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   > A ARCA DE SÉSAMO



Cesar Silva
      CONTOS

A ARCA DE SÉSAMO

Este texto pertence à serie Contos Atlantes, que na realidade é romance, e está sendo divulgado com exclusividade no portal da Protexto. Possui direitos autorais e é proibida a reprodução, ainda que parcial, impressa ou eletrônica:

Uma menina decabelos encaracolados brincava com um grupo de sereias naquela praia de areiafinas e brancas. Entrementes, avistou um artefato que chamou de imediato suaatenção.

            Saiu sorrateiramente e disparou embusca daquele material curioso. Quando tocou a caixa, sentiu um estranho calorem suas mãos. Ficou intrigada com aquelas cobras entalhadas que pareciamdispostas a quebrarem-se a deixar abrir a arca.

            Colocou a mão na boca e murmurou: É uma caixa de segredos!

            - Cassandra, o que tem aí?

            A garota entortou o pescoço e pensouconsigo: Aquele enxerido do Netuno vaiquerer ficar com o baú para ele. Mas se eu o achei era porque queria que eu oencontrasse, e com certeza cabe a minha pessoa desvendar seus segredos.

            - Não é nada não... Vá cuidar deseus cavalos! – Mentiu ao príncipe.

            O príncipe Netuno era filho deChronos e herdeiro do trono de Atlântida. Adorava cavalos, e naquele momentoestava a adestrar Pégasus, um filhote eqüino alado.

            Pégasus era tão branco que ofuscou avisão de Cassandra. Netuno, desconfiado que era, ameaçou descer dos rochedos parainvestigar. Mas a menina foi mais ligeira e escondeu o artefato em seu vestidoe saiu correndo.

            Chegou a um complexo de templossuntuosos. Aquelas construções de pedras possuíam verdadeiros labirintos decorredores. Cassandra seguiu por um deles e chegou a um jardim interno dedicadoa Mnemosyne, a memória.

            Acendeu uma pira que exalava umperfume delicioso de nardo. Pegou uma enorme aljava cheia de papiros antigos eamarelados. Assoprou-os e uma nuvem de poeira embolorada a fez espirrar.Depois, debruçou-se sobre eles e começou a ler sem parar.

            Por horas inteiras e dias inteiros,ela leu e releu centenas de documentos e anotações arcaicas.

            Por fim, desgastada pelo fracasso desuas investidas por tentar desvendar o mistério, ela recorreu ao Oráculo.

            Carregando escondida a intrigantecaixa, cruzou a Ilha de Temyscera até o conglomerado de pedras oscilantes.

            Aquelas rochas enormes de quase umadezena de metros estavam enfileiradas em forma de ferradura.

            No centro havia um altar de mármorebranco, e sobre ele, descansava uma bacia de prata cheia de água até a borda.

            Quando Cassandra retirou a arca desua bolsa de couro de dragão verde, as pedras emitiram sons agudos, graves emelancólicos.

            Aquelas rochas, que normalmenteflutuavam a meio palmo do solo, passaram a realizar um balé estranho emonótono, mudando de cor de acordo com a nota que emitiam.

            Contudo, Cassandra não mostrouinteresse. Colocou a caixa sobre o pedestal esbranquiçado e olhou fixamente àágua dentro da salva.

            Com uma paciência quase angelical, amocinha fitou a transparência aquosa até que seus olhos incharam pelaslágrimas. Por fim, entrou em transe e viu uma figura da cobra que mordia seupróprio rabo, mas em seu centro havia uma caveira. Morte! – Pensou.

            Mas isso não respondia nem em partesuas dúvidas, indagações e curiosidades. Afinal, Cassandra sabia que os antigos gigantes titãs não deviam ter tido o trabalho de montar um campo de vidência com aquelas rochas quepesavam toneladas apenas para mostrar o óbvio. Devia haver algo mais. Algumacoisa que valesse à pena estudar. Um caminho a seguir para descobrir a clave.

