Busca: 

Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha
 
  Área do autor

Publique seu texto
  Gêneros dos textos  
  Artigos (641)  
  Contos (940)  
  Crônicas (724)  
  Ensaios (169)  
  Entrevistas (35)  
  Infantil (207)  
  Pensamentos (651)  
  Poesias (2527)  
  Resenhas (129)  

 
 
Passagens-03-114
Airo Zamoner
R$ 104,00
(A Vista)



Contos de Curitiba
Airo Zamoner
R$ 36,50
(A Vista)






   > Um grande amor de um cavaleiro templário



Betimartins [ Elisabete Ribeiro ]
      CONTOS

Um grande amor de um cavaleiro templário


 

Um grande amor de um cavaleiro templário

Primeira Parte

Em muitas épocas passadas, contava-se uma linda história de amor, passando de geração e geração. Linda história de amor entre um cavaleiro e uma bela dama da corte.

Há muitos séculos atrás, viveu a bela dama, que fazia as delícias da corte por tão bela que era. Tinha lindos olhos azuis, rosto de pele clara como a neve e lindos cabelos loiros e fartos, aos cachos, belas formas e um lindo porte de educação e muita gentileza. Ora, sendo o rei um grande ambicioso, sempre arquitectou em sua mente ter em sua posse tal dama por ser tão bela e desejada. Tentou sem qualquer fruto conquistá-la. Ela era muito esperta e sabia como fugir às suas investidas. Sempre de forma gentil, afastava-se dele educadamente, o que cada dia fascinava o seu rei e senhor.

Um belo dia, esta dama de nome Clara, passeava pelos magníficos jardins do castelo, onde as rosas estavam a desabrochar e com elas lindos verdes como se fossem o orvalho a refrescar. Sentia-se no ar o aroma das rosas como leves fragrâncias no respirar...

Sentindo os prazeres dos céus, ela andava feliz e nela resplandecia a sua beleza por tanta delicadeza e cultura, com mistura de bondade. Era como o raiar do dia a despertar.

Todos se encantavam com a bela Clara que tinha uma tal beleza, já falada além reinos, pela sua simplicidade. Ora um dia, um cavaleiro da Ordem dos Templários, homem de muitas posses e muito justo, passou perto daquele jardim, viu Clara e logo ficou encantado por ela. O amor foi tão forte que não conseguia sequer dormir e ter descanso pois sabia que não podia chegar perto dela porque o seu rei deixou isso bem claro que se não era para ele não seria para mais ninguém. Clara também olhou aquele belo templário que defendia Jesus e as suas convicções e era amigo dos mais desprotegidos, sentindo o seu coração disparar de amor, amor sem explicação que perdia até a razão e a identidade.

Clara mudava cada dia mais, suspirando pelos cantos, cantando como a cotovia, ficando cada dia mais bela por tanto amor que sentia e recebia, segundo a sua ama que a ajudava a encontrar-se às escondidas com o seu amado cavaleiro José. E o amor era cada dia mais forte e belo...

 Um dia, o rei desconfiado por tantas mudanças e também por tantas visitas do seu amigo José, começou a estar atento pois sentia que algo se passava. Percebeu as trocas de olhar onde o amor falava mais alto pois não esconde o que alma sente e necessita. Pediu aos seus servidores mais fiéis que vigiassem a bela dama Clara e seu amigo José, homem que ele pelo seu estatuto, não podia enfrentar pois seria muito criticado.

A cada dia aquele amor entre Clara e seu amado José crescia a olhos vistos. Era lindo ver os dois juntos, era como se nada mais existisse no mundo, eles só tinham olhos para si mesmo, o mundo nada valia e nada dizia somente aquele amor proibido o que o fazia crescer ainda mais. Todos começavam a desconfiar de tal harmonia que nos dois havia e transparecia, onde se sentia o despertar do seu ser como se o mundo já nada representasse para ambos. O rei, cada vez mais furioso e com raiva por tanto amor que via, arquitectou algo tenebroso, pedindo que o cavaleiro fosse combater num lugar longínquo para que a sua nação fosse mais conhecida por todos, sabendo que era um homem de Deus e justo argumentou que seria para bem de todos e da Ordem dos Templários pois levaria a palavra de Jesus para terras distantes.

Assim partiu um grande grupo de soldados para longínquas paragens a fim de lutar e levar as palavras de Jesus sem conhecer a maldade do rei seu amigo que nesse grupo enviou um homem de sua confiança para assassinar o seu amigo José.

