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   > Enigma do Báculo



yuri monteiro do nascimento
      CRôNICAS

Enigma do Báculo

Enigma do báculo Primeiro Enigma do báculo.
        Epílogo
 
- Vamos Yuri, já pegou todas as suas coisas? - gritou uma mulher loura com longos cabelos de fios sedosos e brilhantes, feições frágeis e delicadas,  os lábios pequenos e formidáveis como seu nariz fino  e arrebitado. Seus olhos eram amarronzados.  Ao seu redor havia várias e enormes caixas de papelão. Algumas abertas e outras fechadas,  empilhadas e espalhadas pelo chão. O dia estava ensolarado sem nenhuma nuvem no céu. As brisas eram refrescantes e calmas.  Entretanto era apenas o começo do que estaria a vir.
 
O  sol da manhã.
- Hã... Mãe... Eu já estou descendo! - gritou um garoto,  com cabelos negros curtos, os olhos negros como o céu sem estrelas, as feições já robustas e sérias.  Magro e alto eram suas principais características físicas. Em seu quarto também havia caixas, em cima da cama e no chão. Porém todas estavam abertas, com plástico bolha dentro das caixas, ele corria de um lado para o outro jogando pequenos objetos; como CDs, livros e globos de neve de diversos tipos. Com várias cidades em miniatura como as de Nova Iorque, Washington e Tóquio.
Por um breve momento ele fixou seus olhos no globo de neve de Tóquio, era para onde ele se mudaria. Respirou profundamente colocando-o dentro da caixa lentamente, desde os últimos acontecimentos ele não estava muito animado. Isolava-se em seu quarto, lendo e contemplando seus livros, que o levará a outras vidas e lugares. O deixava distante da realidade que tanto lhe assombrava.
Ouviram-se três batidas na porta e um homem alto com ombros largos, de cabelos negros crespos e rebeldes adentrou o quarto,  sua pele café com leite, emoldurava com suas feições robustas. Seus olhos castanhos escuros eram grandes e brilhantes, parecendo um par de diamantes e em vez de olhos.
- Tá precisando de uma ajuda aí amigão?- perguntou o homem ajudando o garoto a colocar os objetos dentro das caixas.
-Não, obrigado pai - respondeu o garoto em voz baixa, olhando fixamente para o velho álbum de fotografias; com a capa marrom de veludo surrado e com uma caligrafia sobre um pequeno retângulo de papel, com letras arredondadas e bonitas. Que por um breve momento hesitou em colocá-lo na caixa ou na mochila que estava sobre uma cadeira, que estava de costas para o guarda- roupa.
- Então lhe encontro lá embaixo em 10 minutos!- exclamou  Peter, dando meia volta e caminhando em direção a porta.
- Por que vamos nos mudar daqui?- berrou  rapidamente o garoto, quando o pai já estava saindo do quarto. O homem parou, ficou imóvel e calado  suas pernas ficaram rígidas e congeladas e uma dor insuportável invadiu a mente dele. Rapidamente o garoto acrescentou: - Eu não quero sair daqui, eles não gostariam disso. Eu não quero ir para Tókio.
Peter sentiu suas entranhas se contorceram, então por um breve momento hesitou em voltar-se para o garoto e dizer algumas palavras, que para ele não ajudariam em nada. Porém ele retomou sua caminhada e desapareceu no corredor. Yuri enfureceu-se, pegando um dos globos de neve e jogando-o contra a parede, projetando assim um ruído seco e alto. Ofegante, correu  em direção aos cacos e tomou em suas mãos uma pequena miniatura da cidade do Tókio, ele cerrou os punhos e seus olhos se encheram de lágrimas. Ele se sentira culpado pela a morte de seus avôs, se ele pudesse voltar no tempo e evitar que eles fossem torturados e mortos. A única coisa que consegui avistar escondido dentro armário debaixo da escada foi ver a sua avó implorar aos pés do homem para que não matasse  o seu marido. Maldito, verme, desgraçado pensou Yuri levantando-se e secando as lagrimas que não paravam de brotar de suas pálpebras. Enxugando-as com o dorso da mão, caminhando em direção a uma caixa que estava aberta.  Ele procurava por alguma coisa que satisfizesse aquela dor e culpa. Até que seus olhos fixaram no que ele tanto procurava,  por um momento sua dor sumiu, ela não estava latejando como antes. Ela parara, a única coisa que Yuri sentia, era a alegria de vê-los sorrindo, felizes.  O jovem segurou  porta- retrato e sorriu, aquele sofrimento e dor estavam amenizados. Por pouco tempo.
