que tudo é capaz de riscar, pois nada o vê, e ninguém podem riscá-lo, pois é puro e livre de todas as impurezas.
            Devemos ser puros como o Amor que sinto por Sophia, impossível de se imaginar algo que a tire da posição de Deusa, de minha Mãe Divina em sua representação física.
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Brilho
"A luz que exala me completa o entendimento
Neste momento tão aquém do meramente natural
Perdemos o agente que nos impedia ver
A inocência de saber Ser
Viver o momento que nos brinda o universo
Neste planeta ou qualquer parte do existente
Saímos daqui ir para algum espaço
Onde mesclamos nossa alma e nossos corpos em algo além deste lugar
Os átomos se aceleram em nós dois
Neste momento podemos voar
Sem medo de qualquer rejeição
Não nos veriam por haverem perdido o limiar
Deste aeon com os outros existentes
Nesta vertente que te espero agora em todo o todo
Para subir ao alto no monte Sinai
De lá trazer todos os nossos mandamentos
Jerusalém celestial é nossa meta
A passagem certa a um plano desconhecido
Alegria, alegria, alegria em minha espera de te reencontrar!"
 
Andando de dois, se encurta o caminho.
Cristo sufi. Morreu na data de 27/03/1879 – após ter sido vilmente mutilado com 500 chibatadas, ter tuas benditas mãos e teus sagrados pés decepados, para só no outro dia ser degolado.

 
Cap. VI – Micro-segundos
 
Era uma sexta-feira de templo nublado, onde os trabalhadores fatigados pela semana dura de lida, mas repletos de ânimos pelo final de semana que já começa a mostrar suas asas de liberdade e fulgor. Mesmo que pareça ser tão poucas as horas de descanso que encontram no fim de semana, é de fato algo revigorante para aquelas centenas de pessoas que circulam nas ruas daquela cidade de vinte milhões de habitantes aproximadamente. Pistis está em uma van, faz o translado da cidade onde costuma ficar o maior tempo para aquela gigante, que já se mostrava em todo seu esplendor, ante os teus olhos castanhos claros.
Ele não pensa em nada, mas está atento a toda paisagem que se faz quadro diante de sua vista. Ele estava a caminho da casa de seu compadre. Era o padrinho de casamento de Eduard, e iria ter uma longa viagem dentro da metrópole. Uma vez que iria ter uma maratona pela frente. Metrô baldeação, metrô e caminhada naquela que era uma área perigosa da cidade. Recentemente sofrera ataques de uma facção terrorista formada por rebeldes traficantes que são tão bem armados que necessitaria do exército nas ruas para contê-los.
            A viagem é longa e sem inconvenientes. Estava diante da estação Floriano Peixoto, que curiosamente
tinha sido alvo de atentados, onde os vidros e paredes foram alvejados. Assim que ele saiu da estação onde era notado de uma forma bastante curiosa pelos transeuntes, uma espécie de medo e curiosidade pavorosa, força esta movida de fato por ele estar vestindo uma jaqueta de material sintético, como as dos motoqueiros que comumente vemos nas ruas da cidade.
Pistis não se importa com os olhares temerosos das pessoas, e segue confiante para o destino, casa de teu amigo. Quando então percebe que seria conveniente que levasse algo para que pudessem compartir em uma ceia. Desvia-se passando no mercado Diamante para comprar um vinho. No entanto diante do incômodo que seria chegar assim tão tarde da noite, resolveu comprar dois vinhos.
No caixa novamente olhares estranhos diante de tanta peculiaridade, uma vez que não era normal comprar dois vinhos ainda mais naquele horário da noite. Mas, no entanto, não se importou e foi logo buscando o caminho de teu desiderato.
Estava saindo do mercado quando teu pé esquerdo tropeçou do solo, e teu corpo projetou-se para frente como se interpretara uma queda de dominó. Pistis estava com os dois vinhos nas mãos, estes viriam dar fim àquela visita noturna, não fossem os pensamentos que teve nestes micro segundos.
“Estou caindo, não posso cair ou irei me machucar todo com os cacos de vidro, machucar? Eu vou e morrer se cair assim... faz alguma coisa meu SER! Vou fazer um rolamento...”
Mesmo sendo impossível para a mente humana dar-se conta que toda queda é em câmera lenta e que como quando éramos crianças ao cair de bicicleta a víamos desta maneira, temos que relatar que realmente Pistis pensára tudo isto antes que seu corpo alterara-se àquela queda destruidora, de forma que seu ombro esquerdo jogou-se para o lado direito do corpo enquanto o ombro direito fosse completando o giro, ao se jogar para trás. Teu queixo grudou no peito, aula básica de teus tempos em que fazia judô na academia de jiu-jítsu em que treinava. Assim teu braço esquerdo tocou o chão, enquanto o cotovelo direito bate-se no latão de lixo que estava na calçada causando um forte estrondo.
- PÁÁAAA!!!
            As pessoas saíram dos comércios que haviam ali, do mercado Diamante, de uma padaria e de um bar que ainda continuavam abertos, assustadas com o clima de terrorismo que pairava no ar. Pistis levanta rapidamente ainda segurando as garrafas de vinho tinto seco, e com a maior cara de bêbado, só a cara já que não havia bebido nada naquela hora e tão pouco tivesse esses hábitos.
O sorriso está presente em tua face, ele está seguro que pela primeira vez pôde comprovar a teoria que já tinha desde o tempo de escola quando em queda percebia que era tudo em câmara lenta e que haveria uma forma de mudar o que para muitos já é inevitável. Estava feliz por comprovar que as leis físicas existem para ser transcendido pela máquina mais completa já produzida nesta face da terra, o próprio homem.
O caminho foi rápido, ninguém ousava sequer chegar perto daquela figura estranha, por portar duas garrafas nas mãos, de jaqueta verdes musgo, e calça social preta.
            Ele segue teu rumo, encontra teus compadres. Comeram, degustaram de uma taça de vinho e foram
deitar para enfim descansarem.
            Foi uma noite intensa de sono e logo os raios de sol invadiram o quarto de Pistis para saldá-lo, convidando-o a despertar..
            Pegou a escova de dentes, que sempre andava com ele e estava agora no bolso da jaqueta, e foi fazer teu asseio matutino. Na saída do banheiro, onde também tomou um banho, Pistis escutou o telefone tocar e teu compadre Eduard gritando lá de dentro do quarto onde ainda se encontrava com sua esposa e seus filhos (tinham três):
- Atende ao telefone Petrúcio! (Pistis Petrúcio d’ Paula)
            Pistis sem pestanejar, atente o telefone, que também servia de disc. informações para os cursos de autoconhecimento que ministravam.
- Central de atendimentos da A.D.R.P, em que posso ajudá-lo?
- Alô, gostaria do telefone do Hamilton, coordenador estadual?
            Não é possível! Aquela voz doce do outro lado da linha era dela! Só poderia ser! Pois o suave som de voz penetrou em teu coração acelerando o ritmo dos batimentos cardíacos.
- Sophia?
- Sim quem é?
- Teu desígnio!
- Pistis?
- Incrível como nossos destinos se buscam hein Sophia! Independente de nossos temores. Independente de nosso batalhar.
- O que você ta fazendo aí cara?
- Resolvi vir pra cá ontem, aparentemente do nada, mas agora sei que estou aqui para ter atendido teu telefonema.
- E você sabe o que necessito para fazer uma carta de recomendação! Mudando o clima da conversa rs
- Só com o chefe mesmo mocinha.
- Então me deixe ligar lá Pistis.
- Tudo bem linda, nos falamos ainda?
- Com certeza!
- Então anote ai 3xxx46xx, até logo!
- Obrigado, Até logo!
Quando colocou o telefone no gancho foi surpreendido por Eduard:
- Vamos ali tomar um café que a Karen ta preparando a mesa.
            Tomaram café, comeram do pão caseiro sempre delicioso e degustaram de um bom queijo e goiabada. E ali em meio a uma mordida e outra, Eduard diz a Pistis para acompanhá-lo até a casa de Hamilton. Uma vez que iram reformar a casa para um futuro evento que se avizinha.
Pistis concordou prontamente e após o café e novamente o asseio bucal, foi para a casa do coordenador estadual.
A viagem foi mais uma vez cansativa, já que era em uma outra cidade e necessitava passar novamente por toda a bateria de transportes que já conhecia bem ali na metrópole.
Metrô – metrô – ônibus – ônibus
Ali chegaram às treze horas, e por mais que estivesse cansado, o ânimo contagiante da gigante casa com entrada novelesca, aonde podíamos ver uma estradinha de palmeiras que nos conduzia ao campo de futebol, e a uma área coberta, bem como um gramado para estacionarem carros, recobria Pistis de vontade.
Estavam diante da casa sede do estado, moradia e escritório da empresa de cursos de autoconhecimento. A porta estava aberta e já se podia escutar a voz de Hamilton os convidando para entrar.
Entram e Pistis presta atenção em tudo, lareira rústica, ardósia no piso, sofás, som e outros objetos sem dúvida necessários para o convívio harmonioso entre família.
Subitamente a contemplação é quebrada pelo soar da campainha do telefone e também pelo pedido:
- Pistis atende o telefone...
            Sem demora Pistis atende, novamente é surpreendido.
            - Alô, gostaria de falar com...
            - Que incrível senhorita Sophia, realmente você me persegue!
- Pistis?
- Pois é!
            - O que você faz aí cara? Opa liguei errado? Iria ligar para o Hamilton...
            - E ligou, é que acabei de chegar aqui...
            - Nossa! Que simétrico não?
            - Pois é! A sincronicidade de Carl Gustav Jung é realmente estabelecida diante de nossos encontros.
            - Nossa Pistis! Incrível mesmo. Mas o que faz aí?
            - Iremos reformar aqui para o evento amanhã. Você virá, NÉ?
            - Não sei, acho que é improvável. Tenho que estudar.
            - Que pena Sophia, gostaria que você viesse.
            - Pois é, mas acho que não vou não... Bem, o Hamilton pode atender?
            - Ah sim! Desculpe-me! Já vou chamá-lo. Beijão pra ti e fico no teu aguardo?
            - Beijos. Acho que não irei não, mas vamos ver, a que crer na ultima hora (risos)
            - Tudo bem, já vou chamá-lo. Até amanhã então.
            - Ai ai... Vamos ver então, vamos ver...
Sincronicidade
Independente do que penso
Sinto-te, pois você é o Real em mim
O sincronismo de teu corpo com o meu, teus pôr queres se mesclam as minhas certezas
Teu não e meu sim se tocam e se adoram
Se buscam onde quer que nos encontremos, pois não podem existir separados
A similitude de Yin e Yang com a discordância de conceitos únicos de uma mesma moeda do AMOR
Amores que se buscam pelos contrários que se completam
Conformismo de pensamentos diante de tamanho desiderato
Os teus olhos que iluminam meu mundo inteiro
Tua boca que é a água deste deserto de solidão
Solidão que não existe quando estou junto a ti
Mas não provei de tua água, manancial de vida eterna
E por isto estou aqui
Com minha morte do sertão.
Mas com a certeza de um ressurgimento.
 


