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   > O NABA



Djalma Miranda dos Santos
      CRôNICAS

O NABA

             CRÔNICA     “O NABA” 
Precisava ir a Santa Catarina para saber o significado da palavra Naba.
         Jamais havia ouvido o termo Naba e eis que na casa do Vardinho, na praia do Sol, 8 km de Laguna-SC, conheci o dito Vardinho, que entre uma conversa e outra usava o adjetivo para premiar uma ou outra pessoa de seu relacionamento, dizendo que aquela pessoa sim “era um Naba”.
Ouvindo as suas estórias, narrativas compridas e cheias de detalhes, pude aos poucos ir assimilando o seu palavreado e aprendendo com o mestre Vardinho, apelido de infância, (pois na verdade ele se chama Walter), muitas coisas interessantes, bem como fatos ocorridos nos seus 26 anos como motorista da Empresa Santo Anjo, fazendo o trajeto Florianópolis - Porto Alegre e vice-versa.
Quanta estória meu Deus, que riqueza de detalhes, boa memória, assim o meu ilustre personagem ia discorrendo suas aventuras e desventuras ao transportar passageiros. Uma das estórias falava de uma mulher que tomou o ônibus em Floripa, com destino a Porto Alegre e desceu 30km depois, quando um carro já esperava por ela, lhe pedindo para dizer, caso o marido o indagasse, que a mesma tinha descido em Porto Alegre. Romance à vista.
         Foi muito bom o convívio nesses dias com os Westrup-Hoepers.  
Fiz dois cursos de “como partir melancia em 2 minutos” e também “como pescar de pandorga”, experiência inédita lá pras bandas das Minas Gerais, pois se contar, ninguém acredita. Pra quem não sabe, a pandorga é um papagaio gigante, que puxa a rede de pesca para o mar, impulsionada pelo vento.  Continuando, fomos (eu e Rosa) muito bem tratados pelo casal Vardinho e Dete, ela nos deliciando com suas comidas típicas, gemada na rosca, pão caseiro, fatias douradas, pirão de peixe e outras iguarias; ele com seus “causos”, pescarias e cursos.
Registro aqui os nossos sinceros agradecimentos.
         Mas, voltando ao adjetivo Naba, segundo a Rosa, o termo pode ser entendido em dois sentidos:
 
1)   O “Naba Bom”, que é aquele indivíduo que sabe se virar, sair  bem de cada situação, só faz o melhor pra todos, está mais interessado em agradar e servir, um otimista declarado, sempre alegre e divertido.  Assim tipo o Márcio,que foi o nosso companheiro em toda a viagem, nos levando nos lugares em Floripa, tomando chuva pra nos acompanhar, sempre alegre e solicito. Desta forma o nomeei “um Naba Legítimo”.
 
2) O “Naba Ruim” – individuo chato, sem desconfiômetro, só faz kaka, sem diplomacia, trata mal aos semelhantes, incapaz de um gesto nobre e por aí vai.  Esse elemento não faz parte de nosso grupo de amigos.
                   
         A Rosa, por exemplo, pode ser considerada uma “Naba”, pelo seu carisma, pelo seu jeitão expansivo, sua alegria, sua vivacidade, sua maneira de encarar a vida, sua solidariedade, seu companheirismo com os amigos, porém uma “NABA” DA MELHOR QUALIDADE!   
 
                   DJ/Curitiba 13/01/07.
 


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