- Vovó... - sussurrou Yuri para si, era a uma antiga foto deles pescando em um pequeno lago, vovó que batera a foto. Então por um breve momento, algo o envolveu, olhou ao redor do quarto. Porém não avistara nada. Engoliu em seco e colocou  porta- retrato dentro da caixa.
- Yuri... -  ele reconhecera aquela voz, seu coração acelerou quase pulando de seu peito, suas pernas ficaram rígidas e ficou tão pálido, que sua cor poderia ser igualada a um papel. Ele limpou a garganta e umedeceu os lábios que estavam tão brancos como ele.
- Quem está aí? - gemeu Yuri tão ofegante que caminhou em direção a porta, seus passos eram lentos e precisos.  A atmosfera ficou pesada e mais tensa, o guarda roupa vibrou violentamente, fazendo Yuri sobressaltar e arregalar os olhos. Sem hesitar, ele atravessou o quarto em direção ao guarda roupa, que parecera possuído. Defronte a ele, Yuri por um breve momento observou o roupeiro abismado. Então, abriu uma das portas dele. Não era o guarda roupa que estava fazendo isto. Ele riu, riu de si mesmo era uma idiotice, deveria ser apenas um rato tentando escapar e ir para seu esconderijo. Então se voltou para as caixas novamente, e começou as embalar. Porém aquele mesmo barulho o incomodava, havia alguma coisa de errado. Ele parou de fechar as caixas e se voltou para o guarda roupa defronte a ele, observou e estudou durante alguns breves minutos. Até que seus olhos se voltaram para a parede...
Rapidamente ele empurrou o guarda - roupa para o canto do quarto ao lado da porta, revelando uma velha porta empoeirada, a maçaneta já estava descascada. Era uma porta simples cor vinho, com detalhes melancólicos. O garoto girou a maçaneta e empurrou a porta lentamente. Logo um cheiro de mofo e de umidade levantou-se, no começo Yuri tossiu um pouco, havia muita poeira. A luz do sol que entrava pela janela, começara a ficar fraca quando Yuri adentrava o cômodo misterioso. Durante tanto tempo, ele nunca desconfiara que tivesse outro cômodo defronte ao dele.
Ele tateou a parede do lado esquerdo, havia uma grossa camada de poeira, ele analisou a poeira na ponta de seus dedos. Havia muito tempo que  ninguém visitara este cômodo, pensou ele. Continuou a tatear a parede até achar um interruptor e acionou. A luz irradiou todo o cômodo, fraca, mas conseguia iluminar perfeitamente o cômodo. Ele deu alguns passos, sem saber para onde ir ou procurar.  Ele escutou passos apressados e voltou-se para o outro cômodo.
-Por que está demorando... - Emily calou-se rapidamente, seus olhos percorrem todo o local, pareciam tão perdidos como ela estava. Lentamente adentrava o cômodo, Yuri a observava, ela parecia tão impressionada que um breve sorriso brotou em sua face.
- Como conseguiu...?- perguntou ela mal terminando a frase e seus olhos  ser perdendo, no que parecia um porão. Yuri já imaginava a pergunta, então respondeu, entretanto hesitou em contar como achara verdadeiramente o cômodo que ninguém parecia saber.
- Hã... Um livro meu havia caído atrás do guarda roupa, então o empurrei e achei a porta.
- Emily!- berrou Peter lá de baixo, o grito dele ecoou por todo o cômodo, fazendo-o parecer fantasmagórico.
- Termine de arrumar suas coisas, depois veremos o que tem de fato dentro dessas caixas - disse rapidamente Emily, jogando um olhar incisivo no local.
Yuri acenou com a cabeça, parecia imóvel. Mas não sabia por que, alguma coisa ali. Naquele local, que o incomodava; era uma energia forte. Parecia sombria e poderosa, quanto atraente. Ele respirou profundamente. Seu corpo se despregou do chão e ele perdeu o controle dos sentidos, o ar em seu pulmão pareceu lhe torturar. Ele urrou de dor, caído no chão. Ele não se lembrara como acontecera, ficou tudo tão escuro e...