 
Cap. VII – Overdose
 
            Pistis acorda e logo Hamilton lhe pede para exercer o labor de pintar a área da churrasqueira, onde também se encontrava a mesa de ping-pong. Logo após cear o leite batido com cacau em pó, comprado em serialista, e de comer alguns pães, ele inicia o labor.
            Lá estava um outro colega do curso, que fazia a arrumação da churrasqueira que já estava sendo acesa para o almoço de logo mais. Após pintar a área, se colocaram a conversar..
- Pistis, estava pensando meu amigo. Não existe limite para exercermos nossa consciência.
- Elucide isto meu amigo. Porque diz isto?
- Bem, é o seguinte, uma vez estava com minha esposa, porém havia coisa que de fato não saía de meu mundo psicológico, e sempre ia ao limite com ela, sexualmente falando. E um dia olhando-a nos olhos disse: - “Meu amor hoje dou minha palavra que não faço mais isto nunca mais contigo. Palavra de homem. Nunca mais”.
E de fato nunca mais se repetiu.
- Isto é motivo de alegria Nors! Como diria o sábio “Há mais festa nos céus por um pecador arrependido do que para um justo que não necessita de arrependimento”
- Ah ta! Mas olhe só, pra ti existe pecado realmente? Pois pra mim não existe. Isto é um dogma, Pistis. Se acreditarmos no pecado, ele nos castiga, pois está dentro de nós e não fora.
- Pois é grande, assim ocorre mesmo neste plano.
- Sim Pistis, se não acreditarmos nisto, nada pode ocorrer a nós.
- Sim Nors, mas como dizem os sábios mestres da humanidade... “neste plano, somente neste plano”, pois de fato pagamos por tudo o que fazemos, e se for conscientemente pior um pouquinho. Pagaremos se não nesta, em outras existências, em outros planos.
- Creio que não meu amigo.
- Meu nobre, a lei deve ser exercida dentro de nós para avançarmos neste caminhar esotérico. (eso = interno, térico = estudo). Um atleta se submete a disciplinas para que seja o melhor, o mais treinado. Devemos fazer o mesmo.
Pois se não ocorre assim, violamos a nossa essência, pois ela é virtude assim como é Don como é LEI. Minerva dentro de nós deve ser levantada.
- Pode ser Pistis, obrigado pelo ensinamento tão profundo.
- Agradeça aos sábios mestres que plasmaram o grande livro apócrifo de PS.
- Tudo bem, mesmo assim obrigado por compartir desta sabedoria.
- Sim, muito obrigado por compartirmos deste diálogo tão profundo.
            Entraram e foram avisar que estava tudo pronto. O relógio já marcava 09:00h daquela manhã linda de domingo.
            Ligaram o som e ficaram ali esperando as pessoas que iriam almoçar e compartir daquela convivência.
            As pessoas foram chegando uma a uma e nada de Sophia aparecer. Os rapazes foram logo formando time e jogando futebol. Pistis também estava jogando e então tua amada chegou.
            Ele fingiu que não viu ninguém, mas logo quando a bola saiu, ele foi até Sophia, lhe dando um beijo no rosto e saudou os amigos dela que compareceram. Logo voltou ao futebol. Fato que a deixou pelo menos intrigada.
            Com o término do jogo no qual perdeu a partida, ele foi ali ver se estava tudo certo no ambiente e se faltava alguma coisa para os convidados. Uma vez que participava da organização.
            Quando começaram a servir as pizzas, ele foi a Sophia e lhe puxou assunto. Ela logo correspondeu e foram dialogando e tomando fila até que Breno, ex namorado de Sophia, entrou no meio da conversa e ficou ali com eles a espera da hora de sentarem para  comerem.
Mais desespero agora para o outro lado, Hamilton logo viu o Breno sobrando ali e lhe convidou a picar cebola para a janta. Ele aceitou, pois achava que faria ali mesmo, mas foi convidado a ir à outra mesa.
Breno olhou para Pistis e Sophia com um olhar tristonho ao que foi recebido com um sorriso de Pistis , o que causou nele medo e agonia.
Conversaram ali e degustaram de vários sabores de pizzas, até que acabou e Breno voltou à mesa com teu prato.
Breno logo disse aos dois:
- Onde tem três, sempre um fica de fora?
Pistis percebeu o constrangimento da pergunta e foi logo respondendo:
- É que as coisas ocorrem como deve ser  Breno. Não acho que um fica de fora, e sim que apenas tomam seus devidos lugares.
E ali ficaram no clima de morte e com um silencio cortante, até que Breno resolve ir pegar mais pizza
Pronto! Era o que queriam.
- Vamos lá pra frente da casa?
- Claro Sophia, só não tinha como lhe falar.
E foram saindo e deixando a figura de Breno com o prato na mão e olhar tristonho pra trás.
Seguiram para a frente da casa pela lateral de fora e ali na frente, Pistis lhe convida a irem a outra lateral, aonde tem um jardim com escultura de uma cabeça no chão. E ali sentaram em bancos de pedra, e foram dialogando:
- Então mocinha, o que me conta de bom?
- Conto que vim.
- Sempre soube que viria e lhe avisei.
Ela ri...
- Por que tem sempre tanta convicção disto?
- Bem, primeiramente porque devemos ser sensatos de que cada dia mais se torna mais interessante nossas conversas, não é verdade?
- Hum... Prossiga.
- Então e sendo assim...
            São surpreendidos por Breno que chega apressado ali e com cara de enfrentamento.
- Atrapalho alguma coisa?
- Claro que não. Atrapalha-te em algo Sophia?
- Não, a mim não.
            Ele se senta entre os dois que estão frente a frente. Logo o silencio cortante volta ao ar, e gela todos os anseios de conversa que tinham, ficando todos calados e trocando olhares.
Pistis inicia um tema de diálogo, mas logo vê que não está falando nada com nada. Sophia, que foi mais radical, se levanta e pede licença. Deixou-os de lado, ali no jardim da cabeça misteriosa.
- É Breno, aqui estamos nós. A trina divina voltou a ser dois e para cumprir com o ordenamento divino, vou permitir que vire um só, o UNO sagrado.
- Sim, verdade.
- Então deixe me ir.
Levantou e saiu deixando Breno com teus pensamentos e reflexões.
            Pistis foi ver o que necessitava ser feito ali e foi se ocupando com o que aparecesse sempre de olho na Sophia. Ele ia se desenvolvendo com o coração que ardia fortemente de fogo, este fogo de amor puríssimo que o consome inteiro.
            O tempo foi passando e as pessoas foram saindo para as suas casas, até que percebeu que o casal de amigos de Sophia estava se despedindo de outras pessoas e viu que este era o momento de agir.
- Já vão embora? Fiquem aí mais um pouco...
- Chegou nossa hora Pistis, está tarde e amanhã trabalhamos.
- Ah sim, entendo.
Pistis deveria fazer alguma coisa e percebendo no olhar de Sophia, ele vai até ela e lhe diz:
- Mocinha, durma aqui. Prometo que não haverá problema algum!
- Pistis, você nem é o dono da casa, não posso não...
- Olha Sophia, o Hamilton já havia falado que não haveria problema nenhum, que poderiam dormir aqui os que assim necessitassem.
- Ah! Não sei não, Pistis! Não sei não!
            A amiga de Sophia se aproxima e vai conversando com ela, ao que Pistis aproveita e procura Hamilton silenciosamente.
- Hamilton, chame a Sophia para dormir aqui meu amigo.
- Claro que pode Pistis! Já tinha dito isto antes para ti.
- Sim Hamilton. Claro! Mas ela está com vergonha. Tenho certeza que se você convidar, ela fica.
- Tudo bem, vamos lá.
- Vai lá só, Hamilton, senão ela vai desconfiar.
- Desconfiar de quê, Pistis? Já não estaria claro que foi um pauzinho que você mexeu? Eheheheh!
- Ok. Vamos lá então.
            E assim seguiram ao encontro de Sophia e teus amigos. Após algumas brincadeiras de Hamilton com os amigos que iam embora, disse diretamente:
- Sophia, fique aí.
- Tudo bem, ficarei então.
            Pistis olha surpreso com a atitude tão espontânea dela, mas ela deve ter percebido os olhos de alegria de Pistis, pois assim que Hamilton saiu, ela foi pegar a mochila dela, que também já estava pronta no carro, e foi até Pistis e disse:
- Olha, estou ficando aqui só porque tenho uma enorme curiosidade em saber quem é o Hamilton. Ele sempre me despertou isto e...
- Tudo bem mocinha, eu entendo, mas o importante mesmo foi que você está aqui e vai dormir aqui. Dê-me licença, pois vou ter que ir ali à distribuidora para comprar bebidas. Hamilton pediu.
Ela fica ali jogando ping pong com Hamilton e outras pessoas que dormiriam ali. Pistis e Jair, coordenador de outra área do estado, saem para comprar bebidas.
Demoram mais do que previsto e logo depois de uma hora e pouco retornam ali. Pistis vai logo pedindo.
- Posso ficar de próximo?
- Claro, entra para o nosso lado aqui. Acredita que a Sophia me tirou da mesa! Haha! (Hamilton)
- Poxa, que bom! Mas vou tirar ela.
            Logo chega a vez de Pistis e Sophia ainda estava firme do outro lado da mesa, tirando todos que ali se apresentavam.
            Ela diz a ele:
- E aí Pistis, pronto pra perder?
              Ele ri e pega a raquete para jogar. A batalha é intensa, mas no fim ele dá um ace e vence o jogo.
- Sophia, tá vendo, no fundo você só buscava um homem que a vencesse.
            Ela o olha com surpresa e levemente lhe dá um sorriso.
            Conversaram e dialogaram todos até que vão resolvendo entrarem para dormir. E todos se vão em sentido à casa.
Ao entrarem lá, Pistis vai até Sophia e lhe diz enquanto a segurava amorosamente pelo braço:
- Vamos continuar lá fora.
- Pistis, não tem nada que eu possa conversar contigo lá, e além do mais todos estão indo dormir. Você saiu e me deixou aqui sozinha... Sabia disto?
Ele a olha nos olhos profundamente e com voz suave lhe diz:
- Mocinha, me dê um minuto, se você não gostar pode voltar.  Apenas um minuto.
            Ela sorri e seus olhos brilham feito estrela.
- Vamos lá então.
Assim segura à mão de Pistis e sai rumo ao forno de pizza que ainda continham brasas. Sentam em cadeiras em frente ao forno de forma que ela coloca suas pernas entre as pernas de Pistis e lhe segura às mãos.
Era uma noite fria, e nada mais romântica que ficar ali à beira do forno.
Eles novamente conversaram poucos assuntos, mas dentro da mesma vibração que sempre experimentam juntos quando se encontram.
O assunto foi breve, poderíamos resumir em poucas frases, mas o tempo deles era realmente outro, e a veracidade ficava cada vez mais notória...
- Pistis, já é quase seis horas!
- Nossa mocinha! Já esta na hora de entrar, que pena!
- Sim, vamos entrar.
            Entraram e dormiram um pouco, pois às oito horas já estavam de pé tomando café com os outros.
Ela olha para ele e o cumprimenta. Ele a cumprimenta e lhe diz:
- Desculpe Sophia, mas estou com overdose de tanta elucubração mental.
Ela o olha estranhamente, mas ele estava mesmo, com uma dose muito grande de amor intenso, e aquilo ele percebeu que não poderia ser toda hora ou ele acabaria que explodiria. Uma vez que não se beijaram, só ficaram conversando este tempo todo. Sophia senta a mesa e ele sai dali rumo à sala.
- Pistis, onde ficaram aí fora, fazendo sabe lá Deus o que por toda a madrugada? Onde vocês estavam? Pergunta Amélia, esposa de Hamilton.
- Olha, se te disser que estávamos ali de frente ao forno?...
- Mentira! Eu fui lá fora ver e não achei ninguém.
- Olha Amélia, posso te jurar que só ficamos ali e que conversamos o tempo todo. Tivemos tudo de mais íntimo e lindo que já vi na vida, mas não tivemos o contato amoroso que pensam, sequer de um beijo.
- Ah tá? Para com isto! Pra cima de mim?
- Estou te falando amiga, não tenho motivos para mentir pra ti.
- Mas nem um beijo?
- Olha, juro pra ti, parecia-me ser desnecessário para aquele instante tão sublime. Não sentia necessidade, talvez por um medo de perder aquele momento tão puro e de festa para nossas almas.
- Nossa! Espero que esteja falando a verdade. Mas é difícil de acreditar...
            Ele lhe dá um sorriso e sai. Deixando-a ali com teus pensamentos.
            Neste mesmo dia ele levou Sophia ao ponto de ônibus e se despediram de forma que ele deixasse claro que a veria novamente. Ela estava assustada, mas concordou com aquilo. Creio que esperava um beijo dele, mas ele estava com o pensamento claro que poderia atrapalhar o momento intenso que vivia.
            Assim ele a vê partindo e logo procura teu ponto de ônibus para seguir viagem.  Desta vez para o interior do estado.
           
 
 
Estático
 Estou à espera de teus lábios
Não sei da hora não sei do momento exato de nossa união física
Nem me perco muito nisto meu amor
Namoro-te a cada inalação
Em todas as rosas que me mostram tua forma
A cada pássaro que voando me indicam teu desprendimento a este mundo vão
Desde o primeiro encontro de nossos olhos
Quando nossas almas ficaram seladas e nossos corpos estáticos
Quero que saibas do quanto te necessito aqui dentro
Me mantém acesa a chama da luta e da vitória
Não posso perder esta batalha
Sei que logo estaremos de mãos dadas
Para o exulto e a glória
A vitória e a conquista
Mas agora passo por algo novo dentro
Impossibilidade de beijar-te a boca
Entendo que não é o cardinal neste romance
Donde o físico se perde em meio a consubstanciação de nossas virtudes
O melhor de Pistis para o melhor de Sophia
O pior de Pillo deve ser exterminado e o pior de Sophia.., não tem pior de Sophia, tudo é belo
Neste organismo sincrônico com o espírito
Nesta vida tão envolta de Vayu!
 




Evangelho apócrifo de Pistis Sophia, retirado dos quatro evangelhos convencionais no concílio de Nicéia, presidido pelo imperador Constantino, que relatam ensinamentos do Cristo Jesus pós ressurreição.
Referencia ao elemento AR, segundo a literatura esotérica Tatwa deste elemento.
 
