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Finalmente, a verdade!

Nada me desperta mais a atenção que a expressão de seu rosto. Olhos pequenos, escuros, escondidos atrás de sobrancelhas grisalhas de onde salta um brilho ofuscante. Olhos ligeiros, matreiros, espertos a contrastar com a velhice que o ronda, que o paquera, que joga alhures seu charme traidor. O sorriso dele, não é coisa facilmente identificável. É um ligeiro esgar maroto, quase sarcástico, às vezes para o lado direito, outras para o esquerdo. É algo forte que agride meu cérebro. Algumas vezes cruzo com ele pela Rua das Flores da minha Curitiba encantada. Em outras, estamos lado a lado, lendo a mesma notícia no jornal pregado na banca. No frio, sempre usa um surrado capote desbotado. No calor, o mesmo paletó xadrez de mangas puídas. Claudicante, corpo encurvado,... (leia mais)

Airo Zamoner




Aos dez anos

O irmão chegou com uma novidade: se ela colocasse um fio de cabelo dentro de um vidro cheio d’água e tampasse bem tampado, ele se transformaria em uma cobra. - Mas tem que ser com a raiz, disse. Porque ela é que vai ser a cabeça da cobra. E tem mais – não pode ficar dentro de casa. Tem que ficar no chão, perto da terra. Arrancou o fio de cabelo mais comprido que encontrou, com raiz e tudo. Colocou num vidro, tampou bem tampado, colocou no chão embaixo de uma mangueira e ficou esperando. - Já tem três dias e não tô vendo nada mudar... - Calma, né? - Quem disse pra você que cabelo vira cobra? - O Betinho. Ele disse que a vó dele disse que um irmão dela fez isso e virou cobra. - Ah!... Outros tantos dias,... (leia mais)

Isis Berlinck Renault




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   > Marcial Salaverry

  AUTOR  
 
Marcial Salaverry
MARCIAL SALAVERRY Sempre fui leitor voraz. Desde pequeno, sempre gostei demais de boa leitura. Meus autores favoritos foram,  Monteiro Lobato, Karl May, Leandro Dupré, Júlio Verne, Victor Hugo.Escrevia algumas brincadeiras, mas nunca pensei em ser escritor.  Minha irmã era secretária de Monteiro Lobato, e certa vez mostrou um trabalho de redação que havia feito para a escola, e o Mestre comentou que eu poderia ainda vir a ser um escritor, pois tinha estilo. Nunca o levei a sério. Deveria ter levado, pois agora descobri o prazer de soltar o que tenho dentro da alma.Somente comecei a escrever alguma coisa para a Internet neste ano. Instado por algumas amigas, comecei a escrever  Aventuras na África, narrando episódios de minha vida no Congo, durante três anos que lá vivi. Como jamais havia pensado em escrever sobre isso, nada havia anotado. Foi um excelente trabalho de memória, para lembrar-me de certos detalhes.Descobri que ainda não estou senil, embora muita gente possa pensar o contrário.Posteriormente resolvi escrever crônicas tipo auto ajuda, e muita gente tem gostado.E agora, estou poetando. Parece que estão gostando. O que vocês acham?Alguns dados biográficos:Nasci em 11/12/1938 – Casei em 19/09/1959 – E agora sou um bisavô muito orgulhoso de seu bisneto.