- Droga, mais o que... -  um flash de memórias invadiu sua mente, já perturbada. Ele sentiu uma pontada no peito, já estava ofegante. Seus membros não respondiam as suas chamadas. Ele estava no limiar do pânico, sem ajuda, sem ninguém e sem controle do próprio corpo. Ele ficou paralisado no chão. A luz do sol penetrava sua pele, seus olhos estavam arregalados e seus lábios pareciam trancados. Sua pele estava gélida e tão pálida, que parecia que a luz do sol fazia o brilhar.
O que havia acabado de acontecer foi...
Ele se sobressaltou que a dor em seus músculos foi tão insuportável que ele caiu em cima da cama empurrando as caixas, algumas caíram no chão.
- Quem está aí? -perguntou ele tão ofegante, que as suas palavras pareciam sussurros desesperadores.
Não houve nenhuma resposta,  tudo estava silenciado. Era verdade o que havia acabado de acontecer? Pensou ele, mais seus olhos só encontraram apenas uma coisa, o que chamara atenção dele. O que ele parecia estar procurando; era o que o chamava. Era o poder. Era o poder sombrio e atraente que ele tanto desejara. Sua curiosidade, já era como empolgação, ele estava ansioso. Por quê? Por que um simples objeto lhe atraia tanto? Calmamente ele levantou-se da cama, hesitou, seu raciocínio estava confuso e uma dor aguda no peito, aumentava a cada passo que ele dera. Era agonizante, sua vontade era de sair correndo pedir ajuda. Não, pensou ele rapidamente lutando contra o próprio corpo, contra si mesmo. Lentamente ele chegou ao porão, suas mãos estavam tão tremulas, que ele tateou a parede em busca de apoio. Suas pernas queriam vacilar, sua pele estava pálida e gélida. Ele inspirou o ar úmido e empoeirado do cômodo. Até que seus olhos encontraram algo e sua excitação se tornou incomodante, a dor aguda no peito ficou mais intensa.
O porão era um pouco maior do que o quarto de Yuri havia móveis velhos e empoeirados e antigos; como duas camas encostadas na parede, horizontalmente. Um roupeiro com de gelo sem as portas e as gavetas estavam em cima dele, estava encostado na parede ao lado das camas. Havia muitas caixas  algumas estavam empilhadas até o teto, outras estavam espalhadas pelo chão.
Yuri caminhou em direção a um velho baú, que estava no lado direto da parede. Ele estava envolvido por grossas correntes, presas por um cadeado que já estava começando a ficar enferrujado. Ele se ajoelhou defronte ao baú de madeira cor vinho e o observou durante um bom tempo. Então, Yuri começou a tatear o chão, em volta do baú. Seus batimentos aceleraram-se e  uma pequena excitação começou a se forma. Ele sabia que a chave estava por ali...
- Preciso de você chave... -murmurou ele para si mesmo, empurrando o baú para o lado esquerdo e levantando uma pequena nuvem de poeira. Então continuou a tatear o velho piso sujo, até que suas mãos encontraram um objeto frio e metálico.
- Achei... - disse ele. Com um sorriso crescendo em seu rosto pálido, arrastou o baú defronte a ele. E enterrou a chave no cadeado, suas mãos tremiam tanto, que ele quase não o abriu. Ele engoliu em seco, estava quase hesitando, quando passos apressurados invadiram sua mente. Engoliu em seco, ele abriu o resto do baú sem nem prestar atenção no que havia dentro. Lentamente ele se virou em direção à porta, e um borrão atravessou...
-Quem está aí?!- gritou Yuri, estava tão ofegante que seus músculos congelaram a aquela dor aguda no peito voltou a incomodar. O vulto havia desaparecido. Deveria ser alguém da companhia de mudança,  pensou ele. Então, ele levantou-se seus músculos doíam que ele não sabia, por quanto tempo conseguiria ficar de pé. Ele atravessou o porão, seus passos produziam um ruído seco. A luz do sol irradiava pela janela e a bagunça do quarto era praticamente a mesma. A não ser, pelas caixas tombadas no chão. Era um sentimento, que ele não conseguia explicar era angustiante não  saber por que sentia aquela dor. Voltou para o porão rapidamente, caminhando depressa em direção porão. Havia alguma coisa de errado, na atmosfera, ele sabia, mas não se importou. Por que o que ele iria fazer, mudaria a vida dele e a de todos em seu redor.