 
Cap. VIII – Madre
 
Após outra maratona de transportes e também de passar quase todo o dia e a tarde na estrada, ele enfim chega à casa de seus amigos. Após tomar um banho, jantar e conversar com as pessoas, ele vai ao quarto de Gabriela que já sabia de todo o seu interesse pela mulher que lhe roubou o coração. Após ela perguntar se ele a viu, ele conta toda sua experiência do dia anterior e daquele dia com ela.
Mas Gabriela, menina de suas dezesseis primaveras, rosto belo e corpo que com mais duas ou três primaveras me renderiam olhares de admiração, mas devido ao respeito de tio que me fiz por ser muito amigo de sua mãe Maria; Gabriela queria saber mais. Como é a menina que conhecia de vista, e que nunca pôde conversar com ela.
- Mas me diga como é ela Pistis?
- Explicar pra ti como é Sophia, seria como tentar aclarar a origem de todo universo.  Não tenho um conceito, ela simplesmente é e por isto não tenho como dizer mais nada. Posso, no entanto comentar sobre meu sentimento por esta figura tão mágica que fez de minha existência algo com sentido, me mostrando que tenho um caminho a trilhar. Para os religiosos que procuram tanto a porta, lembremos das antigas catedrais cristãs que nos convida a entrar em um útero com suas portas no formato do mesmo.
Não necessito viver mais para saber que é meu grande motivo de estar aqui neste mundo e que todas as minhas aventuras amorosas não passaram de meros sonhos ilusórios movidos por uma chama de pouco combustível, uma paixão que por mais bela que seja não é espontânea, não flui...
Com o estar diante dela já nutre meus estímulos, me deixa em um estado de admiração plena e diante disto sou criança. Acredito nos meus próprios sonhos de ascendente em peixes. Não vejo obstáculo algum para os problemas que surgem, caso este que devemos analisar bem. A mente de fato dita o curso de nossa vida. Se estiver muito ocupada com preocupações, medos e fobias será o terreno para estes males. Mas Sophia me tira disto, já pedi ajuda à minha bendita mãe para chegar ao coração dela, mas acho que é na mente que estou preso, no coração já estou.
- Pistis, larga de ser cabeça dura! Lute por ela então, não permita que continue sendo torturado assim por sua covardia.
- Meu deus, como pode ser cego ao ponto de me julgar covarde se é tão sabia ao me dar indicação do que devo fazer? Não vê que não posso errar diante da maior relíquia que me chegou aos olhos? Se for afoito demais, posso derrubar e danar esta preciosidade.
- Será que sou cega mesmo Pistis? Ou você que não percebe que os obstáculos são de tua própria natureza? Que quanto mais busca mais se afasta, e que quanto mais pensa, mais se perde em teus próprios abismos de temor?
- Obrigado minha amiga, de fato tenho material para refletir por muito tempo, ou melhor, até que se dissolva e brote o entendimento.
- Olha Pistis, obrigado por aceitar minhas palavras, as pronuncio com muita atenção, pois não quero que deixe ir esta grande oportunidade. Sinto tua angústia e me importo com vocês, nada pode atrapalhar esta historia. Quero muito te ver com a Sophia. Ela é tão linda, tão fofa, ai...
- Sim Gabrielinha, sei que são sinceras e de muito valor tuas recomendações e mesmo sendo tão púbere, expressa a Mãe Divina em tuas palavras e atenção. O que seria do homem não fossem as mães que lhe aparecem no caminho, com cuidados, dicas, senhas?... Comovo-me em lágrimas quando vejo que nada fiz para ter a dona de meu amor nos meus braços, que ao contrário, parece que a afastei de mim com minhas travas, que parecem ser tão reais que nem sei o que é real neste momento.
Agradeço do fundo do meu coração menininha! Sua ajuda neste momento é crucial para que possa visualizar de fora o cenário de amor que vivo com Fiúza. Entendo que teus nobres conselhos soaram como a parábola do monge que estava meditando há vários meses até que o mestre veio e lhe disse para parar um pouco. Ele relutou e disse que não poderia, pois estava por alcançar a iluminação. O mestre mirou-o nos olhos e com infinita compaixão lhe disse “Não meu querido discípulo, você já passou dela, ela quem te espera parar para alcançá-lo.
- Nossa! Que legal esta história! Você me conta outra?
- Claro minha linda! Esta aqui me faz lembrar a Sophia como você mesma diz. Conta-se que em um mosteiro existia um aspirante a monge que se apaixonou por uma aspirante a monja e escreveu a mais bela carta poética que o mundo já viu.
- Que lindo!
- Me deixa terminar primeiro Gaby! Então, ele a enfiou debaixo da porta do quarto da menina. Ela não viu quem foi, mas no outro dia no horário de reunião, quando o mestre sempre pergunta se alguém quer falar alguma coisa, ela levantou e abrindo os braços disse “Se me ama verdadeiramente vem aqui e me dê um abraço!”
- Nossa! Pistis, e ele o que fez? Levantou-se?
- Olha, poderia dizer que sim para que você ficasse feliz, mas na verdade o conto diz que não, que ficou envergonhado e de cabeça baixa para não ser percebido por ela.
- Que triste, seu chato!
- Olha Gaby, mas não vou ter este final na minha historia, pode ficar tranquila!
- Claro né! Mas me deu uma pena do monginho...
- Não liga não, vamos dormir que já está tarde e amanhã tenho que te levar para escola que tua mamãe me pediu.
- Oba, que legal! Boa noite Pistis!
- Boa noite monjinha, durma em paz e com os anjos!
Ela era filha de Maria, missionária do autoconhecimento,Mãe guerreira, tipicamente marciana até com um corte da cabeça de fora a fora;A jovem filha possuía terna idade.
            Estavam em uma das cidades da área de Pistis,ele vai ao computador e começa a redigir mais uma fotografia de seu coração. Quando estava ali compenetrado em seu labor, Tatiana, outra colega que ali morava de corpo exuberante e um fogo que transbordava todas as tuas belas formas, aparece atrás dele. Ela vestia uma camisola de cetim, suas pernas morenas e bem torneadas estão à mostra desde um palmo e meio da cintura. Mas não são as pernas que ela usa para trazer Pistis a este mundo real e palpável, são os seios firmes e em um tamanho que nem era grande nem pequeno, de bicos maravilhosos, empinados que convidavam qualquer um a saboreá-los. Ela os esfrega nas costas de Pistis levemente em movimentos laterais.
Pistis sente o poderio do ataque de Tatiana. Aquela doce menina só quer que ele acorde do sonho utópico que se encontra, largue de tanta teoria e fique com uma mulher de verdade. Mas a verdade de Pistis é outra, ele sabe da realidade que Sophia tem para ele e jura que nunca esteve diante de tamanha veracidade na vida.  Sem temor de ferir a suscetibilidade de ninguém, ele diz para a linda mulher que está colada em suas costas:
- O que fazes aí? Não percebe que meu coração tem dona e que amo a Sophia?
Ela se assusta, recolhe o par de seios à camisola e retomando a postura, com muita maestria lhe responde:
- Você quem sabe Pistis! Para mim isto tudo é uma perca de tempo.
- Pode ser Tatiana, mas sinto que não, logo não posso trair meu coração.
- Tudo bem Pistis, então me vou. Tenha uma ótima noite meu lindo!
- Ótima noite linda! Saiba que posso me arrepender deste momento por minha eternidade. Mas espero ir até o fim e comprovar por mim mesmo se é que realmente ouço meu coração.
Pistis desliga o computador, estende teu coxão, prepara tua cama,  apaga a luz, se põe a refletir em súplica filosófica:
Oh Mãe adorável, madre de meu reino, dona de meu melhor
Como pode se expressar em tantas formas, com tantos corpos, vários nomes?
Se uma menina pode me dar tanto ensinamento, mesmo que da pureza e do imaculado corpo que lhe serve de veículo, como podes me ensinar sobre a sapiência de uma mulher, mais vivida, não menos doce?
Com vivência do pecado e a florescência da virtude
Com a inocência da virtude e a expressão da castidade
 Não tem filhas preferidas minha mãe
Está em todas as mulheres deste mundo
Ajuda-me a chegar a minha resposta, pois nada sou diante de um espelho teu
De uma expressão tua
Não acho merecedor de dispensar qualquer que seja tua filha, mas procuro escutar o meu sentir.
É tudo o que tenho minha mãe
Tudo o que me resta neste universo de possibilidades
O melhor de mim ou a razão lógica de minha Irmã
Meu melhor não seria apenas algo que deve morrer para que o real sobrevenha?
Responde minhas súplicas minha mãe e ajuda-me encontrar o sentido real de minha existência.
Que seja forte para vencer os obstáculos que me mantém distante de minha certeza.
Para que possa viver em teu amor!
Espera!
Voe e volte quando achar necessário
Quando o aprendizado for feito
Quando teu corpo buscar o meu através da necessidade da junção de nossas almas.
Perdoa minha infantilidade de não saber como agir diante de tua presença
De teus olhos que me miram desde dentro
É que sei da importância de não deixar você se afastar de vez de meu coração de meus olhares que aspiram sempre o infinito
Espero por você algum dia, em alguma época mais propícia no nosso momento.
Vou entregar todo amor que tenho a teus cuidados, não tenho dúvidas disto.
Se não for nesta vida será na próxima e se não for à próxima será no fim de todo o todo. Se é que tem realmente um fim...
Fundir-nos-emos e disto não tenho dúvidas.
És imprescindível para minha sobrevivência neste orbe.
Meu tudo, alimento do corpo e da ALMA.
Amo a tua presença onde quer que seja que ela se encontre
Em qualquer cancha deste ilimitado.
 




Conto de sabedoria chinesa.

Cap.IX – Castidade
            Algo muito sucinto e peculiar é todo o concernente a castidade; sucinto devido a que é algo que todos pensam saber do que se trata e peculiar porque não é bem assim como se dizem; a verdade em torno disto.
            Uma vez ouvimos que o termo católico Vem da palavra em que se originou o termo que seria a autentica palavra castólica, de fato jamais me preocupei em demasia com isto então não averigüei de fato se esta informação seria verdadeira. O fato é que o cristianismo prega de fato a castidade, mas confundem o tema devido a que fazem a troca da letra morta pela letra viva, ou seja, acreditam que o homem casto é o abstinente e afirmamos aqui que o homem casto pode ter esposa, e este sim seria o grande casto.
            Na raiz do cristianismo, após inquisição, vemos a existência do povo Cátaro, que significa “puro”.
            E isto condiz mais com o capítulo e com a aclaração que daremos em torno disto.
            Puro seriam em todos os sentidos da existência física, plano de ações, pensamentos e sentimentos.
            Imaginem o quão seria bom se víssemos homens que não olham a mulher como um objeto, o veículo do prazer sexual. O homem deveria se converter de fato em uma criatura casta, pura, e olhar as mulheres como a criança o faz. Repleto de inocência e pureza.
            Lembro-me bem que na infância tomávamos banho com nossa prima de consideração, uma bela libriana de arquétipo carinhoso e feminino que afirmávamos ser nossa namorada desde aquela época.
            O fato é que jamais a vimos com olhos de luxuria ou desejo carnal e isto manteve algo puro até nossa adolescência quando por motivos financeiros deixamos de nos ver.
            Que bom seria se os seres humanos fossem transparentes ao ponto de conversarem uns com os outros sem malicia ou sentimento de carência amorosa. Seriamos de fato mais felizes e teríamos amigos do sexo oposto.
            A castidade consiste em nos vermos a maior expressão do ato sexual, sem maldades e sem mácula como nos dizem as sagradas escrituras.
            Deveríamos ver o sexo como algo importantíssimo para nosso Ascenso espiritual. Por mais que achem improváveis estas informações, convidamos todos para uma reflexão: Não seriam estes momentos os que estamos mais carregados de energia e magnetismo transcendente, onde podemos sentir os átomos de nosso corpo em movimento e se bem os canalizarmos, seremos capazes de produzir verdadeiros milagres em nossa vida?          
            Ser casto seria ser transparente para com os demais e sobre tudo para com a pessoa que ama, sem utilizar a mente no campo amoroso sexual, como diria meu estimado papai “Estas coisas prefiro fazer que olhar, do que pensar à respeito”.
            Os benefícios que estão ao alcance de nossas mãos com esta conduta são de fato tão transcendentais que sobrepujam os pensamentos que por ventura tenhamos a respeito disto quer sejais por dogmas, aceitação ou medo de pensar diferente.
            Bendito seja o elemento fogo dentro e fora de nos. Dentro, pois é o que une dois corpos com a possibilidade de usufruírem o que chamamos de Amor, e fora por se tratar de um elemento que não pode ser profanado com poluição como são os demais três elementos comumente conhecidos da natureza.
Através da vida vemos que quando o casal vai se afinando em caricias e contatos amorosos o corpo esquenta e isto seria o resultado do fogo dentro de nos. Sabendo utilizar deste elemento sem a mácula ou desperdício deste que é a maior arma que temos para nosso triunfo e sucesso perante nossa escalada rumo aos céus. Convém salientar que estes seriam os estados de consciência que podemos alcançar.
Como estes sentimentos de amor podem suportar a qualquer tentação, qualquer caricia de belas serpentes ou desejos impudicos.
Findamos este capitulo com um conselho de um sábio poeta que dizia: “Se soubessem o que perdem, ao invés de irem sorrindo iriam chorando” e este falava do ato sem amor e sem ciência, fato este que convidamos os senhores a refletirem pois não podemos profanar esta sabedoria aqui neste livro.
Quem fracassa neste intento perde também sua moral, sua vitória e sua envergadura espiritual.
Imaginem usufruírem da maravilhosa química amorosa sem que tenha mácula; estarem com a virilidade a toda prova e saírem vitoriosos do ato sem que tenham chegado a se saciarem por um desejo imposto pela falsa cultura desta época degenerada e caduca que só buscam aplaudirem os feitos da ciência oficial, mesmo que logo reprovem ou a substituam por outra teoria não menos tonta.
Pistis sabia disto e por isto se mantinha puro e procurava ser também aquele que fazia bom uso desta energia magnífica de que fomos dotados todos.
Por varias vezes estando diante de senhoritas carentes que viam nele homem de seriedade e fidelidade, procuravam estreitar laços amorosos com o mesmo a fim de terem um bom marido ou noivo, mas o coração dele estava fechado para outras oportunidades e se mantinha fiel a mulher que não estava com ele. Terna senhorita Sophia.
O que não podemos omitir aqui neste projeto livresco é que nem só de satwicos vive o homem e por vezes Pistis deu uma atenção diferenciada a uma ou outra senhorita que lhe chamasse atenção por ser bela. Mas jamais ele pensou em trocar a Sophia por qualquer uma delas.
Uma coisa e estar com quem te completa outra com quem te satisfaça o ego.
Uma nos conduzira ao contato com nossa melhor parte em um matrimonio perfeito e a outra ao castelo de ilusões e desilusões que de fato ocorre porque quem perde seu fogo perde também a capacidade de acalentar o coração alheio.
O ato sexual de amor se da olhando nos olhos do ser amado, adorando-o e contemplando-o no mais abrasador que se puder fazê-lo; quanto que o sexo simples e sujo se da de forma ególatra, onde procuramos mostrar o nosso poderio, submeter a pessoa a nossa vontade egoísta e podre, e comumente não se faz olhando nos olhos nem acariciando o rosto.
Todavia o amor não é para qualquer um, este seria um privilégio do casal que se ame profundamente, homem e mulher ligada em um só coração e uma só vontade.
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Fogo liquido
Que não perca sequer uma gota de meu precioso fogo liquido
Este mesmo que é fração do que se tem no interior do planeta
Este que se mal canalizado causa mortes, queimadas e atentados ao homem
Ajuda-me Pai
A não mais seguir com este intuito degenerado que aplaudimos de pé por desconhecermos o real motivo da chave do triunfo que carregamos dentro e que é tão desconhecida pela humanidade atual
Sejamos amorosos
Tenhamos sempre o fogo à nossa esposa
Que jamais neguemos atenção a nossa bendita mulher, pois somente alguém bendita seria capaz de acompanhar um homem em sua via crucis
Em sua mania de ser grande
Não custa nada tentar e muito se ganha em conseguir
Sejamos puros ao ponto de ajudarmos uma moça sem olharmos as suas formas
Sem desejarmos nossas irmãs
Mas jamais caiamos no atropelo da abstinência
Este caminho jamais foi o do sucesso, Deus não quer que soframos, quer somente que sejamos dignos e que vejamos as pessoas do sexo oposto com pureza e transparência
Bendito seja o fogo
Este mesmo que queima e que pode nos curar de toda dor...

