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   > Quem educa aquele que educa



Marlos Mello
      ARTIGOS

Quem educa aquele que educa

Em determinados momentos onde a dúvida torna-se pesada como a angústia de não encontrar maneiras de dizer o que precisa ser dito, a verdade cala. O sabor de descobrir, desvendar algo que não parece evidente... Tornar claro o que esta ou estava obscuro.

         Diferente do que não é possível enxergar, o receio de ponderar e estremecer. Aviltar palavras que consomem ao mesmo tempo em que corroem o melhor e o pior que existe em todos aqueles que acreditam na possibilidade de fazer diferente.

         Algumas coisas sempre vão apontar caminhos e alçar fronteiras da desordem, a educação que transforma. O primeiro passo, talvez o mais importante. A trajetória que se inicia e se reinicia continuamente no piscar de olhos daquele que consegue perceber a si mesmo.

          Consentir no sujeito o poder de “dogmar” verdades e fazer usos e frutos do desconhecido, diante de quem? O saber e o sabor. Ora se sente e ora se sabe. Colidir o prazer com a dor, aprender que nem sempre se sabe de tudo. O gosto que faz a procura ou a busca de encontrar-se.  

         A cesárea do parto que traz a esperança, carregada ou não da frustração do parto normal, o aprender que nem sempre é fácil, mas que é possível. É justo permitir a vida, assim como é glorioso o aprender daquele que antes dizia ser impossibilitado.

          Amar aquilo que se faz da forma com que se doou ao aprender. Corrigir sem julgar, arcar com a descoberta de algo novo. Permitir permitir-se aprender, doar-se em forma de instrumento sem receio de si mesmo. Desvendar seus medos sem medo de um julgamento.

         Família, escola, instituição qual a tua situação? Exaurir de ti o que talvez não esteja em ti mesma, resgatar teu sabor e teu saber. As benesses da “pomposidade”, onde talvez não permitam te enxergar. Alçar fronteiras. Deixar de emburricar nos percalços de tua suntuosidade.



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