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   > Divulgação científica Biorremediação e recuperação ambiental



Maristela Zamoner
      ARTIGOS

Divulgação científica

Biorremediação e recuperação ambiental


A remediação é a remoção de contaminantes do ambiente (especialmente no solo, sedimentos, águas subterrâneas e superficiais).

Existem procedimentos a serem seguidos para a realização da remediação de um ambiente. Desta forma, avalia-se o risco para o ambiente e para a saúde.

É necessária a realização de um Relatório de Impacto Ambiental (RIA). Para a produção deste documento, deve-se resumidamente:

· coletar dados: o que pode ser feito por observação de características ambientais gerais, avaliação visual de contaminação, levantamento histórico de contaminação, entrevistas, verificação de documentos e relatórios anteriores, coleta de amostras para análise ecotoxicológica;

·  avaliar os melhores métodos de descontaminação;

·  detalhar custos.

Dentre os métodos de remediação, apontam-se: escavação ou dragagem, bombeamento e tratamento, oxidação in situ e ex situ, tratamento térmico, extração de vapores (solo), vitrificação e biorremediação.

A biorremediação é uma técnica que consiste no uso de bióticos para detoxificação de áreas contaminadas.

A biodegradação ocorre quando fatores bióticos realizam a transformação de moléculas xenobióticas (do grego, xeno = estranho e biótico = de vida, estranhas aos seres vivos, como os agrotóxicos, por exemplo). A degradação, neste caso, é desejável, uma vez que tais moléculas são contaminantes. A biorremediação pode ser realizada pela biodegradação.

As técnicas de biorremediação mais usadas são:

· bioaumento: introdução ou aumento da população de organismos degradadores de contaminantes;

· bioestimulação: estimulação da atividade de degradação de contaminantes.

Estas técnicas apresentam vantagens como:

·  utilizam processos naturais;

·  destroem ou imobilizam contaminantes ao invés de transferi-los de um ambiente para outro como outras técnicas de remediação;

· em geral, tem menor custo.

Uma das prioridades das técnicas de biodegradação sobre biorremediação tem como alvo os agrotóxicos.

Quando o componente vivo que é usado na técnica é uma planta, trata-se de fitorremediação. Este método, além de corrigir ou amenizar problemas ambientais, previne o carregamento dos tóxicos para outras áreas (retenção nas raízes). Já os microorganismos estão entre os componentes bióticos mais usados em técnicas de biorremediação.

As pesquisas nesta área permitiram o desenvolvimento de processos biotecnológicos para degradação de poluentes, lixiviação de minerais, desobstrução de poços de petróleo, recuperação de ambientes degradados.


Este texto é parte do Livro Biologia Ambiental.

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Maristela Zamoner– mestre em Ciências Biológicas (UFPR), especialista em educação (IBPEX), licenciada em Ciências Biológicas (UFPR), bióloga atuante na Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, docente em cursos de graduação e pós-graduaçã. Publicou dezenas de trabalhos científicos,  autora de 8 livros, todos da Editora Protexto: www.protexto.com.br.



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