Cap. X – Ambiguidades
            Aquele dia parecia revés demais para qualquer anseio de natureza amorosa. Pistis estava contemplativo e nada lhe escapava ao olhar. Mirava os passarinhos que cantavam e brincavam na praça, e os pássaro vigias, que do alto da árvore pareciam vigiar o território para que seus colegas pudessem distrair alegremente sem serem apanhados por um gato ou cachorro.
            Assim passou toda a manhã na praça, degustando de um ar frio e aprazível de uma paisagem que lembrava um formoso quadro de Claude Monet.
            A tarde não fora nada dedicada à natureza, uma vez que estava ocupado em estudar para aulas que daria na semana. Trancado dentro de uma sala, se sustava com os estudos. E já no cair da noite as coisas começavam a indicar para que fosse dali para uma viagem rápida.
            Fazia semanas que Pistis não via tua adorada, ele estava novamente na casa de Baby. Todos se mantinham firmes com o propósito de irem à comunidade, aquela mesma donde Pistis conheceu Sophia, uma vez que estavam todos entusiasmados para irem ali participar de um encontro estadual. Pistis, no entanto, estava com o propósito de não ir, pois achariam que ele estava indo atrás dela, fato este que foi comprovado através da proibição de Hamilton de que ele pudesse ir lá. Foi a única pessoa a sofrer esta recriminação, todos os outros foram convidados a irem. Sophia havia se mudado para a comunidade e logo iriam iniciar a construção das obras desta.
            - Vamos logo Pistis, você vai gostar de ir, vamos será legal, todos estão lá...
            - Agradeço Tatiana, mas não vou mesmo, estou com o propósito de não ir pra lá.
            - Mas como pode Pistis, você quem nos impulsionou a irmos todos. E você sabe disto.
            - Olha minha digníssima, não vou mesmo, sinto que não devo ir atrás dela, sinto isto, me desculpe, vão vocês.
            Nisto entra Claudio na cozinha e diz a eles:
            - Vamos embora pessoal, já estou aí com o carro preparado para irmos. Vamos, vamos...
            - Ele não vai mais Cláudio, acredita?
            - Por que rapaz? Sem você não terá graça alguma. Vamos logo, deixa de besteiras.
            - Vamos logo Pistis, será animado contigo lá. Disse Igor ex-aluno de Tatiana e atual namorado dela.
            - Rapaz não me faça explicar algo que não seria capaz de aclarar, vão vocês.
            Conversaram de outros assuntos e as pessoas já procuravam fazer outras atividades quando Tatiana entra com cara de espanto da cozinha, e procura Pistis com o olhar, surpreendendo-o ao segurar teus braços e dizer:
            - É rapaz, você não existe não, não existe mesmo.
            Tem visitas para você lá fora.
            Ele nem pensa e vai logo ver do que se trata o espanto dela, e para a alegria de teu maior sentimento, ele depara com Sophia. Linda e espontânea como sempre, com um sorriso de parar o trânsito da mente de Pistis, e a certeza que de fato ele fez uma ótima escolha em deixar de viajar. E ao lado dela estava Nivaldo. A alegria foi maior ainda, ele estava de fato muito feliz com aquela perfeição do quebra-cabeça da vida.
            Ele sem graça com aquilo tudo, diz a eles:
            - Olá Nivaldo, e você mocinha o que faz aqui?
            Ele responde ao olá e ela sorri com o encanto de sempre, e indo à tua direção diz de forma intrigante:
            - Pistis, se você não vem a mim, vou sempre a ti!
            Ele estava feliz demais, não era possível que ela disse estas palavras! De fato ela foi atrás dele. Meu Deus! Agora estou a um passo de estar com ela para a culminação de tanto sentimento.
            - Olha só, que felicidade Sophia! Estavam todos discutindo agora o porque não queria ir a comunidade. O carro esta aí parado na porta, e desisti de ir.
            - Como lhe disse, se você não vem a mim, vou até você.
            Ela avançou suas mãos e com os dedos foi tocando os dedos dele, para enfim segurá-los firme com as mãos. Novamente estavam eles de mãos dadas, e isto mais parecia como o Sol é para o dia, inquestionavelmente óbvio e indispensável. Quando estavam de mãos dadas, pareciam estarem na forma que jamais deveriam ter largado. Completos e repletos de um magnetismo tamanho que os conduziam  aos caminhos do amor mais puro.
            Não daria para ninguém compartir daquele momento. A cumplicidade deles era tão grande que já se confundia com egoísmo e todos se afastavam repelidos pela aura que envolvia o casal. Ela o conduziu para a borda do jardim situado na garagem interna, na entrada da casa. E todos foram para dentro. Estavam novamente a sós e em mais uma viagem tetradimensional.
            Conversaram por tempo considerável até que Sophia diz que deveriam conviver um pouco com os demais, ao que Pistis concordou e foram ao encontro de seus colegas.
            Cearam e conversaram a respeito das obras que estavam por se iniciar e da necessidade de irem para lá para ajudarem neste propósito tão importante e tamanha relevância para a humanidade como um todo, uma vez que construiriam um hospital de auxílio para todos que ali chegassem.
            Os minutos foram se passando até que Nivaldo avisa da necessidade de irem embora, já que estava de moto e teria que regressar a tua casa que ficava em outra cidade.
            Despediram de todos e Pistis logo percebendo a importância de ter um contato a mais com sua fiúza, pediu-lhe o telefone de tua mãe e perguntou a    que horas poderia ligar. E assim foram.
Neste momento Pistis já colocou a primeira dúvida, será que ela gosta de mim e veio aqui para me ver ou apenas veio visitar o instituto e disse aquilo para me provocar?
Ele anota o telefone dela, se despedem e logo todos voltam aos seus lugares da casa, os moradores e hóspedes, claro, vão procurar se recolherem.
Tatiana conversa com ele sobre o acontecido ali naquela noite, e ele diz que realmente foi incrível tudo aquilo. Que estava perplexo com tudo o que ocorrera ali e que de fato a amava muito. Que foram prestímanos aqueles instantes.
Quando foi deitar, pensou em tudo o que ocorrera naquele dia, no porque que ela estava realmente ali.
Será que ela gosta realmente de mim, ou seria apenas um jogo, assim como quando ela disse que se eu não vou a ela, sempre virá a mim, e depois revelou que foi à cidade, pois a mãe dela mora aqui?
Pronto, a dúvida voltou a rondar aquela estrutura que parecia inabalável. Queira, oh Deus, que não seja o terreno propício a manifestação do orgulho novamente. Maldito orgulho que sempre faz com que eu tema a negação desta bendita mulher, o tão normal sentido feminino de dizer não quando quer dizer sim.
Que me seja possível ser forte todo instante meu Pai, que eu não deixe que o desígnio me escorregue pelas mãos. Perder esta mulher seria a morte de todos os anseios espirituais de minha Alma e o aterramento de todas as esperanças de minhas possibilidades humanas.
Sinto na minha carne o gelo de minha derrota mesmo que pareça tão certo a reciprocidade de Sophia. Às vezes porque me lembro da frase de um nobre amigo de estudos profundos, um professor de alto escalão, Vitor, que disse certa vez “Quem teme perder já perdeu, só não chegou a hora exata”. Mas não posso acreditar nisto e já vejo o caminho glorioso que trilharemos juntos nesta vida. Um encontro que fará tremer as bases deste afligido planeta, por ser de caráter profundamente revolucionário, uma vez que acredito que a maior revolução se dê pela força deste sentimento tão imperativo para o triunfo.
Abençoe meu SER, sinto que é uma prova esta dúvida que vivo, possibilite que seja capaz de honrá-lo no mais alto. Pela vitória de nosso intento.
E assim se entregou para mais uma noite de descanso.
No outro dia, logo cedo, ligou para Sophia convidando-a a ir até a casa de Mary para que pudessem conversar melhor. Ela prontamente aceitou o convite.
No horário combinado ela chega e sua mãe a deixa na porta, e Pistis ficou perplexo ante a beleza de tua mãe. Parecia demais a própria filha, um pouco mais mulher com seus trinta e tantos anos e cabelos igualmente belos e lisos, rosto arredondado e olhar de labuta constante. E nem foi até ela para saldá-la. Fato este cobrado por Sophia depois, achando estranha a atitude dele não indo cumprimentar aquela a quem jurava querer como sogra.
            Ela vestia jeans e um tênis Nike que de longe não parecia ser dela, a calça estava apertada, e a roupa não estava combinando muito. Fato que nem de longe mudava o que Pistis sentia por ela.
            Ela chegou conversando sobre uma irmã que chegava a chorar quando alguém usava suas roupas. E que aquela calça era dela assim como o tênis.
            Depois iniciaram um diálogo mais apurado:
            - Então mocinha o que contas de interessante?
            - Nada, além disto, que já contei, e você o que me diz?
            - Que tens uma habilidade tremenda em se evadir da responsabilidade do diálogo.
            - É que assim não me comprometo, caso chegue a um terreno perigoso. (Risos).
            - Sabe que só pode chegar onde queremos finalmente.
            Ela ri, entendeu muito bem o que quis dizer Pistis.
 
            - Pistis, vamos ficar aqui parados?
            - Nossa! Você realmente me deixa surpreso a cada dia. Vamos tomar sorvete?
            - Não precisa não.
            - Perguntei se quer tomar sorvete, não se precisa dele.
            - Verdade. Então vamos.
            Foram comprar um sorvete e saíram tomando rumo à praça que ele estava logo cedo. Ali chegou também o Cláudio, estava a espera da aula que teria logo mais.
            Assim dialogaram sobre o motivo de estarem ali, e Pistis finalmente diz a Sophia, assim que Claudio sai:
            - Então Sophia, você sabe que gosto muito de ti?
            - Cara, muitas pessoas já me disseram isto, e me juraram AMOR também, me dedicaram belas poesias, mas no fim tudo passou como o vento que agora passa por nós.
            - Mas Sophia, você sabe que é verdade o que sinto.
            - Acho que pode ser, assim como pode não ser. Mas não te preocupe logo o tempo dirá.
            Ele fica ali mirando ela, e muda a direção da vista, torna a olhá-la e assim passam-se os minutos.
            Ela não se altera, teus olhos sempre brilhantes estão ali a iluminá-lo.
            Está desconcentrado, nada sabe se tomou um fora, ou se era para agir, teme ser indelicado com ela e somente por conta disto não lhe rouba um beijo. Não poderia perder o maior AMOR de tua vida por correr na frente dos bois.
            Assim volta com mais oscilação ainda, não sabe se sim ou não, se quer ou não quer namorar ele.
            Seu peito está doendo, diante daquilo não sabe como agir, fica ali parado até que a convida a irem para a aula que daria a todos.
            Após a aula, ela liga para a mãe que a busca ali, ele se despede carinhosamente, com um beijo no rosto e um forte abraço. Ela o olha de forma estranha, poderia estar querendo algo a mais. Ou apenas contentada com o desfecho do dia.
Dúbio
Como posso perder-me em meio aos mais óbvios nãos
Sei da natureza de teu sim, e da vontade de saber se meu amor é verdadeiro
Como agir diante deste jogo ambíguo
Sem me identificar com o paralelismo de idéias
Coração versus razão
Uma vida a se perder
Ou a vitoria será certa
E não deixarei minha descoberta se evadir
Sumir
Desaparecer neste plano de conflitos
Enfim quero estar integro com minha certeza
Destreza que meu pai confiou a mim
Não deixar que os por queres de minha amada me confundam
Ou se afundam na dúvida cruel que me corre a alma
Qual a natureza de meu Amor?
Se fosse realmente infinito não me perderia com tantas questões
Razões que me dilaceram a firme idéia de ser são
Que nada influem na verdade de meus sentires
A amo no maior que posso amar
Mesmo sendo uma criança diante de uma mulher
Que sabe bem o que quer
Mas possui uma mente que insiste em se manifestar
Nada sei
Apenas necessito de imprescindíveis mudanças.