Clara estava destroçada e sem saber o que fazer pois sabia no seu coração que algo ali estava errado e que algo terrível iria acontecer. Pediu ao rei seu senhor que tivesse clemência pelo José e não fosse cruel. Todos os dias ela estava prostrada no portão do palácio para saber notícias de seu amado, já nem comia nem dormia e era como se seu coração partisse a cada dia na saudade e no amor que sentia por ele. Nos olhos alegres e brilhantes, via-se a tristeza e a vida a definhar a cada dia que passava.

Nas terras bem distantes e com muitos inimigos e muita terra desconhecida, o cavaleiro José lutava como distinção, mas sempre a pensar que logo voltaria para os braços da sua amada, pois pensava ele que fazendo esta vontade ao rei ele iria permitir o seu casamento. Já no final da sua cruzada, onde o sangue e dor eram demais, ele estava destroçado e cansado e já sem forças, mesmo estando a ganhar os terrenos e sendo amo e senhor daquela batalha. As saudades da sua amada eram grandes e só queria voltar para os seus braços e morrer neles.

Era como se algo fosse além espaço e fronteiras, eles sentiam a agonia um do outro, tal era aquele amor que nada os separava. Ele chorava noites a fio a pensar nela e ela fazia o mesmo a pensar nele, mas sempre encontravam as forças para viver, para poderem estar juntos nem que fosse um minuto na vida. Já no final da sua missão e batalha, o soldado contratado pelo Rei, durante a noite, vai sorrateiramente à sua cama para matar José. No seu sono de morte, ele ainda luta pela vida mas o golpe de espada foi grande demais rasgando-lhe o seu ventre e esvaindo-se em sangue, sem parar. Ouviu-se um grito de dor naquela noite fria e sombria, no acampamento, uma dor que rasgava a noite e arrepiava quem lá passou e acordou. Ouvia-se no silvar do vento o grito de dor e na sua voz já fraca, murmurava o nome de Clara, correndo este som pelo vento na noite gelada.

Sua amada estava a dormir e acordou a gritar com os seus lamentos dilacerando a alma, cuja dor era tamanha que não conseguia falar e dos seus belos olhos jorravam lágrimas, sem poder conter a sua dor. Todos no castelo acordaram com os gritos que rasgaram o silêncio da noite fria. No seu quarto sombrio e pouco iluminado ela sentiu um frio e uma brisa no seu rosto e um toque suave afagando e consolando a sua dor. Ela sabia que era o seu amado que partia deste mundo e se viera despedir para ir para junto de Jesus.

Todo o castelo estava em alvoroço e ninguém entendia o que se passava ali. Clara já definhando na sua dor a cada dia, esperava na porta do castelo pelo corpo do seu amado e senhor para poder beijar-lhe as faces e partir com ele também., sendo enterrada junto a ele numa lápide comum que ela já tinha combinado com a sua ama.

Chegado o dia em que regressam os bravos cavaleiros e com eles trazem o corpo do seu senhor e chefe, entregam-no ao Rei como se soubessem o que ele tivesse feito contra o seu amigo. Trataram do funeral e com Honras de Estado, com todos os templários presentes, num cruzar de espadas em sua homenagem. Então, Clara pega na espada do seu amado e enfia-a no seu corpo, no mesmo lugar onde ele tinha sido ferido, e caindo morta em cima dele.

Todos desatam aos gritos na corte e choraram de emoção, de tanto amor que ali existia... Era um desterro naquele reino, tendo até por fim o rei se arrependido do seu acto cruel e egoísta.

Mandou fazer uma linda capela onde colocou os dois a repousar com uma inscrição onde todos podiam ler:

"Aqui jaz um nobre cavaleiro e sua amada. Nem o tempo nem a inveja separaram o seu amor."

Hoje, num tempo em que já a alta tecnologia junta as pessoas além fronteiras e além-mar em que as distancias passam não passam de uns simples segundos, se cruzam estes mesmos amados e amantes, onde os olhares falam mais alto e nem precisam de ser apresentados. O coração fala mais alto do que a própria razão e reencontram-se para viver o seu amor interrompido no passado e que deve ser resolvido neste presente.

Betimartins


 
 



CADASTRE-SE GRATUITAMENTE
Você poderá votar e deixar sua opinião sobre este texto. Para isso, basta informar seu apelido e sua senha na parte superior esquerda da página. Se você ainda não estiver cadastrado, cadastre-se gratuitamente clicando aqui