            Todavia, por mais que insistisse emseu transe, nada mais era mostrado. Irritada, pegou a caixa com seus punhos e aatirou contra uma das pedras oscilantes.

            A rocha se esquivou e a caixa caiuna relva que pegou fogo. Após, as pedras passaram a murmurar uma única palavraque a aprendiz demorou a entender, pois pareciam que falavam numa assembléia,todas duma vez.

Chegou-se com o ouvido quase colado numa rocha púrpura, e finalmenteentendeu o recado: Sésamo!

A garotinha colocou as mãos na boca e afagou um grito: Sésamo, é isso!

Saiu em disparada ao templo da memória e aos tropeços encontrou um livrofeito  com páginas de rochas. Nele havialetras rúnicas gravadas à ferro. O problema é que não tinha força suficientepara abri-lo. Precisava achar alguém de confiança, e de preferência, que nãofizesse perguntas.

Sentou num banquinho e ficou pensativa. Os atlantes eram conhecidos porserem linguarudos, portanto, não recomendáveis. Os temyscerianos, por outrolado, eram curiosos por demasia. Mas ela sozinha não conseguiu nem mesmoretirar o livro da estante, quem dirá abrir página por página.

Este livro deve pesar uma tonelada!– Refletiu. – Preciso encontrar alguémburro e tapado o suficiente para me ajudar com completa discrição. Mas quem?

De repente, seus olhos brilharam de prazer. Claro, só pode ser ele!

Sem alarde, Cassandra foi ao palácio real. O jovem rei Ares estava tãoentretido em seu treinamento com as espadas que até um elefante poderia passardespercebido.

Procurava, contudo, por um gigante.

Menoécio era um titã tão feio e estúpido que Cassandra achava difícilacreditar que ele descendesse da linhagem de ouro da Atlântida.

O colosso tinha pêlos por todo o corpo e era tão desengonçado que pareciaandar como uma pata choca. Mas ela não tinha muitas escolhas, precisava dealguém forte para que pudesse virar as páginas do Livro das Pedras Oscilantes.Sabia que nele estariam as respostas que tanto inquiria.

Pois bem, chegou-se ao titânico e, graciosa, pediu para que lheacompanhasse até o templo da deusa memória. O titã foi logo dando bronca:

- Mené não tem tempo. Está aqui em missão oficial. Peça para seus pares.

- Ah Menezinho, eu acabei de lembrar que temos ovelhas cruas e deliciosasno templo. Se me ajudar pode degustá-las à vontade.

- Não sei não... Isso está me cheirando à encrenca! Mas tudo bem, Menéestá com uma fome de leão!

Os dois chegaram rápido ao suntuoso edifício sagrado. Cassandra teve deir correndo para tentar acompanhar os passos largos de seu amigo gigante.Chegou com a língua de fora e bebeu uma jarra inteira de baba de dragão.

Mené pegou o livro reclamando. Cassandra o afagou acariciando os pêlos desuas mãozorras que abriam as páginas com um estrondo.

            Cassandra, apesar de menina, era umagrande estudiosa de runas antigas, por isso, não precisou de muito tempo paraachar o símbolo da cobra mordendo seu próprio rabo: a runa Odin.

            - Obrigada Menezinho... Pode ir àcozinha e comer muito... Ficarei aqui estudando estas escritas. Obrigada mesmoviu, meu pêlo fofo.

            O titã deu uma olhada de esgueirapara ela, mas não discutiu. Cassandra deu graças aos céus quando ele saiu, poisestava quase vomitando pelo mau cheiro.

            A mocinha debruçou-se sobre a imensapágina rochosa e passou a interpretar as runas arcaicas.

            Porém, não foi capaz de compreendero real significado do Odin, poisnecessitava estar junta a outras para reportar uma escrita, ou recado,entendível.

            Desanimada, passou a virar e revirara arca tentando achar uma brecha para olhar lá dentro. Mas nada encontrava, acaixa estava completamente selada.

            Todavia, reparou que algumas dasserpentes se assemelhavam à figuras geométricas quando olhadas de determinadosângulos. Passou a desenhá-las e para sua surpresa, também eram runas.