Cap.XI – Etapas
Pistis estava em teus compadres, na metrópole. Já tinham dias que ele estava ali, participaram de uma reunião de diretores regionais, na qual ele atua como um deles. Agora estava ali ajudando na divulgação que faziam em outro bairro próximo, a cerca de vinte quilômetros dali.
Pistis queria partir naquele dia. Era mais uma noite de aulas normais nos grupos dali, mas não via um pretexto de estar presente, uma vez que em tua paragem corriqueira, deveriam estar precisando de tua presença.
O Amor está presente nele, mas já não sabe o que fazer para reconquistar os eflúvios de alegria que germinavam de tua alma. Tudo parecia incompleto; a mulher almejada, um sonho distante, a presença tão perto, próximo ao ponto de se tornar distante pelas incidências perceptíveis por ele no interior da criatura almejada.
Por que será que de teu organismo brotara algo tão intenso por aquela silhueta humana? Que deveria ter os defeitos incontidos em sua natureza, assim como a de qualquer mulher que já se enamorou anteriormente? Talvez com um diferencial que me cala os ânimos perturbadores com os quais me lanço a divagar neste momento; Já ocupa um espaço imensurável dentro de teu Ser!
E assim Pistis se encontrava bastante reflexivo diante de tantos acontecimentos notáveis dento de tuas percepções.
Os minutos já não passavam e a dor do presente mostrava claramente que Einstein foi exato ao principiar-se na teoria da relatividade. Ali os minutos eram eternos, e cada movimento por insignificante que pareça do relógio de tua mente, era como queimaduras no corpo daquele que já estava morrendo de tanto AMOR dentro de si.
Foram para a casa de Eduard e de lá Pistis queria ir embora daquela cidade para que pudesse cumprir com teus desideratos ao longo da jornada que lhe correspondia.
Já não estava aguentando mais tanto batalhar de idas e vindas com a adorada, queria que tudo se resolvesse e parece que não mais acreditava na necessidade de tantos pedregulhos neste caminho rumo ao reencontro dessas almas que já se adoram desde antes que ele mesmo pudesse imaginar.
Só pensava em como o mundo gira ao redor de cada pessoa que há nele, e também de como é dura esta razão de saber quem lhe corresponde sendo tão débil ao ponto de perecer diante dela por falta de maturidade psicológica e emocional. E por que não dizer maturidade!
A luta de Pistis estava se tornando cada vez mais intensa e árdua, e cada dia significava uma dor maior dentro de teu mundo orgânico, que desde o primeiro dia em que encontrou com a amada, não o deixava mais seguir adiante se ela não estava perto, ao teu lado, no mesmo prisma de vida.
Entretanto sua mente não era tão estável naquele momento e mesmo sendo tão senhor de saber qual o seu melhor caminho, estava totalmente impreciso diante da possibilidade de estar com aquela a quem teu íntimo reconhecera tão parte dele como a própria criatura (Pistis).
Estava levando uma vida bem diferente da que levara anteriormente, estava seguro de suas possibilidades, estava tendo claridade onírica ao ponto de sempre sonhar com os fatos que lhe ocorreriam posteriormente. Mas diante disto tudo, um pensamento não achava inconvenientes em assaltar-lhe hora após hora:
- Minha Gnosisé verdadeira?
Esta era a dúvida cruel que lhe assaltava toda noite, ele estava dentro de uma pureza que jamais tivera antes, estava nobre, não se deixava ir com o sorriso ou com as pernas de nenhuma donzela, por belas que fossem, estava sempre seguro em teu propósito de ser fiel à mulher que amava. E aquilo tinha que ter um fim rápido, estava perdendo toda a base que tinha diante daquele sentimento sem tamanho que lhe invadiu o coração. Era um sentir intenso como que o ar que o afogado busca desesperadamente para salvar sua vida, como o copo de água no deserto que todos devem andar pensando por ali. Amor seria tão cruel a este ponto de deixar a mulher amada tão distante do que Ama, ou isto seria mais uma paixão Goethica que sempre busca a mulher impossível, pois assim os sonhos não são saciados e sempre encontra com o travesseiro no cair das noites e se entrega em lágrimas o sono e em feridas teus sofrimentos...
Realmente ele não sabia do alvará de tudo aquilo e se soubesse quiçá nos aclarasse logo o concluo deste romance.
E já estavam ali na casa de Eduard. Pistis arrumava tuas coisas e brincava com os menininhos que já estavam ali alegrando o tio, que fazia de bom animador de festas e tirava os truques debaixo da manga literalmente.
Tudo estava pronto para que ele partisse, mas o intimaram a ir no outro dia somente, pois ali poderiam conversar sobre os problemas encontrados nas áreas de atuação deles e assim lograrem um maior entendimento do todo estadual.
Eram como que 15 horas e o telefone toca e novamente quem vai atender era o mesmo atendente que o fizera nos capítulos anteriores.
- Instituto venha desenvolver o ritmo de tua particularidade, boa tarde!
- Boa tarde, será que eu poderia falar com o Pistis?
- Claro, sou eu...
- Sim, tudo bem cara?
- Melhor agora Sophia e você?
- Tudo sempre bem. Quer me ver?
- Claro, onde e que horas?
- Aonde quiser.
- Bem, o que fará hoje à noite?
- Vou para o grupo do centro e você?
- Agora pra lá claro.
- E nos encontramos às dezessete horas então na estação B...
- Tudo bem. Ótimo!
Ele desliga o telefone e vai até Eduard buscá-lo para solucionar questões referentes aquele estado novo de consciência que acabara de passar.
Conta-lhe tudo e Eduard alegra-se diante das novas de Pistis.
- Mas você tem dinheiro?
- Tenho nada Eduard, este é o motivo de eu estar aqui agora no teu quarto.
- Háha! Ta certo rapaz, e de quanto você necessita para pegar a Tortinha?
- Acho que... Dá amanhã te pago sem falta, pego lá no banco.
- Sei não hein Pistis, necessito disto para comprar as coisas de minhas crianças...
- Por favor, sabe que te pago!
- Claro que sei, fique tranquilo, tome aqui.
E foi logo enfiando as mãos no bolso de trás e pegando a nota que Pistis lhe pediu na carteira preta de couro. E ainda deu dois vales de metrô.
- Para que passe tudo bem contigo quero até ver hein Pistis, essa eu quero ver.
- Valeu meu amigo, sempre pode contar comigo.
Assim vai tomar banho feliz da vida e se lava com um cuidado que não lembra a última vez que teve, parece até que ela beijaria a sola de teus pés, pois até ali ele esfregou com a bucha natural que havia no banheiro.
Quando saiu, Eduard lhe disse:
- Experimente esta roupa aqui!
E tacou-lhe uma camiseta da TNG linda e preta, de malha sintética, que lhe serviu como luva.
- Nossa!  Ficou ótimo amigo!
- Pois é, meu cunhado quem me deu, mas ele esquece que sou gordo, aí sobrou pra ti um presente.
- Muito obrigado Frater!
- Que isso rapaz! Estamos juntos nesta jornada tem tempo. Agora está preparado para teu encontro de núpcias! Hahaha!
- Assim seja meu caro, assim seja...
- Assim seja!
E assim saiu de casa direto ao metrô e vestia também uma calça preta e um sapato de igual cor.
A viagem nunca pareceu tão longa. Nada lhe chamava atenção a não ser a criança que se sorria no banco da frente.
Enfim chegou na estação marcada, agora não tinha como correr, pensava em chegar e já dar-lhe um beijo culminando com tudo até ali.
Caminhou até a catraca onde marcou anteriormente com Sophia.
Lá estava ela, linda e bela como a deusa mais linda destes tempos modernos.
Ela estava de blusa bege e permanecia baliza como orquídea. Encantando teus olhos com tanto brilho e esplendor.
Ela o vê e dá um sorriso sem graça.
Ele vai até o seu encontro e lhe abraça fortemente enquanto de seus lábios só saem às seguintes palavras:
- Muito bom, mocinha, quanto tempo!
Percebendo a intenção pura porem ousada de Pistis, ela lhe diz cortando-o totalmente em seus impulsos:
- Devagar cara, vai devagar.
- Tudo bem, me desculpe Sophia.
- Tudo bem.
- Olha temos que ir por aqui, o metrô sai de baixo vamos?
Foram pelo metrô. Pistis parecia não entender nada daquelas vicissitudes, mas estava tranquilo, pois acabara de chegar.
Pararam no centro, mas não na estação mais próxima ao metro que costumavam parar para ir ao centro e ele disse:
-E agora mocinha, onde vamos?
- Vamos passar ali onde costumava ir, muito lindo o centro de cultura daqui.
E assim seguiram ao local indicado por ela. Pistis estava diante um local rústico e de aparência teatral com bancos de madeira e salões amplos com cartazes e exposições culturais de diversas índoles.
Ela sugestionou que sentassem em um banquinho dentre os outros bancos que havia ali.
Ele buscou com uma rápida mirada em volta, e viu que era o único banco que estava vazio, uma vez que os outros estavam com casais de namorados. Seria um sinal? Ele acreditou que sim, quando sentou ele elevou tua mão direita buscando acariciar o rosto de Pieta. Mas para teu choque ela se travou toda e exalando uma repulsa enorme. Só lhe disse:
- Não Pistis, não faça isto...
- Porque Sophia, não gosta de carinho?
- Não gosto!
- Nunca vi quem não gostasse de carinho!
- O teu Pistis. Não quero o teu carinho... Não podemos queimar etapas
- Como é que disse? (alterando o ânimo totalmente)
- É que dona E... Disse que não podemos queimar etapas na vida...
- E quem é ela por acaso, senão mais um irmã deste caminhar nosso?
- Pergunto-te quando fez teu curso de I...? Estava preparada?
- Rapaz, eu nem fiz o curso foi uma necessidade do momento
- Ah ta! E o de Instrutores nacionais?
- Nossa! Pra falar a verdade nem fui preparada a fazê-lo, uma vez que nem roupa levou para isto. Daí, fiz o curso inteiro com as roupas dos meninos (Referia aos amigos e ao ex namorado)
- Que bom não, e deu certo? (Lançando a ela um olhar intimidador de lógica e certeza)
Ela abre os olhos e quando falaria algo ele a diz:
- Vamo-nos daqui, já se aproxima o horário de atividade.
- Sim claro...
E saíram em silêncio a não ser por ela estar tremendo de frio e Pistis lhe oferece tua blusa de frio que levava nos ombros.
- Claro que aceito, estou com frio.
- Mas mal colocou e já tirou
Pistis percebeu a atitude dela e lhe disse:
- O que foi? Porque não vai usá-la?
- Nossa sou a rainha do cheiro, esta blusa esta com um odor de blusa guardada em armário.
- Sim, verdadeiramente estava mesmo. Pegou-a novamente a colocou sobre os ombros.
Seguiram calados até ao portal e ali foram cumprimentando as pessoas que ali estavam.
Logo perceberam que não teria atividade e Sophia foi até Pistis e lhe convidou a ir tomar um açaí:
- Vamos ali tomar um açaí agora?
- Não quero não, pode ir.
- Pistis, estou te chamando para ir comigo!
- Sophia, estou lhe dizendo que não vou, vá sozinha.
Virou-se e continuou a conversar com um amigo do grupo que em seguida já lhe convidou:
- Vamos ali tomar um açaí?
- Claro, vamos sim.
E saíram buscando a lanchonete no final do quarteirão da frente.
Sophia estava perplexa com aquela atitude e saiu logo atrás acompanhando eles como que arrependida por ter dito algo incoerente anteriormente ou apenas por estar assustada com aquela diferença comportamental do que dizia amá-la com todo ânimo do mundo.
Etapas, este era o eco dentro da cabeça de Pistis e repetidamente o acompanhava por toda a rua até irem tomar o açaí e comerem alguma coisa.
Degustou de uma ótima nobre fruta do norte preparada com guaraná e granola ao que era sempre observado pela inusitada amada que sem dizer nada somente o mirava da outra mesa.
Acabado a forte delícia da noite, despediu-se de todos e foi até Sophia e lhe disse enquanto lhe dava um forte abraço e um beijo no rosto:
- Tudo de bom para ti mocinha, até mais!
Ela o abraça forte querendo explicações do que estava se passando entre eles, mas faltaram palavras para expor algo mais ali, naquela ocasião bizarra.
Um olhar foi à despedida deles, o coração de Pistis estava horrendamente acelerado e arrependido de tudo o que tinha feito, da forma que agiu mesmo sabendo que teu coração amou e ama aquela mulher da forma mais intensa que já amou alguém nesta vida, acreditava-se ate que em todas as vidas, embora não tenha consciência delas.
Foi uma despedida despovoada, não estavam ali se distanciando corporalmente e se unindo cada vez mais em lembranças e afeto doente que os lançava ao chão. Como podiam fazer isto com a pessoa amada, como este sentimento orgulhoso e de auto piedade podia se infiltrar ali, “Entre a fumaça do incenso se esconde o delito”
Abriu tua estimada agenda e pegando tua caneta nanquim preta, ele leu a mensagem chinesa que havia ali que dizia "Ser pedra é fácil, o difícil é ser vidraça". Inspirou-se com aquele contextotão interessante que parecia ler tuas emoções desordenadas naquele momento e escreveu algo tentando exprimir o que tinha dentro para ver se depois ele mesmo o entendia.
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Indecisão
Sentir?
Amor verdadeiro?
Ou seriam Dúvidas e imprecisões
O que existe de verdade aqui entre nós?
 Omundo inteiro cada vez mais parece que é feito por etapas de quem não sabe para onde ir
Porque devo esperar para estar ao lado de minha maior certeza deste mundo?
Não entendo o motivo desta demora penosa que me toca suportar.
Sei que hoje estou mal e amanhã plenamente vivo novamente. 
Não posso agir assim, é algo contra minha vontade humana.
Mas alem de minha vontade tem a debilidade que vai contra este sentimento
Até quando permanecerei com ele, sendo o grande obstáculo de meus ideais amorosos?
Diante o amor de minha vida estou com as mãos atadas e a espera de um milagre por não agir
     Duro muito duro esta razão sem razão
          Este voto que fere a ALMA
                     Deleta o Espírito!
FIM?




 
Palavra de origem  Grega que significa conhecimento.
Apelido carinhoso com que chamava Sophia para Pistis. Dado na verdade por Hamilton como brincadeira por ela ter cicatriz  na  boca.
Frase da literatura gnóstica do V.M.S.A.W.

Cap. XII – Onírico
            O que são os sonhos será apenas representação mental ou como diria meu primeiro sogro “São expressões máximas de um desejo”. Gostei desta forma simples e exata de indicar o que é um sonho, ou nossa vivência no mundo onírico quando descansamos no leito e perdemos ou não a consciência. Neste caso falava dos meros espelhos inconscientes de nosso dia a dia e nossas emoções desvairadas que persistem em nos acompanhar até que despertemos para a realidade naquele mundo.
             O que em verdade me intriga a curiosidade que range os ossos é o fato de tantas escolas esotéricas ou teorias de ciência, filosofia, religião de artes ou de qualquer estudo psicológico ou de qualquer índole que afirma a possibilidade de usarmos conscientemente nosso corpo astral, nosso espírito ou qualquer que seja o nome deste veículo que todas as noites se translada ao mundo dos sonhos.
            A grande questão me motivou refletir neste questionamento são justamente os sonhos que cada dia se tornam mais claros para mim desde que cheguei neste estado, esta nova etapa de vida que tenho tido tão intensa nas horas de descanso do corpo físico.
            Que estranho que não tenho dúvida alguma que ali estava recebendo ajuda divina, ou seja, que seja de seres superiores ou de forças ocultas à minha natureza, mas que de fato não conheço nem um pouco de onde vem ou sendo mais claro, o que move estas energias conscientes a me arrebatarem conscientemente neste plano, pois ali converso todas as noites com minha amada Sophia, mulher de meus sonhos ou maiores desejos de ter perto de mim ou em mim mesmo, como já está desde que percebi que era ela a força que me movia inteiro nestes impulsos rumo à verdade que encontrei de fato em teus olhos.
            Não sei esclarecer o que ocorre comigo quando estou entregue ao descanso do dia, quando fecho meus olhos e procuro desligar-me deste mundo em que vivemos. O fato me diz que verdadeiramente anotar os sonhos tem uma grande importância em nossas vidas, pois nos mostram assim como qualquer símbolo, número, cores, gestos, animais, entre outras tantas coisas desta índole que nos mostram hoje o que devemos fazer, mas que amanhã podem nos mostrar apenas que não devemos nos preocupar tanto com isto e apenas viver sabendo diferenciar é claro, o que é um sonho e uma experiência consciente no mundo da quinta dimensão da natureza. Acredito que chega um período em nossa vida que eles vêm nos mostrar algo que verdadeiramente devemos concordar para que saiamos melhor de nossas dificuldades da vida ou não entrar nelas pelo menos.
            Devemos ser bem explicativos aqui para denotar com maior exatidão do que estamos falando neste momento de análise.
            Se pegarmos o dia de hoje, sonhamos com uma pessoa que nos dizia, cheio de ódio, absurdos que feriam nossa integridade. Sabemos que esta pessoa está justamente na chácara onde a Sophia se encontra morando. Uma vez que ela também se colocou a ajudar aqueles homens e mulheres a erguerem a construção que iriam fazer e que não contratariam mão de obra de fora do grupo, pois mal havia dinheiro para este feito se cristalizar.
             O fato foi que diante desta oportunidade de ir ali firmar o compromisso que fez justamente com o cicerone que o buscou na rodoviária quando chegou à cidade ali do estado, e mais dois amigos bem como suas esposas e mais um amigo solteiro que também estava presente na ocasião. Vi-me na obrigação de levar um presente para o firme amigo que vi me insultando em sonho, e que percebi que pode ocorrer com um alto grau de chance devido ao ímpeto de nós dois.
            Como fui a um churrasco beneficente organizado pela parte de caridades da instituição e ali pude receber de presente uma bela camiseta com a logomarca da instituição que organizara o evento. Decidi que de fato a levaria como presente para aquele personagem tão notável que anteriormente já foi vítima de minha própria baba difamatório e/ou brincadeiras exageradas que o levou a um alto estado de ira.
            O interessante foi que ali encontrei uma menina linda que de verdade me tocou os estímulos sexuais ou emocionais e que de fato estava muito interessada em minha triste pessoa. Elis era o nome dela, linda morena de corpo exuberante e bem disposto em um metro e sessenta e poucos de altura, cabelos negros lisos e uma carinha de anjo bom. Mas com um leve tom de pimenta forte.
            Percebendo aquele interesse dela, fui carinhoso e respeitador com ela, ao ponto de ir até lá fora acompanhando ela e suas amigas para que fossem embora.
            Elis esperou por um beijo, logicamente, mas nada disto ocorreu pois de fato sabia que meu coração é inteiro da Sophia onde quer que ela se encontre está com ela e para deixar de estar é necessário muito esforço de ambas as partes.
            Estando ali e assistindo a um show de cantor e músico amigo do organizador, tive a oportunidade de conversar com a mulher do responsável pela obra que deveria ser construída e ela novamente lembrou-me do compromisso assumido diante de Deus e de todos os presentes. “Vamos construir o M.L”.
            O incrível foi que antes dela dizer isto, a lembrei que na última reunião estadual com todos os membros mais antigos e preparados intelectualmente e institucionalmente, onde o diretor geral, o senhor Hamilton disse em alto tom que todos estavam convidados a concorrerem na construção do referido centro que estava sendo construído em uma área rural, e que não receberiam faltas por isto. No entanto havia uma observação, pois a minha pessoa estava plenamente proibido de ir até aquela construção.
            Mas as palavras e a memória de Rosana foram de fato muito intensas para ele, e não teve dúvidas em se propor a arrumar uma forma de ir para lá e continuar realizando o teu labor de estar tomando conta da área do interior daquele gigante estado.
            Pronto, ele já estava decidido, fato este que ficou comprovado ali, quando disse a Rosana e a Jairo para que levassem a mala de roupas que levou até ali para justamente ir com eles para a chácara. E deixando um recado direto e fixando os olhos de Rosana:
- Custe o que custe, estarei lá para a construção.
Deram as mãos e se foram, deixando ele mais disposto a ir ate lá para iniciar a construção com todos aqueles que ali estavam e ficar até a culminação de toda a obra.
Pronto, ele ali estava agora necessitava de um plano terrível para que pudesse convencer Hamilton da necessidade dele estar ali na chácara e ajudar no que podia.
Tudo parecia concernir para dar errado, a não ser a máxima que escutei há anos de um nobre amigo que dizia mais ou menos o seguinte: “Terríveis forças que se levantam, dos dois lados”. Sendo assim a filosofia dele de vida e existência, iria contra estes empecilhos custe o que custe.
E assim teve uma idéia terrivelmente macabra ou necessária, pois além do bem e do mal está à consciência e como é para a livre expressão dela não encontrou maiores inconvenientes em colocar em ação meus planos “sujos”, para alguns olhares mais sistemáticos.
Finda o evento e novamente se coloca à disposição de ir para a residência atual onde estava habitando oficialmente, uma vez que ficava tão fora quanto dentro da cidade na qual foi designado a morar.
As coisas parecem de fato serem interessantes, uma vez que chegou no mesmo dia e após dois ou três dias recebeu um email de Elis dizendo que foi embora para G... Onde ficaria até resolver suas questões familiares para depois ir para a casa de sua avó. Disse-lhe que talvez não voltasse, querendo focar com ela naquela cidade distante da Bahia.
Tudo parecia estranho, naquele momento pensou em colocar meus planos terríveis e incompreensíveis em ação e assim resolver seu impasse de estar de vez na chácara para participar da construção.
Mas como os nativos da sexta casa são sempre curiosos e desconfiados no último grau, escolheu chamar Tatiana para que visse algo que futuramente poderia ser usado contra ele.
- Tatiana, venha aqui! Necessito lhe mostrar algo, mas não pergunte nada só escute tudo bem?
- Tudo bem Pistis, mas não posso perguntar nada mesmo? Porque isto?
- Olhe, quero que você venha aqui no quarto e olhe na parede direita de quem entra, e observe um escrito que fiz ali.
- Sim, estou vendo, parece dizer “aqui deixo registrado que tenho consciência do que estou fazendo e mesmo que as pessoas me julguem mal, cumprirei com meu grande objetivo”
- Isto mesmo?
- Sim, depois você vai entender.
- Conte ai Pistis o que está tramando hein?
- Fique tranquila Tati, tudo ocorrerá da melhor forma possível e no tempo certo.
- Hi! Vi que deve ter problemas no meio... Espero que saiba do que está fazendo!
- Claro! Muito obrigado por tua preocupação, me é sempre útil e agradável escutá-las.
Assim findaram aquele breve diálogo e partiram rumo ao interessante fato de fazer algo referente ao jardim da frente que de fato necessita de bons cuidados e doses de tratos profundos.
O mais interessante foi o email que em seguida passou para Elis, com um tom bem romântico e sonhador dizendo a ela não deixar o instituto da cidade de seus pais, pois ali necessitava dela, e tua força é  muito especial e verdadeira para todas. Não poderia ser falso consigo mesmo nem com vocês e aqui deixamos expresso que em verdade dedicou uma frase que continha o seguinte texto: “Obrigado por deixar-me impregnado pelos aromas de rosas exalados por tua existência”.
Aquilo foi realmente ferino e ela ficou totalmente entregue às palavras amorosas e românticas que na verdade eram fundamentadas na vontade de poder ir ao compromisso antes assumido ali, na primeira semana quando chegou. Fato que não demonstraremos aqui por achar importante apenas o principal dos acontecimentos e deixando os detalhes para as conversas e análises aos mais interessados que vierem perguntar depois da leitura ou ficarão simplesmente do esquecimento de todos e principalmente no dele.
Seria notavelmente uma morte relativa do melhor que trazemos dentro, pois é notória a significância que a nobre princesa Sophia trouxe para ele. Aumentando a ânsia e vontade de viver com bem mais motivos de fazê-lo.
 
