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   > O Nascimento



Jefferson Luiz Rosa
      CRôNICAS

O Nascimento

Após o golpe militar de mil novecentos e sessenta e quatro, inicia-se no Estado Brasileiro a ditadura, os militares tomam a posse do governo e elegem o Marechal Castelo Branco para a presidência da república. Dá início, então, a era mais triste para alguns, rígida para outros, e também a mais marcante da história de nosso país.Neste conjunto, na passagem de uma quinta para sexta-feira do mês de Agosto do ano de mil novecentos e sessenta e seis, na Cidade de Curitiba, capital do Paraná. Época estritamente fria, chuvosa, notava-se pequeninos fios de neve bailando no ar. Surgem murmúrios, parece diálogos aparentemente celestiais, um fato especial esperando a aprovação divina, uma conversa entre os anjos, e por volta de cinco horas da manhã, nasce o filho primogênito do casal Ana e Valmor: um menino franzino, com infecção nos olhos, à primeira olhada seria como a feição de um patinho feio, mas, como é de praxe quando adulto provavelmente se transformaria em um belo cisne. Como não havia ainda um nome escolhido pelo casal para o recém nascido, o pai sem muita inspiração ou sem planejamento tira-o de uma marca internacional que tinha visto num hotel de luxo da cidade, na propaganda de certo objeto ou coisa, estava escrito simplesmente um nome internacional “Lee”.Época em que tudo naquela vida era tão difícil... Não havia roupas para o menino, Ana estava sozinha no hospital (enquanto o pai estaria num bar comemorando o nascimento do filho) á pedido fervoroso da mãe o hospital cede um lençol para cobri-lo, e assim poder levá-lo para casa. Acredito que nesta geração deveria ser sumário e rotineiro as pessoas em geral, terem dificuldades, tanto para comprar algo, como para encontrar, pois, quando sabia o quê comprar não havia o dinheiro necessário para pagar, e quando possuía o capital não descobrira aonde, qual lugar adquirir tal produto, bem ou serviço.Depois da Ana receber alta médica do hospital, e enfim poder ir para sua casa com o bebê, já na saída do leito, chega o Valmor todo sorridente e alegre com um enxoval dentro de uma embalagem plástica na cor-de-rosa.Que mancada, não! Pois o filho era do sexo masculino.O que dizer numa hora dessa, bom... (creio que houve entre os adultos ali presentes um ar de surpresa e ou até de gracejo). Pois bem, para o recém nascido tanto importava a cor das vestimentas, o que lhe interessava era estar bem agasalhado, pois acabara de sair da barriga, e era um dia de muito frio.Com o nascimento do primeiro filho do casal, a família começa a crescer, quero dizer a descender, o quarto de pensão mencionado já fica pequeno para eles cujo espaço é bastante precário e um amontoado de coisas e gentes, então, transferem-se para a casa da dona Júlia, mãe de Ana, que se localizava na Vila São Pedro, na periferia da cidade de Curitiba.Assim, depois destas particularidades, os três iriam para nova casa.

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