            Não desistiu até encontrar as runascorrespondentes a todas as serpes. Desenhou-as num papiro e começou a fuçar nasanotações antigas.

            O problema era que as runasrepresentavam, de fato, uma linguagem estrelar. Os símbolos foram passados aosatlantes pelos titãs, e para esses últimos pelos antigos habitantes docontinente Lemúria, ou Pangea. Assim, era necessário ordená-las de tal maneiraque ficassem como numa abobada celeste, pois representavam astros e estrelas, elendo-as da direita para a esquerda, os lemurianosrepresentavam à escrita dos cosmos.

            Cassandra foi surpreendida pelaentrada de uma garotinha de pouco mais de oito anos. Otrera era seu nome.

            - Por que anda sumida?

            - Ando ocupada. Tenho estudado asrunas.

            - Nossa que caixa engraçada... Ai.Esta cobra do meio me picou!

            - Não bobinha, ela não picou não! Éum encantamento de Sésamo. Elasesquentam bastante quando as tocamos e parece que nos picam.

            Otrera mostrou-se enojada pela caixae a atirou em cima de algumas almofadas. Cassandra indagou:

            - E o casamento, como vai?

            - É muito estranho a gente sercriança e ao completar 15 anos ser entregue ao marido. Mesmo que este seja oRei Ares.

            - Bem, se não quiser casar-se podevirar uma vestal dos Lumisais.

            - Nem pensar. Deixar a chance de metornar rainha. Não senhora.

            Otrera foi prometida a Ares em seunascimento. Os astrólogos da Ilha de Temyscera disseram que o destino a queriacomo rainha, e que somente Ares poderia tornar isso realidade.

            - O que tem dentro desta caixaesquisita?

            - É o que eu estou tentandodescobrir.

            - Ah, então a mocinha esconde um guardador de segredos?

            Cassandra virou-se de sobressalto.Uma baforada de dragão arrepiou seus cabelos. Netuno havia adentrado à recâmaraacompanhado de seu réptil alado Draco.

            Draco era um jovem dragão amarelo,bravo e tempestuoso como seu dono.

            - Como ousa entrar com esse animalaqui?

            - Eu nunca tenho de dar explicações sobremeus atos, aliás, nem preciso escondê-los, mocinha.

            - Não sou mocinha, meu nome é Cassandra!

            - Que seja, pouca diferença faz.Diga-me o que esconde debaixo daquela almofada.

            - Nada de teu interesse.

            - Ah, é mesmo? Então por que asenhora saiu acompanhada daquele gigante bobão. Ah, olha isso, o Livro das Pedras Oscilantes. Temestudado as runas? Foi para isso que trouxe o pamonhão? Para apanhá-lo para você? Em segredo?

            Cassandra ficou quieta. Netuno tomoua arca nas mãos e exclamou:

            - Hum... selado pelo Sésamo! O que tem dentro?

            - Você conhece o encantamento do Sésamo?

            - Claro, sou um atlante, não?! Vocênão respondeu minha pergunta. O que tem dentro da caixa?

            - Eu não sei. E se soubesse nuncadiria.

            - Deve ser algo grave – dissechacoalhando o artefato, – parece haver alguma coisa metálica dentro dele. Oque será?

            - Já disse que não faço idéia.

            - Mas você estava olhando as runas.– Entrou na conversa Otrera.

            - Claro! Essas cobras fazem figurasgeométricas. Você não é tão tansa quanto eu pensava.

            - Pegue seu dragão e vá embora!

            - Só depois de descobrir o que temaqui dentro. Vou ajudar a decifrar as runas. Sou bom nisso.

            - Mas mesmo se conseguirmos, comovamos abri-la?

            Netuno mirou para a caixa os dedospolegar, indicador e médio da mão direita e disse:

            Abra-teSésamo!

            A caixa vibrou, emitiu um sibilo emanteve-se intacta.

            - Que genialidade. Acha que já nãofiz isso?