Quando o dia chegar
 
No momento certo estarei com minha mão sobre a tua
Respirarei tua alegria e degustarei de teu sorriso.
No instante oportuno será minha companheira
Mesmo que não saiba do instante e me atrapalhe com a espera
 
Sinto e isto está definido em algum lugar
Basta hora chegar
Estarei de braços abertos à tua espera
E com os pés prontos para prosseguir nossa jornada.




Dados encontrados nas tradições ocultistas e gnósticas ao longo dos tempos.


Cap. XIII - Dogma.
Em um dia qualquer refletindo na existência dolorida deste amor, aparentemente incompreensível Pistis  filosofa nos pôqueres da vida: 
            Estudando a Doutrina Druida, algo o chamou muita atenção e realmente não poderia ficar de fora destes textos.
            Afirmavam que não se podia escrever seus mistérios, devido à finalidade de não ser escrito. Pois o que se é escrito vira um Dogma. Claro e obviamente não podemos negar isto uma vez que a GNOSIS, TAO o ZEN são a mais pura manifestação da liberdade e da consciência e não regras e leis, muitas vezes fanáticas, que buscando a luz difundem as trevas do raciocínio que acabam gerando a inquisição.
            O que está escrito tornar-se-á um dogma indiscutivelmente e vai gerar frases como "é que em tal livro diz que", “fulano disse tal tal" e o que era um conceito agora tornou-se uma regra inquebrantável e intocável.
            A verdade não se pode colocar em uma garrafa porque ela é a mais pura expressão da consciência e do livre expressar.
            Disse um grande mestre da humanidade “Não podemos nos prender em fatores fixos” e assim temos que viver sempre, o que nos serve hoje, amanhã talvez não nos sirva mais, seriam como malas que carregamos e que ao longo do caminho vamos deixando para facilitar nossa caminhada.
            Existem coisas que ocorreram e que gostaríamos de deixar marcado aqui nestes escritos porque de fato sabemos do mal que causaram à senhorita Sophia ou à triste pessoa do Pistis, e chamo todos elas de mentiras.
            Ficamos sabendo que a senhorita Sophia comprou um lote na comunidade que estávam trabalhando, todos os voluntários para a construção daquele templo de cura, e ao conversar com ela, perguntou se comprou um também por lá. Respondeu  sim, fato este que foi desmentido, pois Sophia perguntou ou tocou no assunto com o diretor da comunidade porque de fato a única pessoa que sabia disto era seu grande amigo Arthur, por ter sido ele mesmo quem disse que se a namorasse, ele daria um de seus lotes lá; tinha dois até o momento.
            Pistis disse a Sophia que estava pagando, mas faltava prestações, pois a cada dia pensava estar mais próximos dela neste intento cósmico!
            Sabemos e como sabemos que uma mentira causa muito mal às senhoritas e o que mais se importam em um homem é a moral que este tenha.
            Tiveram outras coisas aqui também que gostaríamos de deixar à mostra aos leitores caso existam.  Ressalto um pequeno diálogo que tiveram na comunidade quando brincavam de jogo da verdade com a senhorita Sophia, Arthur e mais uns quatro rapazes. Já na primeira vez que giraram o objeto ficou demonstrado que a pergunta deveria ser feita por Sophia a Pistis. Sem medo da resposta ela logo pergunta ao rapaz – “quem é a pessoa mais importante de tua vida?”
            Ele respondeu diretamente que era ela mesma a pessoa mais importante de sua vida. De fato queríamos que ela soubesse, e sentimos que com Pistis e Sophia teriam tudo o que necessitam para chegar aos céus da total consciência.
            Lembramos ao dizer a frase a Sophia sobre uma parábola Budista onde um rapaz jovem, monge passou um bilhete por de baixo da porta da monja dizendo que a amava mais que tudo etc. A monja no outro dia em plena reunião com o instrutor do monastério pediu a palavra, ficou de pé, de frente aos garotos e abriu os braços e disse-lhes: - se me ama verdadeiramente venha aqui e me dê um abraço. Ele não foi e ela soube que ele não a amava mesmo.
            Podemos dizer aqui partes tensas deste diálogo como a parte que a Sophia pergunta a Arthur qual a maior loucura que ele já fez sexualmente, ele respondeu e depois caiu novamente para ela perguntar à Arthur e ela pergunta se ele sentia atração por ela ao que ele respondeu sim.
            Como se já não bastava no decorrer do jogo, ela faz mais um pergunta ao meu amigo, pergunta se ele queria beijar ela agora, ele disse que sim, me deixando totalmente sem graça.
            No outro dia Pistis sai cedo para ir comprar algumas coisas na cidade vizinha daquela chácara, e na volta já marcavam 14 horas, todos já haviam almoçado. Então quando chegou teve uma surpresa com relação a Sophia que lhe ofereceu esquentar o almoço. Agradeceu e comeu calado enquanto ela o observava até que chegando perto disse: - ontem foi tudo mentira Pistis, não ligue não.
            Diante das palavras de Sophia ficou a dúvida e certo desconforto; foi suprido com a chegada do encarregado pela construção que ali os saudou e disse que a Sophia parecia com a Rayssa que tinham os mesmo óculos e o mesmo arquétipo, daí Pistis disse em voz alta e provocativa: - Não, não! Raissa é bem mais bonita!
            Mentira que sentia isto. Foi uma forma orgulhosa de descontar nela a provocação no jogo da verdade. O orgulho é o inimigo dos grandes encontros amorosos. Sophia sempre dizia “Cara, você tem que por a cara no chão” e realmente sempre esteve certa, mas o orgulho de Pistis que estava mais para Pillo (pequeno) o deixava sempre irrisório, inútil, infame...
            Algo ocorreu e não poderíamos jamais apartar de constatar aqui, longe da natureza corajosa de Pistis nos primeiros capítulos do livro, temos a natureza débil que insistia em conviver no mesmo veículo que ele. E se hoje não esta com Sophia é culpa verdadeiramente de sua natureza orgulhosa e medrosa. Todavia espero que ele acabe com isto dentro, mas não seria justo que o destino fechasse os olhos diante destas travas e o desse a rosa mais bela, mais tudo.
            Não foi o cavalheiro mais simpático nem o príncipe convicto. Tinha a convicção, mas não pôde exprimi-la mediante ao não da Mulher de sua obra.
            Não tinha como discutir o motivo por não saber plasmar o que sentia, sentia enfim.
            Algo chamou atenção e foi uma namorada que Pistis teve logo após o romance platônico com Sophia, que foi a Raissa. Justamente Raissa disse-lhe o seguinte com menos de um mês de namoro: - Quem é aquela menina, que estava contigo tal dia, e que vestia um vestido rosa? Porque ao olhar vocês, parecia que eram tão um dono do outro como se fossem uma só pessoa enfim...
            Após ela me revelar isto, não pôde esconder quem era e falou tudo, ao que conduziu ao término de um namoro bom, forte e filosófico, mas não atemporal e como água para chocolate... “ambas te levaram a lugares diferentes”, aí está o principal.
            O fato foi que diante disto tudo, nos lembramos de contar aqui neste momento, que antes de iniciar o namoro com Raissa tomou três foras (nãos) de Sophia, ao que decidiu que então não poderia ir mais atrás dela. Esqueceu de não me prender a fatores fixos porque ao amor devemos dar consciência e não prisão de idéias.
            Antes de saírem da chácara, Sophia o acompanhou até ao ponto de ônibus e foram também algumas outras pessoas. Estavam acabados, desiludidos e também com falta de esperança daquele relacionamento...
            Pistis ligou para seus pais e falou com eles e depois outro de seus amigos se dirigiram ao mesmo orelhão. Aproveitou o momento e se colocou diante de Sophia e lhe dirigiu uma filosofia:
            - O êxodo ou a humanidade?
            Sophia riu levemente e teus olhos brilharam mais que tudo e ela sorrindo lhe disse:
 - qual a tua escolha ?
Daí disse a ela que a sua era a humanidade, e Sophia acabaram dizendo o mesmo e sorrindo também.
            Seguiu para a capital e de lá se encontraram com  novamente em uma ocasião de reunião para a elite do grupo. E ali na reunião viu que ela se aproximou sorrindo ao o ver e não desgrudava os olhos de teus cabelos que foram cortados, e como teve trabalho para cortá-los porque havia ido à três cabeleireiros e eles estavam fechados; Ou não nos podiam atender.
Ela o viu de cabelo cortado oniricamente e sabia disto e daí está o motivo dela o mirar nos cabelos, talvez por uma vaga lembrança de teus encontros astrais, que tanto dizia a ela que existiam... O grande problema aqui foi o orgulho infame que virou as costas à Sophia e cumprimentou a duas amigas que faziam parte das localidades que tomava conta no momento.
            Só existiu um problema grave aí, tirando o fato de dar as costas a Sophia, foi cumprimentar com carinho estas duas amigas, senhoritas, que eram a esposa de Arthur e Raissa, para o ciúme de Sophia ficar maior ainda, caso tivesse isto mesmo...
            Ai, como seria melhor se neste momento abrisse os braços e tivesse dito: “Oi meu amor, quanta falta sinto de ti Sophia”. Isto deveria ter feito, assim deveria ter agido.
            E logo, o dia final disto tudo veremos nos próximos capítulos onde entenderão o motivo deste livro e onde chegaremos com esta história!
DOGMA
Tudo é mal quando se prende, ata, limita
Nada tem de livre se aprisiona, impõe e exige
Tudo é dogma quando não se reflete, filosofa, aprende
Extraiamos a luz do fogo e o fogo dos eventos
Eventos que existem para vivermos seja de uma perspectiva desde fora, observando ou de vivendo, chorando pagando...
No fim, somente no fim saberemos quem fez algo por aqui.

