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   > Divulgação científica Prática de ensino de Ciências, Biologia e dança de salão



Maristela Zamoner
      ARTIGOS

Divulgação científica

Prática de ensino de Ciências, Biologia e dança de salão


Há muito tempo os grandes educadores vêm discutindo a natureza interdisciplinar do ato de ensinar, independente dos conteúdos que o perpassem.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais, que já passaram dos 10 anos de publicação, oferecem um “novo” pensar sobre a educação formal. Neste espaço, são bem vindas as estratégias interdisciplinares que agregam ao ensino de Ciências e Biologia, os contextos culturais. É aí que a dança de salão é tão bem vinda.
A questão é: como colocar a dança de salão na sala de aula da Educação Básica? Quando falamos em ensino de Ciências e Biologia, nos referimos a um grupo de conteúdos específicos, como por exemplo, corpo humano, reprodução, ecologia etc.. Estes conteúdos, no contexto cultural oferecido pela dança de salão podem ser lidos de maneira transversal/interdisciplinar como: saúde, orientação sexual, meio ambiente, cidadania.  
Na prática, o que pode ser feito é o trabalho de dança de salão na educação formal, com foco em formação do cidadão, mediado pelos conteúdos espfecíficos. Por exemplo, o conteúdo “aparelho reprodutor e métodos contraceptivos”, pertinente ao Ensino de Ciências e Biologia, pode ser introduzido pelo professor por meio de uma dinâmica, que nada mais é que uma aula de dança de salão em nível básico. O professor introduz esta arte e aborda o papel do cavalheiro e da dama com um enfoque histórico, passando pelas diferenças de gênero e sua dinâmica ao longo do tempo, o que desemboca em métodos contraceptivos e aparelhos reprodutores. Outro exemplo, é o trabalho sobre as questões ambientais que podem ser tão bem abordadas por meio da dança de salão. Existem músicas de ritmos específicos que trazem em suas letras assuntos como a importância da reciclagem e da sustentabilidade. Uma boa forma de começar uma aula sobre este assunto é abordar a dança de salão fazendo uso de uma destas músicas, discutindo sua letra. São somente alguns dos inúmeros exemplos em que a dança de salão pode, no ensino formal, contribuir para a formação da cidadania. E para tanto, pode integrar a Educação Básica, inserida de maneira interdisciplinar nos conteúdos já preconizados pela legislação.
O inverso também é verdadeiro. Em aulas de dança de salão podem, e em certos casos devem ser abordados conteúdos específicos da área do Ensino de Ciências e Biologia.  Um bom exemplo, como já discutido, quer queiramos ou não, trabalhar com dança de salão é trabalhar com sexualidade, com hormônios, conteúdos que, por sua vez, são pertinentes ao ensino de Ciências e Biologia.  A Saúde, como conteúdo, também permeia toda aula desta arte, desde postura, respiração, freqüência cardíaca, cuidados com audição (volume excessivo das músicas) etc.. A profundidade e a distribuição destes conteúdos precisa ser adequada à faixa etária e às características dos alunos.
A dança de salão oferece outras inúmeras possibilidades interdisciplinares. O que vemos, então, é a integração das áreas e no meio deste novo mundo, a dança de salão, como potencial participante da formação para a cidadania.
Para que esta integração ocorra de maneira responsável, dependemos da boa formação do professor que pretenda trabalhar dança de salão, seja ele do que for. Também precisamos de profissionais sérios e competentes o suficiente para apresentar dignamente a dança de salão ao mundo acadêmico, com todas as suas belezas e possibilidades de contribuição para um mundo melhor. 

Artigo publicado no Jornal da Dança, em:  

____________________ 

Maristela Zamoner– mestre em Ciências Biológicas (UFPR), especialista em educação (IBPEX), licenciada em Ciências Biológicas (UFPR), bióloga atuante na Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, docente em cursos de graduação e pós-graduação, professora de dança de salão há mais de uma década. Dos prêmios destacam-se: Mérito Educacional pelo Governo do Estado do Paraná em 2000, 2001 e 2002; Prêmio Itaú Unicef de Educação - Projeto de Educação Sexual pela Dança de Salão em 2001. Publicou dezenas de trabalhos científicos, muitos na área de dança de salão, autora de 8 livros, dentre eles: "Dança de Salão: a caminho da licenciatura" (2005); “Educação Ambiental na Dança de Salão” (2007) e “Sexo e Dança de Salão” (2007), todos da Editora Protexto: .



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