Busca: 

Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha
 
  Área do autor

Publique seu texto
  Gêneros dos textos  
  Artigos (641)  
  Contos (940)  
  Crônicas (724)  
  Ensaios (169)  
  Entrevistas (35)  
  Infantil (217)  
  Pensamentos (651)  
  Poesias (2530)  
  Resenhas (131)  

 
 
O testamento vital no...
Isabela Maria Marques...
R$ 30,80
(A Vista)



R$ 27,60
(A Vista)






   > O Preço do Menosprezo



Ilza Maria Saldanha Ribeiro
      CONTOS

O Preço do Menosprezo

_Olá, posso dar uma palavrinha com o Senhor?

_Agora não é possível, com vê estou tratando de um assunto com um cliente

._ Mas eu prometo que não vou tomar muito tempo! O que tenho a lhe falar é inteiramente do seu interesse

._ Eu já disse que não tenho tempo para você agora, seja compreensível Catarino e volte para o seu trabalho! Você parece mesmo um grude, vive a me chamar a toda hora! Que saco!

_ Está bem, depois não vai ficar arrependido! 

Odilan continuou a conversa com seu cliente, enquanto Catarino cantava alegremente sua música preferida e limparva os vidros da janela do escritório, do qual dava para ver o jardim com suas perfumadas flores e toda a garagem que por sinal estava aberta. 

_Catarino, dá pra cantar mais baixo! Eu não aguento mais essa sua música parecendo vitrola velha quebrada! 

Passados alguns minutos o Senhor Odilan chega diante de Catarino e pergunta:

_ Catarino, eu preciso sair, se chegar alguém me procurando fale que não demoro! Mas antes eu gostaria de saber: ainda há pouco, enquanto eu conversava com um dos meus clientes, você queria falar comigo, o que era?

_ Já era patrão!Sair de que jeito patrão? Ah patrão, agora é tarde!

_ Como assim? Tarde, por quê?_Olhe lá! Sua garagem ainda  permanece aberta!

_ E onde está o meu carro?_ Não tenho a menor ideia! Alguém abriu a garagem, ligou o seu carro e saiu como louco! Bem que eu tentei avisá-lo, mas não me deu atenção... Seu carro uma hora dessas já deve estar pra lá do beleleu!

_ Não pode ser! Acabei de tirar aquele carro na concessionária, custou uma nota, vem um salafrário e o rapta de dentro de minha própria garagem!? É de arrombar, será que eu mereço?

_ Se o senhor merece não sei, mas que eu tentei avisar e daria tempo para chamar a polícia, isso daria, sim!  Mas patrão não tem tempo para faxineiro... Fazer o que né?  

O patrão de Catarino ficou uma arara, procurou a polícia, mexeu e virou-se, porém o caso não deu em nada e ele foi quem ficou no prejuizo, sem o seu carro novo. 

Os dias se passaram... Odilan, patrão de Catarino mudou-se de endereço. Morava ao norte e por causa do seu trabalho teve que ir para o sul. Alugou uma casa grande, bonita e numa daquelas manhãs lindas de verão estava ele e sua amada tomando sol no gramado à beira da piscina, enquanto Mirnia servia-lhes suco com biscoitos... Quando de repente entra Catarino correndo...

_Patrão... Patrão... Venha rápido! Tenho algo a lhe mostrar...

_ Espere um pouco Catarino, estou conversando algo importantíssimo com minha esposa...

Enquanto isso Catarino fica a esperar... e mais uma vez  acontece o inesperado, homens encapuzados entram no quarto do casal, leva todas as jóias da esposa. O faxineiro volta para suas atividades, quando tropeça em um grosso cordão de ouro no chão do corredor que liga a sala de visitas ao quarto, sai correndo ao encontro de sua patroa para entregar a jóia.

_ Como esse cordão foi parar no chão corredor, meu prestativo rapaz, se somente eu e Odilan sabemos o segredo do cofre?

 _ Ah minha senhora, eu não sei lhe explicar!Assustada a patroa corre para o quarto e encontra seu cofre vazio._ Quando os bandidos entraram na casa eu tentei avisar, mas ninguém escuta conversa de faxineiro!

_ Catarino parece que você não tem sangue nas veias, chama a gente com uma frieza que ninguém nem imagina que esteja acontecendo algo tão grave!

_ Ah patrão, sou uma pessoa extremamante inteligente! Assim que entrei nesta casa o senhor ditou-me regras de comportamento dentre as quias, incluia não fazer escândalos diante de nenhuma situação, lembra?



CADASTRE-SE GRATUITAMENTE
Você poderá votar e deixar sua opinião sobre este texto. Para isso, basta informar seu apelido e sua senha na parte superior esquerda da página. Se você ainda não estiver cadastrado, cadastre-se gratuitamente clicando aqui