Cap XIV – Cataclismo
Era um dia de domingo 03 de setembro do presente ano. Pistis conversava com Ivo, então novo namorado de Tatiana. E Ivo pergunta:
- Oh rapaz! Vamos hoje a um show que terá aqui na praça, de um grande expoente  da MPB nacional e que mora fora do país?
- Vamos sim amigo! Ainda mais que hoje é meu aniversário, então tenho que comemorar de alguma forma ...
- Poxa, Pistis! Verdade? Parabéns amigos! Vamos que vamos e acho que vamos só porque o pessoal aqui saiu né?
- Sim, vamos quem estamos então.
- Então vamos.
- De onde vim?
- Pistis, lógico que você veio da união do phalo e do  útero, espermatozóide e óvulo...
- Não pergunto o meio que utilizaram para plasmar minha pessoa aqui neste plano tridimensional... De onde venho?
- Rapaz, você anda muito complicado. Não sei te responder não...
- Tudo bem, afinal esta resposta só poderia ser dada dentro de mim. Obrigado mesmo assim Ivo e desculpa por minhas viagens. Vamo-nos?
- Ok, tudo bem. Vamos lá então.
Seguiram caminhando ate a praça onde teria o Show do João Gilberto feminino, a... Passos.
No caminho cortaram vários atalhos e por fim passaram por um barzinho, estilo bastante familiar e ali pediram uma cerveja para saciar a sede que estava grande.
Ao estarem degustando de uma gelada bebida egípcia eles foram surpreendidos com um senhor que passava e oferecia carne a todos e também lhes ofereceram. Aceitaram logicamente e o feito se repetiu várias vezes até que Pistis pediu para saber quem estava dando aquilo, e foi apontando o benfeitor. Foram até lá e agradeceram àquele homem levemente rechonchudo e bem acompanhado que disseram ser um político da região e antigo morador daquela localidade.
Seguiram ao show e ali degustaram de um espetáculo de músicas populares brasileiras, e também de belezas diversas nas senhoritas que ali transitavam. Pistis procurava a figura de Sophia, uma vez que sua mãe morava ali na cidade.
Procurou em vão, então não restou outra senão apreciar aquele momento distinto a que foram presenteados.
O dia acabou logo. Retornaram para a casa, que também era a sede do grupo de autoconhecimento que participavam. Logo depois Ivo se foi para a casa de sua mãe.
Domingo chegou. Era dia de festividade filosófica e teriam uma importante reunião para participarem e Pistis sem falta já saiu logo cedo rumo à metrópole donde esperava encontrar sua amada mocinha.
O interessante foi que foram para uma conferência do diretor nacional das aulas. Ali o diretor da comunidade estava muito desconfiado de Pistis, pois Hamilton disse que ele estava lá para investigar o diretor, que acabara de receber uma admoestação por um fato ocorrido ali durante a construção.
Pistis estava atento e percebeu a entrada de Sophia no auditório e foi logo cumprimentá-la:
- Oi mocinha, tudo bem?
- Oi Pistis! Poxa, que bom encontrar você aqui!
- Pois é não poderia faltar NE?
- Claro! me diga algo, você estava La mesmo só para espionagem?
- Sim claro, sou um homem de confiança do Hamilton. Desculpe mocinha, mas terei que ir ali agora. Beijão!
- Tudo bem, nos falamos depois.
E assim saíram e tomaram postos para a conferência que por sinal era de cuidados com o corpo físico, para um bom equilíbrio dos pensamentos e do corpo em geral.
Com o término da conferência foram todos para a casa de Hamilton e ali degustaram de diálogos e entretenimento.
Pistis estava ansiosa como criança em dia de Natal, e aguardava com o peito e o coração aberto a chegada de Sophia.
Ali mediante a correria e ajudas para o bom desenvolvimento daquela atividade, o coração de Pistis acelera ao máximo porque sentiu a presença de Sophia e ao buscar com os olhos lá estava ela, bela, simples, e notável como uma delicada rosa do campo, e era ainda de cor branca. Guardava todos teus segredos ao merecedor de tamanha dita...
Por mais que Pistis amasse Sophia, já não aguentava viver em meio esta novela, talvez por tua própria imaturidade e desconhecimento do grande mistério que é o Amor entre dois seres.
Ali, mais cedo Hamilton conversava com Pistis e o palestrante da conferência pouco antes, e ali em meio ao diálogo Pistis dizia que iria para a cidade tal namorar a Raissa, iniciar o namoro com ela, porque estava cansado de esperar por Sophia. Então Hamilton disse isto ao palestrante e ele riu cinicamente e depois fez um zôos para Pistis dizendo enquanto fazia um bico... “Pense num cara goxxtoso” (Risos!).
Hamilton percebendo o momento de curtição onde o palestrante não levava a serio as palavas de Pistis, virou e disse em alto tom:
“Se Pistis diz que vai começar o namoro com Sophia pode acreditar que ele vai”
Pistis recebeu aquilo ali como uma aprovação que o enchia de ânimo e mesmo diante da incredibilidade do palestrante, ficou totalmente autoconfiante.
Dispersaram-se ao que Pistis saiu para ver quem estava chegando ali na entrada daquela casa bela que era como os de novela saudaram umas meninas que ali chegaram e que circundavam ao jovem rapaz que não tinha nada de bonito, mas mantinha um cuidado peculiar com tua energia sexual, ao que era perceptível que os átomos ficavam circundando teu corpo gerando uma atração às senhoritas.
Evelin veio a Pistis e lhe pegou no braço chamando-o para um diálogo. Evelin era uma morena bonita e totalmente sexual, a que Pistis já sentira atração sexual anos atrás quando laborou naquele estado do País:
- Pistis, vou te contar uma coisa, olhe a Sophia não vai ficar com você, ela me disse que gosta de pele branca e que não gosta de pessoas morenas, então meu amigo não perca teu tempo com ela...
Pistis despistou se livrando de seus braços e movido por um orgulho ferido lhe disse:
-Obrigado Evelin, mas estou namorando e amanhã só vou concretizar isto com Raissa.
O que vimos foi um espanto geral de Evelin que o parabenizou por esta conquista, e só lhe disse o que conseguiu neste momento que foi em um suspiro...
- ... ela é Linda!
Chegava ali um grande amigo de Pistis que era o Sr. Eduard com tua esposa Kátia e seus filhinhos maravilhosos. Logo a Nadir, filhinha mais velha dos meninos, mas ainda bem criança foi cumprimentar o tio Bebel; nome dado pelas crianças a Pistis que adorava ser chamado assim por elas.
- Vem cá menininha linda.
Pegou Nadir no colo e rodopiava ela enquanto a abraçava e beijava ao som de uma risadinha mais fofa vindo dela...
Nisto Sophia chega ali e fica a observar aquela cena um tanto quanto bela, donde demonstrava o trato harmonioso que Pistis tinha com as crianças e o tanto que se entendia de forma infantil e alegre.
Pistis sabia que a senhorita Sophia estava ali a observar tudo e tua tristeza se mesclava a alegria que sentia por estar com aquela criança no colo em cenas de família realmente.
Momentos depois quando já estavam dispersos naquela linda casa, Pistis entrou e ficou a conversar com seu amigo Eduard dentro da moradia de Hamilton. Lá para as tantas ele percebe Patrícia, esposa de Rodrigo chamou Sophia para irem, e ela disse “tudo bem, estou indo”. Entrou na casa segurando sua malinha e olhou para Pistis com um olhar de “Por favor, não me deixe ir.”. Mas nada disto aconteceu e Pistis olhou para ela com olhos covardes de quem já não aguentaria mais um não vindo dela, quem não suportaria respirar navalhas ou gás letal de mais uma decepção.
Pistis olhou a Sophia e nada disse, somente a mirou profundo e a viu distanciando, partindo...
Mais alguns metros dali, a um metro da porta,escutava André, outro monitor da capital, pedindo o telefone de Raissa para Hamilton:
- Hamilton, me dê o telefone da Raissa, estou pensando em ir para lá amanhã fazer uma visita...
- Ih meu amigo pode desistir! PISTIS ESTÁ NAMORANDO COM RAYSSA, você demorou demais. Hahaha
Meu Deus! Que cena triste percebi nestes momentos a tristeza de Sophia que estava a alguns centímetros deles... Paralisou diante daquela afirmação de Hamilton.
Pistis ficou atônito também e com uma perfuração no coração que mais parecia de uma agulha fina e comprida... Que lhe machucava, não como bater o dedinho em uma quina e sim, como perder um ente querido antes de você ao menos dizer o quanto ele era importante em tua vida, o quanto te é necessário, o quanto você depende dele para seguir respirando.
Este foi o momento de maior tristeza em minha vida, a grande e maior catástrofe que já me ocorrera, o dia do grande cataclismo!
Capciosas lágrimas indulgentes esvaíram por quem não via ou não queria o ver com o coração; duas almas que se completavam muito distavam devido ao orgulho de suas pessoas débeis e mentais
 
Sophia saiu em disparada à procura de teus amigos e foi embora com eles. Pistis não conseguiu correr a tempo de encontrá-la, não porque ela corria muito, ele quem era covarde demais para pisar sobre o orgulho e seguir adiante com sua única e maior certeza nesta vida.
            Pistis diante do desespero em ter visto Sophia com os olhos marejados, sim ela se entregou a lágrimas que já não eram impossíveis diante de sua fortaleza e caíram naturalmente em um choro mudo de agonia diante daquele Amor que não era aceito por ela mesma... Ele resolve afoitamente escrever algo enquanto o casal de amigos Celina e Fabrício que estava onde Sophia estava morando ainda, comunidade rural, para que pudessem entregar a senhorita mais especial que já havia encontrado nesta vida. Aquela que lhe roubou o coração que mais batia senão por teu respirar, o respirar da maior mulher que já encontrou nesta eterna vida, que já era claro não ser uma só, seria impossível amar tanto alguém assim, uma vida não comporta tanto.
Consegue escrever algo dizendo em curto texto:
Olá mocinha,                            
Sei que não posso mais viver longe de ti e esconder o meu sentimento, por sinal é o maior que já tive em vida, eu te AMO e não quero mais saber de esconder isto nem mesmo de teus nãos, sei que gosta de mim também e quero viver contigo pelo resto de minha existência. Jamais beijei a senhorita Rayssa, ela gosta de mim mas não estou mesmo namorando ela,  acredite em mim por favor.
Responda, sei que estará longe e que não terá como chegar a mim a carta, mas só peço que tenha a resposta em ti, onde eu estiver receberei a resposta.
Por favor, responda para mim, quero muito estar contigo por toda minha vida e te amo demais! Temos uma obra para realizarmos juntos!
Beijos mocinha,
“Pistis”
Depois da carta ele não parava de fazer poesias ao que colocaremos mais uma aqui:
Reconheci
Como agir diante de tua presença,
Se já proclamei minha sentença e cá estou a lhe aguardar?
Como fingir que não sinto, se assim realmente minto.
Finjo não Amar.
Como negar que quero dar-te um beijo
Camuflando o desejo
Que um dia há de se transmutar?
Sei que é dura esta razão sem razão alguma
Senão a covardia e a lamuria
Se esconder atrás dos comentários dos demais...
Mas sim sei de nossa necessidade,
Embora admita não posso concordar com a dita tão distante
Tão ausente...
Sim mulher, quero dizer que te reconheci
Entre as belezas insondáveis deste mundo Tejas
Onde as curvas são sempre belas
E delas os homens são escravos.
Quero um dia pegar em tuas mãos
Quando estiver preparada
Será que existe um ensaio para viver o instante?
Ou seria apenas uma forma de desviar nossa jornada?
Não, não creio nisto, respeito
Fingi acreditar e ate ser adepto de tal idéia
Mas verdadeiramente não sou
Não faço parte dela
Como sou?
Verás agora como sou
Sou dos que falam das rosas
Dos que gostam das prosas
Dos que amam com vigor
Daqueles que admiram a natureza
O canto o aroma a beleza
Sou dos que amam a uma mulher
Não tenho vergonha de me expor desta forma
Mas não conseguiria dizer isto sem olhar em teus olhos
Nestas janelas maravilhosas que retratam tua alma
Neste sorriso meigo e delicado de uma boca pétala
Que contem ainda o orvalho
Nesta figura feminina
Que me inspira a rima
Que me nutre inteiro
Gostaria de dizer ao mundo
Que é a flor mais bela
Que ficaria na janela somente pelo teu caminhar
Contemplaria tua postura que tanto admiro
Teu dizer franco
Tuas palavras envergonhadas...
Comparar-te-ia a um céu de primavera
A um jardim de flores a uma tarde fresca
A uma leitura novelesca
Sempre com final feliz
Mas é cedo para dizer-te isto?
Aguardo o momento oportuno,
Mesmo que em mim já esteja dito
Mesmo que tenha encontrado o rumo...
Aguardarei melhor hora,
Quando esteja livre de tais preocupações
O teu instante...
A nosso agora.
Percebo que não posso lhe tocar com Amor
Teme que alguém nos veja, Trava-se toda
Teme não ter certeza
Sei de intenções diversas
Omito minha observação
Nego saber que estou em pensamentos alheios
Quero estar somente em teu coração
Serei filosofo, Pois ai esta minha poesia
Sem rima sem regras sem leis
Mas com bastante harmonia
Com sentir do todo
E não é que elas aparecem?
São os arquétipos nos quais falaram
Não penso para escrever nem leio
Só escrevo e assim plasmo o que tenho dentro
Falarei por hora do presente
Instante que Deus nos dá
Trabalho e não acho me desculpe,
Que atrapalharias meu plano divino
Entorpeceria meu donum dei
A vida será o que será
Não podemos enxergar tudo com a mente
Ou perderíamos Deus
E viveríamos nos minutos
No futuro que jamais ocorrerá
No passado que passou e nos condena
Aguardo-te, Não sei da hora...   Sequer uso relógio!
 