            - Vou descobrir como se abre issonem que passe o resto da vida tentando.

            Netuno fez como se fosse vomitar.Mas ao invés do vômito, saiu de sua boca uma fumaça colorida e cristalizou-seali um rapaz loiro, cabelos baixos e olhos azuis. Era seu elemental.

            Os elementais eram os magos quehabitavam em tudo que existia. Normalmente, se apresentavam como crianças depouca idade, mas no caso de Netuno, o elemental já era quase adulto.

            - Puxa vida, eu não acredito! Vocêconsegue expulsar seu intercessor!

            - Grande coisa! – RetrucouCassandra.

            Educado, o elemental deu umapiscadela para a meninha e fez reverência para Cassandra. Depois dirigiu-se aoseu jovem mestre.

            - Em que posso servi-lo, hoje?

            - Reconhece essas runas?

            - Sim, mas será necessário ordenaras 13 corretamente para conhecer seu significado.

            - Tente abrir a arca.

            O elemental apontou seu dedoindicador e bang! Um pequeno raioluminoso saiu dele e atingiu a arca. Ela emitiu um sibilo mais agudo que oanterior, mas mantivera-se cerrada.

            - Quero que vá à capital atlante etraga-me todos os pergaminhos que encontrar sobre essas runas, e alguma coisaque nos ajude em como abrir este Sésamo.

            - Isto será feito.

            Dito isso, o elemental desapareceufeito fumaça. Netuno e Cassandra debruçaram-se sobre o livro de pedra ecomeçaram a trocar idéias sobre os significados das runas.

            Não demorou muito, entraram vestaistrazendo todo tipo de sobremesa. Otrera adormeceu sobre as asas quentes deDraco, enquanto os dois estudiosos se preparavam para adentrar a noite cominúmeras anotações antigas para ler e traduzir ao watan, a língua atlante.

            - Fógus... – Disse Netuno apontando novamente seus três dedos da mãodireita, recolhendo os demais, para algumas piras oleosas. Elas crepitaram e seincendiaram.

            - Acenda esta aqui também! – PediuCassandra.

            O jovem mirou seus dedos armadospara o fogo e dele saiu uma salamandra com chapéu cônico que saltou ao archote,fazendo-o inflamar.

            Durante horas ficaram os dois atraduzir e comentar seus achados até que por fim adormeceram.

Já era de madrugada quando um estrépito os acordou de sobressalto. Oelemental trouxe-lhe dois barris cheios de pergaminhos e anotações antigas.

Draco passou a se contorcer e se espreguiçar, o que acordou Otrera.

O Réptil rumou noite afora. Netuno comentou.

- Draco deve estar faminto. Deve ter ido caçar algum dodô perdido por aí.

- Sempre achei que seu negócio fosse a água. No entanto, domina também oar e as terras. Não o entendo!

- Conquistas, minha cara! Conquistas, coisas que mulher não entende!

- Eu não entendo mesmo. Não sei pra quê ter mais do que pode carregar emseus braços.

- Meus braços são compridos e fortes!

- Ah, homens... Ainda vai chegar um dia em que nós mulheres daremos anota de comando.

- Duvido. Mas chega de conversa. Veja o que achei aqui... Um encantamentode Sésamo...

O papel encardido trazia algumas runas iguais as que Cassandra desenharanum papiro.

- Mas essa linguagem eu desconheço. Ela parece selar com duas chaves...

- Sim, se quisermos abrir teremos que encontrar a outra parte do mistério, pelo menos é que diz aqui.

- Sabe, não faz muito tempo eu peguei uma conversa entre Chronos e meutio Zeus. Eles falavam de uma arma...

- Arma?

- Sim, diziam que era tão poderosa que não cabia a um homem tê-la. Seriaperigoso demais.

- E você acha que poderia estar aqui dentro? Que tipo de arma era?

- Não pude continuar a ouvir... Pandora me descobriu e mandou-me limparos estábulos.

- Pandora... Eu como um abacaxicomo ela está envolvida até o pescoço nesse encantamento.