Aos poucos ele tirava as coisas do baú, sentido uma pequena excitação a cada objeto que retirava, colocando as do lado do baú. Retirou, um álbum de fotos do casamento de Emily e Peter e deus seus avós. Vovó estava linda, o rosto pálido, olhos grandes e negros, lábios pequenos e formidáveis cintilavam com sua enorme beleza; feições finas e delicadas como as de Emily. A filha puxara bastante a mãe.  Durante um breve momento seu coração disparou dolorosamente, sua pele ficou gélida, seus lábios secaram e limpou a garganta.  Seus pensamentos se esvaíram de sua cabeça, por uma fração de segundos. Um livro empoeirado estava praticamente enterrado debaixo baú, era uma sensação estranha. Parecia perigoso, porém atraente. Ele conseguia sentir que havia alguma coisa errada; estranha, poderosa ou até maligna. Era tudo que ele queria, tinha alguma coisa diferente, naquele simples objeto. Ele tocou o livro empoeirado e sua mão o percorreu o todo. A capa era um vermelho forte, tão forte que parecia brilhar, havia um símbolo de linhas finas e alongadas douradas na capa, na parte externa se forma uma estrela de 12 pontos com 3 quadrados, e em torno dessa, encontram-se os símbolos do zodíaco ocidental. Ao lado da estrela de 10 pontos do centro, sem vêem a lua e o sol.
- Parecer ser uma insígnia... -sussurrou ele para si, ele pegou o livro, ainda o observando, ele refletiu durante alguns minutos, ali ajoelhado. Não parecia ser um livro qualquer; não tinha titulo, ou mesmo o nome do autor ou editora. Então, ele virou  um livro observando o verso dele, não havia nada. Apenas o vermelho forte e intenso.
Uma sensação estranha abateu sobre seu corpo, que suas entranhas se contorceram e uma dor insuportável em seu ombro esquerdo o abateu violentamente. Um toque gélido e forte... Ele se sobressaltou  rapidamente virando para trás. Seus olhos arregalaram-se e o ar em seus pulmões pareceu o torturar.  A luz da lâmpada ficou cada vez mais fraca, seu brilho não conseguira irradiar todo o cômodo. A cada segundo, ficava mais escuro, até que ela apagou-se. Era angustiante, ofegante Yuri perguntou.
- Quem está aí? - apenas o silencio monótono de antes. Até, que algo se movimentou das sombras e produziram passos. Lentos. Yuri limpou a garganta, ao ver a silhueta sair das sombras. A luz do sol iluminava apenas uma parte do cômodo.
- Oi, você deve estar procurando meus pais, né? Eles estão lá na sala- disse Yuri, aparentando ser mais calmo, mais não conseguia segurar a apreensão   e o medo. Não houve resposta.
-Eu, não vim atrás de seus pais. Vim atrás de você, Yuri - o homem saiu de trás das sombras. Revelando um homem alto, com ombros largos, alto, forte. Seus cabelos eram negros e penteados para trás, seus olhos eram negros e obscuros, suas feições eram robustas. Trajava uma capa cor de pele, por cima de uma camisa preta, usava o que parecia uma calça social preta.  Seu sorriso era fantasmagórico.
- C-c-como sa-sabe meu nome?- gaguejou Yuri, tão pálido que parecia um papel, seus olhos estavam tão arregalados que pareciam que iria escapar de suas órbitas. Ele estava imóvel, não conseguia correr ou fazer outra coisa. Suas entranhas se contorcendo. O homem saiu completamente da escuridão e ficou apenas a alguns metros defronte a ele. 
Por um breve momento o silencio tomou conta da situação, Yuri o observava com apreensão, o homem estava calado, mas seu olhar para o garoto era estranho. Ele o fitava de uma maneira, como se quisesse estudá-lo. Apesar de sua feição ser assustadora, ele estava calmo e imóvel.
