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   > “D” DE “DEUTSCHLAND”, POR QUE, ENTÃO, “ALEMANHA”???



Clemens Maria Pohlmann
      ARTIGOS

“D” DE “DEUTSCHLAND”, POR QUE, ENTÃO, “ALEMANHA”???


Uma tradução de Tânia Gabrielli-Pohlmann


“D” = “Deutschland”? Que coisa estranha!

Quem fala português, diz “Alemanha”; em espanhol este país se chama “Alemaña”; aqueles que falam inglês, adotaram o termo “Germany” e quando se vai para o Leste Europeu, o “Schwabo” é que designa o cidadão alemão. Mas o que se vê nas placas de automóveis alemães é a letra “D” indicando “Deutschland”. Por quê? De onde vêm tantos termos diferentes para indicar um único país?

A língua alemã e o povo alemão formaram-se, basicamente, através de diferentes grupos étnicos, tendo cada qual sua língua. A existência de registros escritos em língua alemã remonta ao Século VIII d.C.. A língua oficial era o latim, mas o povo se comunicava em seus diferentes dialetos – muitos dos quais ainda hoje existentes, naturalmente com suas modificações.

Os “Alemannen” são um agrupamento de diferentes povos ocidentais oriundos dos suevos e que se expandiram da Holsácia Ocidental e de Brandeburgo para o Sul. Na região do Alto-Meno os “Alemannen” seriam citados pela primeira vez em registros escritos no ano 213 d.C.. No Século V viriam a ser vencidos pelos “Franken”.

Os “Germanen” são um grupo étnico, cuja origem está localizada na região da bacia do Mar Báltico. No Século III a.C. eles chegaram ao Mar Negro, numa expansão constante, dando origem, em um contexto de interesses, aos germanos ocidentais com os “Angeln”, e aos “Sachsen” – donde “Angelsachsen” ou “Anglo-Saxões” – em conjunto, ainda, com os “Jüten”, também migrantes germanos que se dirigiram para a Bretanha. “Angeln” tem a ver com “Englisch” (SIC). “Jütland” é uma parte da Dinamarca. “Sachsen”, ou Saxônia; “Sachsen-Anhalt”, ou Saxônia-Anhalt e “Niedersachsen”, ou Baixa-Saxônia, designam os nomes de três Estados da República Federal Alemã.

“Schwaben” ou Suábia (na região do Lago de Constança, assim como do Alto Danúbio), surgiu no início do Século X e foi regida pela Dinastia Staufer a partir de 1079. Após a morte do último representante da Dinastia Staufer, em 1268, a Suábia dividiu-se em diversos territórios. “Schwaben” designa, ainda hoje, o nome de um distrito na Bavária.

Em outros países, a imagem que se tem do alemão é a de um homem de chapéu, calça de couro até os joelhos, comendo chucrute e salsicha. Lembro-me dos rostos surpresos na feira-livre de São Paulo, na Mooca: um alemão sem chapéu (com um tufo de pêlo de camurça ou pena, ou “Gamsbart” em alemão), sem calças de couro (“Krachlederne”, em bávaro) e que recusa as “especialidades alemãs” oferecidas. Isto tudo, na verdade, faz parte da cultura bávara e eu vivo a aproximadamente 500 Km ao norte, em Osnabrück, na Cidade da Paz Vestfálica!

O “cidadão normal” da Bavária não usa o traje típico, acima descrito, no dia-a-dia, mas muitos preservam esta tradição em seu tempo livre.

Considerando-se que a Alemanha tem cerca de 80 milhões de habitantes, então a Bavária, com sua população beirando os 12 milhões, é um grande Estado. A cidade de São Paulo tem mais de 14 milhões de habitantes. Aqui pode-se dizer, então, que a Bavária não é tão grande...

“Deutsch” vem do termo do alto alemão antigo “diutisc”, que significa “popular” ( =“volkstümlich”) e recebeu, no Século X, o significado de “língua vulgar” (=”volkssprachlich”) como oposição ao latim – a língua oficial da Igreja. O termo “diutisc” passou a designar, então, o País e o povo. Daí, portanto, “D” de “Deutschland” = Alemanha ou o “país da língua popular”.
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© Clemens Pohlmann
Clemens Pohlmann é conselheiro psiquiátrico no Osnabrücker Verein zur Hilfe für seelisch Behinderte e.V., em Osnabrück, Alemanha.
Produz e apresenta dois programas na OS Radio: “Musika – die schönste Sprache der Welt” e “Revista Viva” (com Tânia Gabrieli-Pohlmann).”


Contatos: casa-taurinos@osnanet.de





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