Busca: 

Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha
 
  Área do autor

Publique seu texto
  Gêneros dos textos  
  Artigos (641)  
  Contos (940)  
  Crônicas (724)  
  Ensaios (169)  
  Entrevistas (35)  
  Infantil (207)  
  Pensamentos (651)  
  Poesias (2525)  
  Resenhas (129)  

 
 
Como Fazer...
Maristela Zamoner
R$ 21,10
(A Vista)



R$ 18,90
(A Vista)
INDISPONÍVEL




   > VIDA DIFÍCIL



Tânia Gabrielli-Pohlmann
      CONTOS

VIDA DIFÍCIL

Marilena chegava em casa lá pelas seis da manhã, arrumava a mesa, que o garoto seu filho tinha que tomar café e ir pra escola, coitadinho, debaixo desse frio danado. Tinha pra si que um dia conseguiria um apartamento nos Jardins, perto de tudo que sempre quis ver ao abrir a janela de seu quarto... Antes que Reginaldo acordasse, corria para o banheiro, tirava a maquiagem e mudava de roupa, senão o moleque ía começar o dia com perguntas que ela não queria responder. Não para seu filho, que nada a tinha a ver com o que com ela se passava… Aliás, era por ele que ela dava um duro danado, mas o que se há de fazer…
A noite até que foi produtiva – e teria sido muito menos entediante, não fosse o bêbado que tentara aborrecê-la. A carteira escondida no porta-absorventes, ela agora podia contar o dinheiro com mais calma e já saber se ía ter de fazer muita hora extra durante a semana que só estava começando…
Precisava pagar a escola do filho e sua faculdade, que ela não era besta de achar que seu corpinho ía durar durinho para sempre… Cursava Processamentos de Dados, que era a profissão do futuro e fazia curso de inglês à tarde, antes de pegar no pesado.
- Acorda, meu anjo, que já está na hora de ir pro colégio… Vamos rapidinho, que a mãe precisa chegar cedo na faculdade.
Tomou um banho bem quente, resmungou o arranhão na coxa esquerda, secou o cabelo e se aprontou para sair. Deixou o filho no colégio, entrou no carro e seguiu para a faculdade. Era a última prova do semestre; em uma semana estaria se formando e finalmente sendo alguém na vida. Não tivesse esquecido sua carteira de documentos em casa. Foi enterrada como indigente;nas noites seguintes seus clientes sentiam sua falta e ironizavam sua ausência: mulher de vida fácil é assim mesmo; trabalha quando quer e depois que põe fogo na gente, some, desgraçada…



CADASTRE-SE GRATUITAMENTE
Você poderá votar e deixar sua opinião sobre este texto. Para isso, basta informar seu apelido e sua senha na parte superior esquerda da página. Se você ainda não estiver cadastrado, cadastre-se gratuitamente clicando aqui