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   > O CLIPE E O GRAMPEADOR



Jose Airton Memoria da Silva
      INFANTIL

O CLIPE E O GRAMPEADOR

A dona Folha de papel buscava por afeto e um bom companheiro
que desse proteção a seus filhos e que em tudo fosse seu parceiro.
 
Ela começou a conversar com o Clipe que ouviu atento o proposto,
convicto em assumir essa responsabilidade ele se mostrou disposto,
garantiu cuidar de todos e prometeu fazer isso de muito bom gosto.
 
Assim os dois se uniram para constituir um grupo familiar,
o Clipe se mostrava flexível e carinhoso na forma de amar,
fazia questão de grudado a eles em um forte abraço ficar,
dedicava-se ao máximo para a harmonia da família preservar
e sempre em seus braços para mais um rebento havia lugar.
 
Tornava-se mais difícil manter todos unidos conforme a família crescia,
ora um ou outro era arrebatado subitamente e do grupo se desprendia,
porém, com muita coragem ele enfrentava as dificuldades do dia a dia.
 
O Grampeador, que era forte e robusto, ao observar aquele tormento,
ria ironicamente pelo ônus que o outro enfrentava em seu casamento,
o Clipe queria proteger a família dos males da vida em forma de vento
que tentava a todo custo dispersá-los em caminho bem turbulento.
 
O Grampeador agindo rápido e se aproveitando daquela situação
Convenceu à Folha de papel de que só ele podia dar-lhes proteção.
 
Ela, comparando o perfil físico dos dois, chegou à mesma conclusão.
 
Persuadida por nobres instintos maternos frente àquela situação,
comunicou ao Clipe, sem avaliar bem o peso de sua decisão,
que iria deixá-lo e se ligar com sua prole ao Grampeador em união.
 
O Clipe entendeu e aceitou, ainda que tenha sido por ela preterido,
ele era adepto à ideia de que qualquer novo integrante seria bem recebido
e também aceitava a saída de quem seguir seu destino já tenha decidido,
desligou-se da família sem deixar marcas do compromisso antes assumido,
jurou ficar de braços abertos para recebê-la de volta com seus filhos queridos.
 
Ela logo percebeu a agressividade do seu companheiro na nova relação,
o Grampeador era rude e novos membros na família ele não aceitava não,
mas contra a ação dos ventos da vida ele garantia absoluta proteção,
mesmo que para isso tivesse que prendê-los a ferro numa prisão.
 
A Folha de papel se submetia ao cárcere e ausência do Grampeador
por acreditar que aquilo era o melhor para todos apesar do rigor.
 
Essa visão só mudou e o remorso se fez presente em forma de fel,
quando a ausência passou a lhe atormentar pelo motivo mais cruel
o Grampeador sem ligar para seu compromisso se revelou infiel,
já que mantinha envolvimento exposto com outra família de papel.
 
Ela até tentou se separar depois de descobrir a traição,
mas diferentemente de antes sem muita compreensão,
o Grampeador de forma alguma aceitava a separação
e muito menos que alguém da família cometesse deserção.
 
E quem tentou escapar, foi dilacerado pelas navalhas do malfeitor
e como sequela viverá marcado pelo resto de seus dias em meio à dor.
 
As autoridades agiram no caso depois de um pedido de ajuda
e para essa importante tarefa foi designado o bravo Extrator.
Ele se valendo do seu posto, atuando com força e voz aguda,
livrou a família encarcerada das garras do temível opressor.
 
Entretanto, ainda que tenham conseguido do seu vil algoz se libertar,
a matriarca e seus filhos saíram com feridas que nunca irão cicatrizar.
 
Percebendo o quanto errou ao abrir mão do que tivera outrora,
ela pediu perdão ao Clipe por ter escolhido ir com outro embora,
 
ele prontamente acolheu os entes da família de volta sem nenhum talvez
enquanto envolvia de novo a família de papel em carinho como sempre fez,
num abraço que esteve aberto em compasso de espera desde a última vez.
 



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