 
 
 
 
 
 
 
Cap XV – Dia
 
Manhã seguinte era dia 16, ele acorda como se estivesse bebido a noite toda, e sim ele havia tomado um porre de pauladas de sua própria consciência por ter sido tão covarde e fraco ao ponto de perder a coisa mais importante de sua vida em uma simples e pura questão de orgulho. Na noite Pistis esteve com Sophia e ela dizia para ele em lagrimas “Pistis eu quero muito ir contigo mas não estou preparada, não estou preparada...”.
Ele levanta com esta frase em tua mente ecoando e o fazendo mais triste ainda...
Levantou focado em ir ao encontro de tua amada no M.L., comunidade rural donde ela se encontrava nestas horas...
Ele levantou e foi até a cozinha ver se encontrava alguém e ali não viu ninguém, se dirigiu para a sala e viu o grande amigo e professor Hamilton:
- Fala Pistis! Olhe aqui, necessito que você vá até a cidade de “C” mesmo entregar esta advertência para o Lucas e para a Rayssa!
- Pistis ficou perplexo, ele não queria mais ir e só queria avisar que refletiu muito e que iria para a comunidade. Mas o dever institucional falou mais alto para este bom funcionário que entendeu que agora tinha uma obrigação para ir ate a cidade onde morava Raissa...
- Sim, sim. Olhe Hamilton, teu filho o Ulisses pediu para ir comigo, acho realmente importante ele ir meu amigo.
- Olha, pode sim claro, você faz a dele Pistis, depois te pago, não tenho para ele ir contigo não?
- Claro meu amigo logicamente que sim...
- Olha mas não poderá ser hoje não que o Arthur ligou para mim agora e disse que foi cancelado e será amanha mesmo que terá atividade e será mais fácil reunir a todos...
- Ok, tudo bem meu amigo, esperemos então.
Nesta hora, Pistis só pensava nas palavras de Sophia oniricamente que vos disse “não estou preparada para seguir contigo...”
Foi um dia de morte para ele, ele estava muito triste e necessitava de espairecer. Aproveitou e quando Ulisses acordou, limpou todo o quarto dele e organizou tuas coisas. Dava pena em ver a sujeira que ali estava.
O dia passou rapidamente para Pistis e ele na noite de descanso esteve novamente com Sophia que lhe disse em apenas uma frase “Espere, por favor, estou preparada para seguir contigo, estou preparada...”
Ele acordou feliz demais, animado com a experiência. E foi avisar a Hamilton que não mais iria. Mas...
- Pistis, Aqui estão as advertências leve-as contigo agora e é bom vocês saírem já senão não conseguem chegar para a conferência...
- Ok, meu amigo, ok.
Ele deveria ter falado isto, mas como sempre não o creditariam, se acovardou novamente em seu medo de receber mais um fora de Sophia de largar teu compromisso institucional para ir de encontro com aquela que foi a única mulher que lhe deu fora na vida e ainda por cima três vezes. A fé é a certeza do sim e não a duvida da quase certeza.
Ele vai ao computador e lê sua caixa de entrada que para a surpresa geral da nação tinha um recado de Sophia e era bem curto...
- “Faça o que tu queiras, pois é tudo da lei...”
            Ele vai até a porta e despede de todas as pessoas que ali estavam e segue com Ulisses para a cidade que já morou anos atrás, para encontrar a senhorita Rayssa, Arthur e seus amigos outros.
            Foi se lembrando dos fatos que antecederam e de tudo o quanto viveu ate ali, lembrou-se das maravilhas que tinha aprendido como aquela no dia de meditação em que estando todos meditando, Pistis sentiu uma inconformidade em sua posição e quis mexer para a posição original; sentado, e sair daquela tortuosa forma de arco que estava martirizando tua coluna. Lembrou-se de que diante disto deveria manter a calma e suportar as adversidades da posição e manter a pratica custe o que custasse; a meditação foi concluída e quando quis recostar as costas na parede, foi avisado por um amigo que ali estava para não fazê-lo, olhando para trás, constatou a presença de uma aranha que parecia ser uma Armadeira...
            E percebeu o mundo de maravilhas extra-física que a presença da Sophia poderia dar a ele como companheira de vida, mas o Orgulho e o receio de receber mais um não da sta eram tão grandes que o atou ao solo que tinha em sua idéia fixa de não se mover ate ela novamente
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Jogada de corpo
Diante de um abismo insondável estava
Meus pés de tão cansados não queriam me manter em pé
Atrás de mim uma estrada que não levara a lugar algum e diante, dito abismo, era toda a paisagem
Não que tenha anseios suicidas, mas de fato deixei o corpo se projetar em queda livre, comprovando que meu lutador já não aguentava labutar
Minhas mãos não tinham forças para segurar uma corda mesmo que abaixo de mim estivessem crocodilos famintos
Enfim Ca novamente com minha fraqueza
No dia mais triste de minha vida
Quando troquei a noite pelo Dia
O dia que em Pistis desistiu de Sophia!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAP XVI – Clarividência
Lemos uma frase de um grande sábio contemporâneo que mais parece um postulado onde diz que “devemos ser cientistas na investigação e matemáticos na resolução”. Sabendo disto, procuramos analisar em como um cientista investiga algo e percebemos que, sobretudo, se dá através da observação dos fatos ou objetos de estudo.
Devemos aprender a dar atenção não somente ao que vemos e sim ao que sentimos quando vemos e assim à medida que iremos praticando esta notoriedade veremos que de fato iremos percebendo mais do que comumente percebíamos. Andando pela cidade vimos uma planta de forma esguia e elegante ao ponto de ser chamada pela interpretação óbvia que era uma planta mercúriana, neste caso geminiana, sendo ela alta e com uma flor muito delicada em forma de gota de cabeça para baixo constituída de umas quarenta linhas de flor e de uma transparência pluma que mais lembrava um algodão cru, e tendo aproximados cinco centímetros de diâmetro. O corpo do caule era ágil e esguio, dando uma rapidez do balançar.
Lembramos também de um fato acontecido na cidade de “C” anos atrás onde uma mulher raivosa de ciúmes do marido, por cogitar estar sendo traída, havia colocado seus irmãos policiais juntamente com seu pai delegado para buscar a sede do grupo por motivos que certamente lhes despertaram a fúria e desejo de proteção para com os filhos do casal, uma vez que o veneno libriano também dista totalmente da harmonia que este planeta confere aos teus representantes. Pistis fora acometido de um pesadelo onde se viu na entrada de tua residência que era também o grupo em que era responsável e foi surpreendido por dois homens armados que lhe perguntaram onde estava Pistis. Temeroso do perigo eminente, ele apenas apontou para dentro da portentosa casa, de tijolinhos e vitral estilo gótico na entrada principal, viu os dois senhores que ali chegaram de moto entrarem e dispararem algumas vezes e sendo assim o desespero tomou conta do peito já ofegante de Pistis e de Daniel (um amigo instrutor que laborou juntamente com a equipe formada por três pessoas que ali tiveram o êxito de abrirem o grupo), saíram correndo, dobraram a esquina e pularam um muro para só depois perceberem que haviam saltado para dentro de um cemitério e depois de alguns passos Pistis estava diante de uma cova vazia e subitamente caiu. Acordou com um aviso e interpretou que deveria sair da casa imediatamente ou morreria. Abriu a porta do quarto e viu Daniel abrindo sua porta ao mesmo tempo e lhe perguntando se ele havia sonhado com o mesmo que ele, e desesperadamente pedia por uma solução ante a catástrofe que haviam visto. Pistis viu os fatos como se analisasse uma aposta de um milhão de euros e com uma perspicácia de um filosofo acalmou o amigo pedindo que ele fosse dormir que tudo sairia bem; foi à frente da casa e pediu ajuda aos céus a Deus ou a qualquer forma de inteligência superior que pudesse tirar eles deste estado de perigo, viu a sua frente ainda no lote da casa uma planta muito imponente e que parecia ter uma armadura de proteção, cascas com espinhos fortes e medievais alem de sustentar espadas que víamos espinhos em cada ponta das folhas.
Esta arvore é a grandiosa yuca negra, confundida por alguns raizeros como mandioca negra por erro de tradução do espanhol para o português...
Ele fez o pedido a alma da planta da forma correta de se fazer, fato aprendido nos mais de dez anos de estudos que estava fazendo em monastérios e centros de capacitação espiritual... com muita fé foi dormir ignorando o aviso que lhe foi dado
Anos depois ficou sabendo que esta planta era usada pelos índios para proteção do lar e das pessoas e assim como ele necessitou pedir que jamais o mal lhes alcançasse; já Pistis pediu que o mal sequer passasse naquela rua. Ficou sabendo depois que a esposa enciumada optara por não passar naquela rua para não ver onde ficava a sede do grupo de estudos
Assim damos mais ênfase a que todos nascemos com uma percentagem de clarividência ocultado na lógica e na observação, enfatizamos Também que nem tudo o que reluz é ouro e que ninguém vê o que é e sim o que necessita ver para que ocorra o que deve ocorrer, para o grande equilíbrio harmonioso deste magnífico experimento chamado cosmos
Voltemos ao assunto da historia de Pistis em busca de Sophia e estamos na chegada dele na cidade de Arthur
Foi ao encontro de seu amigo Arthur e lembrou que na noite anterior à resposta de Sophia novamente para ele, ele pegava em suas mãos e saiam caminhando deixando para trás três personagens: Arthur, Rayssa e Priscila.
Depois de um curto dialogo onde Pistis só disse três frases para Rayssa, 1) tudo bem Rayssa? ao que ela respondeu: “não sr Paulo não estou bem” 2) Porque não esta comendo? E ela: “porque você acha?” e virou o rosto expressando um nervosismo angelical 3) Então á partir deste momento estamos namorando; e assim ele a envolve em um abraço confortante onde a colocasse sobre teus
Depois de lhe fazerem montinho, enquanto Rayssa estava no banheiro, ele finalmente a beijou que enamorada e envolta de sua inocência mágica apertava suas mãos e pressionava ante os grandes seios sem se importar com os pensamentos de lascívia que ela nem possuía,  para o espanto geral naquele momento tão bom e mágico que já tinha um ano que não experimentava, em meio ao sorriso Pistis fica triste e com olhos estatelados... Prestou atenção na música que estava tocando naquele lugar tão sério e espiritualizado:
“Faça o que tu queiras pois é tudo da lei, da leiiiiiiii”
Raul seixas não cabia naquele lugar e deveria ser um presságio, mas era tão somente mais uma das coisas tão óbvias que mostraram a Pistis para ele não cometer aquele que seria um erro fatal e triste, o afastamento de duas almas que tinham que se encontrar nesta vida...
Nesta noite ele esteve com Sophia novamente em sonho, coisa que sempre ocorreu neste um ano de castidade máxima já alcançada. Mas ela estava desesperada e entrava em um banheiro e gemia agonizante com muita dor e muito sangue que saia de sua parte sexual, e por baixo da saia caia um bebê morto, um feto vitimado por aborto natural...
Pistis tenta acalmá-la dizendo:
- Não ligue Sophia tenho fé e com esta fé vou te mostrar que esse bebê vai voltar a vida, vai voltar...
Segurou o filho deles nos braços e gritou em espanhol, desesperadamente em uma agonia profunda:
- Madre, Madre Bendita, divino Ser, permita-nos madre que este Niño volva a vivir...Permití madre, permiti!!!
Ele chorou muito, agonizou por que não via mais vida no bebê, e assim Pistis acorda na cama assustado e com um ar de frustração.
Ele pensa com o mais profundo sentimento de perca:
- “Quem sabe em outro momento mocinha, quem sabe em uma hora mais feliz em que o silencio exalte a virtude e a serenidade nos qualifique observadores e merecedores desta dádiva que torna dois seres um só corpo com o Amor.”
 
 
 
 
 
 
 
 
FIM?
 
 
 
 
 
 
 
 
Cap. XVII – Esperança
            Falemos da quarta dimensão, como diz o sábio V.M. Samael Aun Weor, insigne mestre rosa cruz e maior expoente do gnosticismo universal, damos fé nesta presente obra, sobre alguns mistérios da quarta dimensão; não que seja desperto neste plano ou dimensão da natureza, mas sim pudemos verificar isto com os olhos que temos e com as mãos que fomos dotados. De fato às imagens tem vida em quadros, e se movem ao que fiquei totalmente tentado em tocá-las, mesmo sabendo da proibição que o mestre Samael recebeu ao fazer isto.
            E o céu se abriu ante meus olhos, que admirados viram seis águias belas e grandes que voavam sob minha cabeça e dos demais que ali se encontravam. O mais incrível é que o vôo era à apenas três ou quatro metros de altura. Perguntei aos que estavam ali se elas eram da terceira ou da quarta dimensão, e não me souberam responder então disse em forma que percebessem o que lhes perguntava:
- Seriam da quarta dimensão ou estão do mundo físico mesmo?
            Responderam que estavam no físico; pobres ignorantes, não sabiam o que viam, de fato estávamos na quarta dimensão.
            Mas jamais se comparariam a notoriedade dos vôos que alcei com Sophia e que de fato foram mais surpreendentes e notáveis por não se tratarem de outro fator senão ao amor que nos envolvia no momento.
            Pedi por uma resposta de com quem deveria ficar finalmente e me vi ficando com as duas, em cenas distintas. Percebemos que se optar por ficar com Sophia distanciará de nossos amigos e levaremos uma vida de eremitas rumo à conquista de nossa alma e nosso Ser. Vimos na rodoviária de mãos dadas com Sophia e deixando para trás três personagens que eram Arthur e Priscila bem como a senhorita Raissa.
Também podemos afirmar que o caminho da ousadia realmente é o sucesso mesmo que cada ganho signifique uma perca e uma chaga; nisto consistiu a tirada de meu crucifixo, e também o posto de sacerdote de Melquisedeck. Claro, ainda bem, muito disto deste honrado grau físico e interno, me faltam alturas de santidade a serem alcançadas novamente, ao que peço a minha consciência que faças de mim merecedor, e minhas pernas que caminhem pelo caminho reto.
Numa destas aventuras, distingui claramente que Sophia me levara sem que fosse necessário o uso de elementos externos a minha natureza, e percebi que estas substâncias que nos mostram estes novos ares tão somente existem para que captemos e comprovemos o que os olhos céticos e desprovidos de fé já o podem ler nas inúmeras obras dos Veneráveis Mestres da humanidade.
Cheio de esperanças e de uma fé sobrenatural por haver sido merecedor de conhecer o verdadeiro Amor; mesmo que não em sua plenitude, mas somente na parte que podemos o perceber estando solteiros e desprovidos do comprometimento social e moral de um casamento real, que se dá na nona esfera, ou no campo sexual como deve ser o de um casal casado.
Sem dúvida a vida da voltas, como diz meu amado Papai, e logo a encontrarei novamente; casada? Solteira? Não me importo às vezes a encontro em outra senhorita, livre de compromissos conjugais ou livres de traições predestinadas e arquitetadas...
Nesta vida amei muito, a muitas ver como rosas aromáticas, rosa champagne, rosa vermelha, rosa amarela e outras flores do campo de nobre formosura. Que me seja possível ter uma para meu avanço completo mas sinto que necessito me preparar mais como homem, criatura, ser humano.
Obrigado Mãe, por ter me presenteado com tantas de suas filhas e fazei de mim um merecedor de ter uma para nossa obra, nossa vida e nosso caminho junto ao Pai.
 
Aqui findamos a historia de Pistis em busca de Sophia, a espera de mais Pistis dentro deste corpo físico e que seja guiado pela Sophia que existe em nossa consciência!
Olhando os olhos esmeraldinos de meu estimado gato Goethe, vejo que seus pelos negros e sua postura estável e tranqüila, fazem dele o dono de nosso relacionamento e acho que ele me escolheu para ser teu animal de estimação, uma vez que eu lhe trato bem e lhe dou comida e água todos os dias. Vejo nele sem dúvida o que devo ser daqui para frente, firme nas palavras, ações e dedicado ao silêncio e bom relacionamento com todos.
Movidos a uma, finalmente concluída, compreensão do que seremos quando crescermos, aqui vai uma simplória obra livresca, sabendo de que muito me falta para fazer um livro descente e que vala a pena ser lido. Mas conta historia quem da conta de contar e voltarei melhor contando as aventuras de Pistis, ou de outro nome, mas repleto de Poder e Sabedoria!
 
Obrigado,
 
 
Don. Paropéla
 

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