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Pedagogia do Amor

Vivemos uma época de calamitosa incerteza (Martin Luther King) A humanidade caminha de mãos dadas, rumo ao caos. Os valores se invertem, mergulhados nas valas da hipocrisia. O amor que sempre foi o marco da esperança, da fé, da solidariedade existencial, antes praticada olho no olho, hoje é substituído pela tela de um computador ou vídeo de um televisor, até mesmo pelo marketing do imediatismo. Uma espécie de ditadura da frieza. A família era mais unida. Hoje, vai se destruindo nos tentáculos de atividades objetivas, onde o casal, a cada dia, tem menos contato com os seus filhos. Tentar ser alguém no futuro era, sobretudo, motivo e instrumento de interesse pessoal. Ir à luta, era buscar garantir a possibilidade única de vencer e tornar-se... (leia mais)

Josias Alcântara




CLAUDINE

Ela se destaca nos meus olhos. Saltita alegrias. Nos rodopios, o vestido de rendas e babados restaura harmonias antigas. A minúscula mãozinha agarra o pai carrancudo. Puxa-o na avidez de conhecer os detalhes do mundo. Aos gritinhos, arrasta-o, estimulando-o a ver. Ver e opinar. Dizer como é lindo, como é feio, engraçado, estranho, tudo que se oferece descompromissado aos seus olhinhos curiosos. Observo e meu coração dói. Vontade de agarrar esse pai pelo colarinho. Sacudi-lo com violência pedagógica. Acordá-lo dos seus trinta, quarenta anos. Forçá-lo a sentir a felicidade que flui gratuita por seu braço indiferente. Gritar para que olhe, uma vez ao menos, para baixo. Fazê-lo ver que a vida berra na alegria voluntária da filha, pesquisadora do mundo. Contenho-me e ele... (leia mais)

Airo Zamoner




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   > Rangel Luiz dos Santos

  AUTOR  
 
Rangel Luiz dos Santos
Personagem principal do meu maior best seller, minha vida. Estudei filosofia, mas não sou filósofo, ou pelo menos, não mais do que qualquer bêbado divagando em um botiquim. Tenho um livro escrito, "A Casa Azul" e outros tantos contos em outros sites e vários textos em uma pasta no meu computador, mas não sou escritor. Ao menos, não mais do que qualquer criança que brinca e cria sua própria fantasia. Por fim, sou normal, cheio de adjetivos que me qualificam e me depreciam, mas não sou mais herói ou vilão que ninguém, sou humano apenas.