- Depois eu tentei descobrir que tipo de arma era com meu pai, mas ele ficou furioso e me mandou limpar osestábulos de novo...

- Entendo, e Pandora? Tem visto a bruxa?

- Nunca mais a vi. Sei que estava indo para a Ilha de Phebo.

- Ai, estou muito curiosa... Precisamos decifrar esses códigos!

Netuno começou a copiar as runas em pedras. Cassandracompreendeu prontamente. Haveria flexibilidade em rearranjar as escritassagradas, até que por fim fizessem sentido.

- Veja – começou Netuno, – as runas sempre devem ser lidas ao contrário.Nosso desafio está em encontrar o início e o fim delas. Não creio que Odin seja o início. Vamos começar aordená-las e interpretaremos cada tentativa. Topa?

- Sim, não vou conseguir dormir mesmo. Estou muito ansiosa.

E começaram uma maratona de ensaios runísticos.Todavia, Netuno foi interpelado com a entrada de um mensageiro que ordenava suapresença perante o rei.

O príncipe foi a contragosto. Porém, Cassandra o tranqüilizou quecontinuaria a interpretação. E assim foi.

Já era hora do almoço quando Netuno retornou com cara amarrada.

- Aquele Mené é mesmo um problema.

- O que aquele abobalhado de cabeça oca fez agora?

- Começou a discutir com Ares. Ele iniciou, como sempre, dizendo que ostitãs não são escravos dos atlantes, e que Chronos é um tirano e blá, blá,blá... Ares não gostou e quase decepou sua cabeça. Por fim, acabou o expulsandoda ilha. E eu... Terei de escoltar o bobalhão à Titânia.

Cassandra fez cara de desaprovação. E depois, tentou concluir simulandomais uma seqüência das runas.

- Esses titãs são mesmo um probl...

De repente, sua voz mudou, ficou grossa. Parecia que não era mais a mesmapessoa quem estava falando.

Essa é a seqüência correta!

Netuno a tranqüilizou. Cassandra estava em transe.

Sobre o livro de pedra estavam as runas posicionadasem três fileiras:

                                               

                                                

                                              

De olhos arregalados, Netuno parecia compreender cada letrado alfabeto rúnico. Porém, antes que pudesse dizer qualquer palavra, Cassandradisparou novamente com voz grave e rouca:

O segredo dos segredos é o fim queleva, traz e leva novamente. Aqui se encerra o poder supremo. Força e soberaniapara uns. Dor, sofrimento e morte para outros. Avisado está, o preço que pagarápor esse prêmio será a alma, sua e de seus semelhantes.

Cassandra estremeceu-se, sentiu-se em vertigem. Foiapoiada por Netuno que a conduziu ao jardim do templo para que respirasse arpuro. Todavia, a moça parecia extremamente extasiada pelo ocorrido.

- Este é um aviso típico dos antigos túmulos lemurianos. Contudo, asserpes o fizeram magicamente a mando do encantamento de Sésamo. Com o poder dessas runas, o que está aí encerrado estarátambém para sempre escondido. Nem mesmo com toda a magia do universo poderáalguém abri-lo.

- Não se iluda Cassandra. Nada é para sempre. Note que Sésamo necessita de uma chave parafechar, e se o instrumento fecha, ele também abre.

- Você está certo, alteza. Maseu não faço a mínima idéia de que tipo de instrumento se trata.

- Pedras, cristais, metais... Muitos destes artefatos sempre foram usadospara lacrar e cerrar portas e portais. E não duvido que, sendo Cassandra aartífice do encantamento, ela não tenha utilizado uma de suas próprias jóias...

- O que descartaria boa parte das ferramentas usuais de ritos mágicos!

- Precisamos encontrar Cassandra. Guarde em segurançaeste baú. Assim que conduzir o abestalhado à Titânia, irei procurá-la. Poder para uns é desgraça para outros, éisso que as runas nos dizem. Mas para quem será a desgraça? Para o portador ou para o portado?

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