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PRESIDENTE! O SONHO ACABOU...

Ele esfregou os olhos como criança. Piscou várias vezes. A penumbra da manhã impúbere digladiava contra a noite rebelde, envelhecida, teimosa. Ela sabia de sua derrota cotidiana, desistiu e se encolheu, aguardando escondida em conhecidos cantos inabitados. Conformada, sabia da vitória certeira contra a iluminação do dia que murcharia dentro de algumas horas. Ele voltou a esfregar os olhos remelentos, sentir o sonho recém apagado. A agenda do dia disparou assessores pelas quinas do palácio. Desde os primeiros dias de poder, não havia mais tempo para devaneios infantilóides e o sonho se dissipava no emaranhado confuso das marchas e contra-marchas, dos argumentos e contra-argumentos, das possibilidades e impossibilidades, todas ignoradas no longo, muito longo e mal feito... (leia mais)

Airo Zamoner




EMOÇÂO

Foi um dia de intensa emoção. Estava triste, sem saber o que fazer. Alguém aconselhou. “Quebra o bloqueio. Põe tudo que sente pra fora”. Depois do conselho, pensou. “Talvez escrevendo eu consiga. É isso. Ponho no papel. Assim não amolo ninguém”. Agora, sentada frente à máquina, não sabe como dar início. Como pôr pra fora o que sente? Não sabia... Passou a vida toda segurando suas emoções, só extravasadas em lágrimas, a única coisa que não sabia guardar. Uma simples vontade depois de um conselho. Conseguiria fazê-las saírem? Na verdade, não era uma simples vontade. Era uma profunda vontade. Pensou que talvez fosse mais feliz, mais liberta, se conseguisse algum dia, de alguma forma, “botar pra fora”, nem que fosse um pouquinho só, toda aquela emoção... (leia mais)

Isis Berlinck Renault




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   > Ana Flores

  AUTOR  
 
Ana Flores
Ana Flores é autora do livro "Corporco e outros contos", cronista dos jornais de bairro Guia Humaitá e Folha da Gávea, ambos do Rio de Janeiro.
É tradutora de contos do autor argentino Fernando Sorrentino, reunidos no livro "Para defender-se dos escorpiões e outros contos", além de "História de Maria Sapa", "A fortuna de Fortunato", "Quem se zanga, perde" e "Dom Osvaldinho", histórias infantis do mesmo autor.
Autora amplamente premiada destacam-se o primeiro lugar do Júri de Escritores com o conto "Óme? Nem morto!", em 2000, no concurso virtual Arremate o Conto; terceiro lugar no concurso de contos eróticos da revista Status, em 1978, com o conto "Consulta vai, consulta vem..." Autora do livro didático "Muito Prazer!", curso de português do Brasil para estrangeiros, 2 volumes e diversas outras publicações esparsas.

O que diz a crítica
"Acabo de ler ´Mordaça´. Comovi-me e li-o várias vezes. Pode-se perceber a bagagem para dizer tanto com tão poucas palavras. Gostei muito." - Rafael Moncada, escritor colombiano.

"Ana Flores é uma contista plena. Com total domínio da narrativa, faz tão bem o micro e o miniconto - espécie moderna e difícil do gênero - como o conto maior, diálogos realistas, ou até mesmo o conto de realismo mágico. Além de tudo, é uma escritora com estilo e personalidade." - Cairo de Assis Trindade, poeta e consultor literário.

"O conto ´Corporco´ é de excelente qualidade literária. Fiquei muito tocada. Fazia tempo que eu não lia algo tão bom na Internet." -Fernanda Villas Bôas, jornalista.

"Gostei muito de toda a produção literária deste livro. Nunca tinha ouvido falar de microcontos e não esperava que fossem tão curtos. Acho que, com eles, Ana Flores alcançou o domínio da palavra de um poeta. São enxutos e completos. Gostei mesmo." Milvia Albuquerque - professora