A cada segundo; o medo e a desconfiança era a única coisa que Yuri conseguia sentir, seus pés pareciam pregados no chão. Sua mente borbulhava questões, sem nenhuma resposta. Mas algo  lhe fez sentir medo, muito medo. Tudo ficou  gélido e assustador. A atmosfera ficou intensa e pesada. As nuvens inundaram o céu, deixando o acinzentado, a luz do  sol perdeu a força e desapareceu. A escuridão engoliu o jovem, mas ele continuou imóvel e calado. Ouviram-se passos e sussurros que Yuri não conseguiu entender, ele apenas observou. Não havia apenas uma pessoa, a cada segundo os sussurros ganharam força e os passos ficaram mais altos, eram tão lentos e calmos.
Yuri respirou profundamente, o ar em seus pulmões se comprimiu.
Estavam se aproximando, os sussurros cessaram por um breve momento. A chuva  começou a cair.
- Quem está aí?- disse Yuri; ele continuava a aparentar que estava calmo, mas não conseguia mais controlar o tom de sua voz, que pareceu um murmuro. Não se escutou nada. Ele engoliu em seco. Tremera tanto, que as câimbras invadiram seus braços e pernas simultaneamente.
- Mate-o, vai, ele está em suas mãos, mestre - era uma voz feminina, calma e controlada. Yuri congelou, ele ficou rígido e calado.
Então se ouviu passos tão lentos, era apenas uma pessoa que caminhava em direção a ele. Incrivelmente, as nuvens cinza e gordas, se dissiparam, a chuva cessou e o sol reapareceu. Seu brilho estava mais intenso, e uma questão de segundos, o porão foi iluminando-se.
- Ainda não, minha aprendiza, ele é valioso - era diferente, da voz feminina,  era de um homem,  fria, calculista, calma e controlada. O homem continuou a caminhar, e seus passos cessaram. Uma mão, coberta com uma luva preta, atravessou a escuridão. Aos poucos um homem com uma armadura atravessava a escuridão, pouco se viu, seu rosto parecia encoberto e o resto do seu corpo também. Ouvi-se um sussurro.
-EMPUJE.
Um clarão de luz branca, intensa e poderosa atravessou o quarto rapidamente. Os olhos de Yuri ficaram ofuscados, e seus pés despregaram do chão, seu corpo ficou pesado e rígido. Uma dor insuportável invadiu seus pulmões. Inúmeras perguntas formaram-se, sem respostas ou pistas. Como  ele sabia meu nome? Por que me atacaram?
Seu corpo chocou-se brutalmente contra a parede, produzindo um barulho abafado e seco. Uma densa escuridão encobriu tudo e Yuri desmaiou.
-... Podemos  matá-lo, ele está tão indefeso agora - sussurrou outra mulher, sua voz parecia esganiçada e rouca.
- Ela é causa de nossos problemas, senhor- disse o homem de capa cor de pele.
- Sim, eu sei, mas ele é minha propriedade, então pertence a mim e não a ninguém- retorquiu o outro homem.
Yuri estremeceu, ouvira tudo. Por que queriam matá-lo? O que ele tinha causado? Aos poucos ele abriu os olhos, continuou imóvel e calado, apenas avistou os pés, era seis pessoas, que estavam adiante de seu corpo, o observando o seu despertar. O chão era gélido e a planície era lisa. A  luz estava fraca  e suave. Ele desviou os olhos dos pés das pessoas e correu apenas uma parte onde estava. Seu coração disparou dolorosamente, ele não estava mais em sua antiga casa.
Ele limpou a garganta.
Fechou os olhos, e soluçou fortemente. Estava com medo e sozinho. Seus pais deveriam estar preocupados, procurando em todos os lugares, uma dor o apunhalou nas costas. Algo dentro dele  o corroia, lentamente. Uma desesperança e medo era a única coisa que conseguira sentir naquele momento. As lagrimas escorriam pelo seu rosto, elas eram a única coisa que o aqueciam. Seu punho fechou-se e ele apertou os olhos, tentando sair daquele pesadelo que...
Um lampejo roxo e azul invadiu aquele local frio e sombrio. Ouviram - se gritos,  urros de dor, risadas e...
é apenas o primeiro cap!
 

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