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   > Divulgação científica Educação Ambiental para melhor idade: uma experiência na Paraíba



Maristela Zamoner
      ARTIGOS

Divulgação científica

Educação Ambiental para melhor idade: uma experiência na Paraíba


A melhoria da expectativa de vida é um dos fatores que resulta no aumento desta faixa etária. No Brasil, a Paraíba é o segundo estado em número de indivíduos de terceira idade.
Para que se alcance melhor qualidade nesta fase da vida, é necessário chegar à velhice com saúde, o que depende muito das relações interpessoais. Neste sentido, a dança de salão é uma atividade preciosa para esta faixa etária, favorecendo a sociabilização e reduzindo o sedentarismo.
A dança de salão também é estudada como forma de educação ambiental. A degradação ambiental amplia as visões sobre a educação ambiental que deve ser politicamente voltada para a transformação social. A importância tanto da educação em saúde quanto da educação ambiental e suas naturezas transversais é reconhecida até mesmo na educação formal brasileira. Muitas práticas inovadoras de educação ambiental vêm ocorrendo nos mais diversos âmbitos. Uma delas é a construção de instrumentos musicais a partir de resíduos. Entretanto, para a terceira idade, a educação ambiental ainda é discutida de maneira limitada. Por exemplo, como forma de inclusão.
A proposta desta experiência foi avaliar o resultado da oficina “Saúde, Meio Ambiente e Dança de Salão para a melhor idade”, realizada na cidade de Campina Grande/PB.
Nesta cidade, ocorreu o I Encontro Campinense de Dança de Salão, promovido pelo diretor da escola de danças de salão La Barca, Euclides Alves.
O evento, ocorrido em dezembro de 2006, oportunizou ao público diversas oficinas e palestras. Especificamente para o público da terceira idade foi oportunizada a oficina: “Saúde, Meio Ambiente e Dança de Salão”, ministrada por educadora com vasta produção científica nas áreas de dança de salão, educação ambiental, educação em saúde, graduada em Ciências Biológicas, especialista em Educação Ambiental, mestre em Ciências Biológicas, docente no ensino superior e professora de dança de salão há mais de 10 anos.
A oficina teve a duração de uma hora e atendeu 16 senhoras entre 53 e 84 anos de idade. Inicialmente, foi procedido um diagnóstico escrito para verificar o perfil da turma e se as participantes admitiam a possibilidade de que conhecimentos sobre meio ambiente e saúde poderiam estar relacionados com dança de salão.
Durante a atividade, as alunas utilizaram instrumentos musicais produzidos a partir de resíduos urbanos como latinhas de refrigerante e sacolas plásticas de supermercado. Os instrumentos foram usados para trabalhar técnicas de musicalização. O trabalho com estes instrumentos visou desenvolver a percepção dos diversos componentes da música, úteis na dança de salão. Além dos resíduos, também foi feito uso de colheres como instrumento musical. Os instrumentos foram trabalhados com e sem música, com e sem deslocamento (subindo e descendo três degraus existentes no ambiente disponibilizado para a oficina). Ao final, a docente que conduziu a oficina agradeceu às alunas por terem minimizado o problema ambiental por pelo menos uma hora. Os danos ambientais causados por aqueles resíduos foram brevemente apresentados.
No final, foi realizada uma tomada de dados para poder comparar com o diagnóstico e verificar possíveis mudanças de concepções.
O diagnóstico sobre o perfil educacional da turma revelou que a metade das alunas havia cursado, no máximo, até o ensino médio e a outra metade, graduação ou pós-graduação. O tempo de prática da atividade de dança de salão em meses foi variável: a minoria tinha mais de seis meses de vivência na área. Em relação às idades, a distribuição foi aproximadamente uniforme: desde os 53 até os 84 anos de idade. O uso dos instrumentos produzidos com resíduos para a atividade de trabalho musical foi apontado pelas alunas como uma das características específicas que mais gostaram na oficina. A maioria das alunas (13), não soube apontar características que menos gostaram. As que o fizeram, apontaram o tempo curto da oficina, a atividade em escadas e o uso de colheres, fatores estes que não estão diretamente relacionados à técnica em si de uso de instrumentos produzidos a partir de resíduos.
No diagnóstico, a maioria das alunas não reconheceu a relação entre dança de salão e meio ambiente.
No pós diagnóstico, a maioria das alunas fez relação entre dança de salão e meio ambiente. Uma vez que os alunos reconhecem a relação entre dança de salão e meio ambiente, demonstram que, por meio desta técnica, perceberam a importância do cuidado com resíduos.
A estratégia da oficina de dança de salão “Saúde, Meio Ambiente e Dança de Salão” para melhor idade promoveu a educação ambiental pela discussão e uso de instrumentos produzidos com resíduos e permitiu o reconhecimento, por parte das alunas, de que a dança de salão pode abordar questões ambientais. 
Texto baseado no livro “Educação ambiental na dança de salão”.
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Maristela Zamoner– mestre em Ciências Biológicas (UFPR), especialista em educação (IBPEX), licenciada em Ciências Biológicas (UFPR), bióloga atuante na Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, docente em cursos de graduação e pós-graduação, professora de dança de salão há mais de uma década – publicou mais de 40 trabalhos científicos, muitos na área de dança de salão, autora de 8 livros, dentre eles: "Dança de Salão: a caminho da licenciatura" (2005); “Educação Ambiental na Dança de Salão” (2007) e “Sexo e Dança de Salão” (2007). Os livros podem ser adquiridos pelo site da editora: www.protexto.com.br.  

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