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Vida vazia, vida marota!

Dr. Agildo caminhou vagarosamente até a enorme varanda. Saboreava os momentos do entardecer, um a um, como rotina para receber a noite implacável e então, recolher-se para o descanso. Desta vez, contudo, sentia-se diferente. Seus pensamentos esvoaçavam de um canto para outro da memória, contrariando seus comandos, inquietando seu espírito. Sentou-se na velha cadeira, admirando o extenso jardim. Os canteiros, emoldurando as divisas com suas cores imprevisíveis, tentavam suavizar seus sobressaltos. O ipê majestoso, que ele próprio plantara há tantos incontáveis anos, mantinha-se incólume a seus pensamentos. Parou seus olhos no aparente desordenado trabalho da velha árvore, largando o amarelo de pétalas a se desprenderem a cada instante, formando verdadeira alcativa.... (leia mais)

Airo Zamoner




CLAUDINE

Ela se destaca nos meus olhos. Saltita alegrias. Nos rodopios, o vestido de rendas e babados restaura harmonias antigas. A minúscula mãozinha agarra o pai carrancudo. Puxa-o na avidez de conhecer os detalhes do mundo. Aos gritinhos, arrasta-o, estimulando-o a ver. Ver e opinar. Dizer como é lindo, como é feio, engraçado, estranho, tudo que se oferece descompromissado aos seus olhinhos curiosos. Observo e meu coração dói. Vontade de agarrar esse pai pelo colarinho. Sacudi-lo com violência pedagógica. Acordá-lo dos seus trinta, quarenta anos. Forçá-lo a sentir a felicidade que flui gratuita por seu braço indiferente. Gritar para que olhe, uma vez ao menos, para baixo. Fazê-lo ver que a vida berra na alegria voluntária da filha, pesquisadora do mundo. Contenho-me e ele... (leia mais)

Airo Zamoner




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   > Maygon André Molinari

  AUTOR  
 
Maygon André Molinari
Nascido em Irati, PR, Maygon André Molinari, recém-formado em Letras, lança aos vinte e dois anos seu segundo livro, Os Só(i)s. O primeiro, chamado 26ª Serenidade (coletânea de poemas, edição independente), foi lançado em 2005. Seu contato com textos inicia em sua infância, na leitura dos contos da carochinha, de poetas brasileiros como Vinícius de Moraes, e, sobretudo, nas leituras da Bíblia. Aos quinze anos, decidiu ser escritor e intensificou suas leituras de poesias, contos e romances. Também nessa idade, começou a se debruçar sobre a filosofia, paixão que faz presença em sua arte. Aos dezessete, escreveu uma novela, que pensa publicar somente na velhice. Se o fizer. Maygon é também letrista e compositor e prepara, com sua banda, a gravação do primeiro CD.