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   > MUDANÇA RADICAL



Marilena Orsoni
      INFANTIL

MUDANÇA RADICAL

PEÇA INFANTIL:                                                                                                    MudançaRadical         Autora: Marilena Orsoni.

A ser explicado por um aluno, antes de a peça começar:

  Bylling. Esse é um termo utilizado para descrever os atos de , física ou , intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully = valentão) ou grupo de pessoas, com o objetivo de intimidar ou agredir outro, incapaz de se defender. Isso pode acontecer por xingamentos, tapas, ameaças, etc.

PERSONAGENS DA PEÇA: 

N – Natália

DC – D. Cida, orientadora

DP – Diretor Pedro

M – mãe de Natália

P – pai de Natália

Narrador em itálico Início.

Início.

Natália parecia mudada; não era mais a mesma garota feliz que transmitia alegria para todos. Seu comportamento estava estranho; parecia intimidada. Seus pais não entendiam o porquê da mudança. Em casa, nada havia acontecido de anormal. Tudo, aparentemente, mantinha-se igual, menos ela.            A mãe tentava saber o que estava acontecendo, mas Natália vivia jogada no sofá da sala, com o rosto enfiado nas almofadas. E implorava para mãe deixá-la ficar em casa. Não queria ir à escola, em que cursava o 9º ano do Ensino Fundamental. Segundo os professores, seu desempenho havia caído, e os pais receberam um recado da direção para comparecerem com urgência à escola. O que estaria acontecendo com a menina que tinha tanta vida dentro dela? Assim que chegou ao colégio, o casal foi atendido por uma educadora, D. Cida, que expôs os problemas detectados.                  

DC - Sua filha anda depressiva; vive isolada dos demais colegas de classe, e percebemos que está com várias manchas roxas nas pernas. Verificamos isso durante as aulas de Educação Física..Os senhores têm conhecimento disso?

P -Não, senhora. Jamais. Isso deve ser uma brincadeira de mau gosto de algumas amigas.

DC -Acredito que não, pais. Acho que o problema de sua filha é mais sério que isso. Vocês já ouviram falar em Bullying?

M – Não; nunca ouvimos falar nisso! De que se trata?            A orientadora pedagógica explicou o significado da palavra inglesa e orientou aqueles pais para terem uma conversa séria com a filha. E assim eles fizeram, logo que chegaram a casa.           

M - Minha filha, você sabe o quanto nós a amamos. Então, me diga: o que está acontecendo com você?           

N -Não está acontecendo nada, mãe.           

M – Nós fomos à escola e sabemos que está acontecendo alguma coisa. Quer falar sobre isso?           

N -Não, mãe. Por favor, não insista!           

M -Deixa-me ver as suas pernas           

N -Pra quê?            

M -Por favor, mostre-me.           

Natália abaixou a calça de moletom, e a mãe pôde ver o quanto era sério o que a educadora havia contado. 

M -O que são esses hematomas, Natália?           

N - Não é nada não, mãe. Me deixa ir pro quarto. Eu quero dormir.           

M - Agora não, filha. Primeiramente você vai me contar o que está acontecendo com você.           

N - Não vou contar nada não, mãe.           

M -Vai sim, filha. Isso não é brincadeira.           

N -A senhora não entende que eu não posso dizer nada pra senhora?!           

M -Como assim?! Você não pode dizer nada sobre essas manchas e sobre seu comportamento? Veja, filha, tenho notado que anda depressiva; só pensa em ficar sozinha no seu quarto, dormindo. O que, de verdade, está acontecendo com você? Pode falar comigo; sou sua mãe. Sou sua amiga.Naquele momento, Natália teve uma crise de choro e abraçou a mãe com muita força. De repente, começa a gritar.           

N - Mãe, pelo amor de Deus, me ajuda! Os garotos lá da escola disseram que iriam acabar comigo. Eles vivem me ameaçando pelo celular e pela internet!           

M -Onde está seu celular?           

N -Na minha bolsa.           

A mãe encontrou o aparelho; ali estavam registradas todas as mensagens com as ameaças sofridas. Rapidamente chamou o marido, e os dois se dirigiram à filha.            

P - Por qual motivo esse garotos estão fazendo isso com você?           

N – Vocês lembram quando eu pintei meu cabelo de rosa? Pois bem, assim que eu entrei na escola, um grupo de garotos começou a zoar  da cor do meu cabelo. Eu fique com raiva e xinguei eles. E, a partir dali,  eles nunca mais me deixaram  em paz. Até dentro da  sala de aula eles zombavam de mim! Eu fui me enchendo daquilo e resolvi não ligar para as besteiras que eles me falavam; então, quando eu passava por eles, fazia de conta que não estava vendo ou ouvindo o que eles diziam.

M - Ah, então foi por isso que você quis voltar à cor natural do cabelo?

N - Sim, mãe; foi! Na semana passada, numa das aulas de Educação Física, eu estava distraída, e eles me empurram. Acabei batendo minhas pernas num dos bancos do ginásio. Depois disso, quando chego ao colégio e entro na  sala para estudar, eles me empurram e dizem que vou me arrepender de ter ido pra escola e que melhor seria eu ter ficado em casa. Falei para eles que iria contar tudo para o diretor e para vocês; então, eles me ameaçaram mais ainda!            

Os pais da menina ficaram chocados com a história. No dia seguinte, bem cedo, Natália e os pais procuraram a direção para falarem com D. Cida que, imediatamente, chamou o diretor Pedro para participar da conversa. Eles já haviam investigado o que estava acontecendo na escola durante as aulas, no pátio e até fora dos portões. Então, o diretor falou:           

DP - Pais, nós já sabemos o que está acontecendo com sua filha e com muitos outros alunos da escola. Eles são vítimas de jovens que se dizem adeptos do Bullying, mas não é isso o que são. São verdadeiros vândalos que veem à escola para amedrontar e aterrorizar os colegas.             

M -Amedrontar e espancar, o senhor quer dizer, não é diretor? (está com lenço, com os olhos cheios de lágrimas)           

DP –Sim! Eu estou sabendo de tudo, porque, antes de os senhores virem até aqui falar com D. Cida, um dos alunos do 5º ano me procurou, chorando, dizendo que havia sido empurrado, chutado e intimidado, pessoalmente e pelo celular, por um grupo de jovens do 9º ano. Esses jovens são da mesma classe da Natália. Você sabe de quem eu estou falando, não é Natália?           

N -Sim, eu sei quem são eles.           

A menina respondeu à pergunta e, logo depois, colocou o rosto sob os braços da mãe, tamanho era o medo que sentia.            

P – Isso não pode continuar! Essas crianças são vítimas de um pessoal muito mau. Vamos tomar providências, diretor?                    

DP – Claro! E, Natália... Você foi corajosa! Assim como o aluno do 6º ano, você rompeu a barreira do silêncio. Os jovens que sofrem esse tipo de ameaça não deveriam se isolar e ter medo de pedir ajuda. Todos deveriam romper o medo e gritar por socorro, para que esse tipo de coisa não venha a fazer mais vítimas. A violência e a maldade não podem imperar. Após esse triste episódio acontecido com Natália, seus pais tomaram as providências necessárias para que a menina tivesse um acompanhamento psicológico. Levou um bom tempo, mas ela se recuperou dos traumas que haviam transformado sua vida num inferno. Quanto aos meninos que praticavam Bylling, foram devidamente repreendidos, sendo expulsos do colégio. Os pais de cada um, conscientes do problema, também os encaminharam a psicólogos.   Fim.



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