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   > O Código de Ética de Psicologia e a Prática do Psicólogo nas Organizações



Larissa de Araujo Silva
      RESENHAS

O Código de Ética de Psicologia e a Prática do Psicólogo nas Organizações

Toda profissão possui um corpo de práticas orientadas por normas éticas e princípios que garantem adequadamente a atuação de seus profissionais e a relação desses com a sociedade em que atuam. O Código de Ética de uma profissão não deve ser visto como um agrupamento de normas imutáveis, pois sendo a sociedade um todo que se transforma constantemente, exige-se dos profissionais uma constante reflexão sobre os valores em que está pautada sua atuação.

Independente da área em que o psicólogo exerça sua atuação, ele deve estar sempre orientado pelo Código de Ética de sua categoria. Esse Código é fundamental para compor as diretrizes de atuação desse profissional, assegurar seus direitos e deveres, e seu compromisso com a promoção da cidadania.

Segundo o Art. 3° do Código de Ética de Psicologia (2005), “O psicólogo para ingressar, associar-se ou permanecer em uma organização, considerará a missão, a filosofia, as políticas, as normas e as práticas nela vigentes e sua compatibilidade com os princípios e regras deste Código” (p.11). Esse é o principal artigo que deve guiar a conduta do psicólogo organizacional, pois se aceitarmos fazer parte de uma empresa ou organização que de alguma forma fira os Direitos Humanos, estaremos sendo tão conivente quanto esta, indo contra ao I Princípio Fundamental que baseia nossa prática que é o respeito à dignidade, igualdade, liberdade e integridade do ser humano. Na ocorrência desta incompatibilidade, cabe ao psicólogo recusar a prestação de seus serviços, pois seria insustentável exercer plenamente suas funções em um meio que desrespeita seus valores profissionais e que negligência de alguma maneira os sujeitos ali inseridos, e se for pertinente, acionar o órgão jurídico competente para apresentar uma denúncia.

Por muito tempo a psicologia do trabalho foi utilizada como instrumento do capital, desconsiderando o humano que existia nos trabalhadores das grandes fábricas. Após uma série de influências e movimentos importantes para pensar alternativas de como a psicologia poderia contribuir para o campo do trabalho, a psicologia organizacional surge com um novo olhar sobre as relações de trabalho, mostrando que existe algo que vai além dos domínios técnicos, nesse sentido, outra diretriz importante que deve guiar a prática desse profissional é a citada no Princípio II do Código, segundo esse princípio: “O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão” (p.7).  

A partir desse princípio, é importante que o psicólogo no campo das organizações reflita e promova ações que visem melhorar a qualidade de vida dos atores que constituem aquela organização, criando espaços de diálogo, transparência e cooperação, cobrando das empresas sua responsabilidade social como entidade, e fazendo uma análise sobre a sua própria responsabilidade social como profissional: Até que ponto ele está colocando os interesses lucrativos da empresa acima da sua ética? Até que ponto ele está sendo condizente com o sofrimento de um sujeito em detrimento de seus interesses pessoais em relação àquela empresa?

Em tempos onde os direitos trabalhistas estão cada vez mais sendo atacados e retirados, e o trabalho escravo volta a ser defendido, é fundamental que o psicólogo que trabalha na área organizacional também esteja atento ao Art. 2° do Código, no qual afirma que é vedado ao psicólogo: “Acumpliar-se com pessoas ou organizações que exerçam ou favoreçam o exercício ilegal da profissão de psicólogo ou de qualquer outra atividade profissional.” (p.9). , o profissional deve ocupar sempre uma postura ética, condizente com os princípios de sua categoria, e com seu compromisso com a comunidade, assegurando acima de tudo o bem estar mental dos sujeitos que trabalham naquela organização, sendo contrário a qualquer forma de exploração.

Portanto, o Código de Ética é uma ferramenta que orienta o exercício da psicologia, ele apresenta os direitos e deveres do profissional dessa área para com a sociedade, é importante que o psicólogo assuma sempre uma postura reflexiva e crítica sobre os valores em que pauta sua atuação, para que possa exercer um trabalho ético, sério e que seja condizente com os princípios que guiam sua profissão.

Referências
Código de Ética Profissional do Psicólogo: resolução CFP n° 010/5. (2005) (5ª ed.) Brasília: CFP